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LIBERTAÇÃO

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Fizera trinta anos num domingo do mês de agosto de 2012.
Foi quando começara a quebrar as paredes, depois de achar um mapa entre as lembranças de sua mãe, com instruções para um feitiço que lhe traria a libertação...parece que pelas mãos de alguma coisa zona. Uma coisona?
Da primeira parede quebrada, saíra Zumbizza, desgrenhada, cadavérica, mas viva.
Acorrentou-a à primeira cadeira das oito que circulavam um pentagrama mau riscado.
Da segunda parede saíra Penélope, fêmea de um pônei, com as costelas à mostra e um monte de atrativos em suas feridas expostas para as moscas domésticas, que logo lhe atacaram. Amarrara-a numa das cadeiras.
Da terceira, saíra Caridibes, uma mulher gigante da tribo dos Pelópidas de uma das civilizações andinas.
Da quarta, Girafalísia, uma mulher de pescoço comprido, este cheio de argolas coloridas. Quase uma girafa.
Da quinta parede, Fantalides, uma fêmea de ectoplasma. Como ela ficara ali? Mistérios dos feitiços de sua mãe, bruxa original da Tasmânia.
Da sexta,  Afromérida, uma Vênus-de-Milo, originária de Milo.
Da sétima, Rubicídia, uma mulher barbada, de um circo do século XIX.
Da oitava......uma mulher com uma faca, que, no mesmo instante em que ele libertou-a da parede, acertou-lhe a lâmina ao peito, ágil e fortemente....uma mulher.....Amazona.

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