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Museu de Zoologia e História Natural de Florença - La Specola

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La Specola
Florença, Itália

O mais famoso museu de cera anatômica do mundo atraiu os ricos e famosos de perto e de longe. As horríveis figuras, embora falsas, eram tão reais que dificilmente se poderia resistir a vê-las e a notícia se espalhou. Muitas das figuras de cera eram de seres humanos com suas entranhas para fora. La Specola, que faz parte do Museu de História Natural, é o mais antigo museu na Europa destinado ao público. Quando foi inaugurado, em 1775, o único acesso para a entrada era permitido apenas para os que parecia limpos. Vagabundos não eram permitidos. O que eles achavam? Que os vagabundos iam ficar com fome e comer a cera?

Localizado em Florença, Itália, Specola traduzido - significa observação. Há certamente muito a ser observado nas 34 salas de exposições que incluem fósseis, animais taxidermizados, incluindo um enorme hipopótamo e figuras anatômicas feitas de cera originalmente concebidas como auxiliares no ensino de estudantes de medicina.

O Marquês de Sade gostaria especialmente dos corpos femininos em poses eróticas com as tripas de fora. A maioria dos "corpos" estão em caixas de vidro que parecem caixões transparentes.



SAIBA MAIS

Na segunda metade do século XVIII o Grão-duque Pedro Leopoldo de Habsburgo-Lorena constituiu, em 1775, o Imperial Régio Museu de Fisica e História Natural, reunindo no Palazzo Torrigiani, antigo Palazzo Bini, as colecções naturalistas da Accademia del Cimento, antes conservadas na
Galleria degli Uffizi. Para dirigir o museu, foi convidado o trentino Felice Fontana, professor em Pisa e físico da Corte. Em poucos anos, o museu tornou-se no mais importantes centro italiano de pesquisa física e naturalista e em sede duma oficina ceroplástica, onde se produziram esplêndidas reproduções anatômicas em cera, das quais foram expedidas cópias para a Áustria e França.

O nome La Specola advém dum observatório astrológico construído por iniciativa do Grão-duque Pedro Leopoldo acima do telhado do palácio, entre 1780 e 1789. Era um costume antigo chamar as cúpulas astronômicas de "Specola", do latim specula, que significa "torre de observação". No entanto, mesmo depois do observatório ter sido movido do Palazzo Torrigiani para a colina de Arcetri, o nome "Specola" continuou, e continua ainda, a ser usado para designar o velho palácio onde está instalado o Museu de Física e História Natural.

Atualmente, depois da separação das coleções do Museu Natural por vários núcleos, o palácio hospeda apenas duas secções: a zoológica, com exemplares de animais conservados sobretudo através de empalhamento; e a anatômica, com modelos de cera que remontam, na sua maioria, ao século XVIII.

As coleções zoológicas do museu combrem um pouco de todas as espécies do reino animal.
Invertebrados
Sala II - Poriferas e Cnidários (esponjas, corais, medusas). É particularmente interessante o chamado Cestello di Venere ("Cesto de Vênus"), uma esponja muito procurada (Euplectella aspergillum), considerada nas
Filipinas e no Japão como símbolo da fidelidade conjugal.
Sala III - Moluscos. Também estão aqui expostos alguns objetos de madrepérola e outros tipos de conchas proveneintes das coleções mediceias.
Sala IV - Artrópodes (insetos). Belas são as vitinas das Lepidopteras (borboletas), tanto italianas como tropicais, e dos besouros, entre os quais um Coleoptero Titano proveniente da Amazônia (cerca de 18 cm).
Sala V - Artrópodes (em particular aracnídeos) e crustáceos. Notáveis alguns crustáceos gigantes do México e algumas espécies raras ou em via de
extinção.
Sala VI - Vermees, terrestres, marinhos e parasitários.
Sala VII - Equinoderme (ouriços e estrelas do mar).

Répteis
Sala VIII - Tartarugas (alguns exemplares gigantes das Galápagos) e Crocodilos. Também está presente um crocodilo mumificado do Antigo Egipto, chegado a Florença na sequência da expedição de Ippolito Rosellini (1828-1829).
Sala IX - Anfíbios e Escamados (lagartos e serpentes). Conserva-se o decalque duma salamandra gigante do Japão que viveu no museu entre 1875 e 1918.

Peixes
Sala X - Peixes (bicos de peixe-serra, estorjão e peixe-rei, entre outros).
Sala XI - Peixes (tubarões, fósseis vivos(?), etc).

Aves
Salas XVI e XVII - Avifauna italiana (coleção praticamente completa, com numerosas raridades).
Sala XVII - Ninhos.
Sala XIX - Aves de todo o mundo, com uma vitrine de raças extintas do século XVIII ao século XX. Uma das maiores salas, com exemplares de avestruzes, papagaios e colibris, entre outros.
Sala XX - Sala dos Paradisaea. Também esta sala, muito grande e recentemente reorganizada com novas vitrines, contém os exemplares mais espectaculares da classe dos Passeriformes (aves-
do-paraíso e jardineiros).

Mamíferos
Divididas sistematicamente, aqui se encontram muitas espécies conhecidas, com particular atenção por aquelas mais exóticas, herbívoros africanos (numerosas espécies de antílopes), um raro exemplar de rinoceronte branco,
felinos de todo o mundo. Uma verdadeira curiosidade é o chamado Hipopótamo de Boboli embalsamado, um exótico presente da segunda metade do século XVIII ao grão-duque, que viveu durante alguns anos no Jardim de Boboli e que foi depois empalhado. Porém, sendo um exemplar único e nunca antes visto, foi arbitrariamente recomposto segundo a fantasia do artesão, que modelou erradamente as patas com uma espécie de pé canino.

Na Sala do "Conde de Turim" estão expostos alguns dos muitos troféus de caça doados ao museu pela Família Real da Casa de Saboia (rinocerontes, antílopes, babuínos); também está exposto um dente de
narval (cetáceo ártico).
Vitrina Somália - Recentemente renovada, expõe um diorama com exemplares daquela zona.
Marsupiais - cangurus, gambás e o tilacino, um marsupial da Tasmânia extinto por volta do ano de 1930.
Primatas - Símios amazônicos, símios antropomorfos.

Modelos anatômicos

Única no mundo pela antiguidade e vastidão (existe uma cópia em Viena, executada pelas mesmas mãos dos técnicos florentinos), a colecção anatômica foi constituída por vontade do Grão-duque Pedro Leopoldo e do primeiro director do museu, Felice Fontana, com o objetivo de ensinar a anatomia tridimensionalmente sem necessidade de recorrer sempre a novos cadáveres. As estátuas e os modelos, todos em cera e incrivelmente reais, foram realizados entre 1771 e a segunda metade do século XIX e ascendem a cerca de 1400, dos quais aqueles em exposição são apenas uma parte (alguns estão, também, na Faculdade de Medicina de Careggi e no Museu de História da Ciência). Para a conservação, as ceras requerem uma temperatura constante em torno dos dezoito graus.

Particularmente sugestivas são as figuras inteiras, entre as quais lo Spellato, um corpo deitado, com os músculos e os vasos sanguíneos visíveis, até aos capilares realizados fazendo deslizar a cera com fios de seda. Como modelos foram usados cadáveres do Arciospedale di Santa Maria Nuova (Arqui-hospital de Santa Maria Nova), dos quais se fizeram os modelos em argila para fazer os moldes em gesso nos quais era depois colocada a mistura de ceras, reninas e corantes. De grande interesse científico são os modelos de anatomia patológica, que expõem as condições de saúde em finais do século XVIII.

Gaetano Giulio Zumbo foi um ceroplasta siciliano cujas obras, encomendadas pelo Grão-duque Cosme III de Médici entre 1691 e 1694, confluíram neste museu pela afinidade de materiais, embora muito mais antigas e com motivo não exclusivamente anatômico. São pequenas representações grotescas de gosto macabro e horrível típico do século XVI, que retratam os efeitos da peste, com particular atenção ao horror e à decomposição dos corpos. Provêm do Museu de História da Ciência, onde foram gravemente danificados na sequência da inundação de Florença, mas felizmente puderam ser quase todos reparados com paciente e habilíssimo restauro.

Salão dos esqueletos

O "Salão dos esqueletos" encontra-se no piso térreo e só é aberto em horários especiais. Conserva os esqueletos de numerosíssimas espécies animais, entre as quais se destacam as reconstruções de elefantes e a duma baleias-jubarte, a maior num museu italiano. Também se conservam ali pés do esqueleto dum cachalote, encalhado no século XIX na costa de Livorno. Nas vitrines estão conservados esqueletos completos de numerosas espécies de aves, peixes, répteis e mamíferos, entre os quais diversos símios e três esqueletos humanos, de homem, de mulher e de criança.

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