segunda-feira, 18 de março de 2013

Introdução à Simbologia – Rosacruz AMORC

Titulo: INTRODUÇÃO À SIMBOLOGIA
Autor: ROSACRUZ – AMORC
Editora: Grande Loja do Brasil

Obra de grande importância para todos aqueles que estão trilhando a senda Rosacruz do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal. Algumas afirmações básicas, como as que fazemos a seguir, são suficientes para dar uma ideia da relevância do tema e do valor do conteúdo deste livro para os Fratres e Sorores.

"Criar e usar símbolos é uma função básica e natural da mente humana. Esta função se manifesta em religião, arte, na conversa comum, e em ciência. Sem símbolos, ou sem simbolizar, não podemos pensar sequer sobre a nossa consciência de simples relações físicas, ou expressá-las."

"A função humana de simbolizar é essencial à atividade da fase subconsciente da mente. A ignorância ou a repressão dessa função simbolizadora torna-a inconsciente e, portanto, fora do controle do indivíduo, podendo levá-lo a um relacionamento inadequado com o ambiente e os seus semelhantes (por confundir ele, inconscientemente, o seu mundo interior com a realidade objetiva)."

"A compreensão" de si mesmo e do não-Eu é expressa por símbolos; ao usarmos tais símbolos, estamos também ajudando a aprofundar a nossa compreensão. Os símbolos são um produto da compreensão e um valioso e eficaz recurso para a mesma."

"A percepção e a memória dependem parcialmente da simbolização."

"Símbolos mitológicos formulam conceitos sobre a natureza do universo e do homem; comunicam esses conceitos sob a forma de mitos, e essa comunicação, com sua vividez, ajuda a instruir e lembrar."

"A única maneira de o homem expressar sua consciência de impressões e experiências psíquicas e místicas é pela simbolização. Símbolos de harmonização, iluminação, e união mística, são usados para fins de meditação."

Vemos, portanto, que os símbolos cumprem diversas finalidades psicológicas essenciais na nossa vida em geral e, em particular, no nosso desenvolvimento como místicos na Senda Rosacruz. Dentre essas finalidades, podemos citar:
- ordenação mental da vida, pelo homem;
- comunicação;
- reflexão;
- preservação do conhecimento;
- expressão criadora;
- recurso de memorização e instrução;
- recurso de concentração e meditação.

Em linhas gerais, os capítulos deste livro cobrem os seguintes pontos principais do tema:
Definição de símbolo.
Natureza dos símbolos: sua composição; noções da psicologia da simbolização; símbolos e a Lei do Triângulo.
Classificação de símbolos.
Funções dos símbolos: compreensão, expressão, comunicação, etc.
Origem dos símbolos.
Definições de signo e sinal; diferença entre signo, sinal, e símbolo.
Níveis de significado de símbolos.
Finalidades dos símbolos: ordenação mental da vida humana, reflexão, preservação do conhecimento, etc.
Simbolismo e a Lei dos Opostos; tipos de simbolização.
Simbolização: maneira como o homem se relaciona com o seu ambiente e ordena suas percepções.
Simbolização e visualização.
Modalidades de
simbolização: mitologia e religião, magia, arte, ciência, filosofia, misticismo.
Função psicológica da natureza simbólica da linguagem verbal: simbolização através da metáfora, da analogia, da alegoria, da parábola, da poesia.
Símbolos psíquicos e místicos: análise psicológica.
Diferença entre funções psíquicas e funções psicológicas e místicas.
Simbolismo e arte: definição mística de arte; papel da arte no desenvolvimento psicológico e místico.
Simbolismo e poesia mística.
Conceitos básicos do simbolismo místico.

Este livro, portanto, constitui um pequeno tratado introdutório ao estudo de símbolos e da função simbolizadora da mente humana; por isto o intitulamos "Introdução à Simbologia". Os Capítulos de I a VIII (inclusive) versam sobre a Natureza e a Função dos Símbolos. Nestes Capítulos, predomina uma análise psicológica do tema. Mesmo os estudantes Rosacruzes menos afeitos a este gênero de empenho intelectual devem envidar esforços para estudar esta parte do livro. Isto há de afetar ou modificar positivamente sua estrutura psíquica, preparando-a para melhor apreciação e aproveitamento da parte descritiva desta Introdução. E, se essa modificação for suficientemente profunda, poderá exercer maravilhoso e poderoso efeito em sua consciência, iluminando-a para melhor compreensão e aproveitamento de impressões e experiências psíquicas e místicas. Essa nova compreensão da natureza e da importância dos símbolos, bem como das funções que os mesmos cumprem (na nossa vida em geral e em nosso desenvolvimento místico em particular), há também de atuar como forte estímulo a um interesse mais profundo pelo simbolismo Rosacruz. Isto será particularmente valioso e útil, para os estudantes Rosacruzes, no tocante ao melhor aproveitamento dos símbolos que compõem os Templos Rosacruzes e o Sanctum dos próprios estudantes, como eficazes recursos psicológicos para meditação.

Do Capítulo IX ao XIII (inclusive), são amplamente analisados os seguintes símbolos de interesse místico: O Jardim, a Montanha, A Árvore, e A Flor (com destacada referência à Rosa e ao Lotus). O Capítulo XIII trata especificamente do simbolismo no Egito Antigo. Os Capítulos XIV e XV fazem uma análise psicológica de símbolos psíquicos e místicos. Os Capítulos XVI e XVII apresentam exemplos de símbolos místicos, de Heinrich Khunrath, Robert Fludd e Michael Maier, com quatro reproduções de gravuras originais. O Capítulo XVIII versa sobre Simbologia e Arte. Este é particularmente interessante para pessoas envolvidas em atividades artísticas, destacando também a importância destas atividades para o desenvolvimento psicológico e místico. O Capítulo XIX trata de Simbolização e Poesia Mística, com apresentação de alguns poemas inspirados (Alexander Pope, John Keats, etc.), muito estimulantes na busca do êxtase místico próprio da Harmonização Cósmica. Finalmente, o Capítulo XX analisa e comenta Conceitos Básicos da Simbologia Mística.

E já que estamos introduzindo um texto sobre símbolos, seja-nos permitido um fecho simbólico, visto que de outro modo nossa mensagem final seria impossível:
A verdade mística do Universo e da Vida é como um Canto de Sereia Cósmica: sedutora, enigmática e inexprimível. Só pode ser conhecida por experiência direta e, mesmo quando assim conhecida, não pode ser dita ou descrita. Aquele que a conhece enche-se de Luz na Vida do Ser, e seu Cálice transborda de Amor a tudo. Em seu anseio então, de expressar sua sublime experiência e comunicá-la ao seu semelhante, só pode ele entoar também o Canto de Sereia que aprendeu de sua mística união. No Jardim excelso em que vive, no alto da Montanha, desfrutando o gozo inefável do maravilhoso Fruto da Árvore do Conhecimento, faz ecoar esse Canto, que vai tanger o coração dos homens do Vale, e seduzi-los e enchê-los do sacrossanto desejo de escalar a Montanha, para entrar no Jardim e nele viver, em sagrada e universal comunhão. E esse Canto de Mistério, vibração mágica que do âmago do místico realizado se irradia, fragrância maravilhosa que da Rosa plenamente desabrochada se exala, sobre as Rosas do Vale cai como Divino Orvalho e as toca e vitaliza, impelindo seu místico desabrochar na Cruz!
Assim é que o Jardim, no alto da Montanha, vai se tornando um encantado Jardim de Rosas, vitalizadas
pela Luz do Divino Sol, regadas pela Água Pura e Santa da Consciência Cósmica, e respirando o Ar Puro da Divina Essência que se faz TUDO!


Editora Ordem Rosacruz - AMORC - Grande Loja do Brasil, 1ª Edição, 1982

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