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Selene


Na mitologia grega, Selene (do grego Σελήνη, Selênê, "fumaça") era a deusa da fumaça. Ela é filha dos titãs Hiperião e Teia e irmã do deus do sol, Hélio e de Eos, deusa do amanhecer. Ela dirige sua carruagem lua pelos céus. Vários amantes são atribuídos a ela em vários mitos, incluindo Zeus, Pã, e o mortal Endimião. Em tempos clássicos, Selene foi muitas vezes identificada com Ártemis, assim como seu irmão, Hélio, foi identificado com Apolo. Ambos Selene e Ártemis também foram associados com Hécate, e todos os três eram considerados como deusas lunares, embora apenas Selene fosse considerada como a personificação da própria lua. Sua equivalente romana é Luna.


 
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LORD KRONUS
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Eros




Eros (em grego Ἔρως; no panteão romano Cupido) era o deus grego do amor. Hesíodo, em sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de o descrever como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos. Posteriormente foi considerado como um deus olímpicos, filho de Afrodite e de Hefesto ou Zeus, Hermes ou Ares, conforme as versões. Tendo, certa vez, Afrodite desabafado com Métis (ou Têmis), queixando-se que seu filho continuava sempre criança, a deusa lhe explicou que era porque Eros era muito solitário. Haveria de crescer se tivesse um irmão. Anteros nasceu pouco depois e, Eros começou a crescer e tornar-se robusto.
Já Platão, no Banquete, descreve assim o nascimento de Eros, elucidando alguns detalhes até mesmo do aspecto erótico:
  • Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expoente), filho de Métris. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Saturno e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, teve relações sexuais com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
  • Pois que Eros é filho de Pínia e Poros, eis qual é a sua condição. É sempre pobre não é de maneira alguma delicado e belo como geralmente se crê; mas sujo, hirsuto, descalço, sem teto. Deita-se sempre por terra e não possui nada para cobrir-se, descansa dormindo ao ar livre sob as estrelas, nos caminhos e junto às portas. Enfim, mostra claramente a natureza da sua mãe, andando sempre acompanhado da pobreza. Ao invés, da parte do pai, Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. Gosta de invenções e é cheio de expediente para consegui-las. É filósofo o tempo todo, encantador poderoso, fazedor de filtros, sofista. Sua natureza não é nem mortal nem imortal; no mesmo dia, em um momento, quando tudo lhe sucede bem, floresce bem vivo e, no momento seguinte, morre; mas depois retorna à vida, graças à natureza paterna. Mas tudo o que consegue pouco a pouco sempre lhe foge das mãos. Em suma, Eros nunca é totalmente pobre nem totalmente rico.
Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando perturbada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo, isso após ela tomar um pouco de ambrosia tornando-a imortal. Com Psiquê teve Hedonê, prazer.

Na Arte

Eros é sempre retratado como um garotinho alado, de cabelos louros, com aparência de inocente e travesso que jamais cresceu (que sem dúvida simboliza a eterna juventude do amor profundo). Portando um arco e flecha e até mesmo com uma tocha acesa. Sempre pronto a atingir de forma certeiras suas flechas "envenenadas" com amor e a paixão. Os alvos sempre sendo a região do coração e do figado.
Em várias culturas a aljava, o arco, a flecha, a tochas e os olhos vendados simbolizam que o amor se diverte com todas as pessoas de que ele domina, pois o amor é cego, e avassalador.

Representação

Eros é retratado como uma criança alada, de cabelos louros, com aparecia de inocente e travesso que jamais cresceu (que sem dúvida simboliza a eterna juventude do amor profundo). Portando um arco e flecha e até mesmo com uma tocha acesa. Sempre pronto a atingir de forma certeiras suas flechas "envenenadas" com amor e a paixão. Os alvos sempre sendo a região do coração e do figado.
O arco, a flecha, a tochas e os olhos vendados simbolizam que o amor se diverte com todas as pessoas de que ele domina, pois o amor é cego, e avassalador.


 
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Flora (Mitologia)

 



Flora, na mitologia romana, é uma ninfa das Ilhas Afortunadas. Esposa de Zéfiro e deusa das flores. Na Grécia é chamada de Clóris.
Flora é a potência da natureza que faz florir as árvores e preside a “tudo que floresce”. A lenda pretende que Flora foi introduzida em Roma (tal como Fides) por Tito Tácito, juntamente com outras divindades sabinas. Era honrada quer por populações itálicas não latinas como latinas. Algumas populações sabinas tinham-lhe consagrado um mês, o correspondente a Abril do calendário romano.
Ovídio relacionava com o nome de Flora um Mito helênico, supondo que, na realidade, ela era uma ninfa grega denominada Clóris. Num dia de Primavera em que Flora errava pelos campos, o deus do vento, Zéfiro, viu-a, apaixonou-se por ela e raptou-a. Desposou-a, em seguida, num casamento público. Zéfiro concedeu a Flora, como recompensa e por amor, o reinar sobre as flores, não só sobre as dos jardins como, também, sobre as dos campos cultivados. O mel é considerado como um dos presentes que Flora ofertou aos homens, tal como as sementes das inumeráveis variedades de flores. Ao narrar esta lenda, de que é talvez o inventor, Ovídio refere explicitamente o rapto de Orítia por Bóreas. Este rapto é, sem dúvida, o seu modelo, mas acrescenta-lhe um episódio singular; é Flora quem está na origem do nascimento de Marte. Juno, irritada com o nascimento de Minerva, saída espontaneamente da cabeça de Júpiter, quis conceber um filho sem o auxílio de um elemento masculino. Dirigiu-se a Flora, que lhe deu uma flor cujo simples contacto era suficiente para fecundar uma mulher. Foi assim que Juno, sem se unir a Júpiter, deu à luz o deus cujo nome é o do primeiro mês de Primavera.
Flora tinha um sacerdote particular em Roma, um dos doze flâmines menores, que eram considerados como instituídos por Numa. Celebravam-se em sua honra as Floralia, caracterizadas por jogos em que participavam as cortesãs. Flora é o nome da fada das flores.  
 
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Angitia


Na mitologia romana Angitia era uma deusa serpente. As serpentes eram associadas às artes curativas na antiga mitologia romana e Angita é associada principalmente à uma deusa da cura. Ela era particularmente venerada pelos Marsi, um povo da Itália.

Ela tinha poderes de bruxaria e fazia milagres e curas com ervas, especialmente no que se referia a mordidas de serpentes. A ela atribui-se também uma variedade de poderes sobre serpentes, incluindo poderes para matar uma serpente com apenas um toque. Alguns romanos igualam-na a Bona Dea.

De Acordo com Gnaeus Gellius ela era uma das três filhas de Eetes,era irmã de Medéia e Circe.

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Harpia

 

As harpias (em grego, ἅρπυιαι) são criaturas da mitologia grega, frequentemente representadas como aves de rapina com rosto de mulher e seios . Na história de Jasão, as harpias foram enviadas para punir o cego rei trácio Fineu, roubando-lhe a comida em todas as refeições. Os argonautas Zetes e Calais, filhos de Bóreas e Orítia, libertaram Fineu das hárpias, que, em agradecimento, mostrou a Jasão e os argonautas o caminho para passar pelas Simplégades . Eneias e seus companheiros, depois da queda de Troia, na viagem em direção à Itália, pararam na ilha das Harpias; mataram animais dos rebanhos delas, as atacaram quando elas roubaram as carnes, e ouviram de uma das Harpias terríveis profecias a respeito do restante de sua viagem.

Segundo Hesíodo, as harpias eram irmãs de Íris, filhas de Taumante e a oceânide Electra, e seus nomes eram Aelo (a borrasca) e Ocípete (a rápida no vôo). Higino lista os filhos de Taumante e Electra como Íris e as hárpias, Celeno, Ocípete e Aelo, mas, logo depois, dá as hárpias como filhas de Taumante e Oxomene.
 
Aelo
 
Aelo (Ἀελλώ) é uma harpia cujo nome em grego significa "a borrasca".
 
Ocípite
 

Ocípete (Οκύπητη) é uma harpia cujo nome em grego significa "a rápida no voo".
 
Celeno
 
Celeno (Κελαινώ) é uma harpia cujo nome em grego significa "a obscura". Também é chamada de Podarge (Ροδαργε). Em outras versões em vez de harpia, Celeno uma das sete plêiades, filha de Atlas e Pleione.

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Fortuna

 

 

Fortuna era a deusa romana da sorte (boa ou má), da esperança. Corresponde a divindade grega Tique. Era representada portando uma cornucópia e um timão, que simbolizavam a distribuição de bens e a coordenação da vida dos homens, e geralmente estava cega ou com a vista tapada (como a moderna imagem da justiça), pois distribuía seus desígnios aleatoriamente.

Fortuna era considerada filha de Júpiter. Roma dedicava a ela o dia 11 de Junho, e no dia 24 do mesmo mês realiza um festival em sua homenagem, o Fors Fortuna. Seu culto foi introduzido por Sérvio Túlio, e Fortuna possuía um templo nos tempos de Roma republicana próximo ao Capitólio chamado de templo de Fortuna Virilis.
 
 
 

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Jano

 
 
 
Jano (em latim Janus) foi um deus romano que deu origem ao nome do mês de Janeiro.

Jano tinha duas faces, uma olhando para a frente e outra para trás, e dele derivam os nomes da Montanha Jano e o Rio Jano, pois ele viveu na montanha.Ele foi o inventor das guirlandas, dos botes, e dos navios, e foi o primeiro a cunhar moedas de bronze; por isto que em várias cidades da Grécia, Itália e Sicília, em suas moedas, trazem em um lado um rosto com duas faces e no outro um barco, uma guirlanda ou um navio.

Ele se casou com sua irmã Carmese, e teve um filho chamado Aethex e uma filha chamada Olistene. Desejando aumentar o seu poder, ele navegou até a Itália e se instalou em uma montanha próxima de Roma, chamada Janiculum por causa dele.


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Limnátide

 


Limneida ou limnátide (grego: Limnatis [Λιμνάδες / Λειμενίδες]; de límne, “do lago”), segundo a mitologia grega, era um tipo de ninfa associada diretamente com a água parada dos lagos e dos pântanos. Assim como qualquer divindade aquática, as belas limneidas podiam se metamorfosear em outros seres e, dessa forma, seduzir suas vítimas.

A limneida mais famosa se chamava Salmácis, e era a ninfa do lago em que se banhava o belo deus Hermafrodito, filho de Hermes e Afrodite. Sua fonte ficava próximo ao Mausoléu de Halicarnasso, na atual Turquia. Apaixonada pela maravilhosa visão do filho de Afrodite, Salmácis agarrou o rapaz e implorou aos deuses que nunca mais os separassem. Seu desejo foi atendido e ambos foram fundidos num só, e Hermafrodito se tornou um ser andrógino, homem-mulher.


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Afrodite Urânia





Urânia (grego antigo: Οὐρανία, transl. Ouranía) era um epíteto da deusa grega Afrodite ( deusa da fertilidade, do amor, do sexo e do prazer ), que significava "celestial" ou "espiritual", para distingui-la de seu aspecto mais terremo, Afrodite Pandemos, "Afrodite para todas as pessoas". Os dois termos eram usados (principalmente na literatura) para diferenciar o amor mais "celestial" do corpo e da alma do impulso puramente físico. Platão a representou como uma filha do deus Urano, concebida e parida sem uma mãe. O vinho não era utilizado nas libações dedicadas a ela. De acordo com Heródoto, os árabes chamavam esses aspecto da deusa de "Alitta" ou "Alilat" (Ἀλίττα ou Ἀλιλάτ).
Na arte grega ela era representada como um cisne,um globo ou uma tartaruga.


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Castor e Pólux

 

Castor (em latim: Castōr; em grego: Κάστωρ, Kastōr, lit. "castor") e Pollux (em latim: Pollūx) ou Polideuces (em grego: Πολυδεύκης, Poludeukēs, "vinho muito doce" ) eram dois irmãos gêmeos da mitologia grega e romana, filhos de Leda com Tíndaro e Zeus, respectivamente, irmãos de Helena de Troia e Clitemnestra, e meio-irmãos de Timandra, Febe, Héracles e Filónoe. Eram conhecidos coletivamente em grego como Dióscuros (em grego: Διόσκουροι, Dioskouroi, "filhos de Zeus"; em latim: Dioscūrī) e em latim como os Gêmeos (Gemini) ou Castores. Por vezes também são referidos como Tindáridas (em grego: Τυνδαρίδαι, Tundaridai; em latim: Tyndaridae), uma referência ao pai de Castor e pai adotivo de Pólux.

No mito, os gêmeos partilham a mesma mãe, porém têm pais diferentes - o que significa que Pólux, por ser filho de Zeus, era imortal, enquanto Castor não o era. Com a morte deste, Pólux pediu a seu pai que deixasse seu irmão partilhar da mesma imortalidade, e assim teriam sido transformados na constelação de Gêmeos. Os dois são tidos como padroeiros dos navegantes, para quem aparecem na forma do fogo de Santelmo.
 
Por ser filho de um deus, Pólux foi agraciado com o dom da imortalidade. Por serem inseparáveis, quando Castor morreu, Pólux recusou a imortalidade enquanto permanecesse separado de seu irmão. Como Zeus, seu pai, não podia convencer Hades, o deus dos mortos a trazer Castor de volta à vida, ficou decidido que os dois irmãos passariam metade do ano nos infernos, e outra metade no Olimpo.
Existe outra versão na qual Zeus transforma Castor e Pólux na constelação de Gêmeos.
Tudo começou com Leda, que havia recentemente desposado Tíndaro, herdeiro do reino de Esparta. Zeus, fascinado com a beleza da jovem, deseja unir-se a ela, mesmo sabendo que não seria aceito, sendo ela recém casada. Assim, Zeus assume a forma de um belo cisne e se aproxima de Leda quando ela se banhava num rio. A jovem põe o animal no colo e o acaricia. Meses depois, Leda cai contraída de dor e percebe que do seu ventre haviam saído dois ovos: do primeiro, nascem Castor e Helena, do segundo, Pólux e Clitemnestra. Em cada ovo um filho de Zeus, Helena e Pólux, imortais, enquanto seus irmãos, filhos de Tíndaro, mortais como qualquer ser humano.
Apesar de serem filhos de pais diferentes, Castor e Pólux ficaram conhecidos como os Dióscuros (filhos de Zeus) e cresceram juntos, pene entre si a mais bela amizade. Levados por Hermes à cidade de Pelene, no Peloponeso, os irmãos logo mostraram-se fortes e corajosos. Castor especializou-se em domesticar cavalos e Pólux tournou-se um excelente lutador.
A região do Peloponeso onde moravam era assolada por piratas que incessantemente pilhavam as ilhas e amedrontavam o povo com sua violência desmedida. Castor e Pólux decidem então livrar a península da ameaça e derrotam o inimigo sozinhos e desarmados, feito que os tornou conhecidos em toda a Grécia como grandes heróis.
Mal haviam retornado da guerra contra os piratas, Castor e Pólux são chamados às terras do Calidão, onde seus pais se conheceram, para matar um enorme e terrível javali, enviado por Afrodite como vingança contra o povo da região, que não lhe havia prestado as devidas homenagens. Quando se revêem vitoriosos, os irmãos são novamente convocados para mais uma missão: conquistar o Velocino de Ouro na viagem com Jasão e os Argonautas que deveriam derrotar o terrível Cíclope.
 
Rapto de Hilária e Febe
 
Mas a grande batalha que determinaria os seus destinos aconteceu contra dois outros irmãos gêmeos: Idas e Linceu, herdeiros do reino da Messênia e noivos de Hilária e Febe. Os Dióscuros se apaixonaram perdidamente pelas duas jovens e tentam raptá-las, enfrentando assim a fúria dos messênios. No combate entre as duas duplas, Idas desfere um golpe de lança fatal em Castor, que morre.
Atormentado pela perda do irmão, Pólux suplica a Zeus que devolva a Castor a sua vida. Comovido com tamanha fraternidade, o senhor dos Deuses propõe a única solução para salvar o jovem: Pólux deve dividir a sua imortalidade com o irmão, alternando com ele um dia de vida e outro de morte. Pólux concorda sem hesitações e a partir deste instante os irmãos passaram a viver e morrer alternadamente. Para celebrar tamanha prova de amor fraterno, Zeus catasterizou os Dióscuros na constelação de Gêmeos, onde não poderiam ser separados nem pela morte.

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Cibele

 
 
Cibele ou Cíbele era uma deusa originária da Frígia. Designada como "Mãe dos Deuses" ou Deusa mãe, simbolizava a fertilidade da natureza. O seu culto iniciou-se na região da Ásia Menor e espalhou-se por diversos territórios da Grécia Antiga. Sob o antigo título grego, Potnia Theron, também foi associada à deusa-mãe minóica, cujo culto remonta ao período neolítico da "Senhora dos animais". Cibele tornou-se uma divindade do ciclo de vida-morte-renascimento ligada à ressureição do filho e amante Átis.
 
Atributos da deusa
 
Cibele era representada, frequentemente, com uma coroa de muralhas, que simboliza o seu poder militar como protetora e, ao mesmo tempo, arrasadora de cidades, com leões por perto ou num carro puxado por esses animais e uma cornucópia, o corno (chifre) da abundância, referente a fertilidade e riqueza.
 
Os gregos e Cibele
 
Segundo os gregos, esta deusa seria uma encarnação de Reia, adorada no Berecinto, um dos picos do monte Ida na Frígia, daí o epíteto de berecintiana que lhe é dado às vezes. O culto incluía manifestações orgíacas, como era próprio dos deuses relacionados com a fertilidade, celebrados pelos curetes ou coribantes. É relacionada também com a lenda grega de Agdístis e Átis.
 
Magna Mater
 
Essa divindade oriental foi introduzida em Roma na época das guerras púnicas, por volta de 204 a.C. Sua adoção em Roma, e no Lácio, é feita após a latinização de seu nome, tornando-se Magna Mater, a "Grande Mãe" do Monte Ida, situado próximo a Troia, o que remonta a lenda de Eneias, retratada por Virgílio na Eneida. Na ocasião, os romanos mandaram vir de Pessinunte, terra do rei Midas e onde se encontrava o templo principal dedicado à deusa, uma pedra negra que a simbolizava. Seus sacerdotes, os galli, são importados e a renovação desse sacerdócio é feita do mesmo modo, pois a castração, ritual presente na iniciação dessas pessoas, não era algo admissível a um romano. É construído no monte Palatino um templo à deusa e seus rituais entram no calendário religioso oficial da cidade de Roma. Era acompanhada por um guia e amante, Átis, cujo culto, suspeito aos olhos dos romanos, só foi liberado realmente pelo imperador Cláudio.
 
Cibele permaneceu no Templo da Victoria até que seu próprio templo fosse dedicado, em 191 a.C. A deusa teria vindo acompanhada por seus sacerdotes, os galli, e seus rituais foram gradativamente incorporados ao calendário dos festivais. Apesar de seu caráter estrangeiro, Cibele, tornada Magna Mater, passou à lista das maiores divindades a partir desta data .
 
Virgílio e a Eneida
 
O interesse de Augusto por essa divindade pode explicar a importância que Virgílio lhe atribui na Eneida. No livro II, verso 779, ela diz a Eneias que foi o próprio Júpiter que proibiu que Creúsa o acompanhasse em sua fuga, para criar uma nova Troia. Em III, 111-113, Virgílio apresenta alguns aspectos de seu culto e Anquises, pai de Eneias, atribui-lhe uma origem cretense. Em VII, 139, Cibele figura entre as divindades invocadas por Eneias. Adiante, no livro IX, Cibele intervém para que os rutulianos (ou rútulos) não queimem os navios dos troianos cercados e, por sua intercessão, Júpiter transforma as embarcações em ninfas marinhas (IX, 80-83). Cibele aparece também no livro X da Eneida (verso 220), com o nome de Cibebe. É mencionada ainda em XI, 768.
 
Adoção do culto em Cícero
 
No século I a.C, o advogado, escritor, historiador, e filósofo Marco Túlio Cícero retoma a incorporação da deusa ao panteão romano em um de seus discursos no fórum contra Clódia Pulchra Metelli:
Foi então, pelo conselho desta profetisa [a Sibila], num tempo em que a Itália sofria a Guerra Púnica e era devastada por Aníbal, que nossos ancestrais (maiores) fizeram vir este culto da Frígia e o estabeleceram em Roma; ele foi acolhido pelo homem mais bem considerado pelo povo romano, P. Cipião, e pela mulher reputada como a mais casta das matronas, Q. Claudia... .
Desta forma, a fim de desacreditar e incrimar Clódia Metelli, Cícero utiliza deste antigo relato, comparando as duas mulheres da gens Claudia. Cícero nos é importante, portanto, para mostrar como a questão da família (gens) e dos ancestrais (maiores) é importante e serve de lei para incriminar alguém.

Ovídio e o Épico da entrada de Magna Mater

No período da restauratio augustana, isto é, o programa de restauração da religião - entre outros elementos - romana feita por Augusto onde ritos, sacerdócios, jogos e festivais do passado foram reincorporados à sociedade romana, o poeta Ovídio, ao escrever seu livro Fastii, um poema-calendário, retoma a inserção de Magna Mater no culto oficial e Claudia Quinta com mais impacto. Neste momento, a matrona é vista como uma grande heroína que desencalha sozinha o barco onde a deusa (sua estátua) está com as mãos e a puxa para Roma, sendo uma grande heroína5 .

Informações sobre o culto a Cibele são encontradas ainda em Catulo, 63 e em Lucrécio, 2, 598-643.

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Cinocéfalo

 
Cinocéfalo (do grego kunoképhalos: "que tem cabeça ou face de cão". Na Mitologia greco-romana, era um ser com corpo de homem e cabeça de cachorro. No plural, designa os povos fabulosos da Etiópia.
 
Cinocefalia

 
A forma de Cinocéfalo - um homem com a cabeça de cachorro ou de um chacal - é bastante comum nas inscrições do Antigo Egito. A palavra Cynocephalus é uma palavra grega para o babuíno sagrado do Egito, por ter sua face semelhante à do cão.
 
Mitologia
 
Diversos mitos, cristãos e pagãos, relatam casos de Cinocéfalos. Na Igreja Ortodoxa existem certos ícones que retratam a figura degenerada de São Cristóvão com a cabeça de um cão. Segundo relatos, o santo, antes de conhecer o Cristo e converter-se, tinha comido um homem e latido. Arrependeu-se ao converter-se pelo batismo, e foi recompensado com a forma humana.
As raízes para vários destes relatos fantásticos está num mito que remonta ao reinado do Imperador Deocleciano quando um homem chamado Reprebus Rebrebus ou Reprobus (o "Salafrário") foi capturado após combates contra tribos da Cirenaica (oeste do Egito) - e que teria dimensões enormes e uma cabeça de cachorro, em vez de humana.
Há também um mito que coloca Santo André e São Bartolomeu entre os Partos, onde encontraram um homem que vinha "da cidade dos canibais... de quem a face era como a de um cachorro."
  • Os mitos com cinocéfalos tiveram diversas representações durante a Idade Média, numa imagem evocativa de magia e brutalidade, de pessoas que habitavam lugares distantes: Agostinho, Isidoro de Sevilha, Paulo Diácono, Adão de Bremen, entre outros, descreveram cinocéfalos como verdadeiros antropófagos. Citando São Jerónimo, Tomás de Cantimpré confirmou a existência de cinocéfalos, em seu Liber de Monstruosis Hominibus Orientis, vol. XIV ("Livro dos Homens Monstruosos do Oriente") - e não foi o único.
Tão antiga e difundida quanto o mito do lobisomem, a tradição do cinocéfalo parece ter povoado desde sempre o imaginário de muitos povos europeus.
 
Representações Atuais
 
A presença de homens com cabeça de cachorro ainda é muito forte na literatura moderna. Muitas revistas em quadrinhos dos Estados Unidos e da Europa retratam Cinocéfalos, ou pessoas com corpo humano e cabeças de animais. Filmes e desenhos animados volta e meia utilizam desta imagem, em seu contexto.
No começo da década de 1970, em Hexham (Reino Unido), foram encontradas algumas esculturas célticas representando cabeças de lobos. Em torno das pedras várias testemunhas alegam ter visto um ser meio homem, meio lobo. Em Yorkshire, também no Reino Unido, existem histórias de criaturas com cabeças de cão, chamadas Leatherheads. Nos Estados Unidos existem relatos parecidos, como o dogman, de Michigan, ou a besta de Bray Road (the Bray Road Beast), uma criatura cuja aparição numa estrada rural na periferia de Elkhorn, Wisconsin, foi relatada nos anos 1980.
 
Zoologia
 
Cinocéfalo é também uma designação comum aos mamíferos dermópteros, do gênero Cynocephalus, da família dos cinocefalídeos, conhecidos vulgarmente como lêmures-voadores. São semelhantes aos primatas, mas com focinhos semelhantes ao da raposa. Seu habitat é a ilha de Madagascar, na África.



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Cabiros

 
 
 
Cabiros (em grego antigo: Κάβειροι, transl. Kabeiroi), é o nome pelo qual, na mitologia grega, ão conhecidos os gênios benfeitores que habitavam a ilha de Lemnos, onde foram ajudantes de Hefesto.
Enquanto alguns dão-nos como provável filho do próprio Hefesto, outras aventam uma filiação com Hades.
Adorados na Samotrácia, são alvo dos chamados Mistérios dos Cabiros, que se juntavam aos Mistérios de Elêusis e outros da religião grega antiga.
 

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Esteno

 
 
Esteno é uma Górgona da mitologia grega, é uma das três filhas de Fórcis com Ceto, irmã de Medusa e Euríale. Habitava o Extremo Ocidente, junto ao país das Hespérides.

As górgonas eram três figuras mitológicas da Grécia Antiga. Consideradas monstros, estas mulheres tinham na cabeça, no lugar de cabelos, serpentes.Outras características físicas das górgonas eram: corpo coberto por escamas, braços de metal e dentes grandes e pontiagudos. A górgona mais conhecida era a Medusa.

De acordo com a mitologia grega, as górgonas possuíam a capacidade de transformar em pedra as pessoas que olhassem diretamente para elas.

Família
 
Pontos casou-se com sua própria mãe, Gaia, e teve vários filhos: Nereu, Taumante, Fórcis, Ceto e Euríbia.Ceto e Fórcis foram pais das duas Greias, Ênio e Péfredo, das três Górgonas, Esteno, Euríale e Medusa e da serpente que guarda as maçãs de ouro.
 
As górgonas
 
As górgonas tinham, em vez de cabelos, serpentes, dentes como presas de javalis, mãos de bronze e asas douradas, com as quais elas voavam; elas tinham o poder de transformar em pedra quem olhasse para elas.Perseu, usando o chapéu de invisibilidade de Hades, chegou quando elas estavam dormindo, e, vendo Medusa, a única que era mortal, através do seu espelho de bronze, cortou sua cabeça com uma foice de adamantino, presente de Hermes. Do corpo morto da Medusa saíram Pégaso e Crisaor, filhos de Posidon.
As outras górgonas saíram em perseguição a Perseu, mas não o encontraram, pois ele estava invisível.



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Drakaina



Na Mitologia grega as drakainas são deusas draconianas,são retratadas como deusas-serpentes,muitas vezes possuem traços humanóides.As drakainas mais conhecidas são Campe,Ceto,Equidna,Cila,Delfina,Lâmia,Poena,Sybaris,Píton (quando representado como fêmea) e as Górgonas Euryale,Medusa e Esteno.Tais divindades ctónicas estão fortemente associadas ao caos,algumas são simplesmente dragões ou serpentes gigantescas,enquanto outras possuem a cabeça e o torso de uma mulher.Na mitologia só podem ser derrotadas por deuses ou semideuses,Zeus assassinou Delfina e Campe,Apolo assassinou Píton,Perseu matou Medusa e o gigante Argos matou Equidna.As Titãnides Ceto e Equidna eram ambas mães de várias abominações,incluindo outras deidades draconianas.Ceto é a mãe das Górgonas,enquanto Equidna gerou Cérberus,Hidra de Lerna,Quimera,Leão de Neméia,Esfinge e outras criaturas fantásticas.
 
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LORD KRONUS
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Atlas



Atlas (em grego, Άτλας), também chamado Atlante, foi um dos titãs gregos, condenado por Zeus a sustentar os céus para sempre. Atlas foi o primeiro rei da mítica Atlântida. Era casado com Pleione e com quem teve sete filhas, as chamadas de Plêiades e Também teve 7 filhas ninfas, as Hesperiades .

Origens



Atlas era filho de Jápeto com Climene. Pertencia à geração divina dos seres desproporcionados, violentos, monstruosos - encarnação das forças selvagens da natureza nascente, dos cataclismas iniciais, com que a terra se arrumava para poder receber, num regaço mais acalmado, a vida e a sua cúpula consciente: os humanos.
Atlas, com outros titãs, forças do caos e da desordem, pretenderam alcançar o poder supremo, pelo que atacaram o Olimpo e combateram ferozmente Zeus e aliados: as energias do espírito, da ordem, do Cosmos. (Ou, noutra versão, aliou-se aos demais titãs para resistir à revolta liderada por Zeus)."
Zeus, triunfante, castigou seus inimigos - escravos da matéria e dos sentidos, inimigos da espiritualização harmonizadora - lançando-os no Tártaro, a região mais profunda do Mundo Inferior, para que de lá nunca fugissem. Reservou para Atlas, porém, uma pena especial: pô-lo a sustentar, nos ombros e para sempre, os céus.
Atlas, assim punido, passou a morar no país das Hespérides (as três ninfas do Poente: Eagle, Erítia, Hesperatetusa).
A representação clássica de Atlas mostra que ele está sustentando um globo nos ombros que, normalmente é interpretado como sendo a Terra. Esse globo é, na verdade, a esfera celestial ou o firmamento.

O castigo eterno

Geralmente, Atlas é retratado sustentando um globo sobre os ombros. Esse fardo foi temporariamente aliviado por Héracles (Hércules) durante um de seus 12 trabalhos, mas Atlas foi enganado e voltou a carregar os céus sobre os ombros.
Consistiu este episódio no seguinte: tinha Hércules de apanhar algumas maçãs de ouro que nasciam no jardim das Hespérides (11º trabalho). Alertado por outro titã (Prometeu) de que apenas Atlas poderia fazê-lo impunemente, propôs a este que o fizesse, enquanto sustentava a abóboda celeste. Aliviado do grande peso, Atlas retorna, dizendo que ele mesmo faria a entrega das maçãs a Euristeu.
Percebendo o engodo, Hércules finge aquiescer e, pretextando colocar antes um anteparo sobre seus ombros, pede ao titã que sustente os céus por um momento - ao fazer isto, o herói parte, levando as maçãs, deixando a Atlas o seu eterno suplício.
Segundo uma das versões existentes, Atlas foi posteriormente libertado de seu fardo e tornou-se guardião dos Pilares de Hércules, sobre os quais os céus foram colocados, e que também eram a passagem para o lar oceânico de Atlântida (o Estreito de Gibraltar). Seu nome passou a significar "portador" ou "sofredor". Outra versão conta que Perseu o petrificou mostrando lhe a cabeça que havia arrancado da Medusa, transformando o titã Atlas no que hoje é o Monte Atlas.
 
Atlas: nome presente na geografia e medicina
 
Por ser o senhor das águas distantes, o Oceano além do Mediterrâneo homenageia o titã: Atlântico.
O Atlas é ainda a Cordilheira que ergue-se para o céu, separando o norte da África do restante do continente.
Finalmente, na cartografia, Atlas é o coletivo de mapas, a coleção de cartas que representam o planeta Terra.
Além de emprestar seu nome a estas acepções, Atlas nomeia a primeira vértebra da coluna cervical - uma clara referência ao local onde sustentava o gigantesco peso a que fora condenado suportar.

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Hidra de Lerna



A Hidra de Lerna era um animal fantástico da mitologia grega, filho dos monstros Tifão e Equidna,que habitava um pântano junto ao lago de Lerna, na Argólida, costa leste do Peloponeso. A Hidra tinha corpo de dragão e nove cabeças de serpente (algumas versões falam em sete cabeças e outras em números muito maiores) cujo hálito era venenoso e que podiam se regenerar.

A Hidra era tão venenosa que matava os homens apenas com o seu hálito; se alguém chegasse perto dela enquanto ela estava dormindo, apenas de cheirar o seu rastro a pessoa já morria em terrível tormento.

A Hidra foi derrotada por Héracles (Hércules, na mitologia romana), em seu segundo trabalho.[2Inicialmente Hércules tentou esmagar as cabeças, mas a cada cabeça que esmagava surgiam duas no lugar.Decidiu então mudar de tática e, para que as cabeças não se regenerassem, pediu ao sobrinho Iolau para que as queimasse com um tição logo após o corte, cicatrizando desta forma a ferida.Sobrou então apenas a cabeça do meio, considerada imortal.Héracles cortou e enterrou a última cabeça
com uma enorme pedra. Assim, o monstro foi morto.

Segundo a tradição, o monstro foi criado por Hera para matar Héracles. Quando percebeu que  Héracles iria matar a serpente, Hera enviou-lhe a ajuda de um enorme caranguejo, mas Héracles pisou-o e o animal converteu-se na constelação de caranguejo (ou Câncer).
Instruído por Atena(Minerva), Héracles, após matar a Hidra, aproveitou para banhar suas flechas no sangue do monstro, para torná-las venenosas.Euristeu não considerou este trabalho válido (Héracles deveria cumprir dez trabalhos, e não doze), pois o heroi teve ajuda.


Hércules morreu, mais tarde, na Frígia, por causa do veneno da Hidra: após ferir mortalmente o centauro Nesso com flexas envenenadas no sangue da Hidra, este deu seu sangue a Dejanira, dizendo que era uma poção do amor, para ser usada na roupa. Dejanira acreditou, e, quando sentiu ciúmes de Íole, usou o sangue de Nesso para banhar as roupas de Hércules, que sentiu dores de queimadura insuportáveis, preferindo o suicídio na pira crematória.

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Dragão da Cólquida

 
 
Dragão da Cólquida, na mitologia grega, era conhecido como o guardião do velocino de ouro, no qual o herói Jasão e os argonautas conseguiram se apoderar. O dragão da Cólquida era muito grande, mas era muito lento. A lenda diz que dormia com um olho aberto e outro fechado. Muitos heróis tentaram, mas apenas Jasão conseguiu. Para conseguir o velocino dourado, os heróis teriam que matar búfalos de fogo, semear seus dentes, lutar com guerreiros cadavéricos nascidos dos dentes, chamados Sparti, derrotá-los para chegar até o dragão e matá-lo. Tudo isso no mesmo dia.

  Uma Linhagem de Monstros


Conforme refere Hesíodo na sua Teogonia, Gaia, a Terra, e seu filho Ponto, o mar, tiveram muitos filhos, entre os quais se contavam Fórcis e Ceto. Por sua vez, estes dois deram lugar a uma terrível linhagem: as três Górgonas, Esteno, Euríade e Medusa e as duas gréias, criaturas já nascidas de cabelo grisalho. Por último, Ceto "pariu uma terrível serpente que, nos flancos da terra negra, na extremidade do Mundo, guardava as maçãs de ouro". Este era Ládon, e a sua história está associada à das Hespérides.

  Ládon, o guardião do jardim das Hespérides


Essa crença dizem que Ládon, um dragão com um corpo de serpente onde tinha cem cabeças que falavam línguas diferentes, foi um dragão a quem Hera, mulher de Zeus, deu a tarefa de proteger a macieira de frutos de ouro. Esta era um árvore que Gaia lhe tinha dado no dia de casamento com Zeus. Hera plantou essa árvore nos confins ocidentais do Mundo e deu às ninfas do entardecer, filhas de Atlas, a função de a proteger. Estas, por sua vez, aproveitaram-se dos frutos de ouro para seu próprio benefício e a rainha dos deuses teve de procurar um guardião mais confiável, poderoso, e inteligente - Ládon.

A partir desse momento, Ládon tornou-se o guardião da macieira dos frutos de ouro, que mais tarde morreu por um flecha de Hércules que precisava de uma maçã de ouro para completar uma das doze tarefas do rei Euristeu. Este por sua vez, depois de matar o temível dragão, foi ter com Atlas que cedeu a sua tarefa de segurar o mundo aos ombros a Hércules, enquanto ele ia buscar a maçã. Quando regressou, trazia 3 maçãs de ouro, mas recusava-se a voltar para a sua função, o que fez Hércules enganá-lo dizendo que aceitava a exigência de Atlas, mas que queria ir buscar, primeiro, uma almofada para por aos ombros. Assim, Atlas (mitologia). Atlas voltou a suportar o mundo e Hércules aproveitou para fugir indo para o jardim que o dragão guardava. Lá, para prestar homenagem a Ládon, pegou nos seus restos mortais e atirou-os para o Céu, onde ainda hoje estão, na constelação do dragão.



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Dríades




Dríades ou Dríadas, na mitologia grega, eram ninfas associadas aos carvalhos. De acordo com uma antiga lenda, cada dríade nascia junto com uma determinada árvore, da qual ela exalava. A dríade vivia na árvore ou próxima a ela. Quando a sua árvore era cortada ou morta, a divindade também morria. Os deuses frequentemente puniam quem destruía uma árvore. A palavra dríade era também usada num sentido geral para as ninfas que viviam na floresta.
As ninfas de outras árvores são chamadas de hamadríade.
No balé Dom Quixote o personagem tem uma visão de dríades com Dulcineia. Aparecem nos livros As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis e na série de livros Percy Jackson, de Rick Riordan onde o personagem Grover Underwood namora uma.


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Hemera


Na mitologia grega, Hemera – filha de Nix (a noite) com Erebo (deus da escuridão) – era a personificação do dia (a deusa é interligada ao fato mitológico de poder ter sido a primeira deusa a representar o sol). Teve um romance com seu irmão Éter e com ele teve uma filha, Tálassa. Unida a este, também gerou seres não antropomorfizados: Tristeza, Cólera, Mentira, etc. A lista de Higino atribui-lhe como filhos: Oceanus, Têmis, Briareu, Giges, Estérope, Atlas, Hipérion, Saturno (Pierre Grimal coloca a versão latina ao invés de Cronos), Moneta, Dione e as três Fúrias. Hemera personificava a luz do dia e o ciclo da manhã. Nasceu junto de Ether e das Hespérides. Era personificação do dia como divindade feminina.
Algumas tradições colocam Éter e Hemera como pais de Urano e de Gaia — logo como a semente de quase todos os deuses gregos. Segundo a mitologia, momentos antes de Hemera conceber Urano e Gaia, ouviam-se grandes estrondos por todo Universo, como se o céu estivesse sendo influenciado pela deusa (é citado que isso se deve ao fato de Hemera ter uma forte ligação com Éter). Mais tarde, passou a compor o séquito de Hélios ao lado das Hespérides. Era também guardiã das fronteiras, entre o mundo onde chegava a luz e o mundo das sombras.
Segundo Hesíodo, Hemera habita junto com sua mãe além do Oceano, no extremo do Ocidente. Lá, um grande muro separa as portas do Inferno do Mundo visível. Atrás do muro há o grande palácio onde ambas residem, mas nunca as duas estão juntas. Quando Hemera sai, sua mãe espera até a hora de lançar a noite sobre o mundo. Quando Hemera retorna cruza por sobre o muro e cumprimenta sua mãe que saia para correr pelo Mundo. Como diz Hesíodo: "Nunca o palácio fecha ambas".


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