Mostrando postagens com marcador dragonologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dragonologia. Mostrar todas as postagens

Dahaka





Dahaka (Grande Serpente) é uma figura demoníaca que aparece nos textos e na mitologia persa Zoroástrica, onde é um subordinado de Angra Mainyu. Os nomes alternativos incluem Azi Dahak, Azhi Dahaka e Dahak.

Dahaka é descrito como um monstro similar a um dragão de três cabeças. Diz-se que tem mil sentidos, como o de matar das serpentes, dos escorpiões e de outras criaturas venenosas. Diz-se também que pode controlar as tempestades e trazer doenças. Este dragão foi derrotado pelo herói Thraetaona ou Fereydoun, mas não podia ser morto, por isso foi selado à montanha Damavand.

 
Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS
Admirador do Oculto e cinéfilo. azerate666@hotmail.com Confira mais textos deste autor clicando aqui

Tannin




Na Biblia, Tannin é o termo hebraico para Leviatã ou serpente-marinha (Isaiah 27:1). Tannin as vezes é comparado com Rahab, outro monstro marinho que é associado ao mar vermelho. Alguns acadêmicos associam Tannin com Tiamat, assim como Rahab.

Na literatura judaica não ficam claras as diferenças entre Tannin, Leviatã e Rahab, no entanto, na maioria dos casos, Tannin costuma ser confundido com Rahab. Tanto o nome do dragão como o de seu suposto equivalente foram aplicados ao Egito após o êxodo dos israelitas do país.

No hebraico moderno a palavra Tannin (תנין) significa literalmente crocodilo.

 
Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS
Admirador do Oculto e cinéfilo. azerate666@hotmail.com Confira mais textos deste autor clicando aqui

Lotan






Lotan ou Lawtan é uma criatura semelhante a um dragão ou serpente marinha com sete cabeças mencionada nos mitos ugaríticos. Ele é considerado servo do deus Yamm ou até mesmo um aspecto do próprio Yamm, o oceano cósmico do mito também é conhecido como o "grande córrego". O dragão Lotan é muito associado com Leviathan, outro monstro marinho da mitologia Cananita/Hebraica, onde também era conhecido como Yam (mar). Lotan representa a fúria dos oceanos através de inundações, também é associado ao inverno e a desastres naturais relacionados a essa estação. O deus negro vive em um palácio no fundo do mar. Ele é considerado aliado do deus Baal Hadad, que lhe espalha.

 
Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS
Admirador do Oculto e cinéfilo. azerate666@hotmail.com Confira mais textos deste autor clicando aqui

Fafnir





Na mitologia nórdica, Fafnir é o filho do rei anão Hreidmar e irmão de Regin e Ótr.

Na Saga dos Volsungos, ele é um anão com um braço poderoso e uma alma sem medo. Certo dia, Loki vê Ótr - filho de Hreidmar - com um peixe, o confunde com uma lontra e o mata. Após Ótr ser morto, Hreidmar recebe o Andvarinaut como recompensa, um anel amaldiçoado. Fafnir e Regin matam seu pai pelo ouro, mas Fafnir decide tomar posse completa do tesouro e se torna um dragão.

Regin envia seu aprendiz Siegfried para matá-lo, e o jovem parte para a toca do inimigo. Siegfried então mata o dragão Fafnir com um golpe de sua espada Gram, e se banha com o sangue do inimigo para ter invulnerabilidade, exceto por um dos ombros, coberto por uma folha. Regin então pede a Siegfried o coração de Fafnir, e Siegfried também bebe um pouco do sangue do dragão, ganhando a habilidade de entender a língua dos pássaros. Os pássaros o alertam para matar Regin, que tramava a morte do jovem. Siegfried cumpre o pedido, mata Regin e consome o coração de Fafnir, recebendo o dom da sabedoria.

- Sua história consta nas quatro óperas de Richard Wagner conhecidas como O Anel do Nibelungo (Der ring des Nibelungen), sob nome Fafner. Entretanto, começa como um gigante ao invés de anão, antes de se transformar em dragão.


 
Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS
Admirador do Oculto e cinéfilo. azerate666@hotmail.com Confira mais textos deste autor clicando aqui

O Dragão Chinês



A cosmologia chinesa ensina que os dez mil seres (o mundo) nascem do jogo rítmico de dois princípios complementares e eternos,que são o yin e o yang.Correspondem ao yin a concentração,a obscuridade,a passividade,os números pares e o frio;ao yang,o crescimento,a luz,o impulso,os números ímpares e o calor.Símbolos do yin são a mulher.a Terra,a cor laranja,os vales,os leitos dos rios e o tigre;do yang,o homem,o céu,o azul,as montanhas,os pilares,o dragão.O dragão chinês,o Lung,é um dos quatro animais mágicos.(Os outros são o inicórnio,a fênix e a tartaruga.)No melhor dos casos,o dragão ocidental é aterrador,e no pior,ridículo;o Lung das tradições,em compensação,tem divindade e é como um anjo que fosse também leão.Assim nas Memórias históricas de Sdu-Ma Ch'ien lemos que Confúio foi consultar o arquivista ou bibliotecário Lao Tsé e que,depois da visita,manifestou:

"Os pássaros voam,os peixes nadam e os animais correm.O que corre pode ser detido por uma armadilha,o que nada por uma rede e o que voa por uma flecha.Mas aí está o dragão;não sei como cavalga no vento nem como chega ao céu.Hoje vi Lao Tsé e posso dizer que vi o dragão."

Um dragão ou um cavalo-dragão surgiu do rio Amarelo e revelou a um imperador o famoso diagrama circular que simboliza o jogo recíproco do yang e do yin;um rei  tinha em seus estábulos dragões de sela e de tiro;outro se alimentou de dragões e seu reino foi próspero.Um grande poeta,para ilustrar os riscos de sua eminência,pôde escrever:"O unicórnio acaba como fiambre,o dragão como empadão de carne".No I Ching (Livro das Mutações),o dragão costuma significar o sábio.Durante séculos,o dragão foi o emblema imperial.O trono do imperador foi denominado Trono do Dragão;seu rosto,o Rosto do Dragão.Para anunciar que o imperador havia morrido,dizia-se que havia subido ao firmamento montado num dragão.A imaginação popular associa o dragão ás nuvens, á chuva tão desejada pelos agricultores e aos grandes rios."A terra se une ao dragão" é uma locução habitual para fazer referência á chuva.Por volta do século VI,Chang Seng-Yu executou uma pintura mural em que figuravam quatro dragões.Os espectadores o censuraram porque omitira os olhos.Chang,aborrecido,voltou a empunhar os pincéis e completou duas das sinuosas imagens.Então "o ar se povoou de raios e trovões,o muro se fendeu e os dragões subiram ao céu.Mas os outros dois dragões sem olhos não saíram do lugar".O dragão chinês tem chifres,garras e escamas,e seu espinhaço é todo eriçado de pontas agudas.É comum representá-lo com uma pérola,que tem o hábito de engolir ou cuspir;nessa pérola está seu poder,Se a tiram dele,é inofensivo.Chuang Tzu nos fala de um homem tenaz que,ao cabo de três anos extenuantes,dominou a arte de matar dragões,e pelo resto de seus dias não topou com uma única oportunidade de exercê-la.

Fonte:O Livro dos Seres Imaginários de Jorge Luis Borges

  Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS
Admirador do Oculto e cinéfilo. azerate666@hotmail.com Confira mais textos deste autor clicando aqui

DRAGÃO por Profecias



O dragão nos aparece essencialmente co­mo um guardião severo ou como um sím­bolo do mal e das tendências demoníacas. Ele é, na verdade, o guardião dos tesouros ocultos, e, como tal, o adversário que deve ser eliminado para se ter acesso a eles. No Ocidente, o dragão guarda o Tosão de Ouro e o Jardim das Hespérides; na China, num conto da dinastia T'ang, guarda a Pérola. A lenda de Siegfried confirma que o tesouro guardado pelo dragão é a imor­talidade.Como símbolo demoníaco, o dragão se identifica, na realidade, com a serpente*: Orígenes confirma essa identidade a propó­sito do salmo 74. As cabeças de dragões quebradas, as serpentes destruí­das, são a vitória do Cristo sobre o mal. Afora as imagens bem conhecidas de São Miguel e de São Jorge, o próprio Cristo é representado ocasionalmente calcando aos pés um dragão. O patriarca zen Huei-neng faz igualmente dos dragões e das ser­pentes os símbolos do ódio e do mal. O terrível Fudô (Acala) nipônico, dominando o dragão, vence, assim, a ignorância e a obscuridade.Mas esses aspectos negativos não são os únicos nem os mais importantes. O simbo­lismo do dragão é ambivalente, o que, aliás, é expresso, na imaginária do Extremo Oriente, pela figura dos dois dragões que se afrontam, motivo que volta na Idade Média e, mais particularmente, no hermetismo europeu e muçulmano, onde essa confrontação assume aspecto análogo ao das serpentes no caduceu. É a neutralização das tendências adversas, do enxofre e do mer­cúrio alquímicos (ao passo que a natureza latente, não desenvolvida, é representada pelo uróboro*, a serpente ou dragão em­blemático mordendo a cauda). No próprio Extremo Oriente, o dragão comporta aspec­tos diversos, o que não é de admirar num animal aquático, terrestre — i.e., subterrâ­neo — e celeste, tudo ao mesmo tempo. Nis­so ele se assemelha à Quetzalcoatl ou ser­pente de plumas, dos astecas. Já se tentou, mas sem nenhum sucesso, distinguir entre o dragão long (aquático) e o dragão ku'ei (terrestre). Existe no Japão uma distinção popular entre as quatro espécies: celeste, pluvial, terrestre-aquático, e subterrâneo.Na realidade, trata-se apenas de aspectos distintos de um símbolo único, que é o do princípio ativo e demiúrgico: poder divino, élan espiritual, diz Grousset. Símbolo celes­te, em todo caso, poder de vida e de mani­festação, ele cospe as águas primordiais ou o Ovo do mundo, o que faz do dragão uma imagem do Verbo criador. Ele é a nuvem que se desenrola por cima das nos­sas cabeças e derrama a sua abundância de águas fertilizantes. É o princípio k'ien, origem do Céu e produtor da chuva, cujos seis cavalos de tiro são seis dragões atrela­dos; seu sangue, diz ainda o I-ching, é negro e amarelo, cores primordiais do Céu e da Terra. Os seis traços do hexagrama k'ien representam, tradicionalmente, as seis etapas de manifestação, desde o dragão escondido, potencial, não-manifestado, não-ativo, até o dragão planador, que volta ao princípio, passando pelo dragão nos cam­pos, visível, saltador e voador.O dragão se identifica, segundo a doutri­na hindu, ao Princípio, a Agni ou a Prajapâti. O Matador do Dragão é o sacrifica­dor, que aplaca a potência divina e com ela se identifica. O dragão produz o soma, que é a bebida da imortalidade; ele é o soma da oblação sacrificial. O poder do dragão, ensina Chuang-tse (Zhuangzi), é coi­sa misteriosa: é a resolução dos contrários; por isso Confúcio viu, segundo ele, em Lao-tse a própria personificação do dragão. Por outro lado, se o dragão-soma propor­ciona a imortalidade, o dragão chinês igual­mente conduz a ela. Os dragões voadores são montarias de Imortais; eles os elevam até o Céu. Huangti, que havia utilizado o dragão para vencer as más tendências, su­biu ao Céu no dorso de um dragão. Mas ele era, ele mesmo, dragão, bem como Fu-hi, o soberano primordial, que recebeu de um cavalo-dragão o Ho-t’u. E foi graças ao dragão que Yu o Grande pôde organi­zar o mundo, drenando as águas exceden­tes: o dragão, enviado do Céu, abriu-lhe o caminho (k'ai tao).Potência celeste, criadora, ordenadora, o dragão é, muito naturalmente, o símbolo do imperador. É extraordinário que tal simbolismo se aplique, não só na China, mas entre os celtas, e que um texto hebraico fale do dragão celeste como de um rei no seu trono. Ele é, de fato, associado ao raio (cospe fogo) e à fertilidade (traz a chuva). Simboliza, assim, as funções régias e os ritmos da vida, que garantem a ordem e a prosperidade. É por isso que se tornou o emblema do imperador. Da mesma forma que se expõem os retratos deste quando o país é assolado pela seca, faz-se uma ima­gem do dragão Yin, e começa logo a cho­ver.O dragão é uma manifestação da onipotência imperial chinesa: a face do dragão significa a face do imperador; o andar do dragão é o porte majestoso do chefe; a pérola do dragão, que ele carrega, ao que se acredita, na garganta, é o brilho indis­cutível da palavra do chefe, a perfeição do seu pensamento e de suas ordens. Não se discute a pérola do dragão, declarava ainda em nossos dias, Mao.Se o simbolismo aquático permanece, evi­dentemente, capital; se os dragões vivem na água, fazem brotar as fontes; se o Rei-dragão é um rei dos nagas, identificando-se, aqui também, à serpente — o dragão está ligado sobretudo à produção da chuva e da tempestade, manifestações da atividade celeste. Unindo a terra e a água, ele é o símbolo da chuva celeste fecundando a terra. As danças do dragão, a exposição de dragões de cor apropriada, permitem obter a chuva, bênção do céu. Em conseqüência, o dragão é sinal de bom augúrio, sua aparição é a consagração dos reinados felizes. Pode acontecer que da sua goela saiam folhagens: símbolo de germinação. Segundo um costume indonésio, no dia de ano-bom, rapazes se revestem de um dra­gão de papel, que animam e fazer dançar serpenteando pelas ruas, enquanto que os cidadãos, debruçados às janelas, lhes ofe­recem saladas verdes, que o dragão engole para grande júbilo do público. A colônia indonésia dos Países Baixos perpetua, todo ano, esse rito, pelas ruas de Amsterdam. O trovão é inseparável da chuva: seu relacionamento com o dragão se prende à noção de princípio ativo, demiúrgico. Huang­ti, que era dragão, era também o gênio do trovão. No Kampuchea (Camboja), o dragão aquático possui uma gema cujo brilho — e relâmpago — produz a chuva.A escalada do trovão, que é a do yang, da vida, da vegetação, da renovação cícli­ca, é representada pela aparição do dragão, que corresponde à primavera, ao nascente, à cor verde: o dragão se eleva no céu no equinócio da primavera e mergulha no abismo do equinócio do outono, o que é traduzido pela posição das estrelas kio e ta-kio. Espiga da constelação da Virgem, e Arcturo — os cornos do dragão. A utiliza­ção do dragão na ornamentação das portas no Oriente lhe confere também um simbolismo cíclico, mas principalmente de natu­reza solsticial. Astronomicamente, a cabeça e a cauda do dragão são os nós da Lua, os pontos onde se dão os eclipses. Donde o simbolismo chinês do dragão devorando a lua ou o simbolismo árabe da cauda do dragão como região tenebrosa. Voltamos, aqui, a um aspecto obscuro do simbolismo do dragão, mas a ambivalência é constante: o dragão é yang enquanto signo do trovão e da primavera, da atividade celeste; e é yin enquanto soberano das regiões aquáticas; yang naquilo em que se identifica com o cavalo, com o leão — animais solares —, com as espadas; yin quando metamorfoseado em peixe ou identificado com a serpente; yang como princípio geomântico, yin como princípio alquímico (mercúrio). O dragão vermelho é o emblema do País de Gales. O Mabinogi de Lludd e Llewelys conta a luta do dragão vermelho e do dragão branco, este último simbolizando os saxões invasores. Finalmente, os dois dragões, bêbados de hidromel, são enterrados no centro da ilha de Bretanha, em Oxford, num cofre de pedra. A ilha não deveria sofrer outra invasão enquanto eles não fossem descobertos. O dragão trancafiado é o símbolo das forças ocultas e contidas, as duas faces de um ser velado. O dragão branco usa as cores lívidas da morte, o dragão vermelho as da cólera e da violência. Os dois dragões enterrados juntos significam a fusão do seu destino. A cólera amainou, mas os dragões poderiam ressurgir juntos. Permanecem como ameaça, como poder virtual, prontos a lançar-se contra qualquer novo invasor.
É lícito ligar a imagem da baleia que vomita Jonas à simbólica do dragão, monstro que engole e cospe a sua presa, depois de a ter transfigurado. Essa imagem de origem mítica solar representa o herói no ventre do dragão. Morto o monstro, o herói reconquista uma eterna juventude. Comtemplada a descida aos infernos, ele ascende do país dos mortos e da prisão noturna do mar. A análise de C.G. Jung tirou partido desse mito, no qual a experiência clínica reconheceu a substância de muitos sonhos e da sua interpretação tradicional: o mito familiar de Jonas e da baleia, em que o herói é engolido por um monstro marinho que o arrasta para o mar alto, à noite, de oeste para leste, simboliza a marcha suposta do sol, do crepúsculo da tarde até a alvorada.O herói, explica J. L. Henderson, afunda-se nas trevas, que representam uma espécie de morte... A luta entre o herói e o dragão... deixa transparecer ... o tema arquetípico do triunfo do Ego sobre as tendências regressivas. Na maioria das pessoas, o lado tenebroso, negativo, da personalidade permanece inconsciente. O herói, ao contrário, deve dar-se conta de que a sombra existe e que ele pode tirar forças dela. Tem de compor-se com as potências destrutivas se quiser tornar-se suficientemente forte para medir-se com o dragão e vencê-lo. Em outras palavras, o Ego só pode triunfar depois de ter dominado e assimilado a sombra. O mesmo autor cita, no mesmo sentido, a aceitação por Fausto do desafio do Mefistófeles, o desafio da vida, o desafio do inconsciente: através dele, através daquilo que ele acreditou fosse a perseguição do mal, ele desemboca nos horizontes da salvação.
Todos os dragões de nossa vida são, talvez, princesas encantadas, que esperam ver-nos belos e bravos. Todas as coisas terrifican­tes podem ser, apenas, coisas inermes que esperam socorro de nós. O dragão está pri­meiro em nós.
Os dragões representam, também, as le­giões de Lúcifer em oposição aos exércitos dos anjos de Deus: Deslocando-se um pouco mais depressa que a luz divina, cuspindo antes do tempo todos os fogos do inferno, poderosamente armados com todas as gar­ras do ódio e com todos os croques do de­sejo, couraçados de egoísmo, munidos das asas possantes da mentira e da astúcia, os dragões de Lúcifer estavam para o mal como os anjos de Deus estavam para o bem. Os dragões de Lúcifer!... Silvando, soprando, uivando, rugindo, eles se preci­pitam ainda sobre nós do fundo das idades e das trevas... As serpentes, os ratos, os morcegos, os vampiros, tudo o que tem um toque de horror e de poder maléfico na me­mória ancestral e na imaginação popular é, mal camuflada, uma imagem de dragões que ameaçavam o Todo-Poderoso. Se algu­ma coisa subsiste, no fundo do inconscien­te coletivo, do terror original e da repug­nância primeva, é certamente a sombra da besta fabulosa e abjeta que compunha o grosso daquilo a que chamaríamos hoje, para falar a nossa linguagem, e forçando os termos com uma vulgaridade um tanto fácil, as forças aéreas e os contingentes blindados do Tinhoso.
São Jorge ou São Miguel em combate com o dragão, representados por tantos artistas, ilustram a luta perpétua do bem contra o mal. Sob as formas as mais varia­das, o tema obsessiona todas as culturas e todas as religiões e aparece até no mate­rialismo dialético da luta de classes.
O eixo dos dragões, no tema astrológico, é também chamado eixo do destino. A ca­beça do dragão, que indica o lugar onde se deve construir a sede da existência cons­ciente, opõe-se à cauda do dragão, que revolve todas as influências vindas do pas­sado, o carma de que é preciso triunfar. Essas duas partes do dragão são igualmen­te chamadas nós lunares, norte e sul. Trata-se de pontos nos quais a trajetória da Lua cruza com a do Sol.
O dragão é o símbolo do mercúrio filo­sofal. Dois dragões que se dão combate designam as duas matérias da Grande Obra, i.e., da busca da pedra filosofal: um deles é alado; o outro, não, para signifi­car justamente a fixidez de um e a volatilidade do outro. Quando o enxofre, fixo, transmudou, em sua própria natureza, o mercúrio, os dois dragões são substituídos como sentinelas à porta do jardim das Hespérides, e é possível colher sem medo os pomos de ouro.
A linhagem Brug-pa Kagyu-pa, que per­tence ao Veículo de Diamante, significa linhagem do dragão Kagyu-pa. Seus ensi­namentos estão magnificamente expostos na Vida e cantos de Brug-pa Kung-Legs, o Yogin, que viveu no séc. XV, e cujo nome significa Belo Dragão. É venerado no Butã (País do Dragão), vizinho do Ti­bete.

  Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS
Admirador do Oculto e cinéfilo. azerate666@hotmail.com Confira mais textos deste autor clicando aqui

Esteno

 
 
Esteno é uma Górgona da mitologia grega, é uma das três filhas de Fórcis com Ceto, irmã de Medusa e Euríale. Habitava o Extremo Ocidente, junto ao país das Hespérides.

As górgonas eram três figuras mitológicas da Grécia Antiga. Consideradas monstros, estas mulheres tinham na cabeça, no lugar de cabelos, serpentes.Outras características físicas das górgonas eram: corpo coberto por escamas, braços de metal e dentes grandes e pontiagudos. A górgona mais conhecida era a Medusa.

De acordo com a mitologia grega, as górgonas possuíam a capacidade de transformar em pedra as pessoas que olhassem diretamente para elas.

Família
 
Pontos casou-se com sua própria mãe, Gaia, e teve vários filhos: Nereu, Taumante, Fórcis, Ceto e Euríbia.Ceto e Fórcis foram pais das duas Greias, Ênio e Péfredo, das três Górgonas, Esteno, Euríale e Medusa e da serpente que guarda as maçãs de ouro.
 
As górgonas
 
As górgonas tinham, em vez de cabelos, serpentes, dentes como presas de javalis, mãos de bronze e asas douradas, com as quais elas voavam; elas tinham o poder de transformar em pedra quem olhasse para elas.Perseu, usando o chapéu de invisibilidade de Hades, chegou quando elas estavam dormindo, e, vendo Medusa, a única que era mortal, através do seu espelho de bronze, cortou sua cabeça com uma foice de adamantino, presente de Hermes. Do corpo morto da Medusa saíram Pégaso e Crisaor, filhos de Posidon.
As outras górgonas saíram em perseguição a Perseu, mas não o encontraram, pois ele estava invisível.



Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS
Admirador do Oculto e cinéfilo. azerate666@hotmail.com Confira mais textos deste autor clicando aqui

Nidhogg



Níðhöggr, Nidhogg ou Nidogue, cujo nome significa "devorador de cadáveres", é o enorme dragão que vive em Niflheim, o mundo inferior nórdico. Ele roe as raizes mais fundas da árvore do mundo, Yggdrasil, com o objetivo de a destruir, aguardando o Ragnarök. Niðhöggr se alimenta de corpos mortos (está aí a origem de seu nome) e no Ragnarök ele acenderá à Midgard levando os corpos dos mortos para batalhar. Após o fim do mundo e o renascimento do novo mundo, Niðhöggr continuaria a viver para balancear o bem, tendo um equilíbrio perfeito entre bem e mal; alguns veem isso como um reflexo da cultura cristã na época em que a Edda em Prosa foi escrita, que vê constantemente o mundo dividido entre bem e mal.

Na Yggdrasil, também há uma águia (Hræsvelgr) e um esquilo antropomórfico chamado Ratatosk. É o esquilo que alimenta a troca de insultos entre Nidhogg, nas raízes da árvore, e a águia, no topo dos galhos.

A destruição da árvore também é a missão de outros dragões, como Grabak, Grafvolluth, Goin e Moin.

De acordo com o Gylfaginning, parte da Prose Edda de Snorri Sturluson's, Níðhöggr ou "Nidhogg Nagar" é um ser que rói uma das raízes da árvore mundo Yggdrasil. É muitas vezes acreditado que são as raízes que bloqueiam Nidhoggr do mundo. Essa raíz se localiza sobre Niflheim e Níðhöggr a rói por debaixo. A mesma fonte também diz "o esquilo chamado Ratatosk corre para cima e para baixo da árvore, carregando palavras invejosas entre a águia e o dragão."[2]

No seção Skáldskaparmál da Prose Edda Snorri especifica Níðhöggr como uma serpente em uma lista de criaturas como: Fafnir, Jormungand, Adder, Goin, Moin, Grafvitnir, Grabak, Ofnir, Svafnir.

Snorri's conhecimento de Níðhöggr parece vir de dois poemas éddicos: Grímnismál e Völuspá.

Depois, em Skáldskaparmál, Snorri inclui Níðhöggr numa lista de vários termos e nomes para espadas.

Na cultura popular

O Nidhogg aparece no jogo Age of Mythology como unidade mítica nórdica conseguida por poder divino e com o nome científico Draco Niflheimus. Também aparece no jogo Final Fantasy XI, no jogo Ragnarök Online como um novo MVP do game; podendo ser encontrado da mesma forma que na mitologia nórdica (roendo a árvore Yggdrasil) e em algumas edições mais antigas de O Poderoso Thor

No mangá/anime SOUL EATER é o navio do personagem "Holandês Voador" que aparece coletando almas para o Kissin e é detido por Death,the Kid e as irmãs Liz&Pat Thompson.

Esses são alguns nomes para serpentes: Dragão, Cobra, Víbora, Mascarado; entre outros citados acima. (Traduzido de Faulkes, p.137)

Sobre o Autor:

LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui

Drakaina



Na Mitologia grega as drakainas são deusas draconianas,são retratadas como deusas-serpentes,muitas vezes possuem traços humanóides.As drakainas mais conhecidas são Campe,Ceto,Equidna,Cila,Delfina,Lâmia,Poena,Sybaris,Píton (quando representado como fêmea) e as Górgonas Euryale,Medusa e Esteno.Tais divindades ctónicas estão fortemente associadas ao caos,algumas são simplesmente dragões ou serpentes gigantescas,enquanto outras possuem a cabeça e o torso de uma mulher.Na mitologia só podem ser derrotadas por deuses ou semideuses,Zeus assassinou Delfina e Campe,Apolo assassinou Píton,Perseu matou Medusa e o gigante Argos matou Equidna.As Titãnides Ceto e Equidna eram ambas mães de várias abominações,incluindo outras deidades draconianas.Ceto é a mãe das Górgonas,enquanto Equidna gerou Cérberus,Hidra de Lerna,Quimera,Leão de Neméia,Esfinge e outras criaturas fantásticas.
 
Sobre o Autor:

LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui

Dragões na alquimia



Na alquimia, o dragão expressa a manifestação do ser superior. Há quatro dragões alquímicos; o Dragão do Ar, que é o Mercúrio dos Sábios; o Dragão da Água, o Sal Harmônico; o Dragão do Fogo, o Enxofre dos Sábios; e o Dragão da Terra, o Chumbo dos Sábios, o negrume. Além desses elementos, o sangue do dragão é o ácido e o processo corrosivo do trabalho alquímico. Esses quatro dragões são os quatro aspectos de Lúcifer, o protótipo original do homem-anjo e do homem-besta em seu aspecto primitivo, primordial e superior. O dragão alquímico, ou Lúcifer, é o dragão iniciador da luz e das trevas que são elementos unificados, resultando na consciência espiritual e na aquisição de sabedoria (Sophia). Tal iniciação ocorre nos quatro Elementos alquímicos que são parte do iniciado alquimista.

O dragão é um hieróglifo dos quatro elementos (Ar, Fogo, Água e Terra), assim como da matéria volátil e da matéria densa, representados pelo dragão alado e pelo dragão sem asas, respectivamente. Como criatura alada, o dragão luciférico representa os poderes do Elemento Ar e a volatilização. É força expansiva, inteligência, pensamento, liberdade, a expansão psicomental, a elevação espiritual. Como criatura ígnea que é capaz de cuspir fogo, ele possui os poderes do Elemento Fogo, a calcinação, a força radiante, a energia ígnea que cria e destrói. É o aspecto que está relacionado à intuição espiritual que vem como uma labareda, e à vontade espiritual. Como criatura escamosa aquática, o dragão expressa os poderes do Elemento Água, a força fluente e a dissolução da matéria. É o aspecto que simboliza as emoções superiores, a alma, o inconsciente individual como fonte de conhecimento. Como um ser terrestre que caminha sobre quatro patas e habita em profundas cavernas, o dragão representa os poderes do Elemento Terra, a força coesiva, a matéria e o corpo físico do alquimista.

Esses são os perfeitos dragões alquímicos luciféricos, manifestados no iniciado.

Sobre o Autor:

LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui

Hidra de Lerna



A Hidra de Lerna era um animal fantástico da mitologia grega, filho dos monstros Tifão e Equidna,que habitava um pântano junto ao lago de Lerna, na Argólida, costa leste do Peloponeso. A Hidra tinha corpo de dragão e nove cabeças de serpente (algumas versões falam em sete cabeças e outras em números muito maiores) cujo hálito era venenoso e que podiam se regenerar.

A Hidra era tão venenosa que matava os homens apenas com o seu hálito; se alguém chegasse perto dela enquanto ela estava dormindo, apenas de cheirar o seu rastro a pessoa já morria em terrível tormento.

A Hidra foi derrotada por Héracles (Hércules, na mitologia romana), em seu segundo trabalho.[2Inicialmente Hércules tentou esmagar as cabeças, mas a cada cabeça que esmagava surgiam duas no lugar.Decidiu então mudar de tática e, para que as cabeças não se regenerassem, pediu ao sobrinho Iolau para que as queimasse com um tição logo após o corte, cicatrizando desta forma a ferida.Sobrou então apenas a cabeça do meio, considerada imortal.Héracles cortou e enterrou a última cabeça
com uma enorme pedra. Assim, o monstro foi morto.

Segundo a tradição, o monstro foi criado por Hera para matar Héracles. Quando percebeu que  Héracles iria matar a serpente, Hera enviou-lhe a ajuda de um enorme caranguejo, mas Héracles pisou-o e o animal converteu-se na constelação de caranguejo (ou Câncer).
Instruído por Atena(Minerva), Héracles, após matar a Hidra, aproveitou para banhar suas flechas no sangue do monstro, para torná-las venenosas.Euristeu não considerou este trabalho válido (Héracles deveria cumprir dez trabalhos, e não doze), pois o heroi teve ajuda.


Hércules morreu, mais tarde, na Frígia, por causa do veneno da Hidra: após ferir mortalmente o centauro Nesso com flexas envenenadas no sangue da Hidra, este deu seu sangue a Dejanira, dizendo que era uma poção do amor, para ser usada na roupa. Dejanira acreditou, e, quando sentiu ciúmes de Íole, usou o sangue de Nesso para banhar as roupas de Hércules, que sentiu dores de queimadura insuportáveis, preferindo o suicídio na pira crematória.

Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui

Apep




 
 
Na mitologia egípcia, Apep (ou Apophis, em grego), é um deus-serpente que combatia o deus Rá ao cair de cada noite, sendo sempre morta, mas sempre ressuscitando. Também chamada de Apepi ou Aapep.

Apep é uma criatura maligna do submundo e um inimigo dos deuses (embora às vezes seja aliado de Seth). Ele é a personificação do próprio caos, destruição e do mal na mitologia Faraônica (Egípcia). Apep surge como uma serpente gigantesca, com 30m de comprimento. É servido por hordas de demônios, a maioria possuindo qualidades de serpente do fogo, quando havia um Eclipse era o corpo gigantesco de Apep,cobrindo a luz do Sol,enquanto tentava destruir a barca de Rá. Apep Se encontrava no ultimo dos 12 portões do Submundo, onde era o maior desafio de Rá.

Batalhas contra Rá

Contos de batalhas Apep contra foram elaboradas durante o Império Novo. Uma vez que quase todo mundo podia ver que o sol não é atacado por uma cobra gigante durante o dia, todos os dias, contadores de histórias diziam que Apep deveria ficar um pouco abaixo do horizonte. No entanto,ele realmente fez uma parte do submundo. Em algumas histórias Apep esperou por em uma montanha ocidental chamado Bakhu, onde o pôr do sol, e em outros Apep espreitava pouco antes do amanhecer, na região Décima da Noite. Nunca se sabia ao certo a sua localização. Acreditava-se que o seu rugido aterrador faria com que o submundo estremecer. Mitos às vezes dizem que Apep estava preso lá, porque ele tinha sido o deus principal anterior e sofreu um golpe de Estado por Rá, ou porque ele era mal e tinha de ser  mantido preso.

Em suas batalhas, Apep usou um olhar mágico para hipnotizar e sua comitiva, na tentativa de devorá-los, enquanto espreitava o rio em que eles viajavam através do submundo com suas bobinas. Às vezes Apep tem a ajuda de outros demônios, chamados Sek e Mot. foi visto por um número de defensores que viajavam com ele, o conjunto mais poderoso, que se sentou ao leme.

Em uma tentativa de explicar certos fenômenos naturais, foi dito que, ocasionalmente, Apep tem a mão superior. Os danos causados ​​a ordenar tempestades e terremotos. De fato: acreditava-se que às vezes Apep realmente conseguia engolir durante o dia, causando um eclipse solar, mas desde que os defensores de  rapidamente o libertavam de Apep, o eclipse sempre terminava em poucos minutos. Nas ocasiões em que Apep  teria  sido supostamente morto, ele foi capaz de voltar a cada noite (sendo que eleviveu no mundo dos mortos). No Atonismo é Aton que mata o monstro desde Aton é o único deus no sistema de crenças.

No entanto, em outros mitos, foi a deusa-gato Bastet, filha de Rá, quem matou Apep em sua forma de gato, uma noite, a caça-lo com o olho que tudo vê.

Dogma

Apep é execrado, e não reverenciado, nos templos do panteão Faraônico (Egípcio). Oficialmente - de acordo com os sacerdotes de Rá-Heru-cuti (Rá; Hórus) e dos outros deuses - Apep não tem seguidores, templos e nenhum credo além da destruição e do mal. As almas ensandecidas, corruptas e malignas que se devotam a Apep concordam, ao menos em parte. Ele não tem nenhuma crença além da destruição: a destruição de todos os deuses do panteão Faraônico (Egípcio), seus templos, clérigos, seguidores e até mesmo do mundo criado por eles e as criaturas que o habitam. Os seguidores de Apep - que não são tão raros quanto os sacerdotes de outras divindades gostariam - não lutam por um mundo dominado pelo mal; eles lutam pelo fim do mundo. .




Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui



Leviathan - Uma Visão Particular por Bruxo Maxa



O nome Leviathan é derivado de fontes lingüísticas diversas. Em tese, a tradução literal é uma variante dos termos “enrolada, torcida”. Muitos povos possuem lendas acerca de monstros marinhos capazes de enfurecer as águas e causar a morte dos que se atreviam navegar em águas profundas. As próprias baleias e crocodilos do Nilo já receberam o título de monstros pelos antigos povos, até pelos mesmos desconhecerem a natureza dos animais. O medo do desconhecido e as limitações de instruções eram e são as fontes que alimentam os mitos de determinados seres e poluem os inconscientes coletivos.


O nome Leviathan é derivado de fontes lingüísticas diversas. Em tese, a tradução literal é uma variante dos termos “enrolada, torcida”. Muitos povos possuem lendas acerca de monstros marinhos capazes de enfurecer as águas e causar a morte dos que se atreviam navegar em águas profundas. As próprias baleias e crocodilos do Nilo já receberam o título de monstros pelos antigos povos, até pelos mesmos desconhecerem a natureza dos animais. O medo do desconhecido e as limitações de instruções eram e são as fontes que alimentam os mitos de determinados seres e poluem os inconscientes coletivos.


A morfologia da palavra dragão nos remete à duas palavras de origem Grega. (v. Derkein) que significa VER. Essa palavra dá o amplo sentido evolucionista de visão espiritual e drakon que significa “serpente gigante”. Em latim draco (possui o mesmo significado).

A parte negativa dos mitos é gerar egrégoras. Egrégora pode simbolizar o campo energético de um local onde há reuniões de grupo, gerando energias autônomas, similares a uma classe de "devas" que se formam pela persistência e intensidade das correntes mentais realizadas nos templos magísticos. A errônea manipulação pode gerar criações psicomentais que se transmutam em “ verdadeiros monstros” algozes de seus próprios criadores, bem como os freqüentadores desses templos.

De forma mais clássica temos a definição derivada do grego “egregorien” (velar, cuidar), cuja definição é uma energia condensada, manipulável gerada a partir de uma focalização em forma de assembléia (desde que focalizada), de uma conjunção de pensamentos iguais capazes de gerar uma entidade e designar suas qualidades e atributos pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de tal grupo, quando se reúnem com qualquer finalidade, A egrégora acumula a energia de várias freqüências. Assim, quanto mais focado for o manipulador magistico, mais força estará empregando na egrégora para que incorpore às dos demais.
Voltando ao assunto Leviathan; algumas vertentes cristãs o associam ao próprio Satã, como sendo o elo que traria a revolta dos seres humanos contra a força criadora. Também foi acusado de possuir corpos físicos de irmãs ( freiras) na idade média ( o que era comum, se pensarmos na sexualidade reprimida;porém, deveras pulsante). Aliás, muitos seres espirituais foram culpados pela depravação dos “santinhos enclausurados”. Claramente, no livro de Apocalipse, Leviathan é um dos animais listados. Ainda, para os antigos povos judeus, Leviathan é o arquétipo de guerra contra “Jerusalém”, ou seja, sinônimo de inimigo mortal da doutrina imposta.

Séculos de egrégora em cima de mitos e lenda são capazes realmente de gerarem um “monstro espiritual” praticamente indestrutível, como descreve o “Livro de Jô”, afinal, se a egrégora é a somatória de energias canalizadas, podem existir em potencialidade com freqüências vibratórias menos elevadas ou se preferirem "negativas".

Isso fez com que Leviathan (o monstro) fosse criado...

A relação da água com a magia já é explanada com louvor por muitas pessoas, afinal, a fonte geradora e principalmente – sustentadora – de toda vida terrestre. Para os humanos, de 60 a 70% do corpo humano é formado de água e isso, tratado da forma correta, garante o bom funcionamento das funções orgânicas. A massa cerebral é formada de 75% de água só como um dos exemplos da importância desse elemento. Além disso, a água é a geradora de eletricidade, inclusive nos órgãos humanos. Essa eletricidade é uma das fontes primais na formação das emoções... O grande agente motivador da MAGIA.

Partindo de alguns pontos de vistas particulares, Leviathan é a criatura das águas. Nele está a força e a grandeza do elemento aquoso e por que não dizer da estrutura sentimental dos seres humanos? Quando os antigos livros dizem acerca do dia em que Ieve matará Leviathan ( sem retóricas); não seria o dia em que os próprios seres humanos irão despertar a natureza do que foi criado? Um homem deixa de perseguir o mais feroz dos animais quando entende sua natureza dentro das leis do habitat em que vive e nós ( seres humanos), antes de qualquer outra denominação somos animais e vivemos em nosso próprio habitat.
Leviathan é a senda emocional dos seres humanos, o que se esconde dentro das arcas mais profundas dos nossos corações. Ao mesmo tempo, representa o caos ( principalmente nosso caos que se reflete no micro e macrocosmo).

Depois de toda tempestade vem a iluminação e Leviathan nada mais é do que o próprio ciclo desse renascer, ou seja, cabeça, corpo e cauda em harmonia de ciclo eterno. Como sentimentos não possuem forma.

Leviathan nada no oceano negro. A escuridão nada mais é do que nossa própria consciência. Glorificamos Leviathan, pois através dele conseguimos nos conhecer, vencer limites, sermos maiores, mais fortes, poderosos, derrotarmos nossos vampiros, enfim, sermos libertos do ego inferior. Se acreditarmos num ser capaz de modificar o oceano de emoções em nossas jornadas, despertamos o dragão e derrotarmos a egrégora formada pelos manipuladores dogmáticos. O nosso microcosmo se conecta com a evolução natural e acabamos vivenciando a verdadeira comunhão.

Portanto, podemos entender que os arquétipos draconianos são as forças primitivas da anti-matéria possuidoras de pilares capazes de destruir o ego, conceder a visão plena e transmitir a energia suprema. .



Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui



Dragão da Cólquida

 
 
Dragão da Cólquida, na mitologia grega, era conhecido como o guardião do velocino de ouro, no qual o herói Jasão e os argonautas conseguiram se apoderar. O dragão da Cólquida era muito grande, mas era muito lento. A lenda diz que dormia com um olho aberto e outro fechado. Muitos heróis tentaram, mas apenas Jasão conseguiu. Para conseguir o velocino dourado, os heróis teriam que matar búfalos de fogo, semear seus dentes, lutar com guerreiros cadavéricos nascidos dos dentes, chamados Sparti, derrotá-los para chegar até o dragão e matá-lo. Tudo isso no mesmo dia.

  Uma Linhagem de Monstros


Conforme refere Hesíodo na sua Teogonia, Gaia, a Terra, e seu filho Ponto, o mar, tiveram muitos filhos, entre os quais se contavam Fórcis e Ceto. Por sua vez, estes dois deram lugar a uma terrível linhagem: as três Górgonas, Esteno, Euríade e Medusa e as duas gréias, criaturas já nascidas de cabelo grisalho. Por último, Ceto "pariu uma terrível serpente que, nos flancos da terra negra, na extremidade do Mundo, guardava as maçãs de ouro". Este era Ládon, e a sua história está associada à das Hespérides.

  Ládon, o guardião do jardim das Hespérides


Essa crença dizem que Ládon, um dragão com um corpo de serpente onde tinha cem cabeças que falavam línguas diferentes, foi um dragão a quem Hera, mulher de Zeus, deu a tarefa de proteger a macieira de frutos de ouro. Esta era um árvore que Gaia lhe tinha dado no dia de casamento com Zeus. Hera plantou essa árvore nos confins ocidentais do Mundo e deu às ninfas do entardecer, filhas de Atlas, a função de a proteger. Estas, por sua vez, aproveitaram-se dos frutos de ouro para seu próprio benefício e a rainha dos deuses teve de procurar um guardião mais confiável, poderoso, e inteligente - Ládon.

A partir desse momento, Ládon tornou-se o guardião da macieira dos frutos de ouro, que mais tarde morreu por um flecha de Hércules que precisava de uma maçã de ouro para completar uma das doze tarefas do rei Euristeu. Este por sua vez, depois de matar o temível dragão, foi ter com Atlas que cedeu a sua tarefa de segurar o mundo aos ombros a Hércules, enquanto ele ia buscar a maçã. Quando regressou, trazia 3 maçãs de ouro, mas recusava-se a voltar para a sua função, o que fez Hércules enganá-lo dizendo que aceitava a exigência de Atlas, mas que queria ir buscar, primeiro, uma almofada para por aos ombros. Assim, Atlas (mitologia). Atlas voltou a suportar o mundo e Hércules aproveitou para fugir indo para o jardim que o dragão guardava. Lá, para prestar homenagem a Ládon, pegou nos seus restos mortais e atirou-os para o Céu, onde ainda hoje estão, na constelação do dragão.



Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui



Shenlong


 

Shenlong, literalmente "espírito de dragão", é um mito chinês em forma de dragão, que controla o vento a chuva e os relâmpagos trovões.

Essas entidades têm o poder de flutuar no céu e, graças a sua pele azul, dificilmente pode ser visto. Shenlong governa o vento, as nuvens a chuva e relâmpagos trovões suas graças depende a agricultura.

Se ofendido, pode ficar furioso, o que atrairia mau tempo, chuvas e tempestades.



Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui



Naga


Naga (do sânscrito: नाग, nāga) é uma palavra em sânscrito e páli que designa um grupo de divindades da mitologia hindu e budista. Normalmente têm a forma de uma enorme cobra-real, com uma ou várias cabeças.No grande épico Hindu Mahabharata, os Nagas tendem a ser apresentados como seres negativos, perseguidos por Garuda, o homem-pássaro, ou vítimas merecedoras de sacrifícios a deuses-serpente.

O termo Naga é muitas vezes ambíguo, pois pode também se referir, em determinados contextos, a uma das várias tribos ou etnias humanas conhecidas como nāga e a certos a tipos de elefante e de cobra.
Um Naga feminino é um nagi ou nagini.

Há muitos mitos envolvendo essas criaturas,por exemplo,teria sido um Naga quem teria protegido Buda de uma forte tempestade e depois teria sido convertido a sua fé.
No Hinduísmo o guerreiro Arjuna foi tentado por Ulipa,filha de um rei Naga,a Nagi neste caso caso tentou seduzi-lo por causa do voto de castidade do mesmo,no inicio ela foi recusada mas depois lembrou o herói que seu dever era socorrer os infelizes,então Arjuna a possuiu uma noite.Embora sua verdadeira forma seja de uma serpente ou dragão podem assumir a forma humana.



       




Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui



Jormungand


Na mitologia nórdica, Jörmundgander ou Jormungand é o segundo filho de Loki com a gigante Angrboda. Tem como irmãos o lobo Fenris e Hel. Jormungand tem o aspecto de uma gigantesca serpente.
De acordo com a Edda em Prosa, Odin raptou os três filhos de Loki, sendo Jormungand jogado no grande oceano que circula Midgard, aonde viveu desde então. A serpente cresceu tanto que seria capaz de cobrir a Terra e morder sua própria cauda. Como resultado disso, ganhou o nome alternativo de Serpente de Midgard ou Serpente do Mundo. O arqui-inimigo de Jormungand é o deus Thor.
Durante o Ragnarök, ela se libertará e cobrirá a terra e os céus com seu veneno.



Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui



Basilisco


Em algumas descrições, o basilisco é uma serpente fantástica. Plínio, o Velho, o descreve como uma serpente com uma coroa dourada e, no macho, uma pluma vermelha ou negra. Durante a Idade Média era representado como tendo uma cabeça de galo ou, mais raramente, de homem. Para a heráldica, o basilisco é visto como um animal semelhante a um dragão com cabeça de galo; em outras descrições, porém, a criatura é descrita como um lagarto gigante (às vezes com muitas patas), mas a sua forma mais aceita é como uma grande cobra com uma coroa. O basilisco é capaz de matar com um simples olhar. Os únicos jeitos de matá-lo são fazendo-o ver seu próprio reflexo em um espelho, considerando-se que alguém chegue perto o bastante.

Leonardo da Vinci escreveu que o basilisco é tão cruel que, quando não consegue matar animais com a sua visão venenosa, vira-se para as plantas e para as ervas aromáticas e, fixando o olhar nelas, seca-as. O poeta Percy Bysshe Shelley fez também a seguinte alusão ao olhar mortífero do basilisco na sua "Ôde a Nápoles": "(…)Sê como o basilisco, que o inimigo mata por invisível ferimento."

O basilisco era, aliás, muito frequentemente mencionado na literatura. Foi referido em obras de John Gay (The Beggar’s Opera, acto II, air XXV), na novela Clarissa de Samuel Richardson (The Novels of Samuel Richardson, vol. I, London, 1824, p 36) e nos poemas de Jonathan Swift (The Select Works of Jonathan Swift, Vol. IV, London, 1823, p. 27) e de Alexander Pope (Messiah, linhas 81-82). O português Antonio Feliciano de Castilho escreveu sobre uma moura que tinha um olhar que "só se inflama vendo passar por longe algum cristão, e nesses momentos dera ela todos os palácios de safiras, todas as musicas e aromas das sultanas de Córdova, por ter o olhar do basilisco"

No capítulo XVI do Zadig de Voltaire, o basilisco é descrito como um animal muito raro que só pode ser tocado por mulheres.

Os basiliscos são inimigos mortais dos grifos. O parente mais próximo do basilisco é a cocatrice.

O Basilisco citado no livro "Devoradores de Mortos". Considerado o relato mais antigo da Cultura Viking

O livro "Devoradores de Mortos" escrito por Michael Crichton, retrata a cultura e o cotidiano dos Vikings em 922 DC. Os relatos escritos neste livro, pertencem aos manuscritos de Ibn Fadlan, que conviveu com estes povos durante esse período. Considerado até hoje o registro mais antigo de uma testemunha ocular da vida e da sociedade Viking daquela época. Em um trecho do livro, o nome Basilisco é citado, dando a enteder que seria melhor evitar um confronto direto. Pois assim como acontece na mitologia se você estocar uma espada no basilisco, o veneno percorrerá a espada até alcançar o braço de quem o ataca, tendo que amputá-lo imediatamente para manter seu corpo vivo. A melhor opção seria se aproximar da criatura utilizando um espelho como escudo, pois o melhor meio de espanta-lo é utilizar seu próprio reflexo, caso ele se deparasse com sua imagem refletida poderia ser morto pelo seu próprio olhar. Diálogo encontrado nos manuscritos: "Conto-lhe tudo isto para que diga aos outros que tenham cuidado, pois é um assunto adequado para um basilisco."
 
O basilisco em Harry Potter
 
O segundo livro da série Harry Potter da autora J. K. Rowling possui um basilisco. Nele, o monstro teme o canto dos galos e é temido principalmente pelas aranhas. O livro da mesma autora Animais Fantásticos e Onde Habitam afirma que foi o ofidioglota Herpo, o Sujo quem primeiro descobriu que um ovo de galinha chocado por uma rã origina um basilisco. Diz-se que o basilisco de Herpo viveu quase novecentos anos. No último livro da serie , descobre-se que o veneno de basilisco é uma das ferramentas capazes de destruir uma horcrux.
 

O basilisco em Os Cavaleiros do Zodiaco

Na série japonesa Os Cavaleiros do Zodiaco há um espéctro de Hades chamado Sylphid de Basilisco , só que ao contrario da forma tradicional, o Basilisco no anime é retratado como uma ave, já que possui um golpe chamado Voo do Extermínio, já que no anime figura de serpente não se faz presente.

O Basilisco na Bíblia

Na Bíblia são encontradas as seguintes citações: - Não olhes para o vinho, quando se mostra louro, quando resplandesce no copo, e se escoa suavemente. No fim seu fim morderá como a cobra, e como o Basilisco picará. Provérbios 23:31-32. - Porque eis que envio entre vós serpentes e basiliscos, contra os quais não há encantamento, e vos morderão, diz o SENHOR. Jeremias 8:17

O basilisco hoje

Usam o nome basilisco para um estranho lagarto tropical, membro da família das iguanas, que pode ser encontrado nas florestas úmidas da América Central e do Sul. O que há de curioso nele é que pode correr sobre a água por curtas distâncias (razão pela qual também é conhecido como lagarto-jesus), com as pernas dianteiras erguidas e o corpo quase ereto. Alimenta-se de insetos, aranhas e outros animais pequenos e é um exímio nadador e um escalador excelente. Evidentemente não possui nenhum poder mágico, como o basilisco mitológico.
A lenda
 
Conta se que quando uma galinha bota um ovo, e este ovo é chocado por uma cobra, nasce o basilisco.
 





                                          
                        
                                                 



Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui