FACEBOOK
CONTATO
FEED
YOUTUBE
TWITTER
LINKEDIN
EnglishFrenchGermanSpainItalianRussian

A BIOGRAFIA OCULTA DOS OBAMA (Uma família ao serviço da CIA) por Wayne Madsen

Print Friendly and PDF





O jornalista investigativo Wayne Madsen descobriu arquivos da CIA que documentam as conexões da agência com instituições e indivíduos que figuram com proeminência nas vidas de Barack Obama e sua mãe, pai, avó e padrasto. A primeira parte da sua reportagem destaca as conexões entre Barack Obama Senior e as operações patrocinadas pela CIA no Quênia para combater a ascensão da influência soviética e chinesa nos círculos estudantis, criando ao mesmo tempo condições que impedissem o surgimento de líderes africanos independentes.


O próprio trabalho do presidente Obama em 1983 para a Business International Corporation, uma fachada da CIA que promovia seminários com os mais poderosos líderes do mundo e usava jornalistas como agentes de influência [NT] no exterior, encaixa-se perfeitamente com as atividades de espionagem para a CIA realizadas por sua mãe, Stanley Ann Dunham, na década de 60, após o golpe na Indonésia, por conta de um certo número de operações de fachada da CIA, incluindo o Centro Leste-Oeste na Universidade do Havaí, a USAID (US Agency for International Development). Dunham conheceu e se casou com Lolo Soetoro, padrasto de Obama, no Centro Leste-Oeste em 1965. Soetoro foi chamado à indonésia em 1965 para atuar como oficial sênior do exército e assistir o general Suharto e a CIA na sangrenta derrubada do presidente Sukarno.

Barack Obama Senior, que conheceu Dunham em 1959 numa aula de russo na Universidade do Havaí, foi parte do que se descreveu como uma ponte aérea de 280 estudantes da África Oriental para os EUA para estudar em vários colégios – simplesmente “ajudados” por uma subvenção da Fundação Joseph P. Kennedy, de acordo com um relato da Reuters, feito de Londres em 12 de setembro de 1960. A ponte aérea foi uma operação da CIA para treinar e doutrinar futuros agentes de influência na África, que se estava tornando um campo de batalha entre os EUA e a União Soviética e a China pela influência entre os países recém independentes ou na iminência de se declararem independentes no continente.

A ponte aérea foi condenada pelo vice-líder do partido de oposição KADU (Kenyan African Democratic Union – União Democrática Afro-queniana) por ter favorecido certas tribos – a maioria Kikuyu e a minoria Luo – contra outras tribos, para favorecer a KANU (Kenyan African National Union – União Nacional Afro-queniana), cujo líder era Tom Mboya, o líder queniano nacionalista e trabalhista que escolheu Obama Senior para uma bolsa de estudos na Universidade do Havaí. Obama Senior, que já estava casado, com um filho pequeno e uma esposa grávida no Quênia, casou-se com Dunham no Mauí em 2 de fevereiro de 1961, e foi também o primeiro estudante africano da universidade. Dunham estava no terceiro mês de gravidez de Barack Obama Junior quando se casou com Obama Senior.

O vice-líder no KADU, Masinda Muliro, de acordo com a Reuters, disse que o KADU enviaria uma delegação aos Estados Unidos para investigar estudantes quenianos que receberam “doações” dos americanos de “assegurar-se de que futuras doações a estudantes quenianos sejam administradas por pessoas genuinamente interessadas no desenvolvimento do Quênia”.

Mboya recebeu da Kennedy Foundation uma doação de US$100 mil, após ter recusado a mesma oferta do Departamento de Estado dos EUA, obviamente preocupado com o fato de que assistência norte-americana direta pareceria suspeita aos políticos quenianos pró-comunistas que suspeitavam que Mboya tivesse laços com a CIA. O projeto Ponte Aérea da África foi subscrito pela Kennedy Foundation e pela African-American Students Foundation. Obama Senior não estava na primeira turma mas numa turma seguinte. A ponte aérea, organizada por Mboya em 1959, incluía estudantes do Quênia, Uganda, Tanganica, Zanzibar, Rodésia do Norte, Rodésia do Sul e Niassalândia.

A Reuters relatou ainda que Muliro denunciou estarem os africanos “perturbados e amargurados” com a viagem dos estudantes selecionados. Muliro afirmou que “foi dada preferência a duas tribos principais [Kikuyu and Luo] e muitos dos estudantes inscritos pelos EUA haviam falhado nos exames preliminares e comuns de admissão, enquanto alguns dos preteridos tinham certificados de primeira classe”.

Obama Senior era amigo de Mboya e também um Luo. Depois de Mboya ter sido assassinado em 1969, Obama Senior testemunhou no julgamento de seu suposto assassino. Obama Senior declarou que foi ameaçado de morte depois de seu testemunho.

Obama Sênior, que trocou o Havaí por Harvard em 1962, divorciou-se de Dunham in 1964. Obama Senior casou-se com uma colega de Harvard, Ruth Niedesand, uma judia americana, que se mudou com ele para o Quênia e teve dois filhos. Eles mais tarde se divorciaram. Obama Senior trabalhou para os ministérios quenianos das Finanças e dos Transportes, assim como para uma empresa de petróleo. Obama Senior morreu num acidente de carro em 1982, e seu funeral foi acompanhado pelos principais políticos quenianos, incluindo o futuro ministro do Exterior Robert Ouko, assassinado em 1990.

Os arquivos da CIA mostram que Mboya foi um importante agente de influência para a CIA, não somente no Quênia mas em toda a África. Um antigo Sumário Secreto Semanal de Inteligência Atual da CIA (Secret CIA Current Intelligence Weekly Summary) datado de 19 de novembro de 1959, afirma que Mboya atuou na detecção de extremistas na segunda Conferência Popular Pan-africana (All-African People’s Conference – AAPC) em Tunes. O relatório afirma que “sérios atritos se desenvolveram entre o primeiro-ministro de Gana Kwame Nkrumah e o nacionalista queniano Tom Mboya, que cooperou efetivamente no último dezembro para detectar extremistas na primeira reunião da AAPC em Acra. O termo “cooperou efetivamente” parece indicar que Mboya estava cooperando com a CIA, que elaborou o relatório de operações locais em Acra e Tunes. Enquanto estava “cooperando” com a CIA em Acra e Tunes, Mboya escolheu o pai do presidente dos EUA para receber uma bolsa de estudos e ser levado para a Universidade do Havaí, onde conheceu e se casou com a mãe do presidente Obama.

Um CIA Current Intelligence Weekly Summary anterior, secreto e datado de 3 de abril de 1958, afirma que Mboya “ainda parece ser o mais promissor dos líderes africanos”. Outro sumário semanal da CIA, secreto e datado de 18 de dezembro de 1958, intitula Mboya de nacionalista queniano e “um jovem dirigente capaz e dinâmico” do partido da Convenção Popular, que era visto como oponente dos “extremistas” como Nkrumah, apoiado por “representantes sino-soviéticos”.

Num antigo relatório secreto da CIA sobre a Conferência Popular Pan-africana de 1961, datado de 1o de novembro de 1961, o conservadorismo de Mboya, juntamente com o de Taleb Slim na Tunísia, são contrastados com as políticas esquerdistas de Nkrumah e outros. Pró-comunistas que foram eleitos para o comitê diretor da AAPC na conferência de Cairo de março de 1961, com a presença de Mboya, são identificados no relatório como Abdoulaye Diallo, secretário-geral da conferência, do Senegal; Ahmed Bourmendjel, da Argélia; Mario de Andrade, de Angola; Ntau Mokhele, da Batusolândia; Kingue Abel, dos Camarões; Antoine Kiwewa, do Congo (Leopoldville); Kojo Botsio, de Gana; Ismail Toure, da Guiné; T. O. Dosomu Johnson, da Libéria; Modibo Diallo, do Mali; Mahjoub Ben Seddik, do Marrocos; Djibo Bakari, da Nigéria; Tunji Otegbeya, da Nigéria; Kanyama Chiume, da Niasalândia; Ali Abdullahi, da Somália; Tennyson Makiwane,da África do Sul, e Mohamed Fouad Galal, da República Árabe Unida.

Os únicos participantes no Cairo a quem foram dados atestados de saúde pela CIA foram Mboya, que parece ter sido informante da agência, e Joshua Nkomo, da Rodésia do Sul, B. Munanka, de Tanganica, Abdel Magid Shaker, da Tunísia, e John Kakonge, de Uganda.

Nkrumah acabou sendo derrubado em 1966 num golpe apoiado pela CIA, enquanto estava em visita de estado à China e ao Vietnã do Norte. A derrubada de Nkrumah pela CIA foi seguida em um ano pela derrubada de Sukarno, em outro golpe que foi associado à família do presidente Obama pelo lado materno. Há suspeitas de que Mboya foi assassinado em 1969 por agentes chineses trabalhando com facções anti-Mboya no governo do presidente Jomo Kenyatta, a fim de eliminar um importante líder político pró-EUA na África. Com a morte de Mboya, todas as embaixadas em Nairobi arriaram suas bandeiras a meio mastro, com exceção da embaixada da República Popular da China.

A influência de Mboya no governo de Kenyatta estendeu-se até muito depois sua morte, e enquanto Obama Senior estivesse vivo. Em 1975, após o assassinato do político da KANU Josiah Kariuki, um socialista que ajudou a criar a KANU, junto com Mboya e Obama Senior, Kenyatta demitiu três ministros rebeldes do gabinete, “todos com laços pessoais tanto com Kariuki como com Tom Mboya”. Esta informação encontra-se nas Notas da Equipe da CIA sobre o Oriente Médio, África e Sul da Ásia, Top Secret Umbra, Handle via COMINT Channels, datado de 24 de junho de 1975. A inteligência no relatório, baseada em sua classificação, indica que a informação foi obtida nas interceptações da Agência de Segurança Nacional (NSA – National Security Agency) no Quênia. Ninguém foi jamais acusado do assassinato de Kariuki.

As interceptações dos associados de Mboya e Kariuki são uma indicação de que a NSA e a CIA também interceptaram Barack Obama Senior, que, como não-americano, teria sido legalmente sujeito, à época, a interceptações executadas pela NSA e pelo Britain’s Government Communications Headquarters (GCHQ).

Na segunda parte de sua pesquisa, Wayne Madsen foca a mãe e o padrasto de Barack Obama. Ele segue seus passos como recursos da CIA desde a Universidade do Havaí, centro de alguns dos mais obscuros projetos da CIA, até suas atividades na Indonésia, onde se desdobrava um vasto massacre anticomunista patrocinado pelos EUA, que marcou o início da globalização na Ásia e no resto do mundo. Ao contrário da dinastia Bush, Barack Obama escondeu astutamente suas próprias conexões com a Agência e, em particular, as de seus ascendentes, até agora. Madsen conclui com uma pergunta: Será Barack Obama um "Manchurian Candidate"? [1]

Na Parte I deste relatório especial , revelamos as conexões entre Barack Obama Sênior e o projeto Ponte Aérea da África vinculado à CIA, com o objetivo de conferir graduação universitária e obter influência sobre um grupo de 280 estudantes da África do Sul e de nações da África Oriental na iminência de independência, de modo a se contraporem a programas similares desenvolvidos pela União Soviética e pela China. Barack Obama Sr foi o primeiro estudante africano a freqüentar a Universidade do Havaí. Obama Sr. e a mãe de Obama, Stanley Ann Dunham, conheceram-se numa aula de russo em 1959 e casaram-se em 1961.

O programa da Ponte Aérea Africana foi administrado pelo líder nacionalista queniano, mentor e amigo de Obama Sr da mesma tribo, os Luo. De acordo com os documentos da CIA descritos na Parte I, Mboya também atuou para a CIA na garantia de que nacionalistas africanos pró-soviéticos e pró-chineses tivessem obstruídas suas tentativas de dominar os movimentos políticos nacionalistas pan-africanos, estudantis e trabalhistas.

Um dos principais oponentes de Mboya foi o primeiro presidente de Gana, Kwame Nkrumah, que foi derrubado num golpe insuflado pela CIA em 1966, um ano antes que o filho de Obama Sr, Barack Obama, e sua mãe, se unissem a Lolo Soetoro, um indonésio que a mãe de Obama conheceu na Universidade do Havaí em 1965, quando o Presidente Obama tinha quatro anos.

Em 1967, Obama e sua mãe juntaram-se ao marido dela em Jacarta. Em 1965, Lolo Soetoro havia sido chamado de volta do Havaí pelo general Suharto para a função de oficial militar da Indonésia para promover um sangrento genocídio, apoiado pela CIA, contra comunistas indonésios e chineses indonésios por todo o vasto país. Suharto consolidou seu poder em 1966, o mesmo ano em que o amigo de Barack Obama Sr., Mboya, ajudou a reviver o apoio pan-africano pró-EUA para a derrubada de Nkrumah, pela CIA, em Gana, em 1966.

Centro Leste-Oeste, Universidade do Havaí e o golpe da CIA contra Sukarno

Ann Dunham conheceu Soetoro no Centro Leste-Oeste na Universidade do Havaí. O centro era há tempos afiliado às atividades da CIA na região Ásia-Pacífico. Em 1965, no ano em que Dunham conheceu e se casou com Soetoro, o centro viu um novo presidente tomar posse. Era Howard P. Jones, que trabalhou por um tempo recorde de sete anos, de 1958 a 1965, como embaixador dos EUA na Indonésia, Jones estava presente em Jacarta quando Suharto e seus oficiais, apoiados pela CIA, planejaram o golpe de 1965 contra Sukarno, que era considerado, juntamente com o Partido Comunista Indonésio (PKI), como aliado da China.

Quando Jones foi presidente do Centro Leste-Oeste, escreveu um artigo para o Washington Post, datado de 10 de outubro de 1965, no qual defendia a derrubada de Sukarno por Suharto. Jones foi "convidado" pelo Post para comentar o golpe de Suharto, descrito como "contra-golpe" contra os comunistas. Jones defendeu que Suharto estava apenas respondendo a uma tentativa anterior de golpe conduzida pelos comunistas contra Sukarno, levada a cabo pelo tenente-coronel Untung, "um comandante de batalhão relativamente desconhecido na guarda palaciana".

O artigo de Jones, que refletia o relatório de situação da CIA na embaixada dos EUA em Jacarta, continua afirmando que o alegado golpe esquerdista em 30 de setembro "passou a uma polegada de ser bem sucedido pelo assassinato de seis dos principais comandantes militares. Poderia ter sido bem sucedido se o ministro da Defesa Nasution e diversos outros generais sênior também marcados para assassinato não tivessem agido rapidamente num dramático contra-golpe". Naturalmente, o que Jones não informou aos leitores do Post foi que o "contra-golpe" de Suharto havia sido fortemente apoiado pela CIA.

Sukarno nunca culpou os comunistas pelo assassinato de generais do exército, nem o fez o gabinete indonésio, onde estavam presentes líderes de segundo e terceiro escalão do PKI. A possibilidade de que o assassinato dos generais fosse uma operação diversionista da CIA e de Suharto para atribuir a culpa ao PKI não pode ser descartada. Dois dias depois do golpe de Suharto, um grupo de manifestantes arranjado pela CIA incendiou a sede do PKI em Jacarta. Enquanto marchavam em frente à Embaixada dos EUA, que era também o local onde funcionava a CIA, gritavam "Vida longa à América!".

Untung disse posteriormente que quando soube que Suharto e a CIA estavam planejando um golpe em 5 de outubro de 1965 – Dia das Forças Armadas da Indonésia – forças leais a ele e a Sukarno agiram primeiro. Jones descreve isso como "típica propaganda comunista". Suharto atacou Sukarno em 1º de outubro. Jones repetiu que "não havia um pingo de verdade... na acusação de que a CIA estava trabalhando contra Sukarno". A história provou outra coisa. Jones acusou os comunistas de se aproveitarem da saúde declinante de Sukarno para eliminar os outros candidatos à sua sucessão. O objetivo, segundo Jones, era fazer com que o chefe do PKI, D.N. Aidit, sucedesse Sukarno. Sukarno só morreu em 1970, enquanto estava em prisão domiciliar.

Um documento da CIA, anteriormente classificado como secreto e sem data, afirma que "Sukarno gostaria de retornar ao status quo anterior ao golpe. Ele recusou-se a condenar o PKI ou o Movimento Trinta de Setembro [do tenente-coronel Untung]; em vez disso, ele reclama unidade à Indonésia e pede que não haja vingança de um grupo contra o outro. Mas ele não conseguiu forçar o Exército a abandonar suas atividades anti-PKI e, por outro lado, ele havia cedido às suas demandas ao indicar seu candidato único general Suharto como chefe do Exército". Suharto e o padrasto de Barry Obama Soetoro, Lolo Soetoro, ignoraram o pedido de Sukarno para que não houvesse vingança, como centenas de milhares de indonésios logo descobririam.

O assassinato em massa, por Suharto, de chineses indonésios é visto na descrição do documento da CIA sobre o partido Baperki: "o partido de esquerda Baperki, com influência principalmente em áreas rurais, tem membros majoritariamente sino-indonésios". Um Memorando de Inteligência da CIA, datado de 6 de outubro de 1966, anteriormente classificado como secreto, mostra a extensão do monitoramente da CIA do golpe anti-Sukarno, desde diversos agentes da CIA indicados como conexões com as unidades militares de Suharto cercando o Palácio Presidencial em Bogor e em diversos postos diplomáticos pelo país, incluindo o Consulado dos EUA em Medan, que estava seguindo pistas das pessoas de esquerda naquela cidade de Sumatra e que, num Memorando de Inteligência de 2 de outubro de 1965, relatou à CIA que "o cônsul-geral soviético em Medan tem um plano aguardando para ser usado na evacuação dos cidadãos soviéticos de Sumatra". O memorando de 6 de outubro também previne que não se deve permitir que Untung faça buscas em Java Central.

Um "Relatório Especial Sumarizado Semanal" da CIA na Indonésia, anteriormente secreto, datado de 11 de agosto de 1967,e intitulado "A Nova Ordem na Indonésia", relata que em 1966 a Indonésia realinhou sua economia a fim de receber ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI). A CIA relata estar contente com o novo triunvirato que rege a Indonésia em 1967: Suharto, o ministro do Exterior Adam Malik, e o sultão de Jogjakarta, que atuava como ministro da Economia e Finanças. O relatório também se rejubila com a colocação do PKI fora de lei, mas afirma que ele "ainda tem um número significativo de seguidores no centro e no leste de Java", onde Ann Dunham Soetoro concentraria fortemente seus esforços a favor da USAID, do Banco Mundial e da Fundação Ford, todas atividades de fachada para que a CIA "conquistasse corações e mentes" dos fazendeiros e artesãos javaneses.

Um Memorando de Inteligência da CIA, anteriormente secreto e datado de 23 de julho de 1966, claramente enxerga o partido muçulmano Nahdatul Ulama (NU), o maior partido da Indonésia e o maior muçulmano, como aliado natural dos EUA e do regime de Suharto. O relatório afirma que ajudou Suharto a derrubar os comunistas no período pós-golpe, especialmente onde o NU era mais forte: Java Leste, onde a mãe de Obama iria concentrar suas atividades, e no norte de Sumatra e partes de Bornéu. Em 29 de abril de 1966, um Memorando de Inteligência da CIA à época secreto, sobre o PKI, afirma: "Extremistas muçulmanos em muitas ocasiões superaram o exército na caçada e assassinato dos membros do partido [PKI] e seus grupos de frente".

Dunham e Barry Soetoro em Jacarta e atividades de fachada da USAID

Dunham deixou a Universidade do Havaí em 1960 quando estava grávida de Barack Obama. Barack Obama Sr deixou o Havaí em 1962 para estudar em Harvard. Dunham e Obama se divorciaram em 1964. No outono de 1961, Dunham matriculou-se na Universidade de Washington enquanto cuidava de seu filho pequeno. Dunham reingressou na Universidade do Havaí de 1963 a 1966. Lolo Soetoro, com quem Dunham se casou em março de 1965, deixou o Havaí pela Indonésia em 20 de julho de 1965, três meses antes do golpe da CIA contra Sukarno. Soetoro, que trabalhou para Suharto como coronel do Exército, foi evidentemente chamado de volta, a partir do Centro Leste-Oeste com conexões com a CIA, para auxiliar no golpe contra Sukarno, o qual acabou custando as vidas de cerca de um milhão de cidadãos indonésios. É uma história que o presidente Obama gostaria que a imprensa ignorasse, o que certamente fez durante as primárias e as eleições gerais de 2008.

Em 1967, chegando à Indonésia com Obama Jr., Dunham começou a lecionar inglês na embaixada americana em Jacarta, que também abrigava um dos maiores escritórios da CIA na Ásia e tinha estações satélite importantes em Surabaya, no leste de Java, e Medan em Sumatra. Jones deixou a presidência do Centro Leste-Oeste em 1968.

Na verdade, a mãe de Obama estava lecionando inglês para a U.S. Agency for International Development (Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional - USAID), que era uma fachada importante para atividades da CIA na Indonésia e por todo o sudeste da Ásia, especialmente no Laos, Vietnam do Sul e Tailândia. O programa da USAID era conhecido como Lembaga Pendidikan Pembinaan Manajemen. A mãe de Obama, descrita como um espírito livre e uma "filha dos anos sessenta" pelo presidente Obama e pessoas que alegam tê-la conhecido no Havaí e na Indonésia, tinha um curriculum vitae na Indonésia que contradiz a percepção de que Ann Dunham Soetoro era uma "hippie".

O treinamento de Dunham Soetoro em língua russa na Universidade do Havaí deve ter sido útil para a CIA na Indonésia. Em 2 de agosto de 1966, um memorando à época secreto do secretário executivo do Conselho de Segurança Nacional, Bromley Smith, afirma que, além do Japão, Europa Ocidental, Austrália, Nova Zelândia, Malásia e Filipinas, o golpe de Suharto havia sido bem recebido pela União Soviética e seus aliados na Europa oriental porque havia criado uma Indonésia não-alinhada que "representa um contrapeso asiático à China comunista". Registros indicam que vários agentes da CIA lotados em Jacarta antes e depois do golpe de 1965 eram, como Dunham Soetoro, fluentes em russo.

Dunham Soetoro trabalhou para a elitista Fundação Ford, Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento da Ásia, Banco Rayat (o Banco Popular da Indonésia com controle majoritário do governo), e a USAID, ligada à CIA, enquanto viveu na Indonésia, e posteriormente no Paquistão.

A USAID esteve envolvida em várias operações secretas da CIA no sudeste asiático. Em 9 de fevereiro de 1971, o Washington Star relatou que funcionários da USAID no Laos estavam cientes de que o arroz fornecido ao Exército do Laos pela USAID estava sendo revendido a divisões militares norte-vietnamitas no país. O relatório afirmou que os EUA toleravam as vendas de arroz da USAID para os norte-vietnamitas desde que as unidades do Exército do Laos que vendiam o arroz estivessem protegidas dos ataques comunistas do Pathet Lao [2] e dos norte-vietnamitas. A USAID e a CIA também usaram o fornecimento de arroz para forçar a tribo laociana Meo a apoiar os EUA na guerra contra os comunistas. Fundos da USAID destinados a civis feridos na guerra no Laos e a cuidados de saúde pública foram na verdade desviados para propósitos militares.

Em 1971, o Centro de Estudos Vietnamitas na Universidade do Sul de Illinois em Carbondale, financiado pela USAID, foi acusado de ser uma fachada da CIA. Projetos financiados pela USAID em todo o Midwest Universities Consortium for International Activities (Consórcio de Universidades do Meio-oeste para Atividades Internacionais - MUCIA) — que compreendia as universidades de Illinois, Wisconsin, Minnesota, Indiana e estado do Michigan — foram acusadas de serem projetos de fachada da CIA, incluindo os de "educação agrícola" na Indonésia, assim como outros "projetos" no Afeganistão, Mali, Nepal, Nigéria, Tailândia e Vietnam do Sul. A acusação foi feita em 1971, no mesmo ano em que Ann Dunham estava trabalhando para a USAID no país.

Numa reportagem do New York Times de 10 de julho de 1971, a USAID e a CIA foram acusadas de "perder" US$ 1,7 mil milhões apropriados para o programa CORDS (Civil Operations and Revolutionary Development Support – Apoio a Operações Civis e desenvolvimento Revolucionário) no Vietnam do Sul. O CORDS era parte do programa da CIA Operação Fênix, que envolvia assassinato e tortura pela CIA de anciões sul-vietnamitas e clérigos budistas. O dinheiro da USAID foi também direcionado à companhia aérea privada da CIA no sudeste da Ásia, a Air America. Na Tailândia, aos fundos da USAID destinados a projetos de obras públicas no leste do Paquistão em 1971 foram usados em fortificações militares no leste do Paquistão em suas fronteiras com a Índia, nos meses que precederam a irrupção da guerra com a Índia, violando as leis americanas que proibiam que se usasse dinheiro da USAID para fins militares.

Em 1972, o administrador da USAID dr. John Hannah admitiu à Metromedia News que a USAID estava sendo usada como disfarce de operações secretas da CIA no Laos. Hannah somente mencionou o Laos com fachada da USAID para a CIA. Entretanto, foi também relatado que a USAID estava sendo usada pela CIA na Indonésia, Filipinias, Vietnam do Sul, Tailândia e Coréia do Sul. Projetos da USAID no sudeste da Ásia tinham que ser aprovados pelo Southeast Asian Development Advisory Group (SEADAG), um grupo asiático que, de fato, respondia à CIA.

O programa norte-americano Food for Peace, administrado conjuntamente pela USAID e pelo Departamento de Agricultura, foi fundado em 1972 para ser usado para finalidades militares no Cambodja, Coréia do Sul, Turquia, Vietnam do Sul, Espanha, Taiwan e Grécia. Em 1972, a USAID canalizou auxílio financeiro apenas para o sul do Iêmen do Norte, a fim de auxiliar forças norte-iemenitas contra o governo do Iêmen do Sul, então governado por um governo socialista que se opunha à hegemonia norte-americana na região.

Uma das entidades associadas ao trabalho da USAID na Indonésia era a Asia Foundation, uma criação de 1950 formada com auxílio da CIA para se opor à expansão do comunismo na Ásia. A casa de visitantes do Centro Leste-Oeste no Havaí foi financiada pela Asia Foundation. A casa de visitantes foi também onde Barack Obama Sr inicialmente se hospedou depois da ponte aérea do Quênia para o Havaí, arranjado por um dos principais agentes de influência da CIA na África, Mboya.

Dunham viajou também a Gana, Nepal, Bangladesh, Índia e Tailândia para trabalhar em projetos de micro-financiamento. Em 1965, Barack Obama Sr retornou ao Quênia vindo de Harvard, com outra esposa americana. Obama Sr reconectou-se com seu velho amigo e "menino de ouro" da CIA, e outros políticos da tribo luo. O chefe da estação da CIA em Nairóbi de 1964 a 1967 era Philip Cherry. Em 1975, Cherry foi o chefe do escritório da CIA em Dacca, Bangladesh. Cherry foi vinculado pelo então embaixador norte-americano em Bangladesh, Eugene Booster, ao assassinato em 1975 do primeiro presidente de Bangladesh, Sheikh Mujibur Rahman, e membros de sua família. O ataque ao "Sheikh Mujib" e sua família foi supostamente ordenado pelo então secretário de Estado Henry Kissinger. Bangladesh também estava no itinerário de viagem de micro e macro financiamentos da associada da CIA Ann Dunham.

A CIA, os bancos e o Havaí

Nesse meio tempo, a mãe de Dunham Soetoro, Madelyn Dunham, que criou o jovem Obama quando ele retornou ao Havaí em 1971 enquanto sua mãe permanecia na Indonésia, foi a primeira mulher a se tornar vice-presidente do Banco do Havaí em Honolulu. Diversas entidades de fachada da CIA usaram o banco. Madelyn Dunham manipulava depósitos custodiados usados para fazer pagamentos da CIA para ditadores asiáticos apoiados pelos EUA, como o presidente filipino Ferdinand Marcos, o presidente sul-vietnamita Nguyen van Thieu e o presidente Suharto na Indonésia. Na verdade, o banco estava empenhado na lavagem de dinheiro para a CIA para secretamente sustentar seus líderes favoritos na região da Ásia-Pacífico.

Uma das principais frentes de lavagem de dinheiro em Honolulu era a empresa de Bishop, Baldwin, Rewald, Dillingham & Wong (BBRDW). Depois que a CIA deixou que a firma falisse em 1983 entre acusações de que a BBRDW era apenas um esquema Ponzi [3] , o senador Daniel Inouye do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA afirmou que o papel da CIA na empresa "não era insignificante". Mais tarde, seria revelado que Inouye, que era um dos melhores amigos do finado senador pelo Alaska Ted Stevens no Senado, estava mentindo, Na verdade, a BBRDW estava profundamente envolvida no financiamento de programas secretos da CIA em toda a Ásia, incluindo espionagem econômica contra o Japão, fornecimento de armas para as guerrilhas mujaheddin no Afeganistão para sua guerra contra os soviéticos e secretamente fornecendo armas a Taiwan. Um dos diretores da BBRDW era John C. "Jack" Kindschi, o qual, antes de sua aposentadoria em 1981, era o chefe do escritório da CIA em Honolulu. O presidente da BBRDW, Ron Rewald, tinha um falso diploma universitário na parede de seu escritório, fornecido pelos especialistas da CIA em falsificações, e seu nome estava registrado na universidade como aluno.

Uma falsa história para a BBRDW foi forjada pela CIA, alegando que a empresa havia operado no Havaí desde que este era um território. O presidente Obama está atualmente assolado por alegações de que tem registros falsos do colégio e da universidade, um falso número de seguro social emitido em Connecticut, e outros itens inventados no currículo. Os documentos falsos da BBRDW no Havaí teriam prenunciado as questões atuais sobre o passado de Obama?

A BBRDW realizava seus negócios no coração do centro industrial de Honolulu, onde estava localizado o Banco do Havaí e onde a avó de Obama, Madelyn Dunham, controlava os depósitos custodiados. O banco teria controlado muitas das transações financeiras secretas da BBRDW.

"Candidato manchuriano"?

Obama/Soetoro e os "anos perigosos" em Jacarta

Está claro que Dunham Soetoro e seu marido indonésio, padrasto do presidente Obama, estiveram intimamente envolvidos com as operações da CIA para afastar a Indonésia da órbita sino-soviética durante os "anos de vida perigosa", após a derrubada de Sukarno. WMR descobriu que alguns dos principais funcionários da CIA foram designados para várias atribuições oficiais e não-oficiais na Indonésia nesses anos, inclusive sob a capa da USAID, o Peace Corps e a U.S. Information Agency (USIA).

Um dos contatos da CIA mais próximos a Suharto foi o antigo funcionário da CIA na embaixada de Jacarta, Kent B. Crane. Crane era tão próximo a Suharto depois de sua "aposentadoria" da CIA que foi supostamente um dos únicos homens de negócios "privados" a quem foi concedido passaporte diplomático pelo governo Suharto. A empresa de Crane, o Crane Group, estava envolvido no fornecimento de armamento de pequeno porte às forças militares dos EUA, Indonésia e outros países. Consultor de política exterior do vice-presidente Spiro Agnew, Crane foi mais tarde nomeado embaixador dos EUA na Indonésia pelo presidente Ronald Reagan, mas a nomeação foi cancelada devido às dúbias relações de Crane com Suharto. A embaixada foi então para John Holdridge, um colega íntimo de Kissinger. Holdridge foi sucedido em Jacarta por Paul Wolfowitz.

Os comparsas de Suharto, que incluíam Mochtar e James Riady do Lippo Group, foram mais tarde acusados de desviar mais de US$ 1 milhão de contribuições estrangeiras ilegais para a campanha presidencial de Bill Clinton em 1992. O presidente Obama por duas vezes adiou visitas oficiais à Indonésia, talvez temeroso da atenção que estas viagens trariam às conexões de sua mãe e de seu padrasto indonésio com a CIA.

Nas décadas de 1970 e 80, Dunham esteve ativamente envolvida em projetos de micro-crédito para a Fundação Ford, o Centro Leste-Oeste, vinculado à CIA, e a USAID, na Indonésia. Uma das pessoas indicadas para a embaixada dos EUA e que ajudou a defender o complexo durante uma violenta manifestação estudantil anti-americana em 1965 foi o dr. Gordon Donald Jr. Designado para o Setor Econômico da embaixada, Donald era responsável pelo micro-financiamento da USAID para agricultores indonésios, o mesmo projeto no qual Dunham Soetoro trabalhou para a USAID nos anos 70, após o seu trabalho para a USAID como professora de inglês na Indonésia. Num livro de 1968, "Quem é quem na CIA", publicado em Berlim Ocidental, Donald é identificado como um funcionário da CIA também designado para Lahore, Paquistão, onde Dunham viveu por cinco anos no Hilton International Hotel enquanto trabalhava em micro-financiamento para o Banco de Desenvolvimento da Ásia.

Outro aluno de Jacarta no "Quem é Quem na CIA" é Robert F. Grealy, que mais tarde se tornou diretor de relações internacionais Ásia-Pacífico para o J P Morgan Chase, e um dos diretores da Câmara de Comércio América-Indonésia. O CEO do J P Morgan Chase Jamie Dimon está mencionado como substituto potencial do Secretário do Tesouro Timothy Geithner, cujo pai, Peter Geithner, era o decisor-chefe da Fundação Ford na Ásia, que canalizava dinheiro para os projetos indonésios de Ann Dunham.

Os projetos negros da CIA e o Havaí

Enquanto estava no Paquistão, Dunham foi visitada por seu filho Barack em 1980 e 1981. Obama visitou Karachi, Lahore e Hyderabad, na Índia, durante suas visitas ao sul da Ásia. Foi durante este período que a CIA desenvolvia suas operações anti-soviéticas no Afeganistão a partir do Paquistão.

Um memorando NOFORN [no foreign dissemination – não divulgar para o exterior], antes secreto, de 31 de janeiro de 1958, para o diretor da CIA Allen Dulles do assessor do Diretor Assistente da CIA para Pesquisa e Relatórios [nome redigido] relata uma missão de investigação ao Extremo Oriente, ao sudeste da Ásia e ao Oriente Médio de 17 de novembro a 21 de dezembro de 1957.

O chefe do Escritório de Pesquisa e Relatórios [Office of Research and Reports – ORR] relata uma reunião com a equipe do general de Exército reformado Jesmond Balmer, um funcionário sênior da CIA no Havaí, sobre pedidos do Comandante-em-Chefe do Pacífico (Commander-in-Chief Pacific -CINCPAC) por "várias pesquisas detalhadas e demoradas". O chefe do ORR relata então sobre um "levantamento de estudantes na Universidade do Havaí que têm tanto habilidades para pesquisa quando língua chinesa", feito pela CIA. O chefe do ORR relata ainda que num Seminário Anti-subversão da Organização do Tratado do Sudeste Asiático (South-East Asia Treaty Organization – SEATO) em Baguio, nas Filipinas, realizado de 26 a 29 de novembro de 1957, o Subcomitê Econômico discutiu um "fundo de desenvolvimento econômico" para combater "atividades subversivas do Bloco Sino-soviético na área e uma discussão de possíveis contra-medidas que poderiam ser empregadas".

As delegações da Tailândia e das Filipinas pressionaram bastante pelo financiamento norte-americano de um fundo de desenvolvimento econômico, que pode ter fornecido impulso para os projetos da USAID na região, incluindo aqueles com os quais Peter Geithner e a mãe de Obama estavam intimamente envolvidos.

Apesar de estarem bem documentadas as operações geopolíticas secretas da CIA na Universidade do Havaí, o lado mais negro da pesquisa e as operações do tipo MK-UKTRA não foram geralmente associadas com a Universidade do Havaí.

Uma série de memorandos da CIA, anteriormente confidenciais, datados de 15 de maio de 1972, aponta para o envolvimento tanto da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (Advanced Research Projects Agency - ARPA), da CIA, quanto da Universidade do Havaí no programa de ciência comportamental da CIA. Os memorandos estão assinados pelo então diretor-adjunto da CIA Bronson Tweedy, o chefe do Intelligence Community's Program Review Group (PRG) [nome redigido], e o diretor da CIA Richard Helms. O assunto dos memorandos é "ARPA Supported Research Relating to Intelligence Product". O memorando do chefe do PRG discute uma conferência realizada em 11 de maio de 1972, da qual participou o tenente-coronel Austin Kibler, Diretor de Pesquisa Comportamental da ARPA. Kibler era o chefe da ARPA para pesquisas em modificações de comportamento e visão remota [4] . Outros que são mencionados no memorando do chefe do PRG são o Diretor-adjunto de Inteligência da CIA Edward Proctor, o Diretor-adjunto para Ciência e Tecnologia da CIA Carl Duckett, e o Diretor do Escritório de Estimativas Nacionais John Huizenga.

Em 1973, depois que o Diretor da CIA James Schlesinger ordenou a revisão de todos os programas da CIA, a CIA desenvolveu um conjunto de documentos sobre os seus diversos programas, coletivamente denominados as "Jóias da Família" ("Family Jewels"). Muitos desses documentos foram liberados em 2007, mas foi também revelado que o dr. Sidney Gottlieb, o diretor da CIA do MKULTRA, havia recebido ordens de Helms, antes de este deixar o cargo de diretor da CIA, de destruir os componentes de modificação comportamental, lavagem cerebral e testes de drogas. Duckett, em um memorando de Ben Evans da CIA para o Diretor da CIA William Colby, datado de 8 de maio de 1973, afirma que "acha que o Diretor estaria sendo mal aconselhado se dissesse que está familiarizado com este programa", a respeito do programa de teste de drogas de Gottlieb sob o MKULKTRA.

Funcionários graduados da administração Gerald Ford, incluindo o chefe de equipe Dick Cheney e o secretário de Defesa Donald Rumsfeld, asseguraram que depois da produção das "Family Jewels" a CIA não fez nenhuma revelação adicional sobre programas de alteração de comportamento psicológico, incluindo o MKULTRA e o Projeto Project ARTICHOKE.

O conjunto de memorandos de 15 de maio de 1972 parece estar relacionado às pesquisas iniciais da CIA, com nome em código SCANATE, em Guerra psíquica, incluindo o uso de psiquismo para propósitos de espionagem com visão remota e controle mental. O memorando discute Kibler, da ARPA, e "seu contratante", que se descobriu mais tarde ser o Stanford Research Institute (SRI) de Menlo Park, California.

Num memorando do diretor da CIA Helms para, entre outros, Duckett, Huizenga, Proctor, e o diretor da Defense Intelligence Agency, que mais tarde herdou o programa de visão remota da CIA sob o nome em código GRILL FLAME, Helms insiste que a ARPA havia apoiado a pesquisa em ciência comportamental e seu potencial para produção de informações "por muitos anos" no "MIT, Yale, Universidade de Michigan, UCLA, Universidade do Havaí e outras instituições assim como instalações de pesquisa de empresas".

O papel da Universidade do Havaí nas operações de Guerra psíquica da CIA continua até hoje. A chefe de pesquisa do Programa de Ciências Comportamentais do Defense Counterintelligence and Human Intelligence Center (DCHC), da DIA, dra. Susan Brandon, supostamente envolvida num programa secreto conduzido pela American Psychological Association (APA), da Rand Corporation, e a CIA para empregar técnicas de "interrogação avançada", incluindo privação de sono e de sentidos, dor intensa e isolamento extremo em prisioneiros mantidos na base aérea de Bagram no Afeganistão e outras "prisões negras", recebeu seu PhD em Psicologia da Universidade do Havaí. Brandon também atuou como diretora-assistente de Ciências Sociais,, Comportamentais e Educacionais para o Escritório de Políticas de Ciência e Tecnologia na Casa Branca de George W. Bush.

As íntimas conexões da CIA com a Universidade do Havaí continuaram até o final dos anos 70, quando o antigo Presidente da Universidade do Havaí de 1969 a 1974, Harlan Cleveland, foi especialmente convidado à sede da CIA como orador em 10 de maio de 1977. Cleveland trabalhou como secretário de Estado Assistente para Assuntos de Organização Internacional de 1961 a 1965, e foi embaixador de Lyndon Johnson na ONU de 1965 a 1969, antes de assumir sua posição na Universidade do Havaí.

Um memorando do Diretor de Treinamento da CIA, datado de 21 de maio de 1971, relata o recrutamento ativo de um oficial da marinha americana que estava ingressando na graduação na Universidade do Havaí.

A família de Obama e a CIA

Há muitos volumes de material escrito sobre o passado de George H.W. Bush na CIA e atividades relacionadas com a CIA de seu pai e seus filhos, inclusive do antigo presidente George W. Bush. Barack Obama, por outro lado, sabiamente mascarou suas próprias conexões com a CIA, assim como as de sua mãe, de seu pai, de seu padrasto e de sua avó (conhece-se muito pouco sobre o avô de Obama, Stanley Armou Dunham, que supostamente trabalhava no ramo de mobiliário no Havaí depois de servir na Europa durante a Segunda Guerra Mundial). Presidentes e vice-presidentes não requerem verificações de segurança em seu passado, ao contrário de outros membros do governo federal, para assumir seus cargos. Este trabalho é deixado para a imprensa. Em 2008, a imprensa falhou miseravelmente na sua obrigação de examinar o homem que queria assumir a Casa Branca. Com as ligações dos pais de Obama à Universidade do Havaí e suas conexões com MKULTRA e ARTICHOKE, permanece uma questão incômoda: será Barack Obama um "Manchurian Candidate" da vida real?

Notas

[1] Filme americano lançado com o título de Sob o domínio do mal, no Brasil, e O enviado da Manchúria, em Portugal, no qual um candidato à presidência dos EUA é um ex-soldado americano programado neurologicamente para receber comandos de um grupo fascista.

[2] Movimento político, nacionalista e comunista no Laos.

[3] Operação fraudulenta de investimento em pirâmide que envolve o pagamento de rendimentos anormalmente altos aos investidores, às custas do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente, em vez da receita gerada por qualquer negócio real. O nome do esquema refere-se ao criminoso financeiro italo-americano Charles Ponzi (ou Carlo Ponzi) (Fonte: Wikipedia)

[4] Habilidade parapsíquica que permite obter informações à distância ou descobrir objetos ocultos.


Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
Confira mais textos deste autor clicando aqui

0 Comentários: