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Kink.com: a liberdade através do fetiche

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Saiba mais sobre o Kink.com, o mais importante site de filmes pornôs e sexualidades alternativas e que está ganhando documentário produzido por James Franco.

Se aconteceu alguma coisa nova na pornografia nestes últimos anos foi por responsabilidade do Sr. Peter Acworth, o britânico criador do portal Kink.com.

Ele começou em 1997, em Nova Iorque, com um único site chamado Hogtied e evoluiu até um pequeno império sediado num antigo depósito de armas na cidade São Francisco nos EUA nos dias de hoje.

O portal kink.com reúne uma série de sites na temática BDSM e fetichista, tanto hétero quanto gay. É orientado para o público masculino e é também admirado por muitas mulheres, sobretudo as que conhecem ou participam da cena BDSM. Este apelo feminino nós também vemos em seu elenco de diretoras, que tem nomes como Claire Adams, Bobbi Starr, Tomcat, Princess Donna Dolore e Maitress Madeline. Nenhum outro site do mesmo porte tem tantas mulheres atuando com direção de cena.

O Kink foi pioneiro (e talvez o mais bem sucedido) em misturar BDSM com sexo real, foi como um encontro entre os vídeos de fetiche que encontramos no Clip4sale com os filmes pornográficos com sexo explícito. Com isso ele conseguiu aumentar muito o alcance do seu conteúdo, pois, sem perder o público mais interessado no BDSM “puro”, ele conquistou os consumidores de pornografia tradicional que acabaram descobrindo novas possibilidades para sua vida sexual e seu consumo de pornografia na internet.

A diferença entre o Kink e sites como Brazzers, por exemplo, começa na forma de tratar os performers. O Kink adota uma postura de transparência total, onde até os valores dos caches são públicos.

Outra diferença é que os performers com interesse pelos assuntos do site tornam-se diretores, como aconteceu com as mulheres citadas anteriormente, e existe uma preocupação com o bem estar e a segurança entre os performers.

O kink.com é muito mais que um site pornô, é um grupo de ativistas pela liberdade sexual: participam de eventos como o Folsom Street Fair, o maior evento de celebração da cultura BDSM do mundo, que acontece em São Francisco todos os anos; apoiam iniciativas como a Feminapotens, uma geleria de arte e espaço de eventos que celebra e propõe discussões sobre sexualidades alternativas; e recentemente inauguraram uma espécie de bar, o The Armory Club que funciona próximo ao antigo depósito de armas onde a empresa funciona atualmente.

Para os não iniciados nos assuntos relacionados ao BDSM, visitar o Kink é um choque, as cenas são reais e extremas, mas nada muito diferente do que se vê quando se visita um clube de sadomasoquismo ou se navega pelas páginas do Fetlife. O Kink apresenta uma pornografia muito mais próxima do que acontece de no dia a dia de quem conhece e/ou pratica o BDSM da vida real do que o que a pornografia tradicional apresenta em relação ao sexo que seus consumidores praticam em seu dia a dia.

A pornografia tradicional apresente um sexo que as pessoas nunca irão conseguir fazer, um sexo que equivale à violência estilizada dos filmes de ação, enquanto o Kink apresentam uma pornografia mais próxima da vida real, que por mais extrema que seja, sua audiência vê como possível, e as práticas reais estão muito próximas do que é mostrado no site.

É possível dizer que o que diferencia o Kink dos outros sites pornográficos é o seu propósito, o kink existe, como diz seu slogan, "para desmistificar e celebrar formas alternativas de sexualidade oferecendo o mais ético e autêntico entretenimento adulto para uma audiência orientada para estilos de vida relacionados ao fetiche e sadomasoquismo".

Enquanto outros sites existem apenas para ser mais uma fonte de receita de algum grupo de mídia gigante.

Este ano o pessoal do Kink está comemorando o lançamento de um filme produzido pelo ator James Franco no Sundance Film Festival e levando seus valores para uma audiência muito maior.

Sites como o Kink e outros com uma visão positiva do sexo e da pornografia são uma oportunidade para mostrar para às pessoas que não é preciso sentir culpa pelos seus desejos, e que ninguém está sozinho em suas loucuras. Se o que você faz é seguro, consensual e feito de forma sã, você não está errado, nem no “caminho do mal”. Descobrir e liberar os desejos sexuais da forma certa (realizando com segurança, de forma sã e consensual) é o caminho certo para evitar a explosão da frustração em forma de violência não consensual que pode acontecer dentro de casa, no trabalho ou na rua.

Se a energia criada pelo desejo sexual não for gasta com prazer, respeito e sem culpa ela acaba explodindo e seus efeitos são sempre devastadores. O Kink.com é um exemplo de entretenimento que educa sem ser chato e mostra alternativas para todos os desejos,
este é o seu propósito e um dos pilares do seu sucesso.

FONTE: A VIDA SECRETA

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