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DOUTORES DA AGONIA

"Camarada, por favor, peça ao oficial que acabe conosco com uma bala”, suplicou o soldado russo. Depois de 3 horas dentro de um tanque de água gelada, ele já não suportava mais a sensação de congelamento no corpo. “Não espere compaixão daquele cão fascista”, respondeu o colega que dividia o tanque com ele. Quando o cientista responsável pelo experimento descobriu o significado das palavras de suas cobaias, retirou-se para o escritório. Voltou com um revólver na mão. Não para atender ao pedido do soldado, mas para ameaçar seus assistentes na experiência. “Não se intrometam. Nem se aproximem deles!” Passaram-se mais duas horas de agonia antes que o alívio da morte chegasse para os russos. Assim como eles, pelo menos outros 300 prisioneiros dos nazistas foram usados em experimentos destinados a entender os efeitos do frio no organismo – a hipotermia. A maioria não teve a sorte de um final rápido. Ao chegarem ao limite entre a vida e a morte, eram reanimados e expostos novamente a temperaturas baixas.

As descrições acima são apenas um exemplo de como alguns cientistas alemães se adaptaram ao ideário nazista. Eticamente, a ciência produzida na Alemanha entre as décadas de 1930 e 1940 foi repugnante. Os experimentos causaram dor, humilhação e mortes terríveis às pessoas confinadas em campos de concentração – fossem elas judias, ciganas, homossexuais ou qualquer tipo de inimigo do regime. Acontece que os responsáveis por essas “pesquisas” podiam ser sádicos, mas não eram leigos. Muitos foram formados nas escolas mais tradicionais do planeta – antes da chegada dos nazistas ao poder, a Alemanha era um dos líderes mundiais em inovação científica. Metódicos como só pesquisadores alemães podem ser, eles sistematizaram as experiências, coletaram dados, chegaram a conclusões. E geraram informações que, além de inéditas na época, nunca mais foram reproduzidas em testes sérios – afinal de contas, e ainda bem, não é todo dia que aparece alguém propondo jogar ácido na pele de um ser humano para entender como nosso corpo reage à substância.

As pesquisas sobre hipotermia, por exemplo, além de matar centenas de prisioneiros do campo de Dachau, produziram dados que alguns cientistas gostariam de usar em pesquisas atuais. Robert Pozos, diretor do Laboratório de Hipotermia da Universidade de Minnesota, nos EUA, é um deles. Ele estuda como o corpo responde ao frio para descobrir a melhor maneira de reanimar pessoas que cheguem quase congeladas aos hospitais. Mas seu trabalho enfrenta um problema: muitas de suas pesquisas não podem ser concluídas, pois os voluntários podem morrer quando sua temperatura cai abaixo de 36ºC. A única fonte conhecida de dados sobre pessoas nessas condições são os experimentos nazistas. É ético utilizá-los para salvar vidas? Pozos acha que sim. Mas a respeitada revista médica New England Journal of Medicine se recusou a publicar a pesquisa.

Para enfrentar essa delicada questão, é necessário encarar o legado científico do nazismo, desconhecido até pouco tempo atrás. Estudos recentes, porém, lançaram nova luz em direção ao que sabemos sobre a ciência no período. Afinal, houve experimentos de qualidade no nazismo? O que acontece com a ciência sob um regime tão desumano?

Ciência e nazismo
Planície de Ypres, fronteira entre Bélgica e França, 17 horas de 22 de abril de 1915, 1ª Guerra Mundial. Entrincheirados, soldados do Exército francês observam, atônitos, um inimigo desconhecido se aproximar. Alguns percebem que é impossível combatê-lo e fogem. Outros ficam parados, sem saber como lutar contra o oponente mais letal que já enfrentaram: uma nuvem verde-amarelada de 1,5 metro de altura.

Dez minutos antes, uma tropa especial havia tomado a dianteira do Exército alemão. O Pionierkommando 36 era um batalhão de cientistas com uniforme militar e máscaras protetoras, liderados por um ganhador do Prêmio Nobel de Química, o alemão Fritz Haber. Ao sinal de Haber, foram abertos 730 cilindros, com 100 quilos cada um, de gás cloro em forma líquida. Assim nasceu a nuvem que castigou os franceses. O saldo: 10 mil mortos e 5 mil feridos.

Os cientistas envolvidos no projeto científico-militar alemão eram de primeira linha. Fritz Haber, por exemplo, foi responsável por uma descoberta que não só permitiu à Alemanha prolongar a 1ª Guerra, mas hoje nos permite produzir alimentos para 6 bilhões de pessoas: a técnica de fixação da amônia a partir do nitrogênio do ar serviu tanto à criação de explosivos quanto ao desenvolvimento de fertilizantes baratos. Otto Hahn, outro ganhador do Nobel que liderou um ataque com gás, foi um dos descobridores do processo de fissão nuclear, usado em bombas atômicas e em usinas nucleares. “O Exército alemão se convenceu de que a ciência desenvolveria armas superiores, que compensariam as restrições à produção de armamentos impostas pelo Tratado de Versalhes”, diz Helmut Maier, pesquisador do Instituto Max Planck. “Após a guerra, a elite científica levou o país à liderança nos ramos de balística, química, aviação e construção de foguetes.”

Veterano da 1ª Guerra, Adolf Hitler conhecia o poder da ciência militar – ele foi internado com cegueira temporária após um ataque com gás. E sabia que, se chegasse ao poder, faria da ciência um dos pilares da Alemanha. Mas seu interesse trazia um problema. Ele admirava a ciência, mas não entendia nada do assunto. “Ele seguia seu instinto, seu feeling”, diz o historiador alemão Joachim Fest, um dos mais importantes biógrafos do líder nazista. Na cúpula nazista, a situação não era melhor. Heinrich Himmler, segundo homem na hierarquia, mandava cientistas investigar a relação entre os canhotos e a homossexualidade ou pesquisar a genealogia dos cavalos dos antigos reis nórdicos. “Himmler era a verdadeira encarnação da pseudociência”, diz Michael Kater, autor de Doctors Under Hitler (“Doutores de Hitler”, sem tradução em português).

Hitler não via nenhum problema nessas idéias. Na verdade, ele se considerava um cientista de vanguarda – era um entusiasmado adepto da teoria da higiene racial, doutrina “científica” que prega a eliminação dos genes não arianos do povo alemão. Em seu livro Mein Kampf (“Minha Luta”), de 1925, ele ajudou a disseminar uma metáfora muito útil para o progresso da doutrina: "O povo alemão é só um corpo, mas sua integridade está ameaçada. Para manter a saúde do povo, é preciso curar o corpo infestado de parasitas". Os parasitas eram os judeus. O que há de científico nisso? Nada. Mas, às vésperas da ascensão de Hitler, já estava difícil discernir o que era ou não ciência. “Desenvolveu-se uma relação simbiótica entre ideologia e ciência. A ciência, nessa época, começou a funcionar como legitimação das idéias racistas do nazismo”, diz Helmut Maier. E era essa mistura insólita que os cientistas teriam de enfrentar, se quisessem permanecer na Alemanha após 10 de janeiro de 1933, dia em que Hitler tomou o poder.

Hitler domina a ciência
Em 6 de maio de 1933, um dos mais importantes cientistas da Alemanha bateu à porta do escritório de Hitler. O führer ouviu com atenção sua tentativa de abrandar a perseguição a pesquisadores judeus: “Há diversos tipos de judeus, alguns valiosos e outros inúteis para a humanidade”, argumentou o pesquisador. Hitler respondeu: “Se a ciência não pode passar sem judeus, teremos de nos haver sem a ciência!” E começou a berrar, falando cada vez mais rápido e tremendo de raiva. O visitante se calou e despediu-se, desapontado. Naquele dia, Max Planck, pai da física quântica e presidente do Kaiser Wilhelm Institute (hoje Instituto Max Planck), não conseguiu o que queria: evitar a demissão do amigo judeu Fritz Haber, aquele que comandara a primeira tropa de gás da história.

Planck foi um dos cientistas que optaram por continuar na Alemanha, mesmo não concordando com os ideais do novo regime. O físico Max von Laue, que costumava sair de casa com um embrulho debaixo de cada braço para não ter de fazer a saudação nazista, tomou a mesma decisão. Acreditando em dias melhores, Planck e Laue encorajavam colegas a ficar no país. Mas nem todos compartilhavam da mesma opinião. “A conduta dos intelectuais alemães como grupo não foi melhor que a de uma ralé”, afirmou o judeu Albert Einstein a respeito da reação de seus pares ao nazismo. Ele foi criticado por Laue quando decidiu ir para os EUA em 10 de março de 1933 – um mês antes de uma lei expulsar todos os descendentes de judeus do funcionalismo público, fazendo cerca de 1000 cientistas de elite perder o emprego. Passariam-se mais de 30 dias até que universitários alemães saíssem às ruas para aplaudir a queima de mais de 10 mil livros em praças públicas.

Se Einstein ainda estivesse no país, seria apenas um desempregado observando suas obras sobre a Teoria da Relatividade desaparecerem nas fogueiras do Reich. Mais um pouco de tempo e talvez o próprio Einstein cumprisse a profecia do poeta alemão Heinrich Heine: "Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas"

Se alguns cientistas foram culpados por silenciar, outros não hesitaram em aderir ao ideário racista. Um ramo em especial aceitou com bons olhos a limpeza dos "parasitas" judeus: a medicina. Em 1933, 44,8% dos médicos alemães eram filiados ao partido nazista. Era a maior proporção de representação entre todas as profissões. Os advogados, que vinham em segundo lugar, não passavam de 25%. Além de profundamente anti-semita, a classe médica alemã era, em geral, favorável às políticas da higiene racial.  Quando a lei de esterilização compulsória de doentes físicos e mentais foi lançada, em 1934, os médicos a implementaram imediatamente. Tampouco se opuseram quando a prática foi estendida à população não ariana. Com isso, mais de 350 mil pessoas foram esterilizadas à força no período de1934 a1945. Era a ciência ajudando a concretizar a nova sociedade sonhada por Hitler.

Mas nem todos tiveram estômago para embarcar no projeto do führer. Max Planck, por exemplo, não suportou o clima no país e deixou seu emprego em 1937. Já não estava na Alemanha quando seu filho Erwin foi executado por envolver-se num plano para matar Hitler. Seu amigo Fritz Haber teve um enfarto e morreu em 1934. Nunca soube que muitos de seus parentes seriam mortos pelo gás que ajudou a desenvolver. Na iminência das batalhas da Segunda Guerra Mundial, em 1939, apenas os cientistas considerados "mais fortes" pelos nazistas permaneceram no país.

Laboratórios do inferno
"Escutem, colegas, já que vocês vão matar toda essa gente, pelo menos arranquem os cérebros deles", disse,em 1939, o professor de medicina Julius Hallervorden aos encarregados da eutanásia de doentes mentais, um programa que exterminava quem recebesse dos médicos o diagnóstico delebensunwertes leben, ou "vida indigna de viver". Foi assim que Hallervorden formou uma coleção que, em 1944, contava com 697 cérebros. Entre seus favoritos, estava o de uma menina cuja mãe fora envenenada acidentalmente por gás enquanto estava grávida.

August Hirt, médico da Universidade de Estrasburgo (então na Alemanha, hoje na França), não queria só cérebros, mas cabeças inteiras. E não poderiam ser entregues quaisquer cabeças, tinham de ser de judeus. Logo ele percebeu que, se conseguia cabeças sem problemas, por que não pedir corpos inteiros? Encomendou 115 prisioneiros a Auschwitz, que foram prontamente executados em junho de 1943 e enviados para Estrasburgo. Em agosto, chegou outro carregamento com cerca de 80 cadáveres, todos usados para estudos sobre a superioridade anatômica do povo ariano.

Mas médicos como Hirt e Hallevorden ainda não tinham as mesmas possibilidades que Sigmund Rascher, responsável pelo campo de concentração de Dachau: usar cobaias humanas vivas. "Sou, sem dúvida, o único que conhece por completo a fisiologia humana, porque faço experiências em homens e não em ratos", costumava dizer com orgulho aos colegas. Rascher era admirado e protegido por Himmler, entusiasta das pesquisas "científicas" a ponto de assistir aos terríveis experimentos em câmaras de baixa pressão, para os quais forneceu prisioneiros em maio de 1941. Das cerca de 200 cobaias que passaram pelas câmaras de pressão até maio de 1942, 80 morreram durante os testes. Algumas tiveram o cérebro dissecado enquanto ainda estavam vivas para que o médico pudesse observar as bolhas de ar que se formavam nos vasos sanguíneos. Em seguida, Rascher começou as experiências sobre hipotermia. Era ele o médico responsável pelo experimento com os soldados russos do início desta reportagem.

Rascher foi um dos pioneiros entre os 350 médicos que oficialmente se envolveram em experiências nos campos de concentração. Se considerarmos o número de pacientes assassinados, Rascher não foi páreo para o mais sanguinário dos doutores de Hitler: Joseph Mengele, cujas experiências foram responsáveis pelo extermínio de 400 mil pessoas em Auschwitz. Mengele injetou tinta azul em olhos de crianças, uniu as veias de gêmeos, jogou pessoas em caldeirões de água fervente, amputou membros de prisioneiros, dissecou anões vivos e coletou milhares de órgãos em seu laboratório. Depois da guerra, conseguiu escapar e viveu escondido no Brasil até sua morte, em 1979. Oficialmente, comprou sua fuga com anéis de casamento e dentes de ouro que retirava dos cadáveres. Segundo o cientista alemão Benno Müller-Hill, a história não é bem essa. "Muito embaraço teria sido causado se ele tivesse revelado para onde mandou o material humano", diz o autor de Murderous Science ("Ciência Assassina", sem tradução em português), livro precursor da nova onda de estudos sobre a ciência nazista.

Se você chegou até aqui, deve estar há algum tempo com uma questão incômoda: "O que se passava na cabeça desses médicos?"  O psiquiatra Robert Lifton tem uma teoria a respeito: um processo psicológico que chamou de doubling. "O doubling é a dissociação do eu, que leva à formação de uma espécie de segundo eu", diz. Professor de Harvard e autor de The Nazi Doctors ("Os Doutores Nazistas", sem tradução em português), Lifton percebeu as características do doubling em muitos dos "doutores" que entrevistou para seu livro. Na rua, eram éticos, carinhosos e respeitadores. Nos campos de concentração, monstros. "Eles falavam do que fizeram sem envolvimento emocional, como se estivessem narrando os atos de outra pessoa", diz.

O horror nazista transformava a mente dos médicos. Mas e as vítimas? Na tentativa de entender o trauma causado pelas experiências, a Super procurou em São Paulo a judia polonesa Bluma Reicher, de 83 anos. Ao ouvir um pedido para descrever as cirurgias a sangue-frio pelas quais passou em Auschwitz há mais de 60 anos, a única resposta que Bluma deu foram lágrimas. A entrevista acabou aí.

Karl Hoellenrainer, um cigano, respondeu de outra maneira. Ao encontrar no tribunal de Nuremberg o homem que o obrigou a tomar água salgada por 4 semanas e depois arrancou pedaços do seu fígado, sacou uma adaga e pulou o balcão que separava testemunhas e réus. Queria matar seu algoz ali mesmo. Não teve sucesso e foi sentenciado no mesmo dia, 27 de junho de1947, a 3 meses de prisão.

A exposição de tantos atos desumanos cometidos deixa a impressão de que, em pleno século 20, o nazismo levou a ciência de volta à idade das trevas. Até bem recentemente, era exatamente essa a visão que a maioria dos historiadores tinha do período. Novos estudos, porém, estão revelando a realidade muito mais complexa que se escondia sob um manto de atrocidades e absurdos científicos.

Outra visão
Naquela cidade, era preciso paciência para conseguir acender um cigarro. O fumo estava proibido em todas as áreas públicas, incluindo escritórios e salas de espera. No trem, havia risco de multa para quem não prestasse atenção e puxasse um isqueiro no vagão de não-fumantes. Até dentro do próprio carro era arriscado fumar. Se um guarda sentisse cheiro de fumaça em um automóvel envolvido numa batida, o dono poderia ir direto para a cadeia. Apesar de uma certa semelhança com as metrópoles atuais, a cidade em questão é a Berlim da década de 1940. E as medidas antitabagistas, só comparáveis às existentes nos nossos dias, foram implementadas pelos nazistas, os únicos que tinham acesso ao conhecimento científico necessário para desenvolvê-las.

"Os nazistas foram os primeiros a fazer estudos estatísticos rigorosos que provaram a relação entre o hábito de fumar e o câncer de pulmão", afirma Robert Proctor, historiador da ciência e professor da Universidade Stanford, nos EUA, e autor de The Nazi War on Cancer ("A Guerra Nazista contra o Câncer", sem tradução em português). É uma ironia que a origem de uma das maiores descobertas médicas do século 20 esteja relacionada a um efeito psicológico da doutrina de higiene racial. A esse efeito Proctor deu o nome de paranóia homeopática. "Os nazistas tinham pavor de agentes minúsculos que poderiam corromper o corpo alemão.Eram obcecados por ar limpo, comida natural e um estilo de vida saudável."  E foi justamente a obsessão que empurrou a ciência alemã em direção aos mais avançados estudos anticâncer.

"O mesmo fanatismo que nos deu Mengele também nos deu a preciosa pesquisa antitabagista. A verdade é que a política científica nazista foi muito mais complexa que a maioria das pessoas imagina."

Proctor não é exatamente uma unanimidade no mundo científico. Pelo contrário. Pesquisadores com muitos anos de experiência contestam os resultados de seus estudos sobre a ciência nos tempos de Hitler. "Proctor afirma que os nazistas fizeram boa ciência, ainda que com propósitos malignos. Isso é uma bobagem. Tenho estatísticas em meus livros que mostram que os nazistas não chegaram nem perto de derrotar o câncer. Na época em que as publiquei, Proctor ainda era um bebezinho recém-saído das fraldas",diz o historiador Michael Kater. O professor de Stanford, porém, está longe de ser um acadêmico isolado por seus pares. Matérias favoráveis a respeito de seu trabalho foram publicadas nas conceituadas revistas científicas Nature, Science e New Scientist. Proctor acredita que a visão que se tem do nazismo ainda é simplificadora e estereotipada. "A ciência nazista tem de ser estudada em toda a sua complexidade", afirma.

Lançar um novo olhar sobre a ciência alemã no período nazista foi exatamente o objetivo do mais ambicioso projeto histórico já feito pela Sociedade Max Planck, que controla 80 dos mais importantes institutos de pesquisa da Alemanha. O resultado do estudo, que consumiu mais de 6 anos de trabalho, foi divulgado em 2005 e chacoalhou tudo que sabíamos a respeito da ciência nazista. A antiga tese de que os laboratórios eram controlados por um punhado de monstros impiedosos e desumanos, que não produziram nenhum conhecimento valioso para a humanidade, caiu por terra. A nova pesquisa revelou que muitos dos então melhores cientistas da Alemanha viram o regime nazista não como uma ameaça, mas como uma oportunidade de adquirir status pessoal e financiamento para seus estudos. Para isso, eles deliberadamente procuraram fazer ciência sobre os temas que mais interessavam aos chefões nazistas e se engajaram em experimentos antiéticos que seguiam rigorosamente as regras dos métodos científicos mais avançados da época. O estudo da Sociedade Max Planck provou que as fronteiras que separaram os cientistas comuns dos torturadores nos campos de concentração não são tão claras e ressuscitou um espinhoso dilema que permanece em aberto na comunidade científica internacional: o que fazer com
os resultados obtidos nas experiências?

Dados da discórdia
"Eu não queria ter de usar os dados nazistas. Mas não existem outras opções para a minha pesquisa. Nem nunca existirão num mundo ético", diz o médico John Hayward, da Universidade de Victoria, no Canadá, que estuda os efeitos do frio no corpo humano. Apesar da defesa contundente de Hayward, a validade científica dos experimentos que ele usou é criticada por alguns pesquisadores. "Os dados são péssimos. Não havia livros de controle, métodos estatísticos nem repetição de experimentos em condições similares. Eles não têm uso nenhum para a ciência", afirma Michael Kater, reconhecidamente uma das maiores autoridades mundiais no assunto. Robert Lifton, que entrevistou os doutores nazistas, também diz ter razões para duvidar da validade das experiências. Mesmo assim, defende sua utilização pela ciência. "Os médicos nazistas usavam como assistentes prisioneiros do campo, gente muito mais preocupada com a própria sobrevivência do que com a acuidade das pesquisas", diz. "Mas qualquer dado que sirva para poupar sofrimento humano deve ser usado."

Mas afinal, que dados são esses? Robert Proctor dá um exemplo:"Todos os coletes salva-vidas hoje em dia são desenhados para aquecer o pescoço justamente porque os nazistas provaram que isso aumenta as chances de sobrevivência dos náufragos em água gelada".

Outro caso polêmico envolveu a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). Em 1989, seus especialistas foram chamados a definir regras para a utilização do fosgênio, um gás tóxico usado na fabricação de plásticos e pesticidas. O problema é que não havia estudos detalhados sobre o efeito do fosgênio em humanos - os únicos dados conhecidos sobre o assunto foram produzidos em experiências nazistas durante a Segunda Guerra. Entre utilizar essas pesquisas e arriscar a vida da população americana com uma legislação perigosa, a EPA não hesitou em escolher a segunda opção.

Mas há razão para descartar sumariamente os dados? Segundo um editorial do jornal científico Nature, não deveríamos decidir precipitadamente. "O estudo da Sociedade Max Planck descobriu que grande parte das pesquisas mais criminosas conduzidas pelos nazistas não era pseudociência - na verdade, elas seguiam métodos científicos tradicionais e estavam na vanguarda dos estudos produzidos no período." Dentro dessa revisão histórica e metodológica das pesquisas, não estão excluídas nem as do médico mais sanguinário que já passou pela face da Terra. "Agora ficou claro o que os relatos macabros que demonizaram Mengele tendiam a encobrir: seus experimentos não eram baseados em puro sadismo, e sim em interesses científicos que, levando-se em consideração os conhecimentos da época, não eram totalmente implausíveis", afirma a alemã Susanne Heim, líder do estudo da Sociedade Max Planck.

Se ainda não há unanimidade em torno da criteriosa pesquisa nazista sobre o câncer, é compreensível que o uso dos dados obtidos de maneira antiética continue sendo polêmico. Mas negar a existência de progressos científicos no período nazista não parece ser uma atitude que vá contribuir para uma melhor compreensão da história. Olhar para o lado positivo, se é que ele existe, do período mais desumano pelo qual a ciência já passou é difícil para nós, que vivemos 60 anos depois de todas essas pesquisas macabras. Que dizer, então, para pessoas que passaram a vida debruçadas em estudos exaustivos sobre as atrocidades ou convivendo diariamente com os traumas que elas deixaram. "Não há ciência no inferno de Dante", diz o historiador Michael Kater. Mas talvez, por mais duro que seja, tenhamos de admitir que existiu ciência mesmo no inferno. Se isso acontecer, será preciso refletir sobre uma nova e inquietadora questão: é justo usarmos o sofrimento de Bluma Reicher e dos milhares que passaram pelas mãos dos doutores de Hitler para tentar evitar que mais pessoas sofram no mundo de hoje? Para essa pergunta, infelizmente não existe fórmula, equação, experimento ou qualquer outro meio científico de obter uma resposta exata.

A CIÊNCIA SOB HITLER
Química
Não existia rival à altura da química alemã antes das guerras. O país inventou a aspirina e a novocaína (anestesia usada por dentistas) e desenvolveu fertilizantes, corantes e microscópios muito mais baratos e eficientes. O setor foi um dos que mais se envolveram com o nazismo - a ponto de o maior conglomerado farmacêutico do mundo na época (e que depois da guerra se dividiria nas empresas Bayer, Hoechst e Basf) instalar uma fábrica dentro do campo de concentração de Auschwitz.

Matemática
Sob o regime de Hitler, o raciocínio matemático abstrato foi associado aos judeus e substituído pela "verdade empírica concreta" e a "intuição nórdica". Perguntado certa vez sobre quanto a matemática havia sofrido, o alemão David Hilbert, um dos matemáticos mais importantes do século 20, respondeu: "Sofreu? Não sofreu, não. Ela simplesmente deixou de existir".

Biologia
Entre 1933 e 1938, o financiamento para pesquisas aumentou em 10 vezes.Biólogos trabalhavam com relativa tranquilidade - apenas 14% deles foram perseguidos. Mas a profunda ligação dos nazistas com a genética faz o ramo ser visto com reservas até hoje na Alemanha. "Uma perseguição completamente irracional à genética ainda existe", afirma o cientista Benno Muller-Hill.

Física
A Alemanha foi o berço das idéias mais revolucionárias da física teórica: a mecânica quântica e a relatividade. Mesmo assim, esse foi o ramo da ciência mais prejudicado pela ascensão do nazismo: 25% do total de físicos deixou o país - entre eles 6 vencedores de prêmios Nobel.

O MAPA DA INSENSATEZ
Para os cientistas de Hitler, campos de concentração eram fábricas de cobaias humanas.

Auschwitz-Birkenau - Polônia (abril de 1940 a janeiro de 1945)
Número de mortos:1,1 milhão a 1,5 milhão.
Experiências: Pesquisas com gêmeos e anões; infecção com bactérias e vírus; eletrochoque; esterilização; remoção de partes de órgãos; ingestão de veneno; criação de feridas para testar novos medicamentos; operações e amputações desnecessárias.

Buchenwald - Alemanha (julho de 1937 a abril de 1945)
Número de mortos: 56 mil.
Experiências: Operações e amputações desnecessárias; contaminação com febre amarela, cólera e tuberculose; ingestão de comida envenenada; queimaduras com bombas incendiárias.

Ravensbrück - Alemanha (maio de 1939 a abril de 1945)
Número de mortos: Mínimo de 90 mil.
Experiências: Pesquisas fisiológicas, com remoção e transplante de nervos, músculos e ossos; esterilização; fuzilamento com balas envenenadas.

Dachau - Alemanha (março de 1933 a abril de 1945)
Número de mortos: Mínimo de 30 mil.
Experiências: Testes de hipotermia com exposição ao frio; câmeras de baixa pressão; infecção com vírus da malária; privação de líquidos com ingestão de água salgada.

Sachsenhausen - Alemanha (julho de 1936 a abril de 1945)
Número de mortos: 100 mil.
Experiências: Inalação e ingestão de gás mostarda; infecção forçada pelo vírus da hepatite; fuzilamento com munição envenenada.

Natzweiller-Struthof - França (maio de 1941 a setembro de 1944)
Número de mortos: 25 mil.
Experiências: Utilização de prisioneiros como "viveiros" de bactérias e vírus como os do tifo, varíola, febre amarela, cólera e difteria.

DADOS E DILEMAS
Atlas Pernkopf
Em 1995, o médico Howard Israel consultou uma versão do atlas anatômico alemão Pernkopf. Quando leu o trecho "feliz conjunção de ilustradores brilhantes e corpos de criminosos executados", ao lado de suásticas e insígnias da SS, ficou horrorizado e alertou seus colegas de profissão. Desde então, os médicos não sabem o que fazer com o livro, produzido com base na dissecação de corpos de 1377 prisioneiros. "O Pernkopf Atlas será sempre controverso. Para muitos, é o melhor trabalho de ilustração anatômica já feito na história", afirma o professor de arte médica David J. Williams.

Cérebros da coleção Vogt
No ano de 1986, um encontro de neuropsicofarmacologia terminou em polêmica. Após a apresentação da pesquisa sobre esquizofrenia do psiquiatra alemão Berhard Bogerts, dois médicos acusaram Bogerts de não saber com certeza se dois dos cérebros que utilizara foram obtidos éticamente. Os cérebros, pertencentes à coleção do Instituto Vogt, em Düsseldorf, na Alemanha, eram de gêmeos que podem ter sido mortos por médicos nazistas. A polêmica colocou toda a coleção de cérebros do instituto sob suspeita.

PARA SABER MAIS
Doctors from Hell
Vivien Spitz, Sentient Publications, EUA, 2005

Os Cientistas de Hitler
John Cornwell, Editora Imago, 2003

The Nazi Doctors
Robert Jay Lifton, Basic Books, EUA, 2000

The Nazi War on Cancer
Robert N. Proctor, Princeton University Press, EUA, 2000

Murderous Science
Benno Müller-Hill, Cold Spring Harbor Lab Press, EUA, 1988

Site do United States Holocaust Memorial Museum (Museu Memorial do Holocausto dos EUA)
www.ushmm.org

(fonte: revista Super Interessante, Abril de 2006)

Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo Parte 4 (Conteúdo Controverso)

Para nós, o cristianismo representa duas coisas.

Primeira: uma farsa demoníaca. Lembrando que Cristo (Kristos) é um título honorífico, e não um nome. Jesus de Nazaré foi um mestre ascenso da Grande Fraternidade Branca que veio para confundir os povos, e SUBSTITUIR POR SEU CULTO A MEMÓRIA DO VERDADEIRO KRISTOS, QUE DESCEU AQUI 11 MIL ANOS ANTES DELE. Ou seja, substituiu na memória da humanidade a crucificação original de Odin (ou Wotan, Na-Wotan, Navutan).

Lúcifer, o real Kristos, veio de Hiperbórea e aceitou descer ao Inferno (em nosso mundo) para trazer a Luz da Gnosis salvadora, quando perdeu um olho e pendeu nove dias e noites na Columna Universalis, a Árvore do Terror, para adquirir a sabedoria. Logrado o feito, ele e seus discípulos saíram pelo mundo pregando a vida pautada pelo Valor Guerreiro e pela busca da Liberdade do Espírito. Conforme citado anteriormente, até na América ele esteve, sendo conhecido por Quetzalcóatl, Viracocha e outros deuses toltecas e sioux.

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 1 (Conteúdo Controverso)


  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 2 (Conteúdo Controverso)


  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 3 (Conteúdo Controverso)


  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried Parte 4 (Conteúdo Controverso)





  • O Cristo Jesus, ao contrário, veio pregar o amansamento pela via do amor à criação, a passividade cordeira, a confiança plena no Deus do destino e em seus sacerdotes, a penitência e a remissão dos pecados. Todos os valores entorpecentes que são o oposto do que consideramos saudável.

    Segunda: um golpe terrível. Primeiro porque usou a Voz de Sangue dos povos despertos contra eles mesmos, enganando-os como um êmulo fraudulento do Kristos primordial e espalhando a Sinarquia do povo eleito (então infiltrado na Ordem dos Beneditinos, que guiou a Igreja por mais de mil anos) em uma Europa subjugada e passiva. E, depois, porque ao contrário do Kristos que praticou o sacrifício descendo ao inferno terrestre, ou de Wotan que se autocrucificou, Jesus não morreu.

    Esse é um dos segredos mais bem guardados do cristianismo. Jesus, mestre ascenso da Grande Fraternidade Branca, foi treinado na Cabala pela nata dos sacerdotes levitas, desceu vivo da Cruz e foi escondido por sua Ordem; retornou a Shambala e ainda está lá, cumprindo uma missão especial e terrível.

    De Shambala, ele emana a energia de Metatron, o Homem Arquetípico, e, como efeito, TODO O IMPULSO EVOLUTIVO DA CULTURA HUMANA CAMINHA, A PARTIR DE JESUS, NA DIREÇÃO DE METATRON, O HOMEM DE BARRO, O JUDEU ARQUETÍPICO! Ele o faz a partir do que chamamos Raio Geotopocêntrico, que se espalha pela superfície da Terra e sobe pela coluna vertebral do homem até a esfera emotiva do cérebro.

    .
    Basta comprovar com isso a quase universal crença na “igualdade”, na “liberdade”, na “fraternidade”, na democracia, no sentimentalismo dos direitos facilmente adquiridos, e nas histórias e dogmas que o Povo Eleito impõe. É um impulso natural da razão humana depositada em Jesus e no cristianismo.

    Na Sabedoria Hiperbórea, Israel é chamado ANAHATA CHAKRA – o chacra do Coração ou o Coração da Terra – porque todos os seus argumentos se dão a partir da esfera sentimental, da piedade, da comiseração, da fraternidade pacifista, do amor a todas as coisas criadas. É o que alguns eminentes cabalistas chamam de TROCAR A ÁGUIA PELA POMBA: da ave altiva e orgulhosa dos guerreiros, à estúpida e servil pomba da paz dos cordeiros obedientes. Não é à toa que os cátaros, mesmo se dizendo crentes em Kristo, rechaçaram toda a Bíblia, exceto o evangelho de João, e chamavam o Vaticano de "o trono de Satanás".

    Eis o posicionamento da Sabedoria Hiperbórea em relação ao cristianismo.

    PAGANISMO(S)

    Temos diversos Deuses, que em realidade são Guias, Espíritos irmãos que lutam pela nossa liberdade na Origem, por nos orientar em meio ao próprio Inferno. Muitos dos antigos mitos eram mensagens codificadas da Sabedoria Hiperbórea, deturpadas naturalmente após séculos infindos de manipulação, distorção, destruição de materiais e reedições literárias com mudanças sutis.

    Assim, Navutan, em outras mitologias e contos é Wotan, Odin, Quetzalcóatl ou Shiva. Todos têm a essência do Líder Guerreiro, do libertador – que dá a saída do labirinto para os homens e desafia o Criador e a realidade enganosa de sua criação. Navutan é o Deus bom que renega o sacrifício ritual imposto pelo uno. É o velho guia que aparece para aconselhar nas horas difíceis, e cuja representação é exercida pelo respeitável Gandalf, ou Viracocha, que são o mesmo indivíduo.

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    De igual modo, Frya também é conhecida como Atena, Freya, Pyrena ou Belisama, e etc. A Deusa da Guerra inteligente Belona nasceu armada, é selvagem e livre, domina plenamente a Estratégia do Cerco e é senhora do Olhar de Âmort (o olhar da Medusa) que transmuta o homem em Iniciado, e de todos os outros mistérios femininos.

    É interessante ter essa visão multifacetada dos Guias Hiperbóreos, porque cada mito que sobreviveu sem ser corrompido preserva um aspecto do mito real ou da Sabedoria que se esconde por detrás dele.

    Os elementos mitológicos constituem uma autêntica VIA INICIÁTICA, que nos leva à compreensão de Freya e dos demais deuses. Os Guias Hiperbóreos não se comportam como senhores e tampouco exigem culto ou temor. São apenas sábios que, em um abnegado ato honorífico, vêm resgatar seus pares.

    É interessante constatar que, em todas as religiões nórdicas, o ato de ajoelhar-se perante um Deus era tido como uma heresia, uma falta de Honra. Por isso, devemos sempre responder ao contato de um ser divino com a cabeça erguida e armas à mão; posturas imutáveis da Sabedoria Hiperbórea.


    Sobre a Doutrina Guerreira:

    Não somos literais quando afirmamos que o mundo, que consideramos o próprio Inferno, é o Valplads, isto é, o Campo de Batalha. Não ser literal significa não tomar esse combate como um duelo físico. Aliás, como fora anteriormente enfatizado, já desistimos de qualquer ação mundana, pois temos sólidos motivos esotéricos para isso, além da difamação institucional do Nacional- Socialismo e do completo tabu que se construiu acerca de qualquer aspecto essencialmente Hiperbóreo.

    De fato, dizemos que a vida material é uma Guerra constante e que exige um Estado de Alerta igualmente constante. Há milênios os povos deixaram decair a Sabedoria Hiperbórea pelo que chamamos Fadiga de Guerra. Ou seja, cederam atraídos pela comodidade da paz, do relativismo moral e do conforto material de outras civilizações "culturalmente" mais avançadas.

    Na prática, esse Estado de Alerta, que no Asatrú se chama Fríth – a Alegria na Batalha –, é o único estado de Paz Interior possível para nós. O Fríth é a sensação imanente de paz e alegria que provém da Honra, do Valor demonstrado nas pequenas e constantes batalhas da vida, e, sobretudo, da invencibilidade do Espírito em última instância. É uma experiência pessoal difícil de descrever. A expressão da Honra se torna uma fonte de energia interior, uma fonte inesgotável de Vril, de modo que, quanto mais lutarmos, melhor iremos nos sentir. Os iniciados nessa arte do Fríth eram chamados pelos escandinavos de Berserkers. Deve-se frisar que, a crina dos elmos dos espartanos e dos romanos remete ao mesmo conceito esotérico.
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    As batalhas na vida são diárias, as dificuldades insuportáveis, a luta pelo autoaperfeiçoamento e o conflito interior contra nossa parte animal-homem são constantes. Nossa Alma sempre quer sabotar o avanço do Espírito.
    Para se fazer oposição a Jeová-Satanás não é necessário explodir este orbe, mas, sim, diminuir ao máximo o sofrimento dos seres que nele habitam, e dos quais ele se alimenta. Por isso Hitler era vegetariano e os cátaros abominavam a carne. O conceito de que a batalha é um sofrimento é deveras cristão. Para quem é criado sob nossos conceitos, as batalhas, o caos, tudo isso concorre para o fortalecimento pessoal.

    A Fé na libertação do espírito me impele a combater algumas concepções que são demasiado insalubres, como o judaísmo, o cristianismo e todas as formas de culto a Jeová-Satanás e à Grande Fraternidade Branca. Porém, esse combate se realiza apenas no campo da CONTRAPOSIÇÃO DE INFLUÊNCIAS, o que significa, na prática, uma interação precipuamente metafísica.
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    Dedicar a própria vida a uma postura, a um código de valores, não é incorrer em intolerância. Intolerância é querer impor sua visão de mundo aos outros. Nós lutamos muito no passado, e ainda lutaríamos se os Guias assim o aconselhassem. Mas não há mais, por enquanto, essa necessidade. Nós perdemos todas as guerras que travamos no passado, o que evidencia o poder titânico do Criador e de sua maldita Fraternidade Branca. Contudo, tais derrotas jamais impediram que tomássemos a Via Honorífica e lutássemos uma guerra já perdida, de Tartessos até Berlim. Nós estamos no terreno deles e queremos escapar. Nós desejamos nos libertar definitivamente da Matrix.
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    De qualquer modo, o Universo material um dia perecerá. A isso os hindus chamam de a Noite de Brahma – o fim do Manvantara – ou o Período de Manifestação. E quando isso estiver para ocorrer, e a Sinarquia estiver totalmente concluída, dizem os guias hiperbóreos que haverá mais uma guerra, a Wildes Heer, quando o Exército furioso de Navutan virá libertar os espíritos remanescentes e fugir do universo em colapso.
    E voltaremos para Thule – a Pátria do Espírito onde a Existência é absoluta em Si Mesma, e onde se é infinito e indeterminado como os Deuses –, de onde nunca deveríamos ter saído. Não lutamos mais porque queremos que o inimigo cumpra sua meta, pois isso irá acelerar o fim dos tempos e nossa tão almejada liberdade será vitoriosamente obtida.
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    Por isso nos ocupamos somente, e tão somente, do cultivo interno do Espírito, e é claro, em espalhar a mensagem para que outros talvez a ouçam. Um iniciado hiperbóreo não é alguém que você possa facilmente distinguir na rua, nem mesmo em uma conversa superficial. Sua única atividade é interior, e ele pouco se importa com as formas exteriores, com a atividade política ou com o rumo da História. O antigo Hino Nacional da extinta Iugoslávia celebrava fulgurosamente essa conduta: “Pois agora que os ventos levem tudo. Que as árvores quebrem, e as rochas trinquem. Que a terra trema e se erga. Nós permaneceremos firmes como penhascos”.
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    Antigos hinos a Shiva (Navutan) o louvavam por ele ter derrotado a Paixão, por ter possuído um coração gelado e uma mente transcendental, e, também, por ter dissolvido o terror das formas ilusórias, ao invés de lutar contra elas como um tolo. Assim somos nós, HIPERBÓREOS.

    "O verdadeiro destino do homem é algo que o homem comum não pode conceber. Se vislumbrasse isso, não teria estômago para suportá-lo. Nossa revelação faz parte do estágio final de uma evolução que terminará com a abolição da própria História. Meus camaradas de partido sequer imaginam os sonhos que assaltam minha mente, sequer suspeitam algo do grande edifício, cujas fundações, ao menos, já estarão construídas antes que eu morra. O mundo tem chegado a um tal ponto de saturação e virada química, que realizará uma reviravolta que vocês, camaradas não iniciados, não poderão entender."


    Adolf Hitler

    Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo Parte 3 (Conteúdo Controverso)

    Quanto ao Brasil, reitero o que havia dito anteriormente: é impossível desenvolver uma estratégia coletiva totalmente exitosa. Entretanto, é possível a qualquer pessoa que se sinta interessada pela Sabedoria Hiperbórea aderir à iniciação esotérica e se libertar individualmente através do despertar espiritual.

    O Nacional-Socialismo não recomenda a miscigenação racial, pois ela acarreta uma indesejável confusão espiritual. Porém, essa recomendação não faz dele um movimento supremacista branco. Somente skinheads, neonazistas e demais extremistas apregoam a ascendência de brancos sobre outras raças. O Nacional-Socialismo proclama o fortalecimento de todas as raças, para que elas possam criar uma vinculação carismática através do Sangue. A preservação racial é um movimento estratégico que permite em certas ocasiões da História a aplicação da AURA CATENA, a sincronia completa do Sangue.

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 1 (Conteúdo Controverso)

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 2 (Conteúdo Controverso)

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 3 (Conteúdo Controverso)

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried Parte 4 (Conteúdo Controverso)


  • E isto, conforme já exposto, não se aplica somente à raça branca, mas a qualquer outra raça ou povo que, em um determinado momento da História, almeje se mover coletivamente em direção à Origem.

    A questão dos judeus e de sua antiquíssima inimizade conosco está mesmo relacionada às crenças que eles professam e às práticas tradicionais de seu modus vivendi.

    É absurdamente constrangedor imaginar que a Alemanha tenha se sacrificado como nação – e que centenas de milhares de homens de 40 nacionalidades diferentes tenham oferecido espontaneamente suas vidas como voluntários da Waffen-SS – apenas por demandas meramente raciais e políticas.

    Não faz sentido algum.

    É necessário haver algo que esteja além disso; algo que nos ofereça uma via de transcendência entre os ciclos ininterruptos de vida e morte, e que assegure uma existência plena, forte, eterna e indeterminada no tempo e no espaço. E é essa sabedoria oculta do Nacional-Socialismo que os iniciados devem haurir, para que ao menos se saiba exatamente aquilo que nos permeia.


    Reproduzo, pois, um antigo hino da SS:

    NUN LASST DIE FAHNEN FLIEGEN
    IN DAS GROSSE MORGENROT
    DAß UNS ZU NEUEN SIEGEN
    LEUCHTET ODER BRENNT ZUM TOD


    (Que as bandeiras esvoaçantes voem

    nessa grande aurora de sangue

    e que o Sol para novas vitórias

    nos ilumine, ou nos queime até a morte).


    O Reich alemão realizava inúmeros desfiles com menhires, estandartes, cetros e indumentárias tipicamente babilônicas, pois – segundo a missão iniciática da qual se autoincumbiu –, a SS desejava construir uma nova Torre de Babel. Todavia, essa Torre de Babel a que se referem os iniciados hiperbóreos é descrita em um contexto bem diferente do da Bíblia judaica.

    A Sabedoria Hiperbórea nos assevera que um antigo povo mesopotâmico, denominado kassita, desceu as montanhas do norte do Mar Negro e se assentou onde hoje se encontram as ruínas de Borsippa, no Iraque. Lá, escravizaram um povo semita, que, porventura vem a ser o hebreu – os judeus se tornaram conhecidos por sua devoção ao Deus Enlil, o Uno (Demiurgo).

    Pois bem, todas as imprecações da Torá contra o povo babilônio – na verdade kassita – têm sua origem no seguinte relato:

    Os kassitas eram liderados por um Rei de Sangue Hiperbóreo, chamado Nimrod, e por seu general, um arqueiro mítico chamado Ninurta. Esses guerreiros ordenaram a construção de um imenso zigurate, erigido segundo os princípios esotéricos da Sabedoria Hiperbórea. Por intermédio de técnicas de engenharia místicas, eles pretendiam ABRIR UMA PASSAGEM até Dejung, a mansão celestial de Enlil, movimentar um poderoso Exército em seu interior, e aniquilar o supremo arquiteto do MUNDO MANIFESTO.

    De fato – em um ritual extremamente complexo, do qual todos os súditos de Nimrod participaram – abriu-se uma passagem para Dejung e o Exército kassita se lançou contra a legião de anjos menores e monges da Fraternidade Branca, causando uma grande destruição antes de serem completamente exterminados. O próprio Nimrod aniquilou, com o concurso de uma lâmina de pedra trazida da longínqua China, um Serafim poderoso chamado Kebabiel (um dos deuses traidores que agrilhoaram o Espírito à Matéria no início da Guerra Essencial).

    Não é necessário dizer que Nimrod e seu séquito foram totalmente destroçados. Mas o que se louva nessa história é o extremo valor heroico demonstrado por um povo com orientação Hiperbórea.

    Nenhum outro homem na História, por mais envolvido que estivesse na Guerra Essencial, ousou invadir a mansão celestial do Criador. Para a SS, não poderia haver melhor exemplo de Valor guerreiro no qual pudessem se inspirar. Convém dizer que Nimrod era chamado 'Nimrod, o Derrotado', porque seu povo foi dizimado. Mas dizemos também que cada derrota nesse mundo infernal é uma vitória em outros céus – a Vitória da Honra e do Triunfo da Vontade. E é esse espírito norteador que estava por trás dos faustosos desfiles babilônicos do Terceiro Reich.

    O mais interessante, sem dúvida alguma, é que ainda existem vestígios desse zigurate. Diz-se, na Sabedoria Hiperbórea, que os escravos judeus, deixados de fora do círculo ritual, se prostraram e, diante da destruição iminente, suplicaram o auxílio de Enlil. A ajuda desse Deus veio tardia, porém, de forma efetiva. Um violento trovão irrompeu dos céus e explodiu a torre. Na tempestade que se seguiu, não restou nenhum kassita vivo. Os escravos, por sua vez, foram adormecidos pelo Demiurgo e, algumas horas depois, acordaram a salvo de seus inimigos espirituais.
    Existem inúmeros militantes Nacional-Socialistas.

    Considerando-se que a força carismática do Nacional-Socialismo ainda é muito intensa, podemos compreender porque inúmeras pessoas são irremediavelmente atraídas por sua ideologia, ou por alguns de seus conceitos. Mas, infelizmente, isto não é suficiente para que consigam assimilar o verdadeiro conhecimento da doutrina Nacional-Socialista.

    Dizemos que há duas vertentes distintas de ativistas: os que se regem pela filosofia de ação da SA e os que agem segundo os códigos de conduta da SS.

    Assim como os antigos membros da Sturmabteilung, muitos partidários contemporâneos do Nacional-Socialismo consideram-se apenas soldados. Contudo, nós, os iniciados, os classificamos como uma horda de fanfarrões incapazes de compreender o âmago da doutrina que, por motivos diversos, resolveram adotar. É sabido que muitos o fazem por ter um vínculo carismático com os símbolos, as concepções políticas, e o honrado modo de vida que a Sabedoria Hiperbórea recomenda para a construção de uma Nova Ordem Mundial.

    O fundamentalismo neonazista alimenta-se da ignorância e da insuficiência cognitiva de seus adeptos. Skinheads (a mais pavorosa de todas as aberrações), céticos, racistas, e alguns cristãos vislumbram o Nacional-Socialismo como uma espécie de fulcro teórico para embasar suas aspirações estéticas em relação ao mundo.

    Neonazistas de todos os matizes enodoam a doutrina com erros grosseiros de interpretação ideológica e ações que não condizem com aquilo que o Führer ansiaria de um autêntico Nacional-Socialista.

    Por outro lado, há aqueles que pautam todos os aspectos da vida no decoroso padrão comportamental da SS, aplicando em seu modus operandi o indescritível Valor Honorífico exigido pela Sabedoria Hiperbórea.

    O legítimo militante Nacional-Socialista não causa desordem pública, e, tampouco pratica atos injustificáveis de violência racista. Ao contrário, ele prefere despender o breve tempo de sua existência pesquisando e meditando, além de agir segundo a Estratégia dos Kshatriyas, que, por ora, tem sido a de divulgar e pregar a Gnose Hiperbórea.

    Para se tornar militante do movimento Nacional-Socialista, não é necessário – aliás, é totalmente dispensável – ingressar em uma quadrilha desprezível de racistas ou, ainda, se submeter aos delírios homicidas de um psicopata skinhead. A retidão de um verdadeiro ativista da causa jamais lhe permitiria tratar de maneira indigna uma pessoa cuja raça fosse diferente da sua, pois seus olhos estarão sempre além da criação, e ele só julgará os outros de acordo com sua força ou fraqueza moral.
    Acima de tudo, o militante Nacional-Socialista que estiver espiritualmente propenso a honrar o legado sapiencial da SS, jamais se permitirá possuir vícios morais, pois ajustará sua vida de acordo com os termos de uma refinada educação, de uma postura aristocrática imaculável e de uma resistência inquebrantável em relação às dificuldades impostas pelas relações sociais.

    Nós, adeptos do Nacional-Socialismo, desprezamos os desordeiros e mal-educados, nos indignamos com quem ainda consegue viver sem jamais tocar em um livro, e amamos todas as artes antigas e tradicionais, sobretudo as que refletem um mundo ainda não deformado pelas forças do Kali Yuga. A modernidade e sua degradação nos horrorizam, e não hesitaríamos em renunciar ao conforto moderno para vivenciar novamente o esplendor espiritual do passado. Somos ambientalistas, pois, apesar de não nos importarmos com esse plano decadente, é nosso dever diminuir o sofrimento das criaturas com as quais Jeová-Satanás se alimenta.

    Em suma, o verdadeiro Nacional-Socialista – o iniciado nas ciências ocultas – não representa nenhum perigo para a coletividade, como a mídia deseja fazer crer aos incautos. Ao contrário, nossa postura ante a sociedade é regida por uma dignidade inquestionável e por um comportamento indiscutivelmente cavalheiresco.

    Lamentavelmente, a maioria dos que se declaram Nacional-Socialistas simpatizam com as abomináveis ideias da Ku Klux Klan; e o Reich, com frequência, satirizava a infantilidade desta súcia.

    Em diversas localidades do mundo, e não apenas na Europa, houve guardiões da Sabedoria Hiperbórea. Gengis Khan foi um deles.

    O imperador mongol possuía uma sela inscrita com uma suástica, e seu pavilhão pessoal era parecido com o do Terceiro Reich.

    Nas Américas, houve diversas tribos norte-americanas que construíram cidades de pedra segundo as leis esotéricas da Sabedoria Hiperbórea. Na América do Sul, os incas cultuaram um deus chamado VIRACOCHA – idêntico ao QUETZALCÓATL asteca – que era o próprio ODIN, WOTAN ou NAVUTAN; o Deus Supremo da Sabedoria Hiperbórea. Sua aparência era a de um homem branco, com longa barba e idade avançada.

    Temos diversos lemas, que também variam de Ordem para Ordem.

    A SS utilizava a saudação HEIL HITLER – na qual exaltava o grande Rei do Sangue germânico – estendendo o braço direito em uma postura chamada SINAL DE HONRA.

    A Sociedade Thule empregava o lema DURCH BLUT ZUM LICHT (Pelo Sangue, para a Luz). Expressões como 'Graça e Honra' ou 'Sangue e Honra' são comuns na saudação de iniciados de Ordens Secretas ou culturas diferentes. O Colégio de Hierofantes Tartessos, por exemplo, adotava HONOR ET MORTIS: 'Honra e Morte'.

    Há outras expressões não-orais, chamadas de MUDRAS, e que são constituídas por sinais e posturas corporais que refletem as RUNAS e suas energias. Porém, elas são, em sua maioria, secretas. A mais comum de todas é a BALA MUDRA – uma formação circular postural na qual o braço direito é dobrado para cima, e os dedos indicador, médio e polegar são esticados, formando um L.

    A Criação, ao contrário do que religiosamente se supõe, é limitada, e acontece no período de um Manvantara. O Universo foi criado em duas etapas, a saber:

    1 – O Demiurgo emanou as mônadas (almas ou átomos arquetípicos) e concebeu os arquétipos que constituem cada elemento da criação, e;

    2 – Fez com que as mônadas encarnassem nos arquétipos, dando assim existência às formas pensadas no plano material.


    Conforme descrito na Bíblia judaico-cristã, o Demiurgo é o 'alfa e o ômega', e o Fim será igual ao princípio.

    Na Sabedoria Hiperbórea, fala-se muito sobre a ENTELEQUIA dos entes, isto é, a evolução de cada ente em direção ao mais alto grau de perfeição arquetípica. Esta evolução ocorre sob a fluidez imanente do hálito demiúrgico, ou seja, no transcurso do tempo. Entretanto, os entes jamais poderão chegar à absoluta perfeição, pois isto ensejaria sua INDIVIDUALIZAÇÃO COMPLETA – ora, se todo o universo é formado por mônadas que compõem o Demiurgo, seu pleno desenvolvimento espiritual resultaria na DESTRUIÇÃO TOTAL de Jeová-Satanás.

    O adormecimento que acomete a quase totalidade dos homens fará com que todo o Universo seja fagocitado e se incorpore ao Demiurgo. Este será o momento que os hindus chamam de a Noite de Brahma. O fim será igual ao princípio: o Criador solitário, e o NADA ao seu redor.

    Apenas aquele que despertar para a condição de Espírito incriado sobreviverá a essa fagocitação – pois o iniciado hiperbóreo se dessincroniza com a fluência do tempo imanente, adquirindo TEMPO PRÓPRIO, e, portanto, ESPAÇO AUTÓCTONE –, passando a existir em si mesmo e além de qualquer vontade ou determinação.

    No entanto, há a promessa de que a Wildes Heer, o Exército Furioso de Navutan, voltará no fim dos tempos para impedir a fagocitação dos espíritos adormecidos, e se travará a batalha que porá fim ao Cosmos e a seu Criador imperfeito, trazendo o espírito de todos os homens que recorrerem aos deuses leais de volta ao plano de sua existência Real: Hiperbórea.

    Um dos equívocos mais comuns praticados por aqueles que estão trilhando o caminho espiritual do Nacional-Socialismo é justamente se deixar enganar por autores místicos cujas obras serviram justamente para adulterar a verdade contida na Sabedoria Hiperbórea.

    Helena Petrovna Blavatsky – propagadora da teosofia, agente da Sinarquia, mensageira da Fraternidade Branca e co-fundadora da Sociedade Teosófica – tratou exatamente dos mesmos temas e personalidades da Sabedoria Hiperbórea, porém, introduziu conceitos sutis que, no final, perverteram significativamente sua essência gnóstica.

    Considerando-se que Blavatsky deturpou parcialmente o caráter hiperbóreo do misticismo teutônico de seu século – o armanismo, o odalismo, o irminismo e outros sistemas herméticos que culminaram com o surgimento do movimento Nacional-Socialista – julgo necessário discorrer sobre a Fraternidade Branca, cuja sabedoria esotérica é reivindicada pela Sociedade Teosófica, juntamente com a Maçonaria, a Ordem Illuminati e a AMORC (Ordem Rosa Cruz).

    Recordemo-nos de que houve, nos primórdios da criação, uma Guerra Essencial entre os DEUSES LEAIS – que desejavam resgatar os Espíritos encarcerados na matéria pelo Demiurgo – e os DEUSES TRAIDORES – que aceitaram a escravidão de seus irmãos de raça por parte do Criador Jeová-Satanás. Ambas as legiões construíram baluartes espirituais próprios – Agartha e Shambala –, nos quais habitam há milhares de anos, e desde onde interferem nos eventos mundanos (El Morya, mestre ascenso da Fraternidade Branca, patrocinou a fundação da Sociedade Teosófica).

    Os vassalos demiúrgicos, traidores do DEUS INCOGNOSCÍVEL, organizam-se segundo uma rígida estrutura hierárquica.

    Essa Hierarquia Oculta é regida pela Ordem de Melquisedec – ou Grande Fraternidade Branca – e sua única função é garantir que os desígnios dos deuses traidores se cumpram: a sentença de extermínio contra os povos hiperbóreos, a difusão dos cultos religiosos que reprimem o Espírito e a plena instauração da Sinarquia e do Governo Mundial do Povo Eleito.

    Esses "seres iluminados" realmente possuem a Shekinah – a iluminação do poder mágico do Criador –, contudo, sua atribuição no mundo é demoníaca. Por analogia, convém mencionar uma cena do filme Matrix, na qual o agente 'antivírus', responsável por conter a rebelião das ovelhas-Neo, buscava destruir Zion-Agartha, que era – e continua a sê-lo – uma fuga do mundo ilusório material.

    Esta é a Grande Fraternidade Branca, esta é a Sinarquia, e este é o Povo Eleito de Jeová-Satanás.

    A incompreensão dos profanos em relação à doutrina Nacional-Socialista é resultante de duas questões incontroversas:

    Uma é informativa e está diretamente relacionada à natureza da propaganda oficial que se viabilizou para difundir o movimento na Alemanha, e, a outra, diz respeito a décadas de difamação histórica que os países vencedores da Segunda Guerra Mundial e o movimento internacional sionista promoveram contra seus preceitos ideológicos.

    O Nacional-Socialismo empírico foi, indubitavelmente, uma dissimulação estratégica premeditada – um mecanismo cultural que permitiu absorver todos os que ainda não detinham uma cosmovisão esotérica avançada. Todo o know-how da ideologia Nacional-Socialista, bem como seus elementos psíquicos, são essencialmente carismáticos, e estão localizados, segundo Carl Jung, na Esfera de Sombra da Psique. Portanto, qualquer definição epistemológica da doutrina que resida exclusivamente na compreensão racional, é totalmente inválida.

    Assim sendo, a política temporal que orientou o movimento Nacional-Socialista detém importância secundária diante dos reais objetivos que a revestiram:

    1) Sê Uno com Deus (INCOGNOSCÍVEL), o Eterno;

    2) Domine o Universo que há em ti, e dominarás todo o Universo;

    3) O Espírito criativo sempre vence;

    4) A Força de teu Espírito te faz livre.



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    Pelo Sangue, para a Luz incriada. Eis o único e verdadeiro Nacional-Socialismo.




     

    Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried Parte 1 (Conteúdo Controverso)

    Manuscrito de Oera Linda, redigido no alfabeto frísio.

    No início da década de 80, o argentino Luís Felipe Cires Moyano Roca, um alto Iniciado e Pontifex Hiperbóreo, toma conhecimento sobre a história da Casa de Tharsis, uma família de nobres espanhóis com mais de quatro milênios de linhagem e que rendiam culto a uma gnose perseguida por seus vizinhos.
    O manuscrito de Oera Linda contém relatos da família de nobres de Overlinden, na então Frísia – atualmente território holandês –, também com milênios de história, e como o culto dessa região foi degradado por uma casta de Sacerdotes que chamavam a si mesmos de “treuwidden” (os que tudo sabem), mais conhecidos como druidas – ou celtas. Os Overlinden sabiam, através de relatos de dácios, trácios e búlgaros, que os treuwidden provinham da Judeia e eram vistos constantemente entre os assírios e fenícios, em um porto próximo da rota à chamada “terra prometida”.
    Muitos pesquisadores e historiadores, associam intencionalmente – ou não – os druidas aos celtas, ou qualquer menir relacionado a estes. O Objetivo deste expediente é fazer crer que tais sacerdotes eram, na verdade, de origem indo-ariana, o que já sabemos ser uma grosseira inverdade.

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 1 (Conteúdo Controverso)

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 2 (Conteúdo Controverso)

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 3 (Conteúdo Controverso)

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried Parte 4 (Conteúdo Controverso)


  • Os celtas, por terem sofrido influência direta dos druidas, foram um dos primeiros povos a sucumbir, e a não oferecer resistência alguma à conversão ao cristianismo, ao contrário de outros povos nórdicos e bárbaros. Armanen também relata a história de sua própria família germana, as guerras que enfrentaram por causa de seu culto peculiar, e seu sistema rúnico que é um dos mais antigos do mundo, podendo-se, inclusive, verificar inúmeras divergências atuais com o sistema rúnico contemporâneo.
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    Karl Maria Wiligut discorreu sobre a história dos valorosos povos saxões e sobre a religião que defendiam de seus próprios irmãos germânicos que adotaram uma versão deturpada do odinismo, no ano 3000 a.C.

    Para diferenciar sua variante do odinismo destinado a um mero culto à natureza, ele o chamou de Irminismo, por causa da Runa Yr e em virtude ao sacrifício de Wotan na Árvore do Terror, Irminsul (depois renomeada Yggdrasil). Os saxões defenderam esse culto por milhares de anos, até serem parcialmente derrotados no ano 772 pelo imperador carolíngio – e católico – Carlos Magno.

    Esta campanha transformou a conversão forçada de povos adjacentes em prática comum entre os governantes cristãos não-romanos. Missionários católicos de origem franca, junto com outros sacerdotes da Irlanda e Inglaterra, entraram em terras saxãs desde meados do século VIII, aumentando os conflitos com os saxões que resistiam aos esforços missionários e incursões militares. O principal adversário de Carlos Magno, o saxão Widukind, aceitou o batismo em 785 como parte de um acordo de paz. Porém, outros líderes saxões continuaram a resistir às conversões forçadas. Com sua vitória em Verden no ano de 787, Carlos ordenou o extermínio de milhares de prisioneiros saxões pagãos. Depois de diversas revoltas, os saxões sofreram sua derrota definitiva em 804.

    Cerca de 25.000 membros de famílias nobres saxãs foram ritualmente sacrificados pela Igreja Católica, e seu sangue foi lançado sobre o Rio Aller e oferecido como oblata a Jeová.

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    Estes relatos, oriundos de diversas fontes, possuem coincidências inquestionáveis. São narrativas de linhagens familiares de idade incalculável. Todas as famílias tinham a missão de defender uma religião que aparentemente revoltava seus vizinhos. Seus membros possuíam um artefato sagrado, que envolvia invariavelmente uma gema verde, pela qual seus inimigos incorriam em guerras de custos exorbitantes. Todos foram implacavelmente perseguidos e brutalizados, e tiveram seu sangue abundantemente derramado em sacrifícios rituais e execuções públicas.
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    Nessas religiões, aparentemente diferentes entre si, sempre figurava Wotan, às vezes chamado Navutan (Na-Wotan). A ligação comum entre tais famílias era, sem dúvida nenhuma, a mentalidade religiosa, que, longe de ser racional e conciliadora, era belicosa, absurda, e, por vezes, completamente insana. Não era uma religião comum, nem uma “doutrina oculta”, mas simplesmente um código de conhecimentos intuitivos baseados no Orgulho Guerreiro e na Honra, que todos diziam ter recebido de um grande povo que lhes legou tal Sabedoria – juntamente com as ciências das muralhas de pedra, as armas, a agricultura e a pecuária, antes de migrarem para o Leste. Mas o que esta Sabedoria, de origem Hiperbórea segundo seus seguidores, prega exatamente?

    Em síntese, o que a Sabedoria Hiperbórea afirma é que existe um conflito permanente entre os deuses sobre a questão da origem do ser humano, e que esse conflito vem orientando todas as disputas entre a humanidade. Afirmamos que o homem possui uma tríplice natureza: o corpo físico, uma alma – ou mônada – que é igualmente material (concebida pelo Deus Criador) e um espírito não material, aprisionado à alma. Esse espírito provém de HIPERBÓREA – um local fora do Universo criado –, e lá ele era infinito e indeterminado; plenipotente como um Deus.

    Todo o drama é gerado quando o Criador – ou Demiurgo – aprisiona esses espíritos na estrutura corpo/alma do ser humano, para acelerar a evolução de sua estrutura psíquica. Começa então a guerra entre os deuses leais, que querem libertar os espíritos para que sejam livres na origem, e os deuses traidores, encabeçados pelo Criador do mundo, o Deus hebraico Jeová-Satanás.

    Portanto, se os deuses traidores acorrentaram o espírito, para usar sua força na evolução do animal-homem, não devem permitir que ele se manifeste. E isso se faz submergindo o espírito na ILUSÃO DA EXISTÊNCIA MATERIAL, deixando-o mais fraco e inconsciente a cada ciclo de encarnação.

    A Bíblia, escrita milênios depois para distorcer e deturpar a Sabedoria Hiperbórea, chama Lúcifer de Satanás, mas nem Lúcifer – ou Navutan – é um demônio, nem tampouco Satanás significa demônio, apenas adversário. Satanás é Jeová, o inimigo dos Espíritos Livres. O bem e o mal são meras facetas do mundo da ilusão, mas Jeová está mais próximo de ser um demônio – uma essência maligna – por ter traído seus iguais e se pautado pela tirania, perfídia e desonra.

    Desde então, tem se manifestado no mundo o confronto de duas Estratégias, a Sinárquica e a Hiperbórea.

    Culturalmente, os deuses traidores sustentam seu objetivo a partir da SINARQUIA, que é o Governo Mundial capitaneado pelo Povo Eleito do Criador: Israel (entidade étnico-religiosa). Todas as tendências de aculturação, miscigenação racial, unificação de religiões, costumes e conceitos, enfim, tudo aquilo que prescindir de uma identidade nata para se unir a uma escala difusa, aponta inevitavelmente para a Sinarquia.

    Este modelo de governança impele as pessoas a contemporizar e relativizar as atuais circunstâncias, a serem acomodadas e passivas, a evitarem confrontos sempre que possível, e a valorizar a paz, mesmo que isso as torne covardes. Enfim, ele RETIRA DO SER HUMANO SUA ESSÊNCIA ESPIRITUAL.
    A finalidade da Sinarquia é reunir uma humanidade exausta e abatida, transformá-la em uma vasta e amorfa casta igualitária, e, sob uma perversa tirania capitaneada pelos judeus – um povo que o Demiurgo elegeu para reinar sobre a Terra – entronar a imundície no mundo, colocando os nobres Guerreiros espirituais de joelhos, além de macular seu sangue purificado. Em suma, a Sinarquia é o sacrifício da humanidade em troca da “Perfeição” desse “Povo Eleito”. E, com isso, Jeová afirma seu poder sobre o dos outros Deuses, que declararam guerra a ele por causa do aprisionamento dos Espíritos incriados.
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    Há muito tempo, a Sinarquia vem seduzindo os povos com promessas de progresso, poder e conforto material, para que guerreiem contra os portadores da Sabedoria Hiperbórea e os reprimam. Eis a razão pela qual quase todas essas famílias foram totalmente exterminadas.

    Por isso, o mais puro e nobre dos Deuses, conhecido na Origem como Kristos Lúcifer (Lux = Luz; Ferre = portar. Ou seja, o portador da Luz, aquele que leva a Luz aonde ela se faz necessária; o verdadeiro Kristos de Luz Incriada), declarou guerra a Jeová-Satanás, e, em um sacrifício que é impossível descrever, se autoaprisionou no inferno material de Jeová para fornecer aos Espíritos aprisionados a Luz da Gnose salvadora. Ele confiou uma missão ao Grande Ás, o Senhor da Raça nórdica, Wotan. O Grande Ás aceitou descer ao Mundo Criado encarnado em um ser humano (quando se chamou Wotan, Woden, Odin, e etc.) para provar que é possível abandonar este mundo, onde se é escravo, e retornar para a Origem, a Pátria do Espírito: Hiperbórea; Thule.

    Wotan se autoimolou na árvore mágica do jardim do Criador, que os judeus chamam de Rimmon – Árvore Sephiroth (do conhecimento do bem e do mal), e que nós chamamos de Irminsul (Yggdrasil), ou a árvore do terror –, e por vias iniciáticas de um mistério muito complexo, conseguiu, com a ajuda de sua esposa Frigga, a chave para a Libertação Espiritual.

    Então, Wotan, descido da árvore, difundiu o conhecimento por ele codificado, conhecimento esse que chamamos de Sabedoria Hiperbórea, e peregrinou grande parte do mundo ensinando abertamente tal gnose aos homens, para que tivessem a Honra de declarar guerra ao Demiurgo e ao Mundo Criado, e se juntar aos Deuses no Valhalla (designação germânica para o Reino de Agartha, um reduto localizado em algum lugar desconhecido do Universo Material onde alguns Deuses Leais ainda lutam pela humanidade e auxiliam os que pedem com fervor pela Libertação do Espírito).

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    Conhecido pelos povos da antiguidade como “O Grande Chefe Branco”, Wotan formou bons guerreiros por onde passou, instituiu famílias de nobres que deveriam resistir ao tempo e aperfeiçoar a Sabedoria (o chamado Pacto de Sangue), e criou um novo estilo de vida baseado em fortes amuralhados, agricultura de subsistência, e aperfeiçoamento da arte da guerra. Assim, criou a Estratégia Hiperbórea para contrapor a Sinarquia, que foi estabelecida para corromper o Pacto de Sangue.

    PACTO DE SANGUE

    A Estratégia Hiperbórea aponta exatamente para o lado contrário. Seguindo uma tática de libertação espiritual, busca-se construir uma sociedade portadora de um sangue comum. Assim sendo, seu objetivo é SINCRONIZAR o sangue através da vinculação carismática de uma identidade. Com isso, a voz de sangue do povo passa a ser única, expressando o máximo valor espiritual de cada um de seus elementos. As pessoas passam a viver sob um estado constante de despertar, além de agirem para o bem comum de acordo com as virtudes espirituais. Honra, Valor, Combatividade, Coragem e Camaradagem passam a ser a regra, e não a exceção.

    Assim, para o iniciado hiperbóreo pouco importa a evolução da sociedade humana, pois o mundo material não é lhe relevante. O que ele buscará, de fato, é o aperfeiçoamento do caráter e da honra, através de um estilo de vida belicoso e fulcrado em um rígido código de conduta. Pensem em Esparta como uma típica sociedade do Pacto de Sangue de Wotan.

    Toda a retórica da "Deutschland Erwache!", "Desperte, Alemanha!", desperte para o Valor do Espírito! se dedicava a envolver as pessoas numa atmosfera carismática de união absoluta e sincrônica do sangue, para que a voz ancestral do povo – a voz do espírito –, pudesse se manifestar. Todos os símbolos espirituais exaltados pelo regime Nacional-Socialista, desde a Águia – que é o símbolo máximo do Guerreiro Sábio, e do homem viril e altivo – à Suástica – que é um fragmento do Signo de Thule, o Epicentro da Pátria do Espírito –, se destinavam a esse fim esotérico de despertar coletivo e de transmutação do animal-homem para um Homo Spiritualis – o homem espiritual –, cuja essência incriada deseja se libertar.

    Apenas sob esta condição, o homem poderá exprimir seu pleno valor honorífico. Daí o lema da Ordem Negra/SS: Meine Ehre heißt Treue (Minha Honra se chama Valor!).

    Erigida a Sabedoria Hiperbórea – orgulhosa, guerreira e completamente unida na sincronia carismática da voz ancestral do sangue astralmente purificado (sangue puro é aquele capaz de ouvir os ancestrais e os deuses leais, e não está diretamente vinculado à raça, embora ela seja um dos fatores a se considerar) –, a próxima tarefa é combater a Sinarquia, as grandes religiões e todas as tendências entrópicas de unificação e massificação social. Todas as raças e culturas do mundo podem ser belas, fortes e puras se forem observadas as seguintes premissas:

    1. Rejeição da mistura étnica e da ilusão sinárquica do "progresso" dos costumes, que só levam à degradação moral e espiritual;

    2. A construção de uma Nova Ordem Mundial, sob o marco de uma Estratégia Hiperbórea.

    Em relação ao ponto 1, esclareço: Temos forte crença no KALI YUGA, isto é, no conceito verossímil de que todo avanço histórico da civilização traz consigo a decadência paulatina da evolução espiritual – a única orientação possível para uma humanidade sã é o passado, na origem de seu povo e raça, no seu estágio primordial de sincronicidade e pureza. Por isso, temos esse vigoroso caráter preservacionista e tradicionalista
    Repudiamos o progresso, pois ele debilita. Rejeitamos todos os consensos, prestidigitações, adaptações, sincretismos e relativismos “tolerantes”, pois eles visam unicamente ao sacrifício da consciência, da tradição e da banalização da Sabedoria herdada pela memória de sangue.
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    Assim sendo, o Nacional-Socialismo que eu compreendo e defendo não é apenas a concepção ideológica do NSDAP, pois sua aplicação material provém de uma doutrina METAPOLÍTICA mais rica e complexa.

    Essa doutrina metapolítica, cuja essência teórica é orientada para fins transcendentais e místicos, tem suas origens na Thule e na Vril-Gesellschaft. Essas duas Sociedades Secretas, por sua vez, eram regidas por fontes do antigo Irminismo germânico, conforme exposto por Karl Maria Wiligut. O Irminismo era professado pelos antigos germanos, iberos, cátaros medievais, gnósticos, maniqueus e outros povos – no Terceiro Reich, a Sabedoria Hiperbórea era sustentada pela Ordem Negra, a SS.

    Essa Sabedoria oculta permeava todos os conceitos, toda a simbologia e todos os rituais esotéricos da Alemanha Nacional-Socialista.

    Então, espero ter explicado como se chegou ao Nacional-Socialismo, e quais são algumas de suas mais profundas crenças.

    Nesse sentido, o fascismo e o integralismo foram cópias débeis do Nacional-Socialismo; tentativas fracas de se estabelecer um vínculo carismático de identidade. Isso aconteceu porque se tentava basear esse vínculo na CULTURA, que é uma construção mental volátil, enquanto o Nacional-Socialismo vinculava carismaticamente PELO SANGUE, e pela memória essencial da Origem. Por isso adquiriu um poder e uma coesão abrumadoramente maiores. Ademais, ambas as doutrinas estão espiritualmente condicionadas à crença em Jeová-Satanás, ao contrário do Nacional-Socialismo, cuja essência esotérica é a ÚNICA que se antagoniza com as religiões demiúrgicas.

    E espero também ter provado que o Nacional-Socialismo não possui nenhuma conexão com os grupelhos racistas que sequer possuem capacidade intelectual para compreender essas informações.

    A natureza empírica do Nacional-Socialismo é METAPOLÍTICA, e seu imperativo é a consagração de desígnios maiores que os meramente políticos. Por isso, não importa a divisão mundana entre esquerda e direita, desde que ela esteja diretamente submetida à estratégia maior, que é estritamente espiritual.
    Politicamente, somos inimigos ferrenhos tanto da esquerda como da direita. De qualquer modo, ambas – esquerda e direita – provêm essencialmente da mesma fonte sinárquica, o Iluminismo. Este abominável conceito filosófico destina-se exclusivamente à constituição de uma sociedade homogênea e igualitária, porém, baseada unicamente no materialismo racionalista. Seus pilares dialéticos eliminam integralmente a espiritualidade e as hierarquias aristocráticas que, quando aplicadas de forma pura, constituem exemplos inequívocos de valor manifesto e nobreza.
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    O culto iluminista da democracia e da deusa da razão é, na verdade, um culto de origem judaica, que adora Binah – um dos sefirotes da Cabala –, o aspecto da Inteligência de Jeová. A “liberdade” é um ícone do mundo moderno e aparece em muitas pinturas da Revolução Francesa. Convém salientar que o gorro vermelho dos jacobinos – o barrete frígio – simboliza um prepúcio cortado, ressaltando a base judaica dos alicerces da sociedade moderna.
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    Para elucidar o Nacional-Socialismo e os demais sistemas de ordenamento político-social, faz-se necessário expor os dois padrões elementares de difusão – sobre os quais se constroem as teorias ideológicas, econômicas, religiosas, e etc. – existentes na teoria argumentativa: o CULTURAL e o CARISMÁTICO.

    A difusão por meio CULTURAL estabelece uma comunicação entre a Esfera de Luz da psique, o 'sol claro', e as esferas afetiva e racional do indivíduo. Esta difusão é formada por argumentos conotativos, apelativos, ou perfeitamente racionais, mas, de qualquer modo, plenamente assimiláveis do ponto de vista psicológico. A cultura, portanto, se forma na esfera de luz – no cérebro do animal-homem –, e seus mecanismos de linguagem atuam nessa estrutura, desenvolvendo comportamentos degenerativos que são algoritmicamente determinados segundo a lei da maximização do autointeresse, seja este emocional, psicossomático, pecuniário ou de qualquer outra natureza.

    Um argumento cultural é o que basta para convencer quem quer que seja sobre alguma coisa.

    A difusão CARISMÁTICA, ao contrário, fala diretamente à ESFERA DE SOMBRA – ao 'SOL NEGRO' (que aparece em muitas representações cerimoniais da SS) –, que engloba o domínio de Consciência (despertar + subconsciência), invólucro do Espírito Não-Criado que mencionei – a essência do Selbst, do eu interior, da existência plena além de qualquer determinação, e depósito também da memória de sangue; registro da origem primordial da raça.

    Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo Parte 2 (Conteúdo Controverso)

    A difusão carismática utiliza-se das vias próprias da Esfera de Sombra: o emprego de signos-chave, alegorias simbólicas, composições musicais, e, sobretudo, mecanismos argumentativos que tenham por objetivo insuflar a Esfera de Consciência e trazer à tona todo o seu conteúdo mnemônico, hereditário ou adquirido, de maneira a dominar as outras esferas da psique..

    Essa técnica maravilhosa possui dois efeitos: o de sincronizar o indivíduo com sua Voz de Sangue, unificando a Raça – esotericamente – fora de qualquer determinação espaço-temporal, e de REVELAR O REAL CONTEÚDO DE SI MESMO, ALÉM DE SUPRIMIR QUALQUER INTERESSE MATERIAL OU RACIOCÍNIO ARTIFICIAL. O argumento carismático é que faz o sangue ferver, ativando um sentimento de extrema euforia, revolta ou profunda nostalgia.

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 1 (Conteúdo Controverso)

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 2 (Conteúdo Controverso)

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried - Parte 3 (Conteúdo Controverso)

  • Sabedoria Hiperbórea e Nacional-Socialismo por Lord Siegfried Parte 4 (Conteúdo Controverso)


  • A Estratégia Hiperbórea, desde os antigos iberos de Tartessos até o Terceiro Reich, sempre ascende ao poder seguindo a mesma fórmula:


    – Um grupo de Iniciados começa o trabalho de desenvolver uma Estratégia condizente com o tempo, a cultura e a situação atual do povo em questão. Para isso, se juntam em uma Ordem Secreta, Monacato ou Colégio de Hierofantes.

    – Desenvolvido o argumento, ele começa a ser, de modo gradual, difundido carismaticamente para o povo.

    – Para que o argumento ative a voz de sangue (ancestralidade), o povo local deve ter uma origem comum, ou ser racialmente coeso (e essa é a verdadeira razão pela qual a ênfase do Nacional-Socialismo recomenda que cada raça deve ter seu espaço vital próprio, além de estar unida em torno de sua cultura tradicional). A voz de sangue só se manifesta plenamente quando a sincronicidade é absoluta.

    – Quando o sangue de toda uma comunidade estiver em plena sincronia, acontece automaticamente o fenômeno da AURA CATENA: todos, em plena sincronia, RECONHECEM SIMULTANEAMENTE O LÍDER DA RAÇA, O REI DO SANGUE, que será aquele que possuir as virtudes espirituais mais elevadas e seja capaz de falar e dirigir sua voz com o peso de uma raça inteira.

    O Rei do Sangue é reconhecido pela força que irradia de seu Espírito, e que todos reconhecem carismaticamente. Os antigos kassitas da Mesopotâmia escolheram Nimrod e Ninurta, os tartésios elegeram a linhagem milenar da Família de Tharsis, os franceses elegeram Felipe IV, o Belo, os paraguaios uma vez escolheram Francisco Solano López (iniciado hiperbóreo esmagado por um títere da Maçonaria chamado Dom Pedro II, e demais comparsas da Sinarquia) e a Alemanha elegeu Adolf Hitler.
    O poder carismático que emana do Rei do Sangue pode ser verificado através do que as pessoas comuns diziam de Hitler: um olhar 'gélido', um aperto de mão que 'faz percorrer um frio na espinha', e etc. Essas são características próprias de um iniciado hiperbóreo.

    O que ocorre, na verdade, é uma sincronia, a partir do sangue e de seu conteúdo mnemônico, de todas as vontades e da ideologia contra o tempo, que desfaz o Kali Yuga e conduz a raça transmutada de Heróis ao caminho para THULE, berço da origem do espírito.

    O governo hiperbóreo alemão, ou Nacional-Socialista, se aproximou do absolutismo convencional, pois nenhuma burocracia pôde se interpor no fluxo energético que existiu entre o Rei do Sangue e o povo de sangue purificado. Entretanto, este absolutismo não foi tirânico, já que se amoldou a uma governança de comando exemplar e que fluía naturalmente. Quanto mais pura e coesa for a raça, tanto melhor funcionará o corpo do povo. FOI UM GOVERNO ONDE, PELO MILAGRE DA SINCRONIA ESPIRITUAL, QUASE NÃO HOUVE NECESSIDADE DE APLICAR MEDIDAS DE COESÃO para que a sociedade alemã se desenvolvesse em perfeita ordem.

    Observa-se que, no Brasil, e, mais extensamente, em um mundo coagido pela Sinarquia, a miscigenação racial – gerida pela difusão cultural – transformou-se em um formidável expediente para impedir o surgimento da AURA CATENA – a aura magnética da voz do sangue. Desta forma, torna-se muito difícil se apropriar do poder. Todavia, em um fato inédito para os dias atuais, estamos tratando ABERTAMENTE da Doutrina Oculta e buscando despertar as pessoas INDIVIDUALMENTE.


    Cabe esclarecer:

    1 – Já se constatou, a limine, que o Nacional-Socialismo e a Doutrina Oculta da Ordem Negra/SS não são um privilégio da raça branca, já que qualquer ser humano pode aceder à Iniciação Hiperbórea e formar um povo de Sangue Puro.

    2 – A pureza do sangue não é simplesmente genética. Ela vai além. Sempre que pensamos em seu aspecto vernacular, não consideramos apenas a hereditariedade, mas o SANGUE ASTRAL. A Pureza de Sangue se mede pelo grau de desenvolvimento da Esfera de Sombra e pela ORIENTAÇÃO demonstrada pelo indivíduo em direção à sua Voz do Sangue, a voz dos ancestrais hiperbóreos. Quem melhor a escuta, mais puro o é.

    3 – JAMAIS um verdadeiro SS pregaria a "supremacia branca", e tampouco o racismo, mas sim a rígida preservação de todas as raças e a beleza de cada uma delas em sua Pureza Primordial.

    Não seria um absurdo identificar os primórdios do Nacional-Socialismo na mais remota pré-história.
    Conforme enfatizado anteriormente, em um determinado momento da história, o espírito foi aprisionado à alma do animal-homem, para que sua força volitiva ajudasse na evolução da estrutura psíquica humanoide, que até então era o PASÚ, o homem primitivo de dupla natureza (corpo e alma).

    Pois bem, o alojamento forçado do espírito que habitava fora do Universo Material dentro da alma do homem, causou uma RÁPIDA EVOLUÇÃO DO NEOCÓRTEX, onde se encontra a ESFERA DE SOMBRA do indivíduo. Essa evolução é aquela que a ciência analisa com as péssimas teorias antropológicas, tais como o do HOMEM DE CRO-MAGNON. Recebendo instrução dos deuses leais, esses espíritos encarcerados formaram uma civilização chamada 'Atlante', que JAMAIS PODERÁ SER RECUPERADA EM TODA A SUA RIQUEZA DE CONHECIMENTOS NATURAIS, ENERGÉTICOS, PSÍQUICOS E ESOTÉRICOS.

    Os espíritos aprisionados foram objeto da Guerra entre os deuses leais e os deuses traidores. Divididos em lados opostos, combateram até que sua pátria Atlântida fosse totalmente devastada. Forçados a migrar, eles atravessaram a Europa trazendo a agricultura, a pecuária e uma série de benefícios para os povos europeus, depois de terem feito o mesmo em outros continentes. Mais desenvolvidos e envoltos na Guerra Essencial, diferentes povos da Europa e de outros locais do mundo deram prosseguimento à missão de seus tutores após a extinção destes.

    Assim nasceu o Nacional-Socialismo.


    Como expressão formal da Aura Catena germânica, o Nacional-Socialismo pode ter sua origem no final do século XIX, com o desenvolvimento da Thule e da Vril, duas Sociedades Secretas inspiradas na Sabedoria Hiperbórea dos cátaros e dos antigos saxões e tartésios. Rudolf von Sebottendorff, Armanen, e, posteriormente, Edmund Kiss, Karl Maria Wiligut, além de Heinrich Himmler e Rudolf Hess, deram suas contribuições teóricas e mágicas para criar a difusão carismática da identidade germânica.

    Foi Hess que, como grande iniciado, viu em Adolf Hitler, amigo de um amigo seu – Dietrich Eckart –, a predisposição gnóstica para se tornar o futuro Rei do Sangue da civilização hiperbórea alemã.

    O resto é apenas história, ou melhor, arremedo de história.

    O marxismo é o extremo filosófico do materialismo, e, portanto, é uma HERESIA ABERRANTE aos olhos do Nacional-Socialismo, que é inerentemente metapolítico e espiritual.

    Devemos entender que a era atual é extremamente nociva para todos nós. A deterioração causada pelo Kali Yuga está em um estágio terrível e sufocante, e, seguir uma via política coerente é muito difícil.

    Não existe, em todo o MUNDO, qualquer grupo político que nos represente. O Nacional-Socialismo, para ser plenamente compreendido, não pode prescindir de sua vertente metafísica.

    Proclamamos a doutrina esotérica da Ordem Negra/SS, que norteou o Terceiro Reich, e trabalhamos para que ela desperte todos os que tenham o Sangue astral purificado, e, desta forma, possam trilhar pessoalmente a via para a Libertação do Espírito.
    Quanto às ações essencialmente mundanas, podemos dizer que apoiamos incondicionalmente o revisionismo histórico, pois, apenas desta forma, a veracidade dos fatos virá à tona. Dentre as questões de maior relevância para o revisionismo destacamos:

    A existência de dois povos Atlantes; a real natureza do Catarismo; a Guerra Essencial que envolve a Origem Imaterial do Homem e seu desenrolar no tempo; o Nacional-Socialismo e aqueles que nele se envolveram; e a mentira do Holocausto (o esforço dos judeus na propaganda anti-Nacional-Socialista desde 1921 até os dias de hoje, além dos interesses econômicos básicos: os cabalistas sempre foram os arqui-inimigos mortais da Sabedoria Hiperbórea, pois cultuam Jeová-Satanás, o demônio criador de Maya; a existência ilusória no mundo de matéria e energia).

    O fato de a nossa única ação hoje ser fundamentalmente esotérica – e intelectual – decepciona a muitos, porém, considerando-se o sombrio período em que vivemos, não poderia ser diferente.

    Conforme dito anteriormente, o Nacional-Socialismo é METAPOLÍTICO, ou seja, é um instrumento político-estratégico norteado por objetivos iniciáticos e espirituais. Elementar, portanto, que detenha um aspecto científico oculto. Eis o motivo pelo qual é um absurdo inaceitável fazer crer que o Nacional-Socialismo seja apenas uma ideologia leiga e temporal. A assunção básica é vislumbrar o Nacional-Socialismo sob a ótica de sua geratriz: os conhecimentos herméticos da Thule e da SS.

    Ao contrário do que é ressaltado a torto e a direito, o Nacional-Socialismo não inventou seu componente esotérico, pois este o precedeu em milênios.

    As referências mais recentes a seu respeito são o catarismo medieval, a doutrina dos monges tibetanos Kâulikiyas – 40 deles defenderam o bunker de Hitler na batalha de Berlim, causando mais de 600 baixas no Exército soviético. Por conta disto, a existência da pequena divisão tibetana da SS foi encoberta, e seus vestígios completamente arrasados pela extinta URSS – e o Irminismo de Karl Maria Wiligut, entre outras contribuições – de Edmund Kiss, de Armanen e de outros.

    A compreensão do Nacional-Socialismo exige que seus fundamentos sejam devidamente expostos.

    Por exemplo:

    Os pretensos especialistas em Nacional-Socialismo certamente já leram Mein Kampf, mas isto, por si só, não é o suficiente. Os escritos políticos de Hitler eram um repertório de slogans e frases de efeito, com simbolismos que passam despercebidos aos profanos. Eis as razões pelas quais são constantes os erros de interpretação analítica.

    Para evitar este estado de coisas, primeiro estou expondo as linhas gerais da Doutrina Hiperbórea, baluarte do Nacional-Socialismo, e sua expressão Zeitgeist. A Sabedoria Hiperbórea é extensa e complexa. Um estudioso argentino compilou os principais temas dessa doutrina mística, e o resultado é um conjunto de mais de 15 livros e 9.000 páginas. O que eu expus anteriormente é só uma pequena fração deste vasto resumo, porém, de suma importância para que o Nacional-Socialismo não seja compreendido de maneira equivocada.

    O Nacional-Socialismo é originalmente uma GNOSE que fez uso da atividade política. Eis sua expressão METAPOLÍTICA.

    A Suástica é um dos símbolos mais completos que existem.

    Convém ressaltar que a bandeira do Terceiro Reich não foi inventada. Os círculos gnósticos afirmam que ela também foi o pavilhão de Atlântida.

    Explicarei, doravante, seu significado esotérico:

    A Suástica, quando posicionada em sentido horário, representa a ação guerreira no mundo, a postura honorífica do indivíduo, e está repleta de valor ante a existência material que, como os cátaros diziam, é o próprio inferno.
    A esfera branca é o cerco aplicado, um conceito Hiperbóreo que consiste em estar constantemente alerta sob a união honorífica dos camaradas, quando estes se encontram no âmbito de uma guerra total. O campo vermelho é outro conceito esotérico, chamado TERGUM HOSTIS – ou Face Hostil –, demonstrado ao inimigo que se encontra fora do cerco. A bandeira de Atlântida – Grossdeutschland – é a descrição do Guerreiro Sábio (SS). Aplicando o valor honorífico absoluto, este guerreiro se posiciona no cerco e mostra sua face hostil ao inimigo externo – o mundo infernal e os sequazes da Sinarquia mundial do povo eleito.

    Mas, simultaneamente – uma maravilha da simbologia –, algo acontece do outro lado do tecido, no interior do guerreiro. Vire a Bandeira do Terceiro Reich para o lado inverso e observe a Suástica girar em sentido oposto. Esse movimento anti-horário indica o caminho perseguido pelo Espírito contra o Kali Yuga, na direção de Thule – a Origem Imaterial do Espírito Guerreiro.

    Hitler foi descoberto acidentalmente por Rudolph Hess, um dos mais poderosos iniciados que já existiram sobre a face da Terra. Hess foi o Taufpate (padrinho do rito iniciático) de Hitler na Thule. Necessário se faz dizer que a Thule possuía então diversas mentes proeminentes, mas em Hitler seus membros constataram uma imensa energia interior. Todos os iniciados enxergaram nele o futuro Rei do Sangue; aquele que governa por direito nato em virtude de seu extremo poder espiritual. Ele recebeu a iniciação e foi designado para a liderança de um pequeno partido, que, à época, era comandado por um operário sem brilho. A partir daí, a política oficial do NSDAP passou a ser orientada pela simples difusão carismática.

    O que nós pensamos de Hitler? Que ele foi uma personalidade inigualável desde o antigo rei mesopotâmio Nimrod. Ele transbordava energia. O Führer saiu do nada – um caipira mal instruído do interior – e conseguiu obter o mais alto grau de existência apenas com sua FORÇA VOLITIVA; a força de sua vontade. Ele passou fome para poder se instruir. Hitler não obteve auxílio algum para ascender espiritualmente. Nem mesmo a Thule o ajudou neste despertar metafísico. Se a Ordem o auxiliou em algo, foi no melhor direcionamento de seu poder interno. Se o ex-líder alemão conseguiu a imortalidade pelos seus feitos, seguramente não foi através de ajuda, mas sim pelo TRIUNFO DA VONTADE.

    Ele sabia que não podia vencer uma guerra, e não a queria, mas se preparou para ela e lutou para vencê-la, por ser uma questão de urgência combater a Sinarquia. E se a Alemanha resistiu por tanto tempo, foi graças ao valor indômito do Espírito que foi instilado pelo exemplo e pela presença energética de Hitler.

    Como todos os Grandes Espíritos que propagam nessa vida um valor extraordinário, ele se livrou das cadeias da existência material e se incorporou ao mundo dos Espíritos Livres – Hiperbórea –, onde se tornou um DEUS – ou KSHATRIYA.

    Em termos históricos, pensamos em Hitler exatamente como o líder político apresentado no filme-documentário de Leni Riefenstahl: O TRIUNFO DA VONTADE. Ele possuía absoluta compreensão sobre o caráter suicida de sua missão, porém, jamais recuou em virtude da consciência imanente de que estava travando uma luta em nome da Honra, e de uma nova revolta em defesa de todos os povos Hiperbóreos que foram arrasados pela Sinarquia na Europa, na Ásia, e nas Américas. A missão exotérica de Hitler – isto é, mundana – era expor a Sinarquia em suas bases e em seu pleno funcionamento – a aliança que afundou o mundo na guerra total (ver KILZER, Louis: A Farsa de Churchill, Ed. Record) para extinguir a Voz do Sangue do povo alemão, que então se aproximava da transmutação coletiva que os converteria em homens espiritualmente despertos (DEUTSCHLAND ERWACHE!).

    Sua missão esotérica foi extremamente complexa e heroica.

    Só cabe dizer que ele não era xenófobo. A SS incorporou em suas fileiras tibetanos, coreanos e africanos, além do Exército islâmico – agrupado na 1ª Divisão da Schutzstaffel –, cujos soldados foram condecorados pessoalmente pelo Führer com uma insígnia do Alcorão.

    Todas as questões relativas ao povo judeu se devem tão somente à antiga guerra espiritual entre a Sabedoria Hiperbórea e a Cabala do Povo Eleito de Jeová-Satanás. Entretanto, elas foram – e ainda são – consideradas como meras bazófias ideológicas; e, nas palavras de Savitri Devi, se tantos judeus foram realmente "mortos" na Europa, é irônico o fato de que tantos outros estivessem vivendo normalmente na Alemanha à época da rendição. O judeu era – e ainda é – o inimigo comum de toda a humanidade, mas não apenas como raça espiritual. Ele também o é como artífice político, e, sobretudo, como depositário de uma prática religiosa e esotérica imprópria à transmutação de outros povos.

    O Mistério do Sangue Puro não envolve apenas o 'vínculo consanguíneo' em seu aspecto genético. Ainda de acordo com minhas ponderações, o Sangue possui um conteúdo mnemônico (astral) que é hereditário, e, no caso de um ser humano que tenha um Espírito Imaterial, sua essência será transmitida a seu descendente.

    Podemos, sim, encarnar em outras raças, ou mesmo em outras esferas de existência desconhecidas, mas será sempre a mesma mônada (alma) a encarnar, e o Espírito Imaterial estará aprisionado DENTRO desta mônada. Ou seja, o Espírito a acompanhará em cada encarnação futura, e sua memória será sucessivamente a mesma: a memória da Pátria Original de Thule.

    A Voz do Sangue é aquela que chama a rebelião do Espírito contra o aprisionamento nesse mundo infernal, e que clama pela união dos camaradas para travar a Guerra Essencial contra as potências do Karma.

    O objetivo da Estratégia racial é a seguinte:

    Por questões inerentes ao próprio funcionamento natural da Criação, a mistura racial enfraquece a Voz do Sangue e gera uma dissonância da mensagem original, tornando MAIS IMPROVÁVEL – mas NUNCA impossível – a Iniciação e a Sincronia da Voz do Sangue (esta última se torna impossível em circunstâncias excepcionais).

    É uma questão intrínseca à própria natureza corpórea e anímica do homem.

    Assim sendo, a difusão carismática da Sabedoria Hiperbórea é sempre a mesma – o Despertar do Espírito Imaterial e a adoção de uma postura guerreira nesse mundo infernal, com vias a abandoná-lo. Contudo, necessário se faz esclarecer que, em cada povo, raça e período histórico, a difusão sempre é realizada de maneira diferente.
    A conduta guerreira – característica que exige a demonstração de um alto Valor Honorífico (integridade, caráter, resistência, maturidade, altivez, postura, honra, lealdade, e etc.) – é uma práxis que eleva consideravelmente a espiritualidade do indivíduo, despertando-o da perene ilusão que o ladeia.

    O Espírito é uma substância incorpórea que antecede a existência do Universo Criado, e, portanto, NÃO É CONSUBSTANCIAL AO MUNDO MANIFESTO. Portanto, seu estado natural aqui no Inferno, no Valplads, é o de um guerreiro que expressa o TERGUM HOSTIS perante uma realidade que lhe é essencialmente hostil.
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    Quanto à "salvação" propriamente dita, ela depende exclusivamente do entendimento subjetivo que cada indivíduo tem acerca dela. A alma pode reencarnar ou viver eternamente ENQUANTO A CRIAÇÃO DURAR, pois um dia ela inevitavelmente terminará. Assim sendo, a existência material é DETERMINADA por outras forças. O Espírito, na Origem, é infinito e indeterminado, existe por si próprio, e sem a autorização de outrem. Ser um Deus ou ser uma Ovelha: eis a questão a ser considerada pelo homem.
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    O Brasil, infelizmente, não possui muitas opções. A única alternativa para o Nacional-Socialismo na Terra de Santa Cruz é a transmissão do conhecimento gnóstico que lhe dá substância a um grupo distinto e seleto de indivíduos. Isto é possível, mas uma estratégia coletiva mais ampla seria fatalmente dificultada por fatores relacionados à conjuntura antropológica brasileira. Eis a razão pela qual a ascensão ao poder, ainda que obtida através das instituições da Sinarquia, não seria suficiente para o êxito da difusão carismática em território brasileiro.

    Creio que o sangue possa ser degradado ou purificado durante o transcorrer da vida, conforme o GRAU DE ORIENTAÇÃO demonstrado em direção à Origem. Estou no longo processo de purificação sanguínea, assim como todos os aspirantes à Iniciação nos mistérios da SS.

    A paz, no aspecto diplomático – macro – internacional, pode ser mantida sempre que convier à Estratégia Hiperbórea – para propagar uma doutrina ou fortalecer os vínculos de um povo. O próprio Führer jamais desejou guerrear com os países do Ocidente – lembremo-nos de que este conflito sangrento foi causado por poderosos lobbys da Maçonaria judaica da Inglaterra, e por outras Ordens influentes no processo político mundial.

    Mas a paz, como um estado interior de suprema harmonia – o Vajrasattva –, só pode ser alcançada na Origem após a vitória contra a Sinarquia, seu povo eleito, os deuses traidores e o Demiurgo. Exatamente nessa ordem. Esta é a árdua batalha que nos permitirá fugir dessa existência estranha à nossa real natureza e nos reintegrar à Thule primordial. Aí, sim, haverá paz interior e uma absoluta conexão do EU consigo mesmo.