FACEBOOK
CONTATO
FEED
YOUTUBE
TWITTER
LINKEDIN
EnglishFrenchGermanSpainItalianRussian

NIBIRUMETANO por natanael gomes de alencar

Print Friendly and PDF


A imagem pode conter: pessoas em pé, oceano, céu, nuvem, atividades ao ar livre, água e natureza
Vinte horas. Despediu-se dos amigos e inimigos. Pegou o caminho da roça. Sua bicicleta estava de asas pensas. A câmara esvaziando. O velho corvo que vivia pousado no guidão tornou-se uma pintura. À volta, as vidas todas emolduradas por perfis falsos, que nunca envelheciam. Deixara de ser convidado para festas na quarta lua de Nibirumetano. Os afetos tinham agora a pele seca. Avançou com sua escangalhada bicicleta. Desceu escadas. Passou por estátuas, igrejas, bancos. Mas...quando chegou na Estação Antiga, estacou. Estacou e ninguém conseguia tirá-lo de lá. Chamaram os bombeiros, a polícia, porém, pouco adiantava. O homem mais forte da cidade foi chamado. Inútil. Ficara pesado como ferro, ou como aço ou como tronco de árvore centenária. Tiveram de acostumar-se com ele ali. A bicicleta enferrujara. A cidade ia mudando. E ele permanecia ali. Suas roupas, enfim, seu todo adquiriu a postura de uma estátua. O tom de sua pele foi tendendo pro bronze. Desviaram a avenida por causa dele. Foi mais difícil que desviar o rio. Fizeram uma praça em volta. A mais bela praça de todos os tempos. Praça que se tornou parque, visitado por gente de todo país. Muitos fins falsos de mundo se passaram. Até que veio o VERDADEIRO FIM. No entanto, ele não foi atingido. O planeta fragmentou, todavia ele flutuou, flutuou no espaço, até os confins de um universo perto deste. Ali foi sugado pela gravidade de um planeta de GIGANTES. Numa velocidade intensa, atingiu o solo, seco como uma bexiga sem ar. Um filho de giganta e gigante pegou ele, soprou, soprou, e transformou-o num belo balão

0 Comentários: