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ESPETÁCULO PULSÃO

Cena de suspensão corporal do espetáculo de Pulsão na Bienal internacional de teatro da USP.
Cena de Pulsão na Bienal internacional de teatro da USP.
Cena de Pulsão na Bienal internacional de teatro da USP.
Pulsão, um espetáculo de teatro relacional criado pelo Desvio Coletivo, que aconteceu durante a Bienal Internacional de Teatro da USP, nos dias 22, 23 e 24 de novembro, que teve entre suas cenas o uso de suspensão corporal.

O espetáculo tem como tema a motivação de viver ante o risco da morte. O roteiro trata da internação hospitalar e do enfrentamento de uma doença grave. A dramaturgia foi desenvolvida coletivamente, por meio da criação de jogos relacionais e de cenas que operam no limite entre o teatro e a performance.

O público acompanha as ações conduzidas por mais de vinte atores, todos imersos em um espaço comum, sem divisões. Uma parte do público participa ativamente do jogo cênico, que celebra a vontade de potência.


FONTE: USP.BR

Espetáculo "Como Representar os Negros?" reflete direitos e condições das populações negras

O que é ser negro? Como é ser negro? Será essa apenas uma questão de cor, pura e simples, ou ser negro é também preencher um lugar na caixinha social de classes e papéis? Perguntas, perguntas e mais perguntas. O espetáculo teatral "Como Representar os Negros?", em cartaz no Sesc Iracema aos sábados e domingos de julho, é, por si só, também um questionamento.

"A gente tem como posicionamento uma pergunta estética, política. Uma pergunta que gera perguntas", define Paulo Victor Aires, produtor da peça.

Em campo santo: Coletivo EmFoco transforma o Cemitério São João Batista em palco para refletir a respeito da morte

Proporcionar uma experiência artística ou poética tendo o espectador como um dos elementos a integrar a obra, definida como aberta. Com esse propósito, hoje, às 16h, o Cemitério São João Batista, localizado no Centro de Fortaleza, será transformado num grande palco a céu aberto pelos seis integrantes do grupo de teatro EmFoco. O público está convidado a participar de um jogo cênico, no qual artistas, espectadores irão interagir.

O objetivo é construir o espetáculo "Além dos Cravos", baseado nos fundamentos do Teatro do Real, criado nos anos 1960. O fio condutor da peça, que continua em cartaz durante todos os fins de semana desse mês, é a discussão em torno da morte. Assim, como numa forma de catarse, artistas e público poderão falar sobre suas experiências acerca do tema tabu.

A palavra de ordem do grupo EmFoco, que dará o mote para a construção do espetáculo, é dizer não ao convencional, a começar pela forma de fazer teatro, o tema abordado, a morte, passando pelo próprio espaço, um cemitério. "Além dos Cravos" pretende discutir com o público as experiências vivenciadas com a morte, como por exemplo, como a pessoa via a morte durante a infância, analisa o diretor do espetáculo Eduardo Bruno.

Qual a visão que tinham sobre a morte antes de perder um ente querido? Enfim, são esses questionamentos que serão levados à tona, a fim de ser traduzidos em linguagem artística, que mescla teatro e performance.

O espetáculo é construído a partir de correntes do teatro performático, que trabalham o real e a estética relacional. "A obra é aberta e a gente não quer que o espectador apenas assista ao espetáculo", reforça o diretor, explicando que a peça é estruturada pelo jogo. Daí, ser fundamental a interferência das pessoas. "A obra só existe na relação com o espectador", argumenta Eduardo Bruno, esclarecendo que o espetáculo tem o propósito de refletir sobre essa negação que existe em torno da morte. Além de discutir a sua transformação em espetáculo, incluindo o papel da mídia e os enterros que beiram a verdadeiros shows, sobretudo, os de personalidades famosas.

Território experimental

"Além dos Cravos" ganha forma no palco nada convencional, o cemitério São João Batista, um dos mais antigos de Fortaleza, sendo construído a partir de questionamentos que perpassam a condição humana, citando a morte, o suicídio e eutanásia, entre outros.

Eduardo Bruno destaca a utilização do cemitério "como campo de experimentação artística", sendo considerado um espaço alternativo. A proposta do grupo é apostar na descentralização do espaço teatral, ao optar pela corrente do Teatro do Real. "O artista coloca elementos do real na obra", diz, justificando o espetáculo se passar no interior de um cemitério.


A concepção da construção do espetáculo como um jogo possibilita a participação do público. "Ele pode interferir", avisa o diretor. A peça pretende retratar a troca de experiências sobre a morte, ao mesmo tempo em que fala sobre a vida. Os seis atores do grupo de teatro "EmFoco" preparam há um ano e três meses o espetáculo, que começa a ganhar forma a partir de hoje, quando acontece a estreia. Conforme Eduardo Bruno, o espetáculo retrata um pouco a experiência de morte vivenciada por cada integrante do grupo. "É uma autobiografia", conta o diretor, lembrando da angústia das idas ao cemitério e das memórias de cada um. Agora, é a vez do público dar a sua contribuição para que a obra vire uma experiência coletiva. O autor refuta o termo apresentação do espetáculo, preferindo construção de uma obra inacabada ou aberta, assim como a vida ou a morte. Com esse pensamento, Eduardo Bruno questiona as escritas das lápides. Na sua opinião, a inscrição apenas da data de nascimento e morte é pouco. O espetáculo trabalha com narrativas que incluem a experiência de vida das pessoas e do grupo acerca da morte, mas na perspectiva de um jogo, do lúdico, enfocando esse outro lado de abordar o tema. Eduardo Bruno assina a direção e o roteiro do espetáculo, que conta com a participação dos atores/performers: Dyhego Martins, Georgia Dielle, Lyvia Marianne, Marie Auip, Wellington Saraiva. O figurino é assinado por Igyno Rasmussen e os adereços, Dami Cruz.

Criado em 2009, por alunos do curso de Licenciatura em Teatro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifce) os integrantes do grupo "EmFoco" identificam-se com o teatro baseado no real e na estética relacional. O grupo estreou com o espetáculo "Preciso dizer que te amo", realizando em 2011, o segundo trabalho, "Jardim das Espécies". Seguindo a estética do teatro contemporâneo, a peça foi encenada dentro de uma casa. Desde a segunda peça que o grupo foca suas pesquisas na poética do Teatro do Real, utilizando espaços não convencionais e incentiva a participação do público na construção da obra. "Além dos Cravos", terceiro trabalho do grupo, é fruto do edital de Artes, de 2011, que o grupo ganhou da Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultofr) e conta com patrocínio do Banco do Nordeste (BNB).

Mais informações

Espetáculo "Além dos Cravos", do grupo EmFoco. Às 16h, no Cemitério São João Batista (Rua Padre Mororó, 487, Centro). Grátis. O espetáculo continua domingo, 14 e nos dias 20 e 21; 27 e 28

FONTE: Em campo santo - Caderno 3 - Diário do Nordeste