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ANIMAÇÃO MOSTRA BURACO NEGRO ENGOLINDO ESTRELA

Um dos acontecimentos mais raros e impressionantes do espaço foi flagrado por um telescópio da NASA: o momento em que um buraco negro, dentro de uma galáxia a 3,9 bilhões de anos-luz de distância da Terra, suga uma estrela inteira, que se aproximou demais, para seu interior, graças ao seu poderoso campo gravitacional. O "acidente" cósmico tem causado o envio de raios X à Terra desde março de 2011. A galáxia está localizada na direção da constelação do Dragão. Os gases da estrela acabam sendo "engolidos" e ficam girando na região do buraco negro. Um feixe de partículas é formado no local e um dos lados do feixe está virado em direção da Terra, permitindo que o satélite Swift detecte o fenômeno.

Segundo os astrônomos, os centros da maioria das galáxias possuem buracos negros gigantes - com milhões de vezes a massa do Sol. No caso da Via Láctea, o buraco negro tem uma massa igual a de 4 milhões de sóis. Os dados do Swift mostram que o buraco negro pesquisado é duas vezes maior do que o da nossa galáxia.

O vídeo abaixo é uma animação da agência espacial que explica o fenômeno.

VIDA EXTRATERRESTRE PODE SER COMUM EM TORNO DE ESTRELAS BINÁRIAS

Planetas orbitando sistemas estelares binários têm de lidar com a gravidade de mais de uma estrela. Mas uma nova pesquisa revela que os sistemas binários poderão ser tão bons quanto as estrelas solitárias quando se trata de hospedagem de planetas habitáveis. Estrelas com baixa massa poderiam ser os melhores anfitriões, porque sua energia combinada estende a região habitável mais longe do que existiria em torno de uma única estrela.

Depois de modelar uma variedade de sistemas binários, dois astrônomos determinaram que as estrelas com cerca de 80 por cento da massa do Sol, se próximas o suficiente, poderiam permitir condições que seriam ideais para hospedagem de planetas habitáveis.

"Potencialmente , a vida poderia existir ainda mais em sistemas binários do que em sistemas individuais", Joni Clark, estudante de graduação na Universidade Estadual do Novo México, disse à Astrobiology Magazine. Clark trabalhou com o astrofísico Paul Mason, da Universidade do Texas em El Paso.

FOTO: Imagem artística de Kepler-16b, o primeiro planeta conhecido a orbitar duas estrelas em um sistema binário.

CREDIT: NASA/ JPL-Caltech/T. Pyle Nola Taylor Redd, Astrobiology Magazine
http://www.space.com/19962-habitable-planets-binary-stars.html

Entenda o que é um buraco negro e como ele se forma no Universo

Quando o assunto se refere aos buracos negros, uma áurea de mistério gira em torno do tema. As hipóteses são muitas, desde passagens para outras dimensões, ou universos, às teorias que sugerem que os buracos negros sejam realmente buracos. E não são? Ao contrário do que próprio nome diz, esses fenômenos que habitam o cosmos não são, pelo menos ao pé da letra, realmente buracos. Na verdade, são acúmulos de matéria em um estado altamente condensado, conforme explica o físico Alberto Rodríguez Ardila, pesquisador do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA).

“Se procurarmos pela definição da palavra ‘buraco’ que existe no dicionário, percebemos que um buraco negro não é, propriamente, um buraco. Isso porque uma das definições de buraco diz que se trata de ‘qualquer abertura em um corpo; furo, orifício, cavidade’. Porém, um buraco negro é justamente o oposto. Ele está cheio de matéria, altamente condensada. Um buraco negro também pode ser considerado como uma ‘abertura’, significando que ele conectaria duas regiões do espaço. O consenso geral indica que isso não é possível, pelo menos matematicamente. Portanto, os buracos negros, no sentido estrito da palavra, não são buracos”, destaca Alberto.

Para explicar o que realmente é um buraco negro, o físico ensina que se trata de uma região do espaço onde o campo gravitacional é tão forte que nada sai dela, nem mesmo a luz. Ele lembra que, até hoje, a melhor forma para explicar esse tipo de fenômeno se dá por meio da “Teoria Geral da Relatividade”, formulada no início do século passado pelo físico Albert Einstein.

“De acordo com a sua teoria, em um buraco negro há uma concentração de massa tão grande, em um ponto tão infinitamente pequeno, que essa densidade é suficiente para deformar o espaço/tempo, de forma tal que a velocidade de escape, ou seja, a velocidade necessária para escapar de um campo gravitacional, neste local é maior do que a da luz. Por isso que nem mesmo a luz consegue escapar de um buraco negro. E, já que nada consegue se mover mais rápido do que a velocidade da luz, nada pode escapar de um buraco negro”, ressalta o físico.

Mas como se formam os buracos negros?
Respondendo à pergunta, Alberto afirma que esses fenômenos acontecem quando uma estrela, de alta massa (20 vezes maior que a do Sol), esgota o seu combustível, não sendo mais capaz de gerar pressão suficiente para contrabalançar o peso de suas camadas externas. Como resultado, ocorre uma implosão, seguida por uma explosão, na qual a maior parte da estrela é despedaçada. Esse processo é conhecido como explosão de supernova, gerando um buraco negro no centro.

“Somente as estrelas de alta massa conseguem evoluir a um estágio tal que o núcleo não é mais capaz de gerar energia suficiente para sustentar o seu próprio peso. Isso acontece quando o núcleo da estrela é composto por átomos de ferro. Estrelas com massa inicial menor, como o Sol, por exemplo, não chegam a evoluir até se transformarem em buracos negros. Nesse caso, as estrelas terminam seu ciclo de vida como uma anã branca”, explica.

Depois que um buraco negro é formado, o físico destaca que ele pode continuar crescendo, sendo alimentado por toda e qualquer matéria que está ao seu redor. Ele pode engolir outras estrelas e se fundir com outros buracos negros, por exemplo, formando os buracos negros supermaciços, atingindo massas da ordem de milhões de vezes, ou mais, que a massa do Sol. “Na atualidade, o consenso geral é o de que no núcleo da maior parte das galáxias existe um buraco negro supermaciço, com massas maiores que a do Sol em milhões, e até trilhões, de vezes”, lembra.

Como é possível detectar um buraco negro?
Como não podem ser vistos diretamente, já que não emitem nem refletem nenhum tipo de radiação, os buracos negros são detectados por meio da influência gravitacional que exercem sobre o gás e as estrelas próximos. Alberto ensina que os buracos negros têm efeitos específicos sobre a sua vizinhança que não podem, até o momento, ser atribuídos a nenhum outro objeto cósmico conhecido. “Essa influência ocasiona, por exemplo, que estrelas localizadas a certa distância do buraco negro se movimentem ao redor dele com velocidades extremamente altas. Para medir essas velocidades, precisamos de um instrumento chamado espectrógrafo, que permite analisar a luz proveniente da estrela ou do gás próximos ao buraco negro”, ressalta.

O primeiro buraco negro foi descoberto em 1972. Ao realizarem medições da velocidade de rotação da estrela HDE 226868, os pesquisadores Charles Thomas Bolton, Louise Webster e Paul Murdin conseguiram demonstrar a presença de uma companheira oculta próximo a essa estrela. Baseados na enorme massa predita para o objeto, em torno de 14 vezes a massa do Sol, a partir de suas análises, eles fizeram a primeira conclusão do que poderia ser um buraco negro. A esse objeto estudado, eles deram o nome de Cygnus X-1, localizado na constelação do Cisne.

FONTE: Rede Globo > Globo Ciência

Meteoro desintegra-se antes de tocar o solo nos Montes Urais, Russia, e as ondas de choque deixam mais de mil feridos

Ainda há poucos dados sobre esta queda de um ou mais meteoritos sobre o território russo, mas pensa-se que fosse um meteoro formado por gelo, que explodiu antes de impactar o solo, estes meteoros viajam a uma velocidade de dezenas de quilômetros por segundo, o corpo celeste ter-se-á fragmentado ao entrar na atmosfera. A desintegração terá criado ondas de choque, provocando explosões violentas, semelhantes à explosão de uma bomba atômica.

"Às 9h20 observamos um objeto em Cheliabinsk que voava em grande velocidade e deixava um rastro. Dois minutos depois ouvimos duas explosões", afirmou Yuri Burenko, da secretaria de Emergências Regionais.

Os dados apurados revelam que foi um meteorito com 17m pesaria cerca de dez toneladas. Ao entrar na atmosfera terrestre, pulverizou-se entre 30 e 50 quilômetros de altitude e sua potência foi equivalente a 20 vezes a força da bomba atômica que atingiu Hiroshima, durante a 2ª Guerra Mundial (cerca de 500 Kilotoneladas). A atmosfera absorveu a grande maioria desta energia. Mesmo assim foram contabilizados mais de 1000 feridos. Estima-se que estes fenômenos ocorram uma vez por século. No entanto somos bombardeados por toneladas de poeiras e detritos espaciais diariamente só que sem esta dimensão num só objeto.

Confira informações da NASA no link http://www.nasa.gov/mission_pages/asteroids/main/index.html

Vale salientar que não é a primeira vez que um evento de tal magnitude ocorre na Rússia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Evento_de_Tunguska), no entanto este se difere por ocorrer em local urbano, deixando muitos feridos.

Rússia desiste de buscar meteorito que deixou cerca de mil feridos

As autoridades russas desistiram neste domingo de procurar o meteorito que caiu na região central dos Urais na sexta-feira e que, com seu impacto, deixou 1.200 feridos e danificou milhares de edifícios.

Com uma temperatura de -17 graus, uma equipe de mergulhadores passou um dia inteiro inspecionando o lago no qual, segundo o ministério do Interior, caíram os fragmentos do meteorito. No entanto, o ministério de Situações de Emergência decidiu finalmente se concentrar nas tarefas de reconstrução, indicou um porta-voz à AFP.

"Os mergulhadores estiveram trabalhando ali, mas não encontramos nada", disse o porta-voz Vyacheslav Ladonkin. "Foi decidido parar com as buscas. Hoje elas não continuarão", acrescentou.

O meteorito caiu na região da cidade de Chelyabinsk na manhã de sexta-feira, provocando um clarão no céu que surpreendeu os habitantes, que rapidamente tomaram as janelas para contemplar o fenômeno. Instantes depois, o impacto quebrou os vidros, ferindo cerca de 1.200 pessoas.

Quarenta pessoas seguiam hospitalizadas neste domingo, a maioria com cortes, ossos quebrados e contusões, disse à rede de televisão Rossiya Channel uma fonte médica de um hospital de Chelyabinsk.

Fonte: Terra