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Filii Immaculatae. — Por: Srta. Shalook.

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Shalook, em 28/09/2015

No alto de uma colina ao norte da Inglaterra, havia um pequeno vilarejo antigo e inabitado. Ao lado desse vilarejo, avista-se de longe, uma velha e enorme igreja em ruínas, com sinais de um passado. Tal lugar escondia em sua história um grande mistério.

Thompson Hammer, um estudante de fotografia e história, saiu em seu carro numa manhã de sábado para mais uma aula ao ar livre, cada parada um novo clique, até depara-se com a velha igreja.

Estacionando o carro, ele começara a fotografar, encantado, achando uma arquitetura maravilhosa mesmo que ainda totalmente chamuscada. Um pouco mais à frente, Hammer avistara uma pequena casa, e nela, um senhor muito bem sentado, balançando-se na velha cadeira que rangia com os movimentos.

Hammer resolvera ir até lá, e aproximando do senhor ele perguntara de que século era datado tal monumento. O senhor, que fumava cachimbo responde:
- Século XVIII, meu jovem. Não é de sua época.
Continuando seu interrogatório o jovem agora queria saber qual era o motivo do lugar estar todo queimado. O ancião pedira que o rapaz aguardasse ali enquanto ele iria buscar algo para lhe mostrar.

Ao retornar, o velho traz embaixo do braço esquerdo um álbum de fotos empoeirado, de capa dura parecida com couro, negro, e bem lacrado. Ele senta-se próximo a Hammer no banco de madeira de sua sacada e diz:
- Meu caro rapaz, agora lhe contarei a história de igreja pela qual tanto se interessara.

- Essa foto aqui era de quando o templo fora erguido por padres mandados pelo Vaticano. As obras demoraram a ficar prontas, pois a maior parte dos materiais eram nobres e muitos tinham de ser importados até aqui. O prédio, no início tinha o intuito de abrigar crianças e adolescentes, filhos de famílias respeitadas, as mais nobres da cidade na época para ensinar-lhes o catecismo. Alguns filhos de aldeões que moravam mais próximas também foram recrutados e internados junto aos demais para aprenderem mais sobre a religião chegando a fazer parte do coral nas celebrações da igreja.

Eddard, o senhor de semblante misterioso e cabelos grisalhos, ficou em silêncio por um instante, olhou para Hammer que demonstrar tamanha empolgação e interesse no que estava ouvindo e disse: - Deseja realmente saber o restante, rapaz?

O fotografo, quase que saltando banco à fora, acena firmemente com a cabeça em um SIM!

Ele então continuou. .
- Naquele tempo muitos dos garotos não retornavam às suas casas ao cessar das atividades, a maioria dos pais sempre estavam ocupados demais viajando a negócios e acabavam deixando-os lá por meses até que os mesmo voltassem para casa. Mas nenhum desse pais sabia realmente o que se passa ali!

Até que em um dessas viagens, com os pais retornando de volta para suas casas, eis que surge uma denuncia da parte de um dos internados que já não aguentara mais o tormento do silêncio de seu próprio silêncio. Foi um relato nada breve de abusos e maus tratos, no qual o garoto contara que os menores eram obrigados a dormirem no chão às vezes. Se um membro dali escutasse qualquer criança chorar pelos pais a noite, a criança era banhada a baldes congelantes de água. E isso era apenas o começo.

Havia noites em que todos os sacerdotes reuniam-se no salão principal para a pratica de orgias!

Os sacerdotes abusavam de todas as crianças dali. Os garotos tinham todas as suas vestes tiradas, obrigados a ficaram nus enquanto os padres alisavam seus testículos até que ficassem eretos. Os garotos eram colocados de joelhos e obrigados a chuparem os padres até os mesmos estarem satisfeitos.

Aos domingos, sempre após a última missa da noite os sacerdotes voltavam a se reunir para uma celebração particular e ninguém, nenhum dos pais suspeitava de nada. Os primeiros convidados eram os garotos que faziam parte do coral, para serem humilhados e molestados, tendo sua inocência corrompida, sua pureza roubada.

Numa dessas semanas todos os padres se reuniram para a celebração mais importante que eles tinham entre si, uma espécie de Santa Ceia. Exatamente quando o relógio trincava-se a meia-noite, entravam pelos fundos da sacristia, mulheres trajadas de freiras, meretrizes que iam sempre a saciar os prazeres dos mesmos.

As prostitutas eram convidadas a comerem e beberem do vinho mais caro e suave enquanto "capelavam" com os padres, a mesa era uma cama coletiva e assim iniciavam-se o bacanal! Era mulher com mulher enquanto os membros, já despidos, se masturbavam e depois fodiam com elas, às vezes uma mesma mulher era dividida com dois ou mais padres. Já quase no fim da madrugada as falsas freiras saíam sem que ninguém percebesse. Ninguém da cidade realmente suspeitava de algo.

Um dos tipos de tortura preferidos pelos hereges eram amarrar e amordaçar todos os garotos completamente nus, então eles o masturbavam até que seus pênis ficassem rígidos, e quando já eretos estavam era jogada água gelada em seus membros, eles diziam assim acabar com o pecado! Toda noite era um horror diferente para aquelas crianças, muitas que choravam ou mesmo imploravam com seus grunidos de "não, pare por favor!" eram açoitados como forma de punição e penitência. Quando essas mesmas crianças retornavam para seus lares, eram quase que irreconhecíveis. Algumas mudas, outras inquietas, mas ninguém sabia o porque ou simplesmente ignoravam.

Até que um dia, por meio de uma carta, um dos 13 garotos decidira escrever todo sofrimento, desde maus tratos até as orgias na calada da noite. E foi numa missa de domingo, na hora de recolher as oferendas, esse garoto estava na coleta e em uma tentativa desesperada entregara esse papel, discreto e amassado a um desconhecido sentado no último banco da igreja, perto dos portões. O sujeito guardara o papel no bolso de sua camisa e continuou a assistir a celebração.

Ao chegar em casa, rapidamente pusera a mão no bolso e retirara o papel começando a lê-lo. Na medida em que lia cada dia o estômago embrulhava e suas expressões eram pasmas, de incredibilidade. O estagnado Juliano decidiu avisar sorrateiramente todos os pais para que retirassem seus filhos dali o mais rápido possível, mostrando aos mais incrédulos o escrito que recebera da mão um deles.

Rapidamente, todos os pais estavam na igreja aos gritos de repúdio, esbravejando sem parar e literalmente arrancando seus filhos daquele lugar.

O caso foi parar no Vaticano depois que a denúncia foi formalizada. Todos os sacerdotes foram afastados imediatamente e a igreja seria fechada até segunda ordem. Mas os pais não pareciam estar satisfeito com tal medida. Na mesma noite em que todos os padres foram a capela recolher seus pertences, uma multidão carregando galões de querosene e tochas acesas marchava até o local, cercando-o por inteiro todos os lados. Gritos e mais gritos: - Hereges Malditos, queimem no inferno! E vários moradores jogavam querosene ao redor de toda a estrutura enquanto outros lançavam suas tochas nas janelas e portas, e de repente o fogo estava a consumir tudo, ainda com todos os padres dentro!

Os gritos de socorro e misericórdia eram em vão.

Ao amanhecer era forte o cheiro de carne podre exalada pela fumaça, corpos completamente carbonizados e irreconhecíveis.

Muito dos moradores da pequena cidade foram embora depois disso, e isso que você tanto se encantou, nada mais é do que o retrato de atrocidades e barbáries de anos terrivelmente cruéis.

- Você, meu filho, é o único para quem estou contando a história como ela realmente foi! Eu sou o relator da carta que salvou muitos dos abusos e crueldades daqueles falsos discípulos de Deus.
- Sofri e ainda sofro com as lembranças que me assombram dia e noite. Me tornei, praticamente, o guardião desse lugar maldito!

Abismado com tudo que escutara, Hammer agradeceu a conversa e voltara pro carro, pensativo. Em hipótese alguma ele imaginava que tal lugar carregava tantas barbaridades e perversões. Um lugar que era sinônimo de segurança e paz, na verdade era carregado de esbórnia e luxúria.

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