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ATUAÇÃO MORTAL

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Quando mudaram para aquela casa, já sabiam. Teriam que conviver com um fantasma. O fantasma de Jussara, a florista.
Souberam do que lhe acontecera em detalhes.
Jussara, em seus últimos anos de vida, sofria de constantes depressões. Ela trabalhava no Hospital-Maternidade São Vicente como enfermeira, há vinte anos atrás. 
Não tinha muito caráter. Tinha prazer no sofrimento dos bebês e suas mães. No início, se divertia, embaralhando os recém-nascidos. Depois, costumava pegar alfinetes e enfiar os mesmos nos bracinhos das crianças.
Um dia, fora encontrada morta, com um bracinho de bebê a lhe apertar a garganta, naquela casa que eles, os Mendes, alugaram. 
Jussara lhes aparecia desde manhã. Ora estava no sofá olhando revistas antigas. Ora estava na cozinha mexendo nas panelas, tentando roubar cozidos e frituras.
Os Mendes fizeram consultas ao espírito de Edgar Allan Poe, a metapsíquicos, médiuns, físicos quânticos, psiquiatras, astrônomos, ginecologistas, padeiros, carpinteiros, pedreiros, etc. etc. etc. Mas....inútil todo tipo de esforço que tentavam.
Decidiram então, matar Jussara....Mas.....só fantasmas matam fantasmas, dizia Tia Sirleide. Os Mendes então resolveram se matar uns aos outros.
Esperaram ser promovidos ao grau de Fantasma Júnior. Destarte, foram atrás de Jussara.
Acontece que....Jussara....não estava morta e sim....viva. Forjara a própria morte e fantasmagoria para se livrar de cobradores.

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