A Chave de Pushkara(Entrada para os Reinos Internos do nosso Ser) - Paulo Andrade (PARTE II)A Chave de Pushkara(Entrada para os Reinos Internos do nosso Ser) - Paulo Andrade (PARTE II)

Print Friendly and PDF


Para que o Professor Henrique José de Souza criasse as
condições para puder trazer-se para a Face da Terra a Chave de
Pushkara, teve que ser feito um imenso Trabalho Espiritual
durante 28 anos a partir de 1900, ou seja, durante 4 ciclos
de 7 anos, ou Ciclos Avatáricos da Obra. A partir de 1928
iniciou-se o quinto ciclo de 7 anos, assim ligando os valores
dos quatro ciclos anteriores à Quinta Essência ou Quinto
Estado de Consciência, o Mental Superior ou Inteligência Espiritual característica do
Espírito Santo, do Filho ou Terceiro Logos, de imediato
começando os preparativos para a implementação dessa
Nova Raça Crística como início dum Novo Ciclo Evolucional, o
mesmo Novo Pramantha.
A Chave de Pushkara fez parte de 3 presentes oferecidos ao Professor Henrique José de Souza pelos 3 Reis Magos do Oriente, ou da Agharta. O primeiro desses presentes foi: o Livro Tulku, trazido da Fraternidade de Kaleb, na Líbia, pelo Adepto Abdul El Assam, obra editada em 1875 sob o
título Instruccions sur les Navegacions dans l´Indes Orientales et la Chine, contendo o Itinerário Humano com os Lugares de todos os Sistemas Geográficos, tendo o
Dhyani Abraxis marcado nela, em cor violeta, os trechos
relacionados com a Obra.
Seguiu-se uma Frasqueira de Licor (Eucarístico) dividida em três partes, simbolizando os Três Mundos, trazida por Dalma Dorge, Secretário (Muni) do 31.º Budha-Vivo da Mongólia, vindo do escrínio da Fraternidade de Urga – Srinagar, ligada
diretamente a Shamballah.
Finalmente, a Chave de Pushkara, entregue ao Professor por Albert Jefferson Moore, filho de Mister Ralph Moore, o “Velho Escocês” que é o Supremo Mestre Secreto da Maçonaria Escocesa, o qual à
frente de uma comitiva norte-
americana do Rito de York, no dia 11 de Junho de 1949, na
Sede da Sociedade Teosófica Brasileira, no Rio de Janeiro,
saudou Henrique José de Souza (JHS) como Mestre Supremo da
Maçonaria Universal. A Chave de Pushkara veio do seio da
Fraternidade Rosacruz
Andrógina de El Moro, no Norte-América, e a sua entrega ao Adepto Vivo luso-brasileiro,
El Rike, na Língua Sagrada de Agharta, era já o prenúncio certo da passagem definitiva de todos os valores humanos e
espirituais do Oriente para o Ocidente, ou seja, do cumprimento cíclico do Ex Oriens Umbra para o Ex
Occidens Lux.
Juntamente com a Chave de Pushkara foram entregues ao
Professor Henrique José de Souza dois livros e uma tela do
pintor Jean Dubonnet Beauville.
Para manter escondida a Chave
dos olhares indiscretos e cobiçosos e das investidas das Forças do Mal, Albert Jefferson Moore utilizou um livro que teve as suas páginas recortadas no formato da Chave, sendo que
esta foi colocada dentro dele, o qual possui o título Novel
Geographic Moderne. Este livro foi embrulhado num pano verde e entregue ao Professor
Henrique, juntamente com os outros dois presentes, no dia 28
de Setembro de 1933. Desde então esse livro com o recorte da chave ficou conhecido na nossa Obra como Livro Sarcófago. Em 12 de Novembro
de 1933, na Sede da Entidade no Rio de Janeiro, foi realizado o ritual de abertura desse Livro Sarcófago, tendo o Professor
retirado dele e apresentado aos
presentes a Chave de Pushkara, tocando a fronte de todos os
seus discípulos com o precioso Símbolo.
Quando a Chave veio para a Face da Terra, dizia-se que tinha
o perfume do Lótus Sagrado, o mesmo Lótus de Agharta que na Revolução Francesa destruiu a conspurcada flor-de-lis dos Bourbons, ou o Lótus do Excelso Ser que, como LPD (Saint
Germain), assinava
secretamente com semelhante Símbolo, que não deixa de ser o
da verdadeira Rosacruz.
No dia 21 de Dezembro de 1933
foi realizado um novo ritual durante a qual a Chave foi enterrada sob os 16 degraus da
escadaria de acesso à Vila Helena, residência do Professor
Henrique José de Souza e sua família em São Lourenço, Sul de Minas Gerais, Brasil. A Chave foi
enterrada, com vários outros objetos, por Sebastião Vieira
Vidal, então o Mordomo do Templo da Obra em São
Lourenço, e Euclides Faria Lobo Viana. Ficaria enterrada durante 7 anos, o tempo estipulado para a transformação das consciências dos discípulos do Professor e a geração por membros da Instituição dos seres que, futuramente,
deveriam levar a Obra avante.
De formato fálico, com um cilindro oco de 4 cm de
diâmetro cuja extensão total era
20 cm, a Chave possuía na sua extensão externa 23 cm de comprimento, sendo a chavinha na parte inferior uma peça retangular com 1 cm de espessura e 3 de altura, e cada
círculo na parte superior possuindo 5 cm de diâmetro,
tendo toda a peça 1,4 kg de massa e sendo de cobre. Esses 23 cm correspondem à Latitude máxima atingida pela Mónada
Humana, tal qual indica o Obelisco defronte do Portal do
Templo de Maitreya, em São Lourenço, assinalando aquele
local como o de 22 para 23 graus de Latitude Sul, Trópico de Capricórnio, por Lei Suprema demarcado como o ponto final
de um Ciclo para o início de outro, e também por ser o lugar da Serra da Mantiqueira sob o
qual se encontra o Sétimo Dwipa ou Continente Aghartino,
precisamente o Pushkara.
A Chave possuía 3
compartimentos contendo objetos que pertenceram a
Akhenaton e Nefertiti e tinham a ver com os 7 Princípios da
Consciência Una, representados num Roteiro subterrâneo do Sistema Geográfico Sul-Mineiro, consequentemente, um Roteiro para as 7 Cidades de Agharta,
assim simbolizando também os 7 Ciclos Evolucionais
correspondentes aos 7
Princípios ou Corpos do Homem, assinalados nos 7 Luzeiros e nos 7 Kumaras, os 7 Chakras
Siderais e os respectivos Plexos
plantados no Seio da Terra e encarnados pelas Reais Pessoas
dos Benditos 7 Reis de Édon que governam as 7 Cidade Aghartinas. Cada Rei de Édon, Gar-Éden, Asgardi ou Agharta
possui uma Chave que lhe permite abrir o Ciclo Evolucional
imediato, como já foi dito, e todas as Sete Chaves são feitas em conformidade aos Sete Metais Sagrados,
correspondentes aos Sete Planetas Sagrados e respectivos estados de Consciência de
Homens e Deuses, em escala menor da maior mas em tom
igual.
O formato da Chave de Pushkara era semelhante a 3
coisas, nomeadamente a uma
tesoura, ao falo ou órgão sexual
masculino e à própria Chave em si mesma. Estas semelhanças
remetem para importantes
significados, referentes ao
período da Obra do Eterno e ao seu principal Dirigente (JHS) desde 1928; à Vitória sobre o
Sexo (sobre a questão sexual abordaremos o tema mais à frente neste estudo, como uma das interpretações esotéricas da
Chave) e também sobre as Forças do Mal, e assim ser a
razão de permitir abrir portas ou portais, compartimentos,
consciências ou
comportamentos, sempre superiores aos que se vivem no
momento.
Como já foi dito, a Chave de Pushkara ficou enterrada
durante 7 anos, o tempo necessário para a transformação das consciências dos seres que futuramente deveriam levar a Obra do Eterno avante.
Durante o período que a Chave esteve enterrada, deu-se a
formação dos veículos de diversos Seres que constituem o Novo Pramantha, aqueles que acompanharão os passos de Maitreya, formando a sua Corte,
anunciando-O em conformidade
às maneiras diferentes de
observar o Mundo, o Homem e a Natureza, de uma maneira
integrada, sintética ou una.
Após esse tempo, a Chave de Pushkara foi desenterrada no
dia 28 de Setembro de 1940 para que retornasse à sua
Morada original, à Sétima Cidade
de Édon ou Agharta. A Chave foi desenterrada por alguns Irmãos
da Obra na época,
nomeadamente Eduardo Cícero Faria, Pureza Chacal, Osvaldo Figueira e Sebastião Vieira Vidal,
realizando-se em seguida uma
procissão com a mesma pelas principais artérias de São Lourenço. Depois foi conduzida ao Rio de Janeiro, passando
também pelas suas ruas principais até chegar à Sede da
Sociedade Teosófica Brasileira, tendo ficado em exposição
durante 78 horas.
Ao findar as 78 horas, no dia 1 de Outubro de 1940, às 13 horas, a Chave de Pushkara foi retirada do Livro Sarcófago e conduzida pelo Professor
Henrique José de Souza ao escrínio do Templo-Túmulo da
Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, onde, às 17 horas, depositou-a nas mãos do Venerável Dhyani-Kumara Rafael, para que a levasse para
Shamballah, devolvendo-a às
mãos do Rei Divino da Sétima Cidade Aghartina, a de Pushkara ou o “País da Eterna Primavera”,
ou seja, a Sua Alteza Soberana Artésius.
Desse modo, o Professor Henrique José de Souza realizou
o Mistério Avatárico da Chave, abrindo o Portal de Shamballah
e inaugurando um Novo Ciclo Evolucional, uma Nova Raça. Foi assim possível manifestar um novo estado de Consciência aos
homens afins à Família Espiritual
JHS e, por afinidade
consequente, à Família Espiritual
Maitreya, pois só com esse novo estado de Consciência Espiritual
já antes detido por alguns raros Eleitos da Corte do Avatara, se
pôde criar as condições necessárias à aparição da Chave
de Pushkara na Face da Terra.
A Chave de Pushkara é o símbolo do Manu Primordial, pois tem as suas medidas, no
sentido de geração dos de “Sangue Azul” ou do Segundo
Logos ou Divina Mãe, como expressão do próprio órgão
gerador do mesmo Manu Primordial, para não dizer, o
Rei-Sacerdote do Altíssimo, Melki-Tsedek. De notar que a
Chave apontada para baixo encontra-se na cabeça do Homem, como símbolo daquele que conquistou o sétimo e
último Grau da Iniciação, tornando-se Adepto Perfeito. Os
2 olhos são as 2 argolas, o nariz é o cilindro e a peça retangular, a boca. Já a Chave apontada
para cima é o Homem como gerador e progenitor da sua
Espécie.