ESPARRAMADOS por natanael gomes de alencar

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Penetrei surdamente

neste reino denso,

mas escorreguei

em xixis-sintaxe,

depois me levantei

e vi palavras a dormirem

todas na sala,

drogadas de romances

de contos e crônicas,

esparramados pelos cantos,

veio se aproximando

Signo, o gato que descrio

quando crio, o rabo abanando

como ideia balouçante

AMAR É NÃO SABER NADA por natanael gomes de alencar

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Dois pontos, não muitos:

Amar te revela. Amar te esconde. 
Amar passa perto. Quando não passa longe.
Amar é se abaixar pra acariciar uma formiga. 

É se levantar pra pentear o sol.
Amar é castigar a si mesmo. 

Talvez o próximo também. 
Amar é atirar a esmo.
Talvez mirar e acertar. É andar de bicicleta num fio de água. Voar no fogo.
Amar é pedir pra te atirarem das nuvens. Ou praticar a obsessão de não pensar.
Amar é fazer palhaçadas até quebrar o espelho. Ou mergulhar na ponta de uma mágoa.
Amar é vingar o desamor. É lamber o corpo das coisas.
Amar é enfiar a cara num bolo e os dedos na tomada da insônia.
Amar é nascer pra isso: amar sem exigir retorno. Quase.
É respirar santidade escorregando num pecado sem perdão.
Amar é não saber nada de amar. É se arrepender de definir o amor.
É ser vilão querendo ser mocinho. É ser mocinho ante a vilania.
Amar é libertar pássaros e sorrir feito bobo encantado.
Amar é ser farol, solitário, mas dando direção ao que se perde.
Amar te retalha e te reconstrói. Amar te dá música e te faz canção.
Amar te dá medo, vontade de fugir, de se matar, de renascer.
Amar é seguir adiante querendo parar pra ser solo pro amor pisar.
Amar é naufragar e nadar até as ilhas atrás do dedo de deus.
Amar é tecer heroísmos à flor de pequenas covardias de hesitar.
Amar é ser pássaro preso em sua própria liberdade.
Amar é ir ao mar e se afogar e inchar e virar balão e flutuar.
Amar. Ponto. Não. Reticências..

SORDIDEZ por natanael gomes de alencar

Sordidez 
no encontro
das esquinas.
O cheiro humano 
na cartilagem 
das chaminés.
Fratura envergonhada 
no vaso 
de papelão.
Cortou-lhe tanto
o pé de vento
que uivou
movendo a caneca
da lua.

O QUE É ORGONITE E PARA QUE SERVE

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      O termo "orgonite" foi usado pela primeira vez por Karl Welz para designar a sua mistura de metal-resina-quartzo em meados da década de 90. A tecnologia de Welz é diferente até da mais simples "orgonite táctica" sendo que Welz usa particulas de metal muito finas e quartzo em pó.

      Um par de anos mais tarde Don Croft, enquanto fazia experiências com acumuladores de orgone pelo modelo de Reich, ouve sobre a tecnologia de Welz e começa a fazer as suas próprias experiências. Estas experiências culminam em 2001 quando Don e Carol Croft fazem um simples HHG (Granada Sagrada) a primeira peça de tecnologia orgonite, tal como é mais conhecida hoje em dia.

      No início Don Croft nem sequer chamou a sua tecnologia de "orgonite", porém mais tarde o termo ganhou uso por ser fácil de usar e concentrar o significado. Hoje em dia, quem usa o termo "orgonite" refere-se normalmente à "orgonite táctica" de Don Croft.

      Orgonite é uma nova classe de material composto de uma mistura de partículas metálicas suspensas em um meio orgânico, por vezes combinados com cristais de quartzo ou outros minerais. Sua propriedade básica é atrair e converter energia etérica negativa em energia etérica saudável e equilibrada. Esta energia é denominada Orgônio.

Qualidades atribuíveis à orgonite:

      É simples. fácil de fazer e trabalha continuamente

      Muda a energia negativa para energia positiva

      Diminui o efeito negativo da radiação eletromagnética emitida por computadores, TVs e celulares

      Intensifica e melhora a qualidade da meditação

      Purifica a atmosfera, energiza e limpa a água

      Ajuda as plantas a crescerem melhor precisando de menos água

      Inspira comportamento agradável, equilibrado, alegre e feliz

      Melhora a qualidade do sono, frequentemente cura insônia e pesadelos crônicos

      Ajuda a despertar capacidades psíquicas inatas

O que é o Orgone?

      O Orgone está por todo o lado, é energia vital, também chamado de Chi na medicina chinesa ou Prana no Induismo. A expressão Orgônio foi criada pelo médico austríaco Dr. Wilhelm Reich, o qual dedicou parte de sua vida ao estudo e aplicações desta energia. O Orgônio já recebeu diversas denominações como energia etérica, energia astral, bioenergia, cor radiestésica, energia biomagnética, magnetismo animal, fluido vital, energia radiônica e muitos outro nomes. Está na atmosfera, nos rios e no mar, na terra, nas plantas, animais e também nas pessoas.

A descoberta do Orgone

      O Dr. Wilhelm Reich (1897-1957) teve uma rica trajetória que o levou desde a Psicoanálise, passando pela Biologia e pela Física. Ele tinha tentado encontrar uma cura, durante anos, para aquilo que a partir de certa altura considerou ser o maior flagelo da Humanidade — o cancro. Reich considerava os tumores como o último dos estágios de uma doença que se manifestava na pessoa há muitos anos, com sintomas aparentemente não-relacionados com o cancro, como os desequilíbrios psíquicos.

      A certa altura, ele começou a fazer experiências com infusões de água e outras substâncias orgânicas tais como relva, areia, carvão etc. que resultaram na desintegração da matéria orgânica em pequenas vesículas, num estado entre a matéria não-viva e os micro-organismos vivos para os quais mais tarde se desenvolveriam. Reich chamou-lhe bions.

      Reich descobriu que submeter bions à esterilização e a temperaturas que nenhuma outra criatura poderia sobreviver não os matava! Estes bions produziam uma intensa luz azul e congregavam eventualmente em grupos que — inacreditavelmente — mais tarde se transformariam em protozoários como a ameba ou o paramécio.

      Reich também descobriu que podia obter enormes quantidades de vesículas bion se primeiro aquecesse a matéria orgânica (por exemplo sangue) ou inorgânica (por exemplo areia do mar) com temperaturas muito altas e depois as imergisse num meio líquido especial. Este procedimento possibilitou a "libertação" de grandes quantidades de bions a partir dessas substâncias, que estavam agora disponíveis para formar novos organismos vivos.

      Através da observação persistente, Reich percebeu que era a energia Orgone que dava aquela luminosidade azul e permitia a biogênese dos bions. Ele descobriu que a energia orgone permeia não só tudo aquilo que vive, mas que também se encontrava em substâncias não-vivas (como areia, carvão, terra) e está presente em toda a parte na atmosfera, sendo o Sol o maior "produtor" de energia orgone.

      Reich descobriu que o cancro não é mais do que a fome prolongada de energia vital na pessoa afetada. Desta maneira os tumores nada mais são do que o estado já muito avançado de uma doença que ele considerava afetar milhões.

      A história dos experimentos do Dr. Reich é fascinante e eu recomendo que leiam o seu livro em dois volumes: "A Descoberta do Orgone".

      O Orgone é provavelmente a mesma energia chamada de "prana" na cultura indiana e "chi" na cultura chinesa.

Como a Orgonite influencia o Orgone?

      Com Reich aprendemos que de um modo geral o metal repele o Orgone enquanto as matérias orgânicas o atraem. Os seus Acumuladores de Orgone, normalmente caixas feitas de camadas alternadas de metal e material orgânico simplesmente atraíam para dentro de si o orgone, onde o concentravam, sem mecanismo de descarga ou possibilidade de transformar Orgone Negativo em Orgone Positivo. A Orgonite mudou isso.

      Tem sido observado por pessoas sensíveis (psíquicos) e eu posso confirmar pela minha experiência subjetiva que a Orgonite efetivamente absorve o Orgone Negativo enquanto gera Orgone Positivo. Mas até ser construído uma aparelho que observe e possa medir diretamente o Orgone eu não posso realmente provar que assim é. Para mim é suficiente que funciona.


Via: nosdiasdenoe.com

Veja mais em: orgonite-portugal.com

DESVIANTE por natanael gomes de alencar

Se sei o que o poema é,

o verso desviante nunca,
se sei o que a poesia é,
sou hábil em gavetas

Se falo o que o poema fala,
pretensão de sapo em fábula,
se digo que isto é poesia,
quem me ouve perdeu seu dia

Se quero definir totalitário,
meu total caos se organiza,
se quero ordem, viro vário,
ovário, defina, que eu mioma

O professor tá fodido comigo,
sambo onde não quero,
sei fingir vigílias, durmo
mas com atenta virilha