Elizabeth Bathory - O Desenrolar da história

Print Friendly and PDF




Ferenc escolheu a guerra como carreira e já não permanecia muito em casa, deixando assim Elizabeth no castelo Sarvar reinando e especialmente disciplinando os criados. A Condessa levava essa disciplina a um ponto considerado hoje sadismo. Bater nas criadas com um cacete era a menor das suas punições, de acordo com os relatos. Frequentemente ela espetava alfinetes na parte superior e inferior dos lábios das servas...na sua carne...e debaixo das unhas. Uma punição particularmente dura era arrastar as servas para a neve, fora do castelo, onde ela ou as suas aias despejavam água fria nelas até morrerem congeladas. Durante os primeiros 10 anos de casamento, Elizabeth e Fernenc não tiveram filhos já que estavam muito pouco tempo juntos, dado o seu empenhamento na sua carreira militar, mas por volta de 1585, Elizabeth deu à luz uma menina que chamou de Anna. Nos nove anos seguintes deu à luz Ursula e Katherina e em 1598 nasceu o seu primeiro filho, Paul. A julgar pelas cartas que ela escreveu a parentes, Elizabeth era uma boa mãe e esposa, o que não era de surpreender visto que os nobres costumavam tratar a sua família de maneira muito diferente dos criados mais baixos e classes de camponeses. Uma das coisas que Elizabeth fazia para se divertir durante a ausência do conde era visitar a sua tia Klara. Rica e poderosa, Klara tinha sempre muitas moças disponíveis. Sendo assim, Elizabeth divertia-se muito nas suas visitas à tia, fato revelado pela frequência das mesmas. Enquanto isso, Ferenc criava um grande nome para si próprio. Em meados de 1598, Ferenc era um conhecido herói de guerra: era um de cinco heróis conhecidos como o quinteto profano que inspirava o terror nos turcos que até mesmo o coroaram com uma popular alcunha de "Cavaleiro Negro da Hungria". Durante essa mesma época, a coroa começou a ter problemas por causa do pagamento aos seus heróis e acabou por gerar uma enorme dívida monetária à família Nadasdy, de quem Elizabeth agora fazia parte.