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A MÃO EM TUDO QUE É LUGAR por natanael gomes de alencar

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A mão direita dela estava cheia de cimento branco.

Apontava daquele monturo, esperando ajuda.

Sua mão esquerda, quando a possuía, nunca tão usada como a sua mão direita. E olha que era canhota.

Enquanto não a tiravam do monturo, ele, o Homem Que Chegou segurou aquela mão, primeiro em espírito solidário, depois, com todo amor e carga de libido.

Fez com que ela batesse para ele, quando chegou a noite.

Foi tão gostoso. Fez com que ela repetisse de quinze em quinze minutos.

Quando ela foi resgatada, combinaram uma transa especializada, só com uso das mãos, para vinte e quatro horas depois.

Bem, quarenta e oito horas mais tarde, uniram as mãos, casaram-nas.

Morreram num transatlântico por meterem a mão em tudo que é lugar.

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