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A Unidade Transcendente das Religiões

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A unidade transcendente das religiões é um conceito-chave da Filosofia Perene.

Formulado por Frithjof Schuon na obra de mesmo nome (1948), no qual o autor sustenta, em síntese, que a unidade das grandes religiões mundiais (Cristianismo, Islã, Budismo, Hinduísmo, Taoísmo) deve ser buscada no plano metafísico, espiritual e transcendente. Dado que no plano dos dogmas, ritos e moralidades as religiões inevitavelmente se opõem, pois as formas são diversas, mas a essência transcendente é convergente.

Título do primeiro livro de Frithjof Schuon publicado em português, o conceito aponta para o fato de que, no coração de cada religião, há um cerne de verdade — sobre Deus, o homem, a oração e a moralidade — que é idêntico.

As diversas religiões mundiais são de fato diferentes — e esta é precisamente a razão de ser. É o cerne essencial que é idêntico, não a forma exterior. De acordo com Frithjof Schuon, todas as grandes religiões teriam sido reveladas por Deus, e é por causa disso que cada qual fala em termos absolutos. Se não o fizesse, não seria uma religião, nem poderia oferecer os meios de salvação. O conceito subjacente e por assim dizer implícito da "unidade transcendente" pode ser encontrado na antiga Grécia, particularmente em Platão e, mais tarde, nos neoplatónicos. No Cristianismo, Mestre Eckhart (no Catolicismo) e São Gregório Palamas (no Cristianismo oriental) apontaram para a mesma ideia, a qual é também encontrada no Islã, sobretudo na vertente mística, o Sufismo. Segundo esta teoria todas as religiões possuiriam, além de uma dimensão exterior ou exotérica, legal ou convencional, uma dimensão esotérica ou interior, que é simultaneamente universal e que se abre para as outras formulações desta mesma verdade. E é justamente tal universalidade que o conceito de Schuon almeja abarcar.

DOWNLOAD (EM INGLÊS): http://bookos.org/dl/1271534/a72d5d

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