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NA ORELHA DOS FATOS de natanael gomes de alencar

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Lá longe no escuro

na avenida a meio
amigos de infância se roem
e cheiram nos banheiros fétidos

Uma jovem vem cambaleando
de seus quinze anos
se imaginando a super-modelo,
enganando a todos no celular
brincando com as consequências
do faz o que tu queres

Seu anjo-mau foi no lixo da esquina
e já refocilou seus neurônios
no mesclado

As luas de seus sonhos
são sentimentos maternos
com leite vazando dos seios
pinos de coca em fratura exposta

A noite avança escura e clara
como um ovo sideral estalado
na face da galáxia

Ela vem em minha direção
e a cadela no fim da corrente
me avisa antecipadamente
da sombra que almeja devorá-la

Em seus olhos os pássaros da náusea
dão nódoas com papelotes e ervas
e a dor canta qual contralto
nas orelhas dos fatos

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