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ROBÔS MATADORES ASSUSTAM A ONU

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Humanidade corre risco diante de tecnologia que cria máquinas que têm autonomia para matar, mesmo sem a manipulação de um guerrilheiro

S

e o poder de soldados armados por terra, pilotando aeronaves ou direcionando mísseis, já assusta pelo resultado de guerras do passado, como a humanidade irá se proteger diante de robôs criados pela indústria bélica, com capacidade de matar maior que a dos antigos guerrilheiros e com uma autonomia quase plena?

ESPECIALISTA DE DIREITOS HUMANOS AFIRMA QUE ESSE TIPO DE EQUIPAMENTO JÁ ESTÁ SENDO USADO


O especialista independente de direitos humanos das Nações Unidas, Christof Heyns apresentou um relatório para alertar sobre os riscos representados pelos robôs autônomos letais (LAR, na sigla em inglês) e pediu uma pausa no progresso de "um mundo onde as máquinas recebam o poder de matar seres humanos".

"Da mesma forma que a tomada de qualquer vida humana merece, no mínimo, alguma deliberação, a decisão de permitir que as máquinas sejam implantadas para matar seres humanos merece uma pausa coletiva em todo o mundo", discursou Heyns, ao apresentar seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, no qual afirma que o uso desse tipo de equipamento não só vem sendo desenvolvido como já está sendo usado.

"Com a aceleração do ritmo em que ocorrem as guerras, os homens se tornaram o elo fraco do arsenal militar e são paulatinamente retirados do processo de tomada de decisões. De acordo com alguns documentos militares, um certo número de países tem programas de desenvolvimento de armas robotizadas aéreas, terrestres e navais dotadas de autonomia mais ou menos grande", denunciou Heyns, lembrando que os soldados humanos, por mais cruéis que sejam, têm algum grau de discernimento, diferentemente de robôs, e sentenciou: "A humanidade não deve delegar questões de vida ou morte a uma máquina".

O uso da alta tecnologia nas guerras não é novidade, mas a arma mais recente e cada vez mais sofisticada, os famosos drones, que são aviões não tripulador, já vêm causando estragos consideráveis. Segundo relatório da Bureau of Investigative Journalism, organização inglesa sem fins lucrativos, somente no Paquistão, nos últimos 10 anos, até 3.500 pessoas foram mortas, sendo 200 crianças, entre militares e civis, além do registro de pelo menos mil feridos.

Mas esses ataques já vêm ocorrendo desde 1990 e causando milhares de mortes mesmo com um suposto controle humano na manipulação dessas máquinas, que agora vêm sendo criadas com autonomia para matar sem controle humano, o que ficou claro durante a Convenção da ONU, onde a apresentação de Heyns foi contundente e pode dar origem à criação de um tratado internacional para proibir a produção e a utilização desses robôs, pois as Nações Unidas acreditam que já existem exércitos de robôs prontos para serem usado em países como Estados Unidos, Israel e Inglaterra.

Fonte: Ponto Final

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