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GRAFITEIRO FRANCÊS FOI ESPANCADO APÓS ESCREVER "COEXIST" UTILIZANDO SÍMBOLO MUÇULMANO, JUDEU E CRISTÃO

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Um grafiteiro francês contou, ao Daily Mail, como ele foi atacado por uma gangue após se recusar a desfazer um mural pedindo harmonia religiosa em Paris.

O artista, conhecido como Combo, 28, ficou com um ombro deslocado e hematomas em seu rosto depois de ser levado a um gueto no leste da capital.

Ele tinha acabado de terminar um projeto — com a palavra "COEXIST" (coexistem) escrita com o crescente muçulmano para a letra C, uma estrela de David como o X e uma cruz cristã como o T —, assinar e tirar uma foto junto ao grafite concluído.

Segundo foi relatado ao Le Monde quatro jovens pediram-lhe para removê-lo e, em seguida, atacaram-no após sua recusa.

O ataque pôs em evidência as tensões religiosas na capital francesa deflagrada desde o massacre do mês passado no jornal Charlie Hebdo por extremistas islâmicos.

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Combo revelou detalhes do ataque em sua página no Facebook.

"Eles estavam cansados, então me deixaram sangrando e fugiram"
, ele escreveu.

"Eles me prometeram o mesmo tratamento se eu fizesse isso novamente e disseram-me para raspar a barba."

Ele se recusou a discutir a identidade de seus atacantes, dizendo "isso só colocaria mais lenha na fogueira", acrescentando:"Eu não irei perdoá-los pelo que fizeram, é claro, mas também não buscarei vingança".

"Apresentei uma queixa à polícia e confio no sistema judicial francês."
Quando perguntado se Paris tinha mudado desde o ataque por extremistas islâmicos, Combo disse: "É diferente, claro. A maneira como as pessoas olham para mim especialmente. Não por causa das minhas origens, acredito, mas por causa da minha barba".

"Eu não estou sendo paranóico e estou muito confiante em relação ao futuro. Tenho me proibido ser pessimista."

"A atmosfera é mais pesada do que o habitual, mas vejo isso apenas como algo temporário. Isso não muda drasticamente a maneira como eu trabalho."

"Sempre houve questões de racismo na França, especialmente contra os árabes. E a percepção que se pode ter, especialmente do exterior, é claramente algo que é alimentado pela mídia."

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