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Erzulie

 


No Vodou, Erzulie (às vezes escrito Ezili) é uma família de lwa, ou espíritos.

Erzulie Freda Dahomey

Erzulie Freda Dahomey, o aspecto Rada de Erzulie, é o espírito do amor, beleza, jóias, dança, luxo e flores. Os homens homossexuais são considerados sob sua proteção especial. Ela usa três anéis de casamento, um para cada marido - Damballah, Agwé e Ogoun. Ela é frequentemente vista como uma mulher bonita Mulata de grande riqueza, vestindo quantidades excessivas de jóias. Seu símbolo é um coração, suas cores são rosa, azul, branco e ouro, e seus sacrifícios favoritos incluem jóias, perfumes, tortas doces e licores. Muito coquete e amante da beleza e elegância. Erzulie Freda é a feminilidade e a compaixão encarnada, No entanto, ela também tem um lado sombrio; ela é vista como ciumenta e mimada e dentro de alguns círculos vodoun é considerada preguiçosa. Quando ela monta um serviteur ela flerta com todos os homens, e trata todas as mulheres como rivais. Na Iconografia cristã ela é freqüentemente identificada com o Mater Dolorosa. Ela é concebida como nunca capaz de atingir mais fervoroso desejo de seu coração. Por esta razão, ela sempre deixa um serviço em lágrimas.

Erzulie Dantor

Em seu aspecto na nação Petro como Erzulie Dantor ela é muitas vezes descrita como uma cicatriz e mulher negra de seios grandes, protetora segurando uma criança em uma mão e uma faca na outra. Ela é uma guerreira e uma protetora particularmente feroz de mulheres e crianças. Suas cores são vermelho, dourado e azul marinho, Seus símbolos são um coração trespassado, facas, e seus sacrifícios favoritos incluem porcos pretos, carne de porco frita (griot) e rum. Ela é freqüentemente identificada com as mulheres lésbicas. Acredita-se que uma representação comum de Erzulie Dantor tem suas raízes nas cópias do ícone da Black Madonna of Częstochowa, levada para o Haiti por soldados Poloneses que lutavam em ambos os lados da Revolução do Haiti de 1802 em diante.

Erzulie na cultura popular

Erzulie (Freda) é também um personagem no musical da Broadway Once On This Island como a bela Deusa do amor.

Sobre o Autor:
LORD KRONUS
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Admirador do Oculto e cinéfilo. azerate666@hotmail.com Confira mais textos deste autor clicando aqui

Baron Cimetière




No Vodou haitiano, Baron Cimitière (Barão do cemitério) é um dos Guédé, um espírito da escuridão, junto com Baron Samedi e Baron La Croix. Ele é considerado o guardião masculino do cemitério.

Ele adora fumar charutos e beber vinho ou um bom licor.Ele é considerado grosseiro e obsceno como qualquer outro Guédé,mas o faz com elegância.

Na República Dominicana, o Barão é comparado a San Elías y del Monte Carmelo e a Baronesa com Santa Marta  Dominadora é comum fiéis visitarem cemitérios para pedir favores.

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LORD KRONUS
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João Caveira

 




João Caveira é o nome de uma falange de exu de Umbanda (entidade espiritual) da Quimbanda e Umbanda brasileira.

História

Trata-se de uma das falanges de entidades responsáveis pelo encaminhamento das almas (espíritos desencarnados) que vagam nos cemitérios para áreas de captação e triagem.
É representado por um homem carregando um crânio humano. Em outra versão é a própria caveira em pé. Normalmente é associado como estando localizado no portão do cemitério (calunga), mas sua ação é muito mais abrangente.
Suas manifestações mediúnicas são ocorrentes nos terreiros. É uma entidade séria e de poucas palavras, normalmente indo diretamente ao assunto.
João Caveira pertence à falange do Exu Caveira, que por sua vez é regida pelo orixá Omolu.


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LORD KRONUS
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Bará no Batuque




Bará é nome do Orixá Exu, uma divindade cultuada no Batuque, religião afro-brasileira do Rio Grande do Sul.
Por várias características pertencentes aos homens, Bará se apresenta como o Orixá mais humano de todos os Deuses africanos, sendo sempre o primeiro Orixá a ser servido em qualquer obrigação, nele encontraremos um Orixá prestativo e presente, segurando todas nossas futuras necessidades, caso contrário devemos nos preparar, sem exagero, para alguma coisa desagradável.
Como dono das chaves, dos portais, encruzilhadas, caminhos e comércio, deve sempre ter suas saudações, obrigações e cortes quando necessário, feitos em primeiro lugar caso contrário caminhos trancados, mas não devemos tachar o Orixá Exu de egoísta, para a segurança de nosso ritual é só serví-lo primeiro e assim nosso ritual estará bem encaminhado. É o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, esta para nossos negócios e vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo de nossos merecimentos e cumprimento de tarefas.
  • Saudação: Alúpo ou Lalúpo
  • Dia da Semana: Segunda-feira
  • Número: 07 e seus múltiplos
  • Cor: Vermelho
  • Guia: Corrente de aço (para alguns), vermelho escuro (Elegbara), vermelha (Lanâ, Lodê, Adague e Agelú)
  • Oferenda: Pipoca, Milho torrado, 07 batatas inglesas assadas e azeite de dendê
  • Ferramentas: Corrente, chave, foice, moeda, búzios, entre outros
  • Ave: Galo Vermelho
  • Lugares na Natureza: Encruzilhadas.

Qualidades


  • Bará Lodê (Olodê): Exu da porteira
  • Bará Lanã (Onã): Exu representante de vários orixás
  • Bará Adagbe: Exu das serpentes
  • Bará Agelú (Jelú): Exu de orixás funfun e das águas
  • Bará Elegbará: Exu guardião


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    LORD KRONUS
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    OS ORIXÁS E A KABBALAH

    Muitos esquecem que o Egito fica na África e que os cultos antigos africanos tiveram origem nas mesmas fontes que o culto judaico (e posteriormente Cristão e Católico). Desta maneira, a estrutura dos Orixás é baseada nos mesmos arquétipos universais que regem todos os princípios psicológicos humanos, representados diretamente na Árvore da Vida.

    Omulu

    Obaluaiyê quer dizer “rei e dono da terra”; sua veste é de palha e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado à terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol – calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas. O lugar de origem de Obaluaye é incerto, há grandes possibilidades que tenha sido em território Tapá (ou Nupê) e, se esta é ou não sua origem, seria pelo menos um ponto de divisão dessa crença. Conta-se em Ibadã que Obaluaye teria sido antigamente o Rei dos Tapás. Uma lenda de Ifá confirma esta última suposição. Obaluaye era originário em Empê (Tapá) e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatros cantos da terra.

    Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas.

    Obaluaye representa a terra e o sol, aliás, ele é o próprio sol, por isso usa uma coroa de palha (AZÊ) que tampa seu rosto, porque sem ela as pessoas não poderiam olhar para ele. Ninguém pode olhar o sol diretamente.

    Esta fortemente relacionado aos troncos e aos ramos das árvores e transporta o axé preto, vermelho e branco.

    Sua matéria de origem é a terra e, como tal, ele é o resultado de um processo anterior. Relaciona-se também com os espiritos contidos na terra. O colar que o simboliza é o ladgiba, cujas contas são feitas da semente existente dentro da fruta do Igi-Opê ou Ogi-Opê, palmeiras pretas. Usa também bradga, um colar grande de cauris. É interessante notar que a lenda de Omulu/Obaluaye mescla toda a transição alquímica, da TERRA até o SOL (ou transformação de Chumbo em Ouro), tal qual diversas outras mitologias e seus heróis na jornada de Malkuth até Tifereth.

    Na mitologia católica, Omulu é sincretizado com São Lázaro.

    Iemanjá

    Yemoja, na Africa, cujo nome deriva de Yèyé omo ejá (“Mãe cujos filhos são peixes”), é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja. As guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokutá, no início do século XIX. Evidentemente, não lhes foi possível levar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo os objetos sagrados e os suportes do axé da divindade. Yemanjá seria a filha de Olorum, Deus único, e é considerada o orixá do mar. Do casamento de Oxalá e Iemanjá (O Casamento alquímico entre o Sol e a Lua) nasceram todos os demais orixás.

    Deusa das águas, mares e oceanos, é a manifestação da procriação, da restauração, das emoções e símbolo da fecundidade. Está associada ao poder genitor, a interioridade, aos filhos contidos em si mesma. Seu adedé (leque) simboliza a cabeça mestra. Ela é muito bonita, vaidosa e dança com o obebé (espelhinho) e pulseiras. Na Nigéria ela é patrona da sociedade Geledes, sociedade feminina ligada ao culto das Yamis, as feiticeiras. No Rio de Janeiro, Santos e Porto Alegre, o culto a Iemanjá é muito intenso durante a última noite do ano, quando centenas de milhares de adeptos vão, cerca de meia-noite, acender velas ao longo das praias e jogar flores e presente no mar.

    Iemanjá está diretamente relacionada à Yesod e corresponde a todas as deusas lunares e guardiãs dos mistérios, como Ísis, Hecate, Selene e Diana. Na mitologia católica, está relacionada à Nossa Senhora dos Navegantes.

    Exú

    Mensageiro dos Orixás, ele é o primogênito do universo no mito da gênesis dos elementos cósmicos. É o resultado da integração água e terra, masculino e feminino, sendo o terceiro elemento. Cultuado entre os Orixás, apenas por seu intermédio é possivel adorar as Yabás-Mi (as feiticeiras). Traçar e abrir caminhos é uma das suas principais atividades, pois ele circula livremente entre todos os elementos do sistema. É o princípio da comunicação. Esta fortemente representado no Opon-Ifá (tábua adivinhatória de Ifá – Deus da Adivinhação) pelos triângulos e losângulos. O sistema oracular funciona graças a ele. Está profundamente associado ao segredo da transformação de materiais em indivíduos diferenciados. Exú é o alter ego de todos os indivíduos. É o princípio dinâmico da expansão (evolução), agente de ligação, princípio do nascimento de seres humanos, princípio da reparação (causa/efeito). Exerce o papel de propulsor do desenvolvimento, de mobilizador, de fazer crescer, de ligar, de unir o que está separado, de transformar, de comunicar e de carregar. Todos os Orixás necessitam de suas forças, pois ele está ligado à evolução e ao destino de cada um. Exú é o primeiro que se serve e se cultua, é o Senhor, o decano de todos os elementos.

    Exú representa a esfera de Hod e está relacionado diretamente com Thoth, Hermes, Mercúrio, Loki, Anansi, Ogma, Prometeus e todos os deuses, heróis, mestres e responsáveis por carregar os ensinamentos do Divino para os Homens. Hod faz a ponte da linguagem, entre os sentimentos e o pensamento abstrado, sem o qual não haveria o método científico nem o armazenamento do aprendizado.

    Apesar de ser um dos mais importantes Orixás, a Igreja Católica, através dos Jesuítas, sincretizou o Exú na figura do Diabo, associando ao demônio elementos como o tridente, a cor vermelho e preta e o falo. Os ignorantes das Igrejas Neopentecostais propagam esta besteirada em suas perseguições às outras religiões e cultos, gerando muito do preconceito em relação aos Umbandistas e praticantes das religiões afro-brasileiras.

    Oxum

    Dona das águas. Na áfrica, mora no rio oxum. Senhora da fertilidade, da gestação e do parto, cuida dos recém-nascidos, lavando-os com suas águas e folhas refrescantes. Jovem e bela mãe, mantém suas características de adolescente. Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer. Vaidosa, é a mais bela das divindades e a própria malícia da mulher-menina. É sensual, exibicionista, consciente de sua rara beleza. Se utiliza desses atributos com jeito e carinho para seduzir as pessoas e conseguir seus objetivos.

    Osun é chamada de Yalodê, título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade, além disso, ela é a rainha de todos os rios e exerce seu poder sobre as águas doces, sem a qual a vida na terra seria impossível.

    Dança de preferência sob o ritmo de sua terra: Igexá. Sua dança lembra o comportamento de uma mulher vaidosa e sedutora. Oxum está relacionada diretamente com Netzach e corresponde às deusas da beleza de todos os panteões, como Vênus, Afrodite, Ishtar, Astarte, Frigga e Lakshmi. Na mitologia católica, Oxum equivale a Nossa Senhora da Conceição.

    Oxalá

    Oxalá, Orixalá ou Oxalufan é a primeira forma de orixá que foi criada por Olorun, no início dos tempos, sendo associado ao ar, que existia antes da criação da Terra, e também à água do início da existência. Oxalufan está ligado à cor branca, ou incolor, sendo o primeiro na hierarquia dos fun-fun (os que vestem branco). Detém o axé da criação de todos os seres da Terra. Está ligado à gênese do universo e foi o primeiro orixá criado por Olorun. Representa a maturidade, a sabedoria e o equilíbrio. Veste-se inteiramente de branco, sendo responsável pela manutenção da paz e da tranquilidade entre os seres criados.

    Na mitologia africana, é considerado o pai de todos os orixás e de todos os seres vivos, sendo, por esse motivo, constantemente reverenciado em festas públicas e diversos rituais. Está sempre presente nas antigas lendas, representando a figura venerada de um pai. Sua posição é muito destacada, tendo o respeito de todos os orixás, que se curvam à sua presença.

    Oxalá (o Sol) é pai de todos os principais Orixás, junto com Iemanjá (a Lua), que simbolicamente resultam do Casamento Alquímico de Osíris-Ísis.

    Corresponde a Jesus Cristo na mitologia católica, a Apolo, Buda, Krishna, Mithra, Baldur e todos os deuses solares dos Panteões.

    A Correspondência sefirática de Oxalá é Tiphereth.

    Ogum

    Divindade masculina iorubá, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal, Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exú, está mais próxima dos seres humanos. O Guerreiro sempre foi a figura mítica do deus mais invocada, já que é sua função realizar no astral as guerras que os seres humanos não conseguem travar ou vencer na sua luta cotidiana.

    Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela umbanda, onde é muito popular. É sincretizado comumente com São Jorge, tradicional guerreiro dos mitos católicos, também com lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.

    Ogum é aquele que gosta de iniciar as conquista mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas. Na África Ogum é o Deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim, seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam o ferro: ferreiros, barbeiros etc… É por extensão o orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Tem correspondência com Thor, Ares, Hefaestus, Marte, Vulcano, Bodicea, Indra e Hórus. Com todos os deuses ligados à guerra ou ao manejo do ferro.

    A Correspondência sefirática de Ogun é Geburah.

    Oxóssi

    Numa visão antropológica os orixás são vibrações de energia, cada um numa faixa própria, com as quais os seres humanos se identificam, o que justifica a existência de “filhos” de diferentes orixás. Numa visão teológica, os orixás são divindades a serem respeitadas e cultuadas por seu filhos, que com eles entrariam em contato através de diferentes rituais disseminados na cultura tribal africana e que no Brasil estão agrupados sob o rótulo de uma religião: o Candomblé e a Umbanda.

    Nesse sentido, dois orixás iorubás fogem da tradição básica: o mago Ossain, o solitário senhor das folhas e Oxóssi, o caçador. Ambos são irmãos de Ogum na maior parte das lendas e possuem o gosto pelo individualismo e o ambiente que habitam: a floresta virgem, as terras verdes não cultivadas. A floresta é a terra do perigo, o mundo desconhecido além do limite estabelecido pela civilização iorubana, é o que está além do fim da aldeia. Nela o homem não tem a proteção da organização social, do maior número de pessoas. Os caminhos não são traçados pelas cabanas, mas sim pelas árvores, o mato invade as trilhas não utilizadas, os animais estão soltos e podem atacar livremente. É o território do medo. Oxóssi é o orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. Ossain é o Senhor do conhecimento de todas as ervas e também do Ifá. Esta correlação de Chesed com o Santo Graal Cristão, detentor de todo o conhecimento esotérico, traz paralelos com Wotan e Odin, senhores das Runas, e com Zeus/Júpiter, o detentor de todo o conhecimento.

    Nanã

    Nanã é o vodun (orixá) da nação Gêge, de tempos imemoriais. Está associada aos mitos da criação da Terra, sendo a precursora de todas as divindades que têm o poder de gerar a vida. É o lado feminino dos criadores do mundo. Grande Senhora das terras molhadas e fecundas, com a qual foram criados todos os seres, reina na lama, que formou a Terra, nas águas paradas e pântanos. Ao mesmo tempo em que dá vida às criaturas, faz com que retornem ao seu elemento de origem para, mais tarde, renascerem na Terra, formando o ciclo da vida e da morte. Por ser a detentora dos conhecimentos mais profundos e antigos dos Orixás, Nanã corresponde diretamente à Daath, a sephirah do Conhecimento e guadiã dos maiores mistérios da Criação.

    Xangô

    Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro deus iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras. É, portanto, o principal tronco dos candomblés do Brasil. Xangô é o rei das pedreiras, Senhor dos coriscos e do trovão, Pai de justiça e o Orixá da política. Guerreiro, bravo e conquistador, Xangô também é conhecido como o Orixá mais vaidoso, entre os deuses masculinos africanos. É monarca por natureza e chamado pelo termo Oba, que significa rei. E é o Orixá que reina em Oyó, na Nigéria, antiga capital política daquele país.

    No dia a dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos. Encontramos Xangô nas lideranças de sindicatos, associações, movimentos políticos, nos partidos políticos, nas campanhas políticas, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.

    Xangô é a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa.

    Xangô é a rigidez, a organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso cultural e social, a voz do povo, o levante, a vontade de vencer.

    Xangô é a capacidade de organizar e pôr em prática os projetos de diferentes áreas, é a reunião de pessoas, para discutirem pontos e estratégias de trabalho. Xangô também é o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança.

    Xangô traz as Rígidas leis de Binah, a Esfera da Restrição e das Leis. Não as leis dos homens, mas as leis imutáveis da física e da natureza, dos quais ninguém pode escapar.

    Iansã

    Deusa da espada de fogo, Dona das paixões, Iansã é a Rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais. Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos eguns, guia dos espíritos desencarnados, Senhora dos cemitérios.

    Não é muito difícil depararmo-nos com a força da Natureza denominada Iansã (ou Oyá). Convivemos com ela, diariamente.

    Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora. Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas. Oyá é o raio, a beleza deste fenômeno natural. É o seu poder. É a eletricidade. Iansã está presente no ato simples de acendermos uma lâmpada ou uma vela. Ela é o choque elétrico, a energia que gera o funcionamento de rádios, televisões, máquinas e outros aparelhos. Iansã é a energia viva, pulsante, vibrante. Sentimos Iansã nos ventos fortes, nos deslocamentos dos objetos sem vida.

    Orixá da provocação e do ciúme. Iansã também é a paixão. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax, o orgasmo do homem e da mulher. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase “estou apaixonado” tem a presença e a regência de Iansã, que é o Orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o ciúmes doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão, propriamente dita. Iansã é a disputa pelo ser amado. É a falta de medo das consequências de um ato impensado, no campo amoroso. É até mesmo a vontade de trair, de amar livremente. Iansã rege o amor forte, violento.

    Oyá é também a senhora dos espíritos dos mortos, dos eguns, como se diz no Candomblé. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma.

    Iansã corresponde ao Caos primordial, à fúria dos elementos naturais da criação, representada na Esfera de Hochma.

    Olorum

    Olorum não é propriamente um orixá. Não tem filhos na Terra e, por isso, não se manifesta – isto é, não “baixa” – em ninguém. Não participa do cerimonial do Candomblé, não exige oferendas nem comidas caprichadas ou vestimentas especiais.

    Na verdade, Olorum – que alguns chamam de Olodumaré – está acima dessas e de outras necessidades materiais.

    Senhor de todas as coisas, ele é o princípio criador. Sem sua permissão, Odudua – orixá que ora se apresenta como homem, ora como mulher – não teria gerado o mundo, nem Oxalá poderia dar vida aos homens.

    Olorum não é homem nem mulher, não tem características humanas, nem se envolve nos problemas do dia-a-dia.

    Sua única ligação com os homens acontece por intermédio dos orixás e do arco-íris – que, segundo a lenda, ele criou especialmente para esse fim, em apenas quatros dias.

    Ibejis

    Ibejis são divindades gêmeas infantis, é um orixá duplo e tem seu próprio culto, obrigações e iniciação dentro do ritual. Divide-se em masculino e feminino (gêmeos). Em Oyó cultua-se como erês ligado às qualidades de Sangô e Osun. Popularmente conhecido como xangô e oxun de ibeji.

    Os orixás gêmeos protegem os que ao nascer perderam algum irmão (gêmeo), ou tiveram problemas no parto.

    Em algumas casas de candomblé e batuque são referidos como erês (crianças) que se manifestam após a chegada do orixá chamados de ase erês ou asêros.

    Por serem gêmeos, estão ligados ao princípio da dualidade e de tudo que vai nascer, brotar e criar.

    Ibeji, assim como Tempo, não faz parte das Esferas, mas é a Primeira Manifestação do Ain-Soph, gerando os dois Pilares do Yin e Yang. Desta maneira, podemos colocá-los
    em Kheter, como o primeiro aspecto de dualidade na manifestação de Olorum na criação.


    Os orixás ou deuses das antigas culturas nada mais são do que o fruto da observação de aspectos psicológicos do próprio ser humano, descritos pelos olhos da cultura daquele tempo e espaço no Planeta Terra. Estudar e conhecer os deuses é conhecer o próprio ser humano e obrigação de qualquer pessoa que queira se dizer culta.

    Quando as pessoas entenderem que os únicos deuses que existem estão dentro de você mesmo e não em figuras entalhadas, e começarem a admirá-los pelo que eles são: MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS, talvez começaremos a migrar para um mundo mais civilizado e belo.

    FONTE: Daemon.com.br

    MINISSÉRIE MÃE DE SANTO

    A Ialorixá, através de seu terreiro, conduz várias histórias baianas.

    Minissérie de Paulo César Coutinho, com pouca repercussão exibida, de 9 de outubro a 2 de novembro de 1990, na Manchete. Não tinha uma trama central. Mãe de Santo era composta por 16 capítulos, cada um com uma história, que mostrava uma boa pesquisa sobre os ritos lendários do candomblé.

    Infelizmente essa proposta não deu certo, e a minissérie acabou ficando por demais confusa.

    A minissérie foi reprisada de 18/05/1992 a 09/06/1992, de segunda a sexta-feira às 19h30.
















    Tese de mestrado da USP mostra benefícios da Umbanda e Santo Daime à saúde

    O estudo realizado no final de 2012 no Instituto de Psicologia da USP apresentou a relação entre religiosidade e saúde ao analisar duas religiões brasileiras: Santo Daime, que faz uso sacramental da bebida psicoativa Ayahuasca, e a Umbanda, ambas com rituais fundamentados em práticas de estados diferenciados de consciência, segundo a autora.

    A psicanalista Suely Mizumoto, em sua dissertação de mestrado Dissociação, religiosidade e saúde: um estudo no Santo Daime e na Umbanda, fez diversas constatações. Entre elas, que adeptos do Santo Daime e da Umbanda apresentaram diferenças significativas quanto à redução da frequência de mudanças de humor e de sentimentos contraditórios.

    As diferenças foram baseadas nas experiências anteriores e posteriores à participação nos rituais de cada religião. Quando comparados a um grupo controle, os adeptos mostraram ter maior equilíbrio de humor e emoção.

    Segundo a pesquisadora, a comunidade religiosa, provedora de apoio emocional, material e afetivo, pode também ser compreendida como uma comunidade terapêutica para as condições psicológicas estressantes. Os adeptos podem encontrar em suas comunidades suporte em momentos de fragilidade. No entanto, Suely diz que, “na verdade, o aprendizado que essas religiões proporcionam podem ensinar seus adeptos a ter um domínio maior quanto ao enfrentamento espiritual dessas questões, diminuindo experiências mediúnicas traumatizantes”.

    A psicóloga empregou um questionário que abordava o perfil social, a religiosidade e a saúde, tanto física como mental, dos voluntários. “Os resultados obtidos dos perfis sociais, saúde e religiosidade e das escalas revelaram indicadores de bem estar que confirmam índices de saúde inteiramente satisfatórios e até melhores quando comparados aos resultados do grupo controle”, relata a pesquisadora.

    Com o tema de sua dissertação, Suely espera amenizar os preconceitos com as religiões afro brasileiras. A Umbanda é um exemplo de religião que trabalha exclusivamente na arte do ensino da prática mediúnica, não faz uso de psicoativos, mas mesmo assim pode não ser bem interpretada. “Não havendo nocividade nestas práticas, a relação entre religião e saúde, mais bem esclarecida por esta pesquisa, pode ajudar a desconstruir muito do senso comum que envolve a religiosidade no País”, disse.

    Ficou interessado? Leia aqui o estudo na íntegra.

    FONTE: Blog Umbanda Eu Curto

    Ananse



    Ananse, ou Anansi, é uma lenda africana. Conta um caso interessante, no qual no mundo antigo não havia histórias e por isso viver aqui era muito triste.

    neymar

    Houve um tempo em que na Terra não havia histórias para se contar, pois todas pertenciam a Nyame, o Deus do Céu. Kwaku Ananse, o Homem Aranha, queria comprar as histórias de Nyame, o Deus do Céu, para contar ao povo de sua aldeia, então por isso um dia, ele teceu uma imensa teia de prata que ia do céu até o chão e por ela subiu.

    Quando Nyame ouviu Ananse dizer que queria comprar as suas histórias, ele riu muito e falou: - O preço de minhas histórias, Ananse, é que você me traga Osebo, o leopardo de dentes terríveis; Mmboro os marimbondos que picam como fogo e Moatia a fada que nenhum homem viu.

    Ele pensava que com isso, faria Ananse desistir da idéia, mas ele apenas respondeu: - Pagarei seu preço com prazer, ainda lhe trago Ianysiá, minha velha mãe, sexta filha de minha avó.

    Novamente o Deus do Céu riu muito e falou: - Ora Ananse, como pode um velho fraco como você, tão pequeno, tão pequeno, pagar o meu preço?

    Mas Ananse nada respondeu, apenas desceu por sua teia de prata que ia do Céu até o chão para pegar as coisas que Deus exigia. Ele correu por toda a selva até que encontrou Osebo, leopardo de dentes terríveis. - Aha, Ananse! Você chegou na hora certa para ser o meu almoço. - O que tiver de ser será - disse Ananse - Mas primeiro vamos brincar do jogo de amarrar? O leopardo que adorava jogos, logo se interessou: - Como se joga este jogo? - Com cipós, eu amarro você pelo pé com o cipó, depois desamarro, aí, é a sua vez de me amarrar. Ganha quem amarrar e desamarrar mais depressa. - disse Ananse. - Muito bem, rosnou o leopardo que planejava devorar o Homem Aranha assim que o amarrasse.

    Ananse, então, amarrou Osebo pelo pé, pelo pé e pelo pé, e quando ele estava bem preso, pendurou-o amarrado a uma árvore dizendo: - Agora Osebo, você está pronto para encontrar Nyame o Deus do Céu.

    Aí, Ananse cortou uma folha de bananeira, encheu uma cabaça com água e atravessou o mato alto até a casa de Mmboro. Lá chegando, colocou a folha de bananeira sobre sua cabeça, derramou um pouco de água sobre si, e o resto sobre a casa de Mmboro dizendo: - Está chovendo, chovendo, chovendo, vocês não gostariam de entrar na minha cabaça para que a chuva não estrague suas asas? - Muito obrigado, Muito obrigado!, zumbiram os marimbondos entrando para dentro da cabaça que Ananse tampou rapidamente.

    O Homem Aranha, então, pendurou a cabaça na árvore junto a Osebo dizendo: - Agora Mmboro, você está pronto para encontrar Nyame, o Deus do Céu.

    Depois, ele esculpiu uma boneca de madeira, cobriu-a de cola da cabeça aos pés, e colocou-a aos pés de um flamboyant onde as fadas costumam dançar. À sua frente, colocou uma tigela de inhame assado, amarrou a ponta de um cipó em sua cabeça, e foi se esconder atrás de um arbusto próximo, segurando a outra ponta do cipó e esperou. Minutos depois chegou Moatia, a fada que nenhum homem viu. Ela veio dançando, dançando, dançando, como só as fadas africanas sabem dançar, até aos pés do flamboyant. Lá, ela avistou a boneca e a tigela de inhame. - Bebê de borracha. Estou com tanta fome, poderia dar-me um pouco de seu inhame?

    Ananse puxou a sua ponta do cipó para que parecesse que a boneca dizia sim com a cabeça, a fada, então, comeu tudo, depois agradeceu: - Muito obrigada bebê de borracha.

    Mas a boneca nada respondeu, a fada, então, ameaçou: - Bebê de borracha, se você não me responder, eu vou te bater.

    E como a boneca continuava parada, deu-lhe um tapa ficando com sua mão presa na sua bochecha cheia de cola. Mais irritada ainda, a fada ameaçou de novo: - Bebê de borracha, se você não me responder, eu vou lhe dar outro tapa."

    E como a boneca continuava parada, deu-lhe um tapa ficando agora, com as duas mãos presas. Mais irritada ainda, a fada tentou livrar-se com os pés, mas eles também ficaram presos. Ananse então, saiu de trás do arbusto, carregou a fada até a árvore onde estavam Osebo e Mmboro dizendo: - Agora Moatia, você está pronta para encontrar Nyame o Deus do Céu.

    Aí, ele foi a casa de Ianysiá sua velha mãe, sexta filha de sua avó e disse: - Ianysiá venha comigo vou dá-la a Nyame em troca de suas histórias.

    Depois, ele teceu uma imensa teia de prata em volta do leopardo, dos marimbondos e da fada, e uma outra que ia do chão até o Céu e por ela subiu carregando seus tesouros até os pés do trono de Nyame. - Ave Nyame! - disse ele -Aqui está o preço que você pede por suas histórias: Osebo, o leopardo de dentes terríveis, Mmboro, os marimbondos que picam como fogo e Moatia a fada que nenhum homem viu. Ainda lhe trouxe Ianysiá minha velha mãe, sexta filha de minha avó.

    Nyame ficou maravilhado, e chamou todos de sua corte dizendo: - O pequeno Ananse, trouxe o preço que peço por minhas histórias, de hoje em diante, e para sempre, elas pertencem a Ananse e serão chamadas de histórias do Homem Aranha! Cantem em seu louvor!

    Ananse, maravilhado, desceu por sua teia de prata levando consigo o baú das histórias até o povo de sua aldeia, e quando ele abriu o baú, as histórias se espalharam pelos quatro cantos do mundo vindo chegar até aqui.

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    Legba

     
     
    Legba - Vodun das religiões tradicionais africanas. Entre os fon e os Éwé, Legba possui um aspecto eminentemente fálico, e seus iniciados, os Legbasi, transportam os sacra de Legba (assentamento), composto de uma complexa parafernália onde predominam cabaças e pequenas esculturas fálicas, para onde quer que forem e vestem uma saieta de ráfia tingida de roxo. Carregam ainda um falo esculpido madeira (ogo), que nas festas públicas gostam de esfregar no nariz dos turistas. Legba pode ser encontrado em todos os templos, pois é ele quem abre o caminho para os demais voduns poderem atuar. O Legba guardião dos templos, das aldeias e casas particulares, montado na forma de um montículo de barro de onde sai um enorme falo ereto, é eminentemente uma entidade coletiva (Agbo-Legba), mas se conhece ainda um Legba feminino (Assi-Legba ou Legbayonu) que é montado e cultuado para proteger as mulheres e das crianças da comunidade, ainda que a mulher de Legba, segundo os fon seja Awovi (cujo nome significa "filha do engano" e representa os acidentes), que é representada por uma estatueta de barro de aspecto feminino, sem cabeça e com os olhos no lugar dos seios e boca na altura da vagina, normalmente maior do que a representação de Legba. Minona (representação divinizada dos poder mágico atribuído às mulheres) e Ayizan também são consideradas ora esposas, ora mães de Legba.

    O nome Legba foi utilizado no filme Encruzilhada (Crossroads), de 1986, como nome do demônio para quem a personagem Willie Brown vende sua alma para se tornar um grande bluesman. O filme faz analogia à lenda que diz que o conhecido bluesman Robert Johnson havia feito o mesmo. Este também aparece no filme.
     
    Haiti
     
    No Vodou haitiano, Papa Legba é o intermediário entre o Loa e a humanidade. Ele está em uma encruzilhada espiritual e dá (ou nega) permissão para falar com os espíritos de Guinee, e acredita-se que fala todas as línguas humanas. Ele é sempre o primeiro e o último espírito invocado em qualquer cerimônia.
    Alternativo: Legba, Legba Atibon, Atibon Legba, Ati-Gbon Legba.

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    Lissá



    Lissá ou Segbo-Lisa in Benin, ao lado de Mawu, é o vodun da Criação, pai e ancestral de todos os demais voduns, mas a tradição o coloca sempre em segundo plano em relação à Mawu. Lissá representa o Oeste, o Sol, o firmamento - assim como a luz e as águas contidas ali. É simbolizado por um camaleão que traz o globo dourado do Sol na boca.

    Enquanto Mawu representa o frescor e os prazeres da vida, Lissá encarna o trabalho, a seriedade e a determinação, semelhante a dualidade freudiana entre eros, o princípio do prazer, e tanatos, a pulsão da morte.

    A cor emblemática de Lissá é o branco, e seus vodunsis devem andar sempre de branco. Ele recebe oferendas e sacrifícios de alimentos e animais de cor branca. Diferente de Mawu que se relaciona igualmente a todas as famílias de voduns, Lissá é considerado um Ji-vodun, e a tradição conta que ele é de origem nagô (iorubá), e seus vodunsis ao final da iniciação são denominados anagonu.


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    Xangô



    Xangô, Shango ou Sango, é Orixá, de origem Yorubá. Seu mito conta que foi Rei da cidade de Oyo, identificado no jogo do merindilogun pelos odu obará, ejilaxebora e representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba xango.
    Pierre Verger dá como resultado de suas pesquisas que: Shango ou Xangô, como todos os outros imolè (orixás e ebora), pode ser descrito sob dois aspectos: histórico e divino.
     
    África
     
    Como personagem histórico, Xangô teria sido o terceiro Aláàfìn Òyó, "Rei de Oyo", filho de Oranian e Torosi, a filha de Elempê, rei dos tapás, aquele que havia firmado uma aliança com Oranian.
    Shango, no seu aspecto divino, permanece filho de Oranian, divinizado porém, tendo Yemanjá como mãe e três divindades como esposas: Oyá, Oxum e Obá.
    Shango orixá dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Por esse motivo, a morte pelo raio é considerada infamante. Da mesma forma, uma casa atingida por um raio é uma casa marcada pela cólera de xangô. Xangô é o Orixá do Poder, ele é a representação máxima do poder de Olorum.
    • Sacerdote de Sango - Magba
    • Sacerdotisa de Sango - Iya Magbá
    • Atabaque de Sango - Ilu batá
    • Toque favorito - Alujá
    • Fruto favorito - Orogbo
    • Bichos - Akunko, Agutan, Ajapá
    • Comida - Amalá
    Foi ele quem criou o culto de Egungun, sendo ele o único Orixá que exerce poder sobre os mortos. Xangô é a roupa da morte, por este motivo não deve faltar nos Egbòs de Ikù e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos Eguns.

    Xangô criador de Culto a Egungun

    Xangô é o fundador do culto aos Eguns, somente ele tem o poder de controlá-los, como diz um trecho de um Itã:

    "Em um dia muito importante, em que os homens estavam prestando culto aos ancestrais, com Xangô a frente, as Iyámi Ajé fizeram roupas iguais as de Egungun, vestiram-na e tentaram assustar os homens que participavam do culto, todos correram mas Xangô não o fez, ficou e as enfrentou desafiando os supostos espíritos. As Iyámis ficaram furiosas com Xangô e juraram vingança, em um certo momento em que Xangô estava distraído atendendo seus súditos, sua filha brincava alegremente, subiu em um pé de Obi, e foi aí que as Iyámis Ajé atacaram, derrubaram a Adubaiyani filha de Xangô que ele mais adorava. Xangô ficou desesperado, não conseguia mais governar seu reino que até então era muito próspero, foi até Orunmilá, que lhe disse que Iyami é quem havia matado sua filha, Xangô quis saber o que poderia fazer para ver sua filha só mais uma vez, e Orunmilá lhe disse para fazer oferendas ao Orixá Iku (Oniborun), o guardião da entrada do mundo dos mortos, assim Xangô fez, seguindo a risca os preceitos de Orunmilá.
    Xangô conseguiu rever sua filha e pegou para sí o controle absoluto dos mistérios de Egungun (ancestrais), estando agora sob domínio dos homens este culto e as vestimentas dos Eguns, e se tornando estritamente proibida a participação de mulheres neste culto, caso essa regra seja desrespeitada provocará a ira de Olorun. Xangô , Iku e dos próprios Eguns, este foi o preço que as mulheres tiveram que pagar pela maldade de suas ancestrais."

    Brasil

    Xangô foi o quarto rei lendário de Oyo (Nigéria, África), tornado Orixá de caráter violento e vingativo, cuja manifestação são o fogo, o Sol, os Raios, as Tempestades e os trovões. Filho de Oranian, teve várias esposas sendo as mais conhecidas: Oyá, Oxum e Obá. Xangô é viril e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Sua ferramenta é o Oxê: machado de dois gumes. Xangô é o Orixá do Poder, ele é a representação máxima do poder de Olorun.

    Enquanto Oxossi é considerado o Rei da nação de ketu, Xangô é considerado o rei de todo o povo yorubá. Orixá do fogo, dos raios e das tempestades, Xangô foi um grande rei que unificou todo um povo. Foi ele quem criou o culto de Egungun, muitos Orixás possuem relação com os Egunguns mas, ele é o único Orixá que, verdadeiramente, exerce poder sobre os mortos, Egungun. Xangô é a roupa da morte, Axó Iku, por este motivo não deve faltar nos Egbòs de Ikù e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos Eguns

    Xangô era forte, valente, destemido e justo. Era temido, e ao mesmo tempo adorado. Comportou-se em algumas vezes como tirano, devido a sua ânsia de poder, chegando até mesmo a destronar seu próprio irmão, para satisfazer seu desejo. Filho de Yamasse (Torosi) e de Oraniã, foi o regente mais poderoso do povo yorubá. Ele também tem uma ligação muito forte com as árvores e a natureza, vindo daí os objetos que ele mais aprecia, o pilão e a gamela; o pilão de Xangô deve ter duas bocas, que representam a livre passagem entre os mundos, sendo Xangô um ancestral (Egungun). Da natureza, ele conseguiu profundos conhecimentos e poderes de feitiçaria, que somente eram usados quando necessário. Tem também uma forte ligação com Oxumaré, considerado por ele como seu fiel escudeiro.
    Xangô é cultuado no Brasil, sob 12 (doze) qualidades. Vale salientar, que muitos seguem cegamente as ditas qualidades de Xangô da Bahia, e não é bem assim, por exemplo, Airá é um outro Orixá que não se dá com Xangô.Reza a lenda que Ayra era muito próximo de Xango, e quando Oxalufã, em visita ao reino de Xango, foi erroneamente confundido com um ladrão, teve suas pernas quebradas e foi preso. Uma vez Xango percebendo o engano, mandou que o tirassem da prisão, o limpassem e dessem a ele vestimentas condizentes com a grandiosidade de Oxalufã, porém Oxalufã estava viajando e teria ainda outros lugares para ir. Por ser muito velho e agora com as pernas tendo sido quebradas, a locomoção havia sido afetada, fazendo que Oxalufã andasse curvado e muito vagarosamente. Xangô então mandou que Ayrá levasse Oxalufã nas costas até a próxima cidade. Ayrá, percebendo ali a sua grande oportunidade, durante o caminho se voltou contra Xangô, falando a Oxalufã que Xango sabia que ele estava preso, acabando por ganhar a confiança de Oxalufã, que o tomou para si; razão pela qual Ayrá usa branco, mas nao é um fum-fum. Xangô que nao suporta traições se irritou com a atitude de Ayrá cortando relações com ele, desde então eles jamais devem ser cultuados juntos ou mantidos na mesma casa.

    As qualidades de Xangô são estas:

    • Ayrà - Pouco se sabe sobre ele , mais ele forte qualidade de Xango, seu culto e separado.Pois foi o Xangô que se revoltou contra Oxalá,que após desse revolta ,passou a usar branco por baixo, a roupa normal, de Xango por cima. Os filhos de Ayrà , sao independentes,objetivos em suas decisões , gostam de liderar e sao muito astutos, mas , por outro lado, nao suportam serem contrariados, e sao muitos explosivos.
    • Afonjá - Afonjá, o Balé (governante)da cidade de Ilorin. Afonjá era também Are-Ona-Kaka-n-fo, quer dizer líder do exército do império. Segundo a história de Oió, no início do século dezenove, Oió era governada pelo rei Aolé, ele possuía aliados que eram espécies de Generais, que lhe davam todo o tipo de apoio mantendo assim o podes absoluto sobre o Reino Iorubá e os reinos anexados. Mas um dia um desses generais resolveu se rebelar contra Oió e se unir com os inimigos, esse general se chamava Afonjá que era conhecido como Kakanfo de Ilorin. Declarou-se independente de Oió. Com isso o Rei de Oió Aolé se envenenou para não ver o desmembramento do Império. Afonjá traíu o Império Iorubá, mas quando os rebeldes assumiram o poder Afonjá foi decaptado pelo seu novo aliado. Este alegou que se um homem traíu seu antigo rei ele voltaria a trair tantos outros.
    • Obá Kosso - Título que Xangô recebe ao fundar a cidade de Kossô nos arredores de Oió, tornando-se seu Rei. Título dado também a Aganju, irmão gêmeo de Xangô quando de sua chegada em Oió foi aclamado como o Rei Não se Enforcou, Obá Kô Sô.
    • Obá Lubê - Título de Xangô que faz referência a todo o seu poder e riqueza, pode ser traduzido como Senhor Abastado.
    • Obá Irù ou Barù - Título dado a Xangô logo após chegar ao apogeu do império, quando cria o culto de Egungun, é aclamado como a forma humana do Deus primordial Jakutá sobre a terra,senhor dos raios, tempestades, do Sol e do fogo em todas as suas formas. Ele acaba por destroir a capital do Reino numa crise de cólera e depois arrependido, se suicida , adentrando na terra.
    • Obá Ajakà - Também intitulado Bayaniym," O pai me escolheu ", que faz referência a ele por ser o filho mais velho de Oraniã, e ter por direito que assumir o trono, irmão mais velho de Xangô.
    • Obá Aganjù - Aganju representa tudo que é explosivo, que não tem controle, ele é a personificação dos Vulcões.
    • Obá Orungã - Filho de Aganju Solá e Iemanjá, Orungan é dono da atmosfera é o ar que respiramos, dono da camada que protege a Terra. Ver mais abaixo.
    • Obá Ogodô - Muito falado também, é apenas o que se diz sobre Xangô, pois, Ogodô é o verbo bocejar. Então, quando está trovejando, o que se diz é que Xangô está bocejando. Dai Xangô Ogodô, é apenas um título de Xangô.
    • Jakutà ou Djakutà - Jakutá, é a representação da justiça e da ira de Olorun, míticamente Xangô foi iniciado para este Orixá sendo considerado como a forma divina primordial do mesmo. Ele foi enviado em sua forma divina por Olorun para estabelecer a ordem e submeter Oduduá e Oxalá aos planos da criação durante um momento de conflito entre as divindades. É o próprio Xangô.
    • Obá Arainã - Oroinã e Oraniã - Personificação do fogo, o magma do centro da terra é o pai de Xangô e de Aganju em sua forma humana.
    • Olookê - Orixá dono das montanha, em algumas lendas é um dos filho de Oraniã, foi casado com Yemanjá.

    Elementos do culto


    • Saudação: Kawó-Kabiesilé Saudação é a forma com que os Orixas são reverenciados;
    • Cores: Vermelho e Branco ou Vermelho e Marrom ou Marrom e Preto ou Marrom e Branco ou somente Marrom ou vermelho.As cores representam os Orixás, e podem variar segundo a linha religiosa;
    • Dia da Semana: Quarta-Feira;
    • Elementos: Fogo, Vulcões, Tempestades, Sol, Trovões, Terremotos, Raios, criador do Culto de Egungun, senhor dos mortos, desertos e formações rochosas;
    • Elemento Livro: os livros representam Xangô porque este orixá está ligado as questões da razão, do conhecimento e do intelecto. Bem como a Justiça e o Direito;
    • Ferramenta: Oxê, machado duplo de dois cortes laterais feito e esculpido em madeira ou metal;
    • Pedra: Meteorito;
    • Domínios: Justiça, Poder Estatal, Questões Jurídicas, Pedreiras;
    • Oferendas: Amalá, cágado, carneiro, e algumas vezes cabrito. Gosta de Orobô, mas recusa Obi (noz de cola), ao contrário dos demais Orixás;
    • Dança: Alujá, a roda de Xangô. São vários toques que falam de suas conquistas, seus feitos, suas mulheres e seu poder e domínio como Orixá.
    • Animais associados a Xangô: Tartaruga, Falcão, Águia, Carneiro e Leão.

    Cuba

    Changó (em português, Xangô) é uma das deidades da religião yorubá. Na Santeria sincretiza com S.António

    Resumo
    Changó é um dos mais populares Orishas do panteão Yoruba. É considerado Orisha dos trovões, dos raios, da justiça, da virilidade, da dança e do fogo. Foi em seu tempo um rei tirano, guerreiro e bruxo, quem por equívoco destruiu sua casa e a sua esposa e filhos e logo se converteu em Orisha.
    Orisha da justiça, da dança, da força viril, dos trovões, dos raios e do fogo, dono dos tambores Batá, Wemileres, Ilú Batá o Bembés, da festa e da música; representa a necessidade e a alegria de viver, a intensidade da vida, a beleza masculina, a paxão, a inteligência e as riquezas

    O Orisha
    Changó é chamado Yakutá (o lançador de pedras) e Obakosso (rei de Kosso). Foi o quarto Rey de Oyo e também o primeiro awó, trocou o ashe (axé) da adivinhação com Orunmila pelo da dança, é dono também dos tambores Batá, Wemileres, Ilú Batá o Bembés.

    Família
    Foi esposo de Obbá, Oyá y Oshún. Foi filho de Obbatala e Aggayu Solá, mas em outros caminhos se registra como de Obbatalá Ibaíbo e Yembó ou de Obbatalá e Oddua, mas em todos os caminhos considera-se criado por Yemaya e Dadá. Irmão do último, Oggun, Osun, Eleggua e Oshosi

    Oferendas
    As oferendas a Changó incluem amalá, feito a base de farinha de milho, leite e quimbombó (quiabo), bananas verdes, banana indio, otí (água ardente), vinho tinto, milho tostado, cevada, alpiste, etc. Imola-se carneiros, galos, codornas, tartarugas, galinha de guiné, pombas, etc

    Pataki (Itan) de Changó
    Furioso com os seus descendentes ao saber que Oggún havia querido ter relações com sua própria mãe, Obatalá ordenou executar a todos os varões. Quando nasceu Changó, Elegguá (seu irmão) levou-o escondido para sua irmã mais velha, Dadá, para que o criasse. Em pouco tempo nasceu Orula, o outro irmão, Elegguá, também temeroso da ira de Obatalá, o enterrou ao pé de uma árvore e lhe levava comida todos os dias. O tempo passou e um belo día Obatalá caiu enfermo. Elegguá buscou rápido a Changó para que o curasse. Logo que o grande médico Changó curou seu pai, Elegguá aproveitou a ocasião para implorar de Obatalá o perdão de Orula. Obatalá cedeu e concedeu o perdão. Changó cheio de alegria cortou a árvore e dela entalhou um belo tabuleiro e junto com ele, deu a seu irmão Orunmila o dom da adivinhação. Desde então Orunmila diz: “Maferefum (benção) Elegguá, maferefum Changó, Elegbara”. Também pela mesma razão a ékuele (moeda usada na Guiné Equatorial) de Orunmila leva na soldadura um fragmento do colar de Changó (branco e vermelho) por uma ponta. Desde então Orunmila é o adivinhador do futuro como interprete do oráculo de Ifá, dono do tabuleiro e conselheiro dos homens.

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    Osanyn


    Osanyin é a entidade das folhas sagradas, ervas medicinais e litúrgicas, identificado no jogo do merindilogun pelo odu iká e representado material e imaterialmente pela cultura Jeje-Nago, através do assentamento sagrado denominado igba ossaim. Sua importância é primordial. Nenhuma cerimônia pode ser realizada sem sua interferência. O seu sacerdote é o Babá Olosayin.

    É o detentor do axé (força, poder, vitalidade), de que nem mesmo os Orixás podem privar-se. Esse axe encontra-se em folhas e ervas específicas. O nome dessas folhas e o seu emprego é a parte mais secreta do ritual do culto dos Orixá, Vodun e Inkice.

    O símbolo de Osanyin é uma haste de ferro de cuja extremidade superior partem sete pontas dirigidas para o alto. A do centro é encimada pela imagem de um pássaro.

    Osanyin é o companheiro constante de Ifá. É representado por uma sineta de ferro forjado, terminada por uma haste pontuda enfiada em uma grande semente. A haste é fincada no chão, ao lado do osun (o asen dos fon) do babalawo. Por sua presença, Osanyin traz a influência das folhas para as operações da adivinhação.

    Brasil

    Ossaniyn, Ossaim, Ossãe, Ossain (como se escreve habitualmente), ou (como é chamado na Umbanda) Ossanha que é o Orixá das ervas, no candomblé Jeje é chamado de Agué é o Vodun da caça e das florestas e conhece os segredos das folhas, no Candomblé Bantu é chamado de Katendê, Senhor das insabas (folhas). Seria de ambos os sexos assim como Oxumarê, segundo alguns pesquisadores 6 meses seria homem e 6 meses seria mulher. Ossaniyn, Oxumarê e Obaluayê são filhos de Nanã com Oxalá.

    Comanda as folhas medicinais e litúrgicas, chamadas de folha sagrada, que são utilizadas numa mistura especial chamada de abô. Muitas vezes, é representado com uma única perna. Cada orixá tem a sua folha, mas só Ossaim detém seus segredos. E sem as folhas e seus segredos não há axé, portanto sem ela nenhuma cerimônia é possível.

    Ferramenta: sua ferramenta tem uma haste central com um pássaro na ponta, do meio dessa haste saem sete pontas, chamada de Opassanìyn.


    Cores: Verde, branco, e todas as variações de verde dependendo da nação.

    Fio-de-contas verde, branco, verde rajado de branco ou branco rajado de verde.

    Animais: Bode e galo, entre outros.

    Saudação: Ewê ewê asá ou Asá ô ou Ewê ô ou Eruejé, entre outras. !

    Itan de Osanyin

    Osanyin recebera de Olodumare o segredo das folhas. Ossanyin sabia que algumas delas traziam a calma ou o vigor. Outras, a sorte, a glória, as honras ou ainda, a miséria, as doenças e os acidentes. Os outros orixás não tinham poder sobre nenhuma planta. Eles dependiam de Ossanyin para manter sua saúde ou para o sucesso de suas iniciativas.Xangô, cujo temperamento é impaciente, guerreiro e impetuoso, irritado por esta desvantagem, usou de um ardil para tentar usurpar Osanyin a propriedade das folhas. Falou dos planos à sua esposa Iansã, explicou-lhe que, em certos dias, Osanyin pendurava, num galho de Iroko, uma cabaça contendo suas folhas mais poderosas. --Desencadeie uma tempestade bem forte num desses dias, disse-lhe Xangô. Iansã aceitou a missão com muito gosto.O vento soprou a grandes rajadas, levando o telhado das casas, arrancando árvores, quebrando tudo por onde passava e, o fim desejado, soltando a cabaça do galho onde estava pendurada. A cabaça rolou para longe e todas as folhas voaram.
    Os orixás se apoderaram de todas. Cada um tornou-se dono de algumas delas, mas Osanyin permaneceu "senhor/senhora do segredo" de suas virtudes e das palavras que devem ser pronunciadas para provocar sua ação. E assim, continuou a reinar sobre as plantas como senhor absoluto, graças ao poder (axé) que possui sobre elas.

     Arquétipo


    É difícil encontrar um filho/filha de Ossaim. Seus filhos(as) são pessoas engraçadas, risonhas, alegres e obstinadas. Quando querem, vão e fazem. Podem se tornar violentos e perigosos se estão insatisfeitos ou raivosos. Sabem conquistar as pessoas e adoram aventuras amorosas. São pacientes quando amam e fazem de tudo para a relação durar. Trabalham demais para conseguir estabilidade e independência.


     
    LORD KRONUS
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    Barão samedi


    No Voodoo e Vodou haitiano, Baron Samedi é um dos aspectos do Baron, um dos loa. Ele é um loa dos mortos, junto com inúmeras outras encarnações do Barão, Baron Cimetière, Baron La Croix, e Baron Kriminel.
    Baron Samedi é usualmente descrito com um chapéu branco, terno preto, óculos escuros, e algodão tampando as narinas, semelhante a um cadáver vestido e preparado para o enterro no estilo haitiano. Ele tem a cara freqüentemente parecida a uma caveira branca (ou de fato tem uma caveira como cara) e fala com uma voz nasal. Ele é o cabeça da Guédé família de Loa, ou um aspecto deles, ou possivelmente o seu pai espiritual. Sua esposa é a loa Maman Brigitte. 'Samedi' significa 'sábado' em francês, embora haja etimologia alternativa.
    Baron Samedi de pé nos cruzamentos, onde as almas dos humanos mortos passem a caminho de Guinee. Bem como sendo o loa sábio da morte, ele é um loa sexual, freqüentemente representado por símbolos fálicos e famoso pela perturbação, obscenidade, deboche, e tendo uma predileção especial para o tabaco e o rum. Além disso, ele é o loa do sexo e ressurreição, e nesta última capacidade que ele muitas vezes é invocado por aqueles que estão perto da morte ou a morte se aproxima, para cicatrização, já que é apenas o Barão que aceita um indivíduo no reino dos mortos. Ele é considerado um juiz sábio, e um mágico poderoso.

                                                                           Seu Veve


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    Omolu

    Omolu é um orixá nagô cultuado em religiões de matriz africana.
    Omolu, na África, é considerado junto à sua mãe Nanã, o Orixá da morte. Se não é aquele que faz a transição do espírito que desencarnou, é o responsável pela morte dos enfermos. Em época de várias mortes com a varíola, foi responsabilizado pela morte de milhões de pessoas, sendo conhecido como o Orixá (ou FAUZER) da varíola
    É considerado o responsável pela passagem dos espíritos do plano material para o espiritual. Seus filhos são sérios, quietos, calados, alegres de vez em quando, ingênuos demais , porém espertos e observadores e um tanto teimoso. Seus filhos agem como pessoas muito idosas, são lentos e tem hábitos de pessoas muito velhas. Seus filhos também tem muitos problemas de saúde.
    Mas assim como Omolu pode trazer a doença, ele também a leva. Os devotos lhe atribuem curas milagrosas, realizando oferendas de pipocas, o deburu ou doburu, em sua homenagem ou jogando-as sobre o doente como descarrego.
    Em algumas casas de santo, as pipocas são estouradas em panelas com areia da praia aquecida, lembrando a relação desse orixá com Iemanjá, chamado respeitosamente de tio, principalmente pelo povo da casa branca. Afinal, conta a história que Omolu, muito doente, foi abandonado num rio perto da praia por sua mãe Nanã, por ele ter nascido com grandes deformidades na pele. Iemanjá o tomado como filho adotivo e o curou das doenças. Seu amor materno por ele foi tão grande, que ela o criou como seu próprio filho. Por isso, são realizadas oferendas a Omolu nas areias das praias do litoral brasileiro.


    Vestido com palha da costa e com contas nas cores vermelha, preta e branca, Omolu dança o opanijé, dança ritual marcada pelo ritmo lento com pausas, enquanto segura em suas mãos o xaxará, instrumento ritual também feito de palha-da-costa e recoberto de búzios. Em alguns momentos da dança, Omolu espanta os eguns, (espíritos dos mortos) e afasta as doenças, com movimentos rituais.
    Omolu também possui relação com Iansã, em especial Oyá Igbalé, qualidade de Iansã que costuma dançar na ponta dos pés e direciona os eguns para o reino de Omolu.
    Junto a Nanã Buruku, Ewá, Oxumaré e Tempo ou (Iroko), forma a família de orixás dahomeana, costuma ser reverenciado às segundas-feiras e sincretizado com os santos católicos São Lázaro e São Bento de Núrsia, patrono da boa morte.
    No sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, em especial na Umbanda é sincretizado com São Roque.
    No município de Cachoeira (Bahia), Omolu é cultuado pela Irmandade da Boa Morte que faz a lavagem da Igreja de São Lázaro.



    Sobre o Autor:
    LORD KRONUS
    LORD KRONUS

    Admirador do Oculto e cinéfilo.
    azerate666@hotmail.com
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    Olokun


    Na Mitologia Yoruba, Olóòkun ou Olokun - No Benin é considerado como do sexo masculino e em Ifé como sendo do sexo feminino, divindade do mar. Proprietário/a (Olo) dos Oceanos (Okun).
    Olokun é o Orixá Senhor do mar, é andrógino, metade homem e metade-peixe, de caráter compulsivo, misterioso e violento. Tem a capacidade de transformar. É assustador quando irritado. Na natureza é simbolizado pelo mar profundo e é o verdadeiro dono das profundezas do presente, onde ninguém jamais esteve. Representa os segredos do fundo do mar, como ninguém sabe o que está no fundo do mar, apenas Olokun. Também representa a riqueza do fundo do mar e da saúde. Olokun é um dos Orixás mais perigoso e poderoso do culto aos Orixás.
    Diz-se que ele foi acorrentado ao fundo do oceano, quando ele tentou matar a humanidade com o dilúvio. Sempre retratado com escudo. Seu culto é na cidade de Lagos, Benin e Ile Ifé. Seu nome vem do yoruba Olokun (Olo: proprietário - Okun: Mar). Representa a riqueza dos fundos marinhos e a saúde. Todo os Babalawôs devem cultuá-lo e sempre deve ser assentado com suas 18 ninfas que são suas esposas, as 9 Olossás e as 9 Olonas. Elas são ninfas da água, representa os rios, córregos, lagoas, cachoeiras, nascentes, lagoas, extensões marinhos e de águas pluviais.





    No Brasil é cultuada como mãe de Iemanjá e dona do mar (Olokun).
    É cultuada nas casas de candomblé tradicionais, mas não toma parte nas festas, não são entoados cânticos no "xirê", assim como acontece com outros orixás (Orunmila, Oduduwa). São assentados mas não são "iníciados" iawos para estes orixás.
    Com a vinda de sacerdotes africanos para o Brasil, hoje tenta-se resgatar o culto, porém sem identificação pelos fiéis. Talvez por não se ter conhecimento e sincretismo.
    É homenageada durante a Festa de Iemanjá. Em cuba Olokun foe ligado no fundo do oceanos por Oshala pra evitar que com sua força fez calamidage. Nao se sicretiza e nao fala si no por boca de sua filha. No vodum cubano uma etitade que pode ser como Orokun es Nana Burku que representa o principio e a madre de Lemonja.



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    O Ritual de Iniciação no Candomblé


    O ritual de iniciação no Candomblé, a feitura no santo, representa um renascimento, tudo será novo na vida do yàwó, ele receberá inclusive um nome pelo qual passará a ser chamado dentro da comunidade do Candomblé.

    A feitura tem por início no recolhimento. São 21 (vinte e um) dias de reclusão, e neste prazo são realizados banhos, boris, oferendas, ebós, todo o aprendizado começa, as rezas, as dança, as cantigas…

    É feita a raspagem dos cabelos (orô) e o abiã recebe o oxu (representa o canal de comunicação entre o iniciado e seu orixá) o kelê, os delogun, o mokan, o xaorô, os ikan, o ikodidé. O filho de santo terá que passar agora por um ritual, onde terá seu corpo pintado com giz, denominado efun. Ele deverá passar por este ritual de pintura por 7 (sete) dias seguidos.

    O abiã terá agora que assentar seu Orixá e ofertar-lhe sacrifícios de animais de acordo com as características de cada um. Feito isso ele passa a se chamar yàwó.

    A festa ritualística que marca o término deste período é denominada Saída de Yàwó, neste momento ele será apresentado à comunidade. Ele será acompanhado por uma autoridade à frente de todos para que lhe sejam rendidas homenagens.

    Deitado sobre uma esteira, ele saudará com adobá e paó, que são palmas compassadas que serão dadas a cada reverência feita pelo yàwó e acompanhadas por todos presentes, como demonstração de que a partir daquele momento ele nunca mais estará sozinho na sua caminhada.

    Primeiramente saudará o mundo, neste momento a localização da esteira é na porta principal da casa. No seu interior, ele saudará a comunidade e por último, frente aos atabaques que representam as autoridades presentes. Neste primeiro momento o Orixá somente poderá dar o jicá. Só após a queda do kelê o Orixá poderá dar seu ilá.

    O momento mais aguardado do cerimonial é o orukó. Neste momento o Orixá dirá o nome de iniciação de seu filho perante todos e também é neste momento que se abre a sua idade cronológica dentro de sua vida no santo.

    Após a saída e depois dos 21 (vinte e um) dias de recolhimento o yàwó permanecerá de resguardo até a queda de kelê fora do barracão por um período de 3 (três) meses, neste período ele não poderá utilizar talheres para comer, deve continuar a sentar-se no chão sobre a esteira durante as refeições, está proibido de utilizar outra cor de roupa que não o branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas, cigarro... E nem tão pouco sair à noite. E até que se complete 1 (um) ano, os seus preceitos continuarão.

    Até que o yàwó complete a maior idade de santo, terá que continuar dia a dia o seu aprendizado e reforçar os seus votos por meio das obrigações.

    Fonte: http://ocandomble.wordpress.com/2008/04/29/o-ritual-de-iniciacao-no-candomble/

    Evocando o Exu Pessoal - por Ligia Cabús


    Assim como no Candomblé, onde cada pessoa tem seu destino regido por determinados orixás, na Quimbanda, reino de numerosos Exus, cada pessoa tem afinidade com uma entidade específica. O Exu pessoal, preferencialmente, deve ser descoberto por um Quimbandeiro, porém abaixo segue uma cerimônia que pode ser realizada sem o auxílio dos sacerdotes. Os procedimentos desse ritual são descritos abaixo:

    Em uma sexta-feira, à noite, reúna os seguintes materiais: uma vela vermelha, uma velha negra, uma xícara de café forte, um copo de rum branco.

    Coloque todas essas coisas no chão: são oferendas.

    Acenda as velas e bata no chão três vezes, como se estivesse batendo em uma porta. Diga ou chame: "Exu, Exu, Exu...".

    Levante-se e, mantendo uma postura ereta, apresente-se: diga simplesmente seu nome, a data e o local de seu nascimento.

    Continue o ritual convidando seu Exu pessoal para trabalhar com você. Fale o motivo pelo qual deseja a colaboração dele e mostre que trouxe as oferendas para ele. peça que o Exu apareça em seus sonhos, que lhe ensine seus mistérios e reitere seu pedido de colaboração.

    Prometa que daquela noite em diante oferecerá as velas e as bebidas em todas as noites de sexta-feira.

    Peça-lhe que abra seus caminhos para que possa aprender a tradição da Quimbanda apropriadamente e, que se for necessário, que você seja guiado até uma casa ou terreiro, se você achar que isso é necessário ou se o Exu achar que é o certo para você.

    Vire-se de costas para a oferenda e, sem olhar para trás, vá dormir. Deixe as velas queimando. Pela manhã, remova as oferendas e deposite os restos em uma encruzilhada próxima à sua casa. Seja fiel à promessa e não deixe de oferecer as velas e bebidas todas as sextas-feiras à noite. [DOS VENTOS, Mario. Na Gira do Exu: The Brazilian Cult of Quimbanda, Trad. Ligia Cabús.]

    ATENÇÃO: Se depois de fazer este ritual o leitor começar a ver coisas, ouvir vozes, se seus sonhos se transformarem em pesadelos, a responsabilidade será inteiramente daquele que resolveu apelar para o sobrenatural, buscando soluções fáceis na magia primeva, ao invés de encarar seus problemas com um mínimo de bom senso.

    Sobre as Encruzilhadas:
    A tradição da Quimbanda indica encruzilhadas e cemitérios como locais adequados para fazer os despachos, embora haja exceções, como as oferendas a determinadas pombasgiras, depositadas nas praias.

    Segundo o autor umbandista W.W. da Matta e Silva [Mestre Yapacany], esses procedimentos são extremamente perigosos para a saúde física e mental.

    Isso porque as encruzilhadas são pontos de concentração do que há de "mais baixo no astral inferior", "sugadouros" de pensamentos e não raro, abrigam estabelecimentos que comerciam bebidas alcoólicas e onde se reúnem as pessoas para compartilham comportamento pouco edificante.

    Os cemitérios são ainda piores: ali habitam larvas, cascões astrais, espíritos presos à carne putrefatas dos próprios corpos aprisionados em sepulcros, ansiosos por contato com os vivos de quem sugam a energia vital. São almas penadas, de suicidas, homicidas, vítimas de mortes violentas, espíritos tomados por sentimentos de ódio, culpa, remorso, vingança.


    FONTE: Morte Súbita inc.

    Ritual de Desbloqueio para Ver as Entidades - por Luiz V:.

    Existe uma série de “bloqueios” e “travas” tanto no subconsciente como no consciente humano que impossibilitam que vejamos ou sintamos alguns fenômenos que acontecem durante os rituais que praticamos. Com o tempo e com a evolução eles vão se extinguindo, mas quando se trata de um iniciante na magia isto é latente e é uma barreira que ele deve superar. Algum tempo atrás um iniciante me pediu para tentar retirar alguns de seus “bloqueios” ou “travas” conscientes, inconscientes ou psicológicos para que pudesse enxergar e sentir o que acontece através de um ritual.

    De fato ele estava tendo problemas com isso e o mesmo era dedicado e com grande força de vontade.

    Então criei o ritual abaixo com o intuito de amenizar o que estava limitando este iniciante em alguns aspectos e obtive sucesso. Caso julgue alguém merecedor de sua ajuda nesse ponto, segue o ritual.

    Preparação:

    Não coma carne vermelha, não faça sexo nem deperdice energia vital (semen) nos três dias que antecedem o ritual. Prepare todo material para ser consagrado em um cemitério e faça o pedido às entidades do local com suas proprias palavras.

    Material:
    06 velas pretas
    pemba vermelha
    um litro de pinga
    um pouco de óleo
    Tudo deve ser enterrado ou escondido três dias antes.

    Prepare seu pupilo esclarecendo todos os pontos de duvida que os cercam. Converse com o mesmo para que conheça mais o mecanismo de travamento para retirar qualquer impecilho. Oriente e cobre a autoconsagração dele.

    Dia do ritual
    Faça uma auto-consagração: acenda uma vela preta, ofereça fluido vital (sangue) e medite pedindo esclarecimento e exito no ritual.

    Na cerimônia proceda da seguinte forma:
    Risque o local com a pemba vermelha, faça um pentagrama em cada uma das pontas coloque uma vela preta, molhe o desenho com a pinga e posicione seu comandado no centro do pentagrama "ajoelhado".

    Feito isto molhe a ponta de seu indicador direito com o óleo consagrado e toque fazendo uma cruz invertida nos pontos que considerar necessarios.

    As invocações:
    Destravamento

    Presto louvores e honrarias a todas entidades presentes eu venho exaltar e engrandecer todos os demônios que operam neste local, que minha voz ecoe no plano espititual afim de que as setas que atuam neste horario e neste territorio sejam louvadas e engrandecidas, escutem meu clamor e em nome de satan o grande adversário.
    Eu .............................. invoco os exus as hostes e os principados em nome de seu rei e rainha para que seja retirado todo e qualquer bloqueio - travamento, do consciente - subconsciente - ou psicológico "agora".
    Neste meu amigo (a) .............................................. E declaro este trabalho como um trabalho de destravamento e desbloqueio total.


    Realizações para o pupilo

    Presto louvores e honrarias a todas entidades presentes.
    Eu venho exaltar e engrandecer todos os demônios que operam neste local, que minha voz ecoe no plano espititual afim de que as setas que atuam neste horário e neste território sejam louvadas e engrandecidas, escutem meu clamor e em nome de satan o grande adversário.
    Eu ............................ Invoco os exus as hostes e os principados em nome de seu rei e rainha para que seja realizado as vontades deste meu amigo(a) .......................................................
    E declaro este trabalho como um trabalho de contemplação e merito pela conduta.

    Destruição
    Presto louvores e honrarias a todas entidades presentes.
    Eu venho exaltar e engrandecer todos os demônios que operam neste local, que minha voz ecoe no plano espititual afim de que as setas que atuam neste horário e neste território sejam louvadas e engrandecidas, escutem meu clamor e em nome de satan o grande adversário
    Eu ................................ invoco os exus as hostes e os principados em nome de seu rei e rainha para que nossos inimigos sejam destruídos - aniquilados e amaldiçoados - e declaro este trabalho como um trabalho de destruição de nossos inimigos.
    Em nome de seu rei e rainha agradeço e me despeço de todos os demônios - hostes - exus e principados. E declaro este ritual encerrado.


    Obs1: Se tiver contato com seu mensageiro, invoque-o antes do início.
    Obs2: Se tiver os nomes infernais do rei e da rainha dos exus, use-os nas invocações e escreva os nomes ao redor do pentagrama.
    Obs3: Caso você se encaixe nas observações 1 e 2, realize as invocações dentro de um triângulo desenhado com pemba vermelha.

    FONTE:
    Morte Súbita inc.