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5 coisas que queríamos ver em Constantine

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Por Allison O'TOOLE · 30 de setembro de 2014
Texto publicado originalmente em: http://popculture-y.com/2014/09/5-constantine/

Tradução e adaptação por: Arthur Xenofonte

Com todas as séries baseadas em histórias em quadrinhos a chegar a TV, está ficando mais difícil para os nerds e haters pontuar coisas para reclamar - mas eles sempre encontrar um caminho, esse texto não vai ser diferente, mas propõe-se a apresentar ao menos um fundamento às críticas. Na época, com menos de um mês até a estréia de Constantine, na emissora NBC, houveram momentos propícios para as especulações. Os fãs ficaram muito desapontados ao saber que John Constantine não foi mostrado fumando (muito), por exemplo, e que ele teria uma história linear padrão, mas houveram referências suficientes na série para alguns rostos familiares e lugares no episódio piloto na tentativa de apaziguar os fãs. Ainda assim, alusões não são suficientes para sustentar uma série que, como bem sabemos, não durou além da primeira temporada com 13 episódios. Aqui estão algumas das coisas que os fãs dos quadrinhos Hellblazer gostariam deter visto na série e que talvez funcione para uma futura terceira tentativa:


1. Punk Rock.

Desde sua definição prévia, provavelmente a série não vai ser pautada pela mesma época em que se passam os quadrinhos, mas esperava-se ao menos que a época de punk de John - e sua banda, Mucous Membrane -, pelo menos, fossem referenciados na série, e isso foi feito. A época de John como um punk (e antes disso, como um hippie) serviu para demonstrar suas inclinações contra-culturais, uma parte integrante do caráter do personagem. O Punk Rock americano não tem a mesma conotação político-social que o Punk Britânico tem como a cena underground de seu país nos anos 70, mas ainda está associada a sentimentos anti-establishment etc, por isso não seria estranho para o público norte-americano. Seus dias de punk também estão entrelaçados com o seu primeiro grande fracasso mágicko - quando perdeu a alma de uma menina para Nergal em Newcastle - e uma vez que esse evento é mencionado no piloto, as chances que os fãs tinha de ver alguns flashbacks acabou se cumprindo.


2. "Johnny Con-Job.".

Uma das razões que a versão do personagem de Keanu Reeves não trabalhar para os fãs é um excesso de confiança na magia. John é um adepto da magia, um mago, mas bem diferente do Doutor Estranho, por exemplo. A maioria de suas vitórias são ganhas através da mentira, da manipulação, e da malandragem. Feitiços são geralmente usados em serviço de algum esquema maior, e essa prática foi chamada de "Con-Job" por seus amigos punks graças as suas habilidades de jogar com qualquer um. Até os demônios do mais alto escalão hierárquico do inferno não estão em boas mãos contra ele, esperava-se ver esta versão do personagem nas telas, já que ele é um bastardo nato que está disposto a jogar à qualquer preço para ganhar - não alguém que enfrenta batalhas com super poderes toda semana a fazer da Magia(k) algo mundano, banal, mas isso foi muito mal aplicado à série segundo o meu ponto de vista. Na série, John vivia apenas a dicotomia dualista entre Céu e Inferno.



3. Política.

Hellblazer foi um quadrinho essencialmente britânico, por vezes, uma série altamente subversiva. Alguns escritores exploraram o folclore britânico e mitologia deste país em suas histórias, mas geralmente a série foi enraizada em problemas contemporâneos da Inglaterra. Políticos e membros da família real, guerras e hooligans tudo isso fez parte de Hellblazer, ao lado de questões mais abrangentes, como as tensões decorrentes da luta de classes e o preconceito racial. A série, obviamente, escolheu os Estados Unidos como uma base de operações, mas a América tem seus próprios problemas culturais atípicos à natureza de Hellblazer e com isso a série poderia explodir se não tivesse sido muito higienizado pelos censores do estúdio. Mas não foi o suficiente. Antes fosse uma série britânica, que se passasse na Inglaterra real, com atores britânicos reais e a tratar de aspectos culturais e problemas sociais típicos à Inglaterra, talvez assim a série poderia ter rendido mais algumas temporadas. Essa foi a segunda tentativa de "Americanizar" o personagem, esperemos que da próxima vez ele atue na cidade devida.


4. Laços familiares.

Membros diretos da família de John Constantine forneceram uma série de conflitos ao longo da série de quadrinhos, como toda família bem o sabe fazer. A mãe de John morreu ao dar à luz a ele, o que resultou em um sentimento profundo de culpa em John, o que o levou também a uma relação complicada com seu pai. Sua irmã Cheryl Constantine e seu marido fizeram de tudo para manter sua filha Gemma longe da mágica, mas ela se atraiu por ela naturalmente. Além disso, a revista em quadrinhos, por vezes, explora outros Constantines ao longo da história e todos eles possuem uma aptidão para a magia e outra para arruinar suas próprias vidas. Tal aptidão Mágicka assola toda a linhagem de sua família. John ainda descobre que seu irmão gêmeo morreu no útero e foi o filho-de-ouro que seus pais teria querido - tornando John o gêmeo do mal. Sejam aqueles do passado, do presente ou de um futuro distante, a família de John para a história será sempre a causadora em complicar as coisas de maneiras interessantes. Infelizmente, pouco se não nada disso foi comentado na série televisiva.


5. Mulheres.

John tem uma série de relacionamentos amorosos que são realmente interessantes para suas histórias em quadrinhos, e ao contrário de seus amigos platônicos, as mulheres tendem a torná-lo mais vivo.

Como esperado, esse foi o motivo da partida de Liv, para dar lugar a sua substituta na série, Zed. Ao contrário de Zed, nem todos os parceiros românticos de John estavam envolvidos com o ocultismo, mas ainda assim mereciam ser lembrados ou explorados. Quem sabe em uma nova tentativa possamos ver Kit Ryan, talvez a sua mais notável amante de Constantine, Zatanna, a mágica que poderia possibilitar uma série paralela mais clean e em uma possível reunião para a Liga da Justiça Sombria, ou a Justice League Dark, Dani Wright, uma repórter americana, que fora arrastada para o mundo da magia, mas que nunca se envolveu voluntariamente. Epiphany Greaves, filha de um senhor do crime de Londres e alquimista e depois sua esposa, e Angie Spatchcock, uma praticante de magia. John não precisa sair com todas estas mulheres (Não em uma temporada só, claro), mas a sua inclusão seria uma ótima maneira para completar o elenco e explorar novos conflitos entre os personagens. Chantinelle a súcubo e Mercúrio, uma criança com poderes psíquicos também seriam bem-vindas à série; podemos esperar que um monte de amigos de John venham a morrer durante essas e outras séries, mas esse lado conquistador com as mulheres não foi devidamente explorado.

  

O episódio piloto e o resto da série demonstraram que a série tomou algumas referências da revista em quadrinhos, mas nem com isso essa adaptação agradou aos produtores e fãs da série. Esperemos que alguns destes elementos sejam incorporados em um novo projeto de modo que, em certa medida razoável, reflita fielmente os quadrinhos que amamos. Hellblazer vale muito a pena de ser lido, se você julga o personagem pelo filme e pela série, pode ter certeza que você não teve acesso à 20% do personagem que conhecemos. Certifique-se de ler os quadrinhos da editora VERTIGO, são 300 números para você se deleitar em leitura, é o título mais longevo da editora, depois aventure-se, se achar necessário, pela adaptação dos "Novos 52" da DC Comics que abrandou muito da personalidade de John e do teor adulto de suas "(des)aventuras", tornando-o mais um herói que lança poderes coloridos com as mãos.

Que elementos dos quadrinhos que você mais gostaria de ver na TV? Comente aqui.






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