E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; E na sua testa estava escrito o nome: "Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra". E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.
Babylon é apresentada como sendo a representação de uma cidade, normalmente a imagem de um local que antes era um paraíso glorioso mas que caiu em ruínas, um aviso contra os perigos da decadência:
E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
Aleister Crowley registrou uma revelação sua em "''The Vision and The Voice''", no capítulo referente ao 2° ''Æthyr'', que sugere uma origem não-cristã para esse simbolismo:
Tudo que eu vejo é que o Apocalipse foi a junção de uma dúzia ou mais de alegorias totalmente desconectadas, que foram colocadas juntas e, impiedosamente aplanadas para se transformarem em uma conta fechada; e que essa junção foi re-escrita e editada no interesse do cristianismo, porque as pessoas estavam percebendo que o cristianismo poderia não estar mostrando nenhum conhecimento espiritual verdadeira, ou qualquer alimento para as melhores mentes: nada, além de milagres, o que só enganou os mais ignorantes, e Teologia, que adequada apenas aos pedantes. Assim, um homem pegou desta junção, e tornou-a cristã, e imitou o estilo de João. E isso explica por que o fim do mundo não acontece a cada poucos anos, como anunciado.








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