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A sacerdotisa como oráculo-vivo nos ritos da Serpente de Fogo (Dharmagupta)

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A sacerdotisa como oráculo-vivo nos ritos da Serpente de Fogo



"A mulher é o portal ou Shakty, a potência negativa do Universo, cujo magnetismo atrai para si a energia cósmica, que ela armazena e absorve (como um Cálice Sagrado ou Santo Grall ) para ser direcionadapelo sacerdote para fins gnósticos ou materiais."  (Kenneth Grant)

Na Ordem do Lotus Negro (O.L.N) a sacerdotisa atua como uma Avatar de Maha Devi (a Grande Deusa), ou Shakti (a Poderosa) e traz o poder para o Templo enquanto o sacerdote direciona esse poder para propósitos mágicos ou místicos. No rito a alta-sacerdotisa torna-se investida com os poderes de Adi-Shakti (a Deusa Primordial), que é a fonte de tudo, o princípio universal de energia, poder ou criatividade. Ela é a Taça Gloriosa ou Graal que recebe o Poder Elemental da Kundalini ou a Energia do Espírito Santo que se manifesta como sagrado feminino. A sacerdotisa é também um Espelho do Cosmos através da qual reflete as realidades dos Mundos Superiores, transmitindo visões e sons percebidos apenas por ela. 


                                                  A doutrina da polaridade sexual

Os ritos mágico-sexuais de Alta Magia frequentemente envolvem a união física entre o sacerdote e a sacerdotisa. Em outro momentos essa união física é irrelevante e pode-se invocar os poderes superiores com a simples tensão energética entre os sexos, que por si mesma é o suficiente para abrir um portal dimensional através do qual forças e entidades são atraídas à manifestação. Seja de uma forma ou de outra a base metafísica desses ritos baseiam-se na doutrina ocultista da polaridade sexual - que é de perspectiva tântrica. Essa doutrina nos ensina que quando os dois sexos estão misticamente unidos eles canalizam as forças duais do Universo, que devem ser descritas como positivas e negativas; os pólos dos pares opostos entre os quais se teceu a urdidura do Universo. Uma regra básica da Alta Magia afirma que quando há polaridade de sexos num templo, a sacerdotisa traz o poder para dentro e o sacerdote o dirige. O sacerdote representa a corrente positiva-solar da Vontade e a sacerdotisa a corrente positiva-lunar da Imaginação.  


Quando se produz a união mística entre o masculino (elétrico-positivo) e o feminino (magnético-negativo), o casal abre um Portal espacial para que a força cósmica possa fluir através deles com tremendo poder. A invocação da Kundalini Cósmica nos ritos de Alta Magia tem um duplo objetivo: místico e mágico. Quando místico significa que a energia canalizada é direcionada para fins espirituais ao passo que mágico visa trabalhos de resultados materiais como por exemplo: saúde, prosperidade e potência sexual. Existem muito detalhes sobre a aplicação prática da doutrina da polaridade sexual que foge ao objetivo deste pequeno artigo. Em nossa ordem eles pertencem à esfera do conhecimento secreto, compartilhado apenas por poucos iniciados. A doutrina da polaridade sexual incorpora os Mistérios da Serpente de Fogo " a Kundalini Universal", da qual nosso Logos Solar, é ao mesmo tempo, a alma e o corpo.  


O Fogo Sagrado da Kundalini

Para nós, o Sol é a Kundalini in Excelsis, no qual vivemos, nos movemos e temos o nosso ser. A Kundalini, a Serpente de Fogo, é uma projeção da Força Solar de nosso Logos. Ela ficou conhecida como Ruach Há Kodesh nos textos hebreus e também como Espírito de Deus ou Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade Cristã. Para muitos gnósticos (antigos e modernos) o Espírito Santo é de natureza feminina e pode ser personificado como uma Deusa Pagã. No Novo Testamento o Espírito Santo é o Fogo de Pentecostes que desceu para inspirar os discípulos, em Atos 2. A Kundalini, é semelhante à Força Solar ou ao Fogo da Serpente que falam os tântricos. Todos esses são os nomes para o mesmo princípio.

As mulheres desempenham um papel importante nos ritos teúrgicos porque sua polaridade é similar à do mundo angélico e dévico. Nesse sentido, a mulher é considerada o veículo pelo qual Shekinah é trazida ao templo. Atuando como uma Sacerdotisa de Shekinah a mulher transforma-se na incorporação mágica das forças vivas da Natureza e, portanto, uma encarnação (avatar) da Grande Deusa do Universo, como ela deve ser apreciada durante os rituais tântricos. “Isso certamente representa uma alta forma de asceticismo. Significa que a mulher deve ser contemplada como um veículo da influência divina ou praeter-humana.” (Kenneth Grand) 



No microcosmo humano a Kundalini é a energia Ígnea adormecida no chakra fundamental (muladhara) a qual, após o seu despertar, ascende pelo sushumnadi (coluna espinhal) e ativa as zonas de poder (chakras) do corpo humano. 

Se os chakras inferiores estiverem devidamente lacrados a energia ascende e força seu caminho para cima através da coluna espinhal e, desta maneira, a elevação (da kundalini) é marcada por visões e aquisições de poderes latentes até sua culminância no centro do cérebro. 

Na prática visamos fazer subir a Kundalini da Sacerdotisa, concentrada no muladhara-chakra (chakra básico) até o ajna-chakra despertando a terceira visão, tornando-a oracular e divinamente inspirada. A figura da mulher-profetisa pertence a uma longa tradição de sacerdotisas, pitonisas, sibilas e velhas-sábias, dos ritos religiosos pagãos gregos, egípcios, escandinavos e, os vastamente mais antigos, ritos africanos. Neles, as sacerdotisas se comunicavam com espíritos dos mortos, elementais, daemons, e – se fossem Iniciadas de uma alta ordem – com Entidades Cósmicas que são entidades excelsas, Logoi ou Mônadas ligadas a centros planetários, consciências que sustentam a vida manifestada.

Um ser humano que ativa seu psiquismo superior torna-se um médium cósmico, um Tulku: um aparelho orgânico que processa informações dos Planos Ocultos do Universo ou de Inteligências Superiores Não-Físicas. 

Na ascensão da kundalini sobre diferentes níveis de realidade (planos invisíveis) a energia pode também assumir inúmeras manifestações de seres espirituais os quais o sacerdote exercerá seu controle. Ele deve de fato evocá-las e exercer sua autoridade espiritual sobre elas.  Essas forças são uma manifestação da Anima Mundi (Alma do Mundo) a corrente mágika universal que deve ser absorvida ou "aterrada" pelo mago.


Yoga e Teurgia

Na prática da Yoga a energia deve elevar-se através da escala de todas as aparências até o ponto culminante em que o yogue identifica-se com o Uno Transcendental além de toda imaginação. 




Ao contrário do puro misticismo da Yoga na Teurgia o trabalho com a kundalini exige o aterramento da corrente mágicka. Isto significa que o mago tem que atrair as forças do Não-Manifesto à Terra, revivendo o processo o processo divino da Criação, onde ocorre a encarnação do Espírito no Reino de Malkuth (Matéria). Parafraseando Dion Fortune: "Deve haver, em nós, um circuito entre o Céu e a Terra, não basta tirar kundalini da base da espinha, fazendo-a subir, mas também devemos fazer descer a Luz Divina através do Lótus de Mil Pétalas".




A sacerdotisa faz o papel de um portal dimensional onde as energias extraterrestres são atraídas para se manifestarem na Esfera de Malkuth.

Também as memórias mortas e esquecidas de nosso passado antropológico podem ser ressuscitadas no corpo (Ressurgência Atavística) através de certos ritos utilizando o poder da Serpente de Fogo sob alta emotividade.


Gostaria de finalizar esse artigo esclarecendo que um portal oferece entrada para outro espaço dimensional, outro estado de consciência, outra realidade. Os portais existem em todas as formas e em todos os níveis de consciência inclusive no corpo humano. O nome que recebe os portais do corpo humano é chakras. Os chakras - ou portais corporais - abrem e fecham de acordo com o estado emocional ou mental da pessoa. Neste artigo descrevemos a base teórica para a abertura ritualística destes portais/chakras corporais. Os chakras são as conexões com a nossa herança planetária, estelar e galáctica. Eles absorvem e expelem energias do nosso meio ambiente principalmente a energia universal (chi, orgone, prana, vrill etc) transmitidas pelas estrelas, planetas e das profundezas da terra. A experiência comprova que combinando alguns dos métodos acima sugeridos os portais do corpo podem ser abertos facilitando a penetração da consciência em dimensões metafísicas e, como resultado, a comunhão voluntária e consciente com inteligências superiores não-humanas.

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