FACEBOOK
CONTATO
FEED
YOUTUBE
TWITTER
LINKEDIN
EnglishFrenchGermanSpainItalianRussian

Exercício dos Sete Corpos

Print Friendly and PDF


Sete estados de Consciência. Diferentes níveis de realidade. Tudo o que circunda a teoria sobre a alma e os corpos que possa habitar, tende a causar confusões. Ei de introduzir uma teoria - verificável pela prática - de que existem corpos além da trindade corpo-mente-alma.

Em realidade, não são sete corpos, mas seis. Aquele a que referimos como corpo Átmico - ou o assento da consciência - é, em realidade, a chamada alma a quê atribuímos o caráter de ser a nossa emanação mais primordial e nuclear.

Imaginemos um tentáculo que se projeta das profundezas do oceano. Aquilo que vemos atingindo a superfície, é apenas uma ponta de um longo braço. Essa ponta mais superficial é o nosso corpo físico. É a representação mais exterior e densa de nossa Consciência, que se projeta sobre o plano físico, utilizando nossos corpos (físicos) como veículos.

À medida em que tentamos enxergar o prolongamento desse tentáculo (que se estende mar a fundo), vamos submergindo nos outros corpos menos densos. A princípio, bem na divisão entre a superfície e o mar, está o corpo energético. Ele está onde denominamos ser a quarta-dimensão, ou a dimensão do tempo. Uma dimensão intermediária entre o mundo físico e o mundo espiritual. É no corpo energético que se encontram os chamados Chakras. Ele também recebe o nome de Corpo Físico Superior. Pois suas movimentações energéticas tem repercussão e influência bem diretas ao corpo físico. Tudo o que atinge o corpo energético, rapidamente se densifica e atinge a matéria.

O próximo corpo, é o primeiro avanço que damos para dentro d'gua. É o corpo espiritual ou astral. De energias mais sutis, ele é também chamado de corpo emocional. É, em parte, o intermediário entre os corpos mais densos (físicos) e o corpos mentais. Pense nele como um campo intermediário entre o instinto e a razão. E o que poderia existir entre os dois?, as emoções, os sentimentos, as sensações que extrapolam a carnalidade a alguma forma. Aqui, as ideias tem mais densidade, assim como as energias processadas no plano físico se tornam mais sutis e voláteis.

O próximo corpo, é o denominado corpo mental e se encontra em uma profundidade onde ainda podemos enxergar a superfície (e sermos enxergados da mesma). É o corpo mental concreto, ou, corpo mental denso. Pois ele é responsável pelo primeiro passo dentro do nosso inconsciente. Nele, encontramos as nossas ideias materializadas em diferentes forma-pensamentos. Carregada de símbolos e representações até mesmo fantásticas de nossas ideias, temores, paixões e cadeias de raciocínio. Muito ligado ao visual, mas também um banco de informações desconexas, lembranças, apegos, sensações. A experiência de entrar no próprio plano mental, pode ser assustadora ou fascinante. Algumas pessoas encontram facetas de si mesmo, que desconheciam. Outras, encontram velhos objetos perdidos da infância, como se estivessem revirando uma enorme gaveta de memórias esquecidas, mas inconfundivelmente familiares.

Agora, entramos em uma zona ambígua, onde a luz do Sol não bate mais. Figuras fantasmagóricas do fundo do oceano passeiam ao nosso redor. A razão de tal, é que rompemos outra barreira. Se o corpo físico e energético estavam limitados à terceira e quarta dimensões; o corpo espiritual entrou na quinta dimensão ou plano espiritual, o corpo mental concreto chegou às lembranças e formas-pensamentos; o corpo mental superior ou abstrato, nos conduz ao universo das ideias em sua forma menos palpável. Uma vez que, agora, não estamos nem mesmo na dimensão dita mental, mas Eletrônica. O mental superior comporta as teias que ditam o acaso e o destino, ou demonstra as consequências mais diretas e determinísticas de nossas escolhas e ações. Compõe uma malha tão complexa de fios que se desdobram e redobram e tecem a nossa realidade em um nível de abstração e complexidade aquém da nossa racionalidade convencional. Não existe computador ou engenharia mais complexa que aquela responsável por reger grande parte do funcionamento do nosso universo! Não há muito mais o que se descrever, uma vez, que nem mesmo símbolos presente nela tem conexão explicitamente direta com qualquer representatividade que conhecemos no mundo concreto. Uma dimensão tão afastada da organização a qual estamos habituados no mundo físico, que apenas aqueles que realmente se desligaram plenamente da ilusão da materialidade conseguem atingi-lo. Enquanto nós, não iluminados, podemos apenas receber e interpretar os estímulos que desse plano advém, com a nossa parca capacidade mental e interpretativa ou, ainda, com a nossa intuição.

Próximos ao fim da jornada, ao fundo das profundezas do mar, começamos a perceber outra fonte de luz, como que denunciando outra passagem, ou um segredo há muito enterrado e esquecido. É a luz da nossa própria Consciência, com um detalhe: ela tem seu playground particular. É o mundo búdico, no qual habitamos por meio de nossos corpos búdicos. Exatamente, nada a se descrever. Só é acessível àqueles que dissolveram (em TEORIA) todo seu Karma e estão preparados (mesmo quando ainda encarnados) para transcender todos os níveis de abstração e realidade conhecidos, se desligando de toda racionalidade e carnalidade.

Esse seria o fim da viagem, pois um detalhe eu esqueci de contar. A tal luz no fim do abismo que mencionei no parágrafo anterior, não é nada além de nós mesmos. Afinal, é a luz que carregamos para todo lado, com a nossa Consciência, mas que fica ofuscada e apagada pela densidade dos planos inferiores de existência. Alguns (satanistas) dizem que essa luz é falsa, representando apenas a centelha implantada em nós pelo malvado Demiurgo. Interprete tal ao seu livre gosto e convicção pessoal.

Como perceber os corpos:


Ainda que não sejamos capazes de imergir plenamente em cada corpo, podemos aprender a percebe-los, dirigindo nossa atenção a cada um deles, individualmente.

Primeiro, concentre toda a atenção ao corpo físico. Sinta plenamente, todos seus músculos, veias, células. Sinta toda a vida que há em sua matéria. Depois de algum tempo, dê um comando a si mesmo, mentalmente, pensando:

"Eu não sou o meu corpo físico"

E com isso, direcione sua intenção a perceber o corpo energético. Não é necessário grande esforço, apenas concentração. Não tente induzir o processo, apenas dê o comando a si mesmo e a sua Consciência saberá o que fazer com a sua Intenção. Repita o mesmo para todos os outros corpos. Sempre que mentalizar a frase "Eu não sou tal corpo", direcione sua Intenção para buscar perceber o corpo que estiver acima daquele, na ordem aqui demonstrada.

Eu não vou tentar descrever a sensação de imergir em cada corpo, nem mesmo qual é a forma de cada um (quando se é possível falar sobre formas), a fim de não induzir sua experiência. Cada qual deve perceber e absorver os frutos dessa prática por conta própria. Pois é muito fácil se induzir por um texto para adquirir determinado resultado ou sensação. Eu recomendo compartilhar suas impressões sobre essa prática apenas com quem já a praticou e, mais, não se deixar enganar induzir nem mesmo pela experiência do outro. Não existe qualquer experiência estritamente correta ou errada, existem experiências diferentes.

Até mais, Caóticos! Visitem meu outro blog também, Desafio 365.

0 Comentários: