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Chave do Inferno

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      Clavis Inferni ("Chave do Inferno"), escrito por Cyprianus, é um grimório pouco conhecido.

      O livro se encontra conservado em uma edição do século XVIII e indica como convocar os quatro reis infernais: Paymon, Maymon, Egyn e Uricus. O texto está escrito em grego, hebraico, escrita cifrada, latim e latim invertido.

      A figura de seu autor, Cyprianus, é um enigma. Para certas fontes era um homem dinamarquês tão perverso que Satã teve que expulsá-lo do inferno “e este ato enfureceu tanto a Cyprianus que ele se dedicou a escrever os Nove Livros das Artes Negras (nos quais se baseiam todos os livros escandinavos subsequentes sobre tal Arte)". Para outras fontes era "uma freira mexicana incrivelmente formosa e irresistivelmente sedutora".

      Confira mais em:
http://theappendix.net/blog/2014/1/the-key-of-hell-a-sorcery-manual-from-the-enlightenment

      Aqui é possível baixar as páginas que se conservam:
http://wellcomeimages.org/indexplus/page/Home.html
pondo na busca [search] "Cyprianus".

© Miguel Algol


LÚCIFER E A DEMONOLOGIA

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      Na demonologia podemos encontrar Lúcifer ocupando diversas posições, variando de autor para autor. Alguns o associam com Satã, porém geralmente há uma distinção entre ambos, cada um possuindo seu respectivo cargo na hierarquia infernal. Segundo o Demonographia de Collin De Plancy, Lúcifer, o 42° demônio listado, é um amante da justiça e o responsável por assegurá-la no inferno. Satã não figura entre os sessenta e nove demônios apresentados nesta obra, mas é citado como sendo inferior a Lúcifer, o que mostra a existência distinta de ambos, pertencendo ao último o título de Rei do Inferno. Ele governa o leste e rege sobre a Europa e a Ásia, devendo ser o primeiro a ser evocado nas litanias do Sabá.

      Sua descrição é de uma bela criança, que, mesmo mudando drasticamente sua fisionomia quando enfurecido, não adquire traços monstruosos. Segunda-feira é o dia para ser realizada sua evocação. No Grimorium Verum (a versão mais antiga encontrada data de 1517), encontramos Lúcifer, Belzebuth e Astaroth como sendo os três poderes. Lúcifer possui a aparência de um belo rapaz. Porém, quando nervoso, muda sua cor para vermelho. Assim como no Dictionaire Infernale de Plancy, Lúcifer rege a Europa e a Ásia através da ação de seus subalternos: Satanackia e Agalierap. A conjuração deve ser realizada também em um círculo específico, contendo os três sinais de Lúcifer desenhados ao seu redor. No quarto livro deste grimório encontramos a seguinte conjuração para Lúcifer: "Lúcifer, Ouyar, Chameron, Aliseon, Mandousin, Premy, Oriet, Naydrus, Esmony, Eparinesont, Estiot, Dumosson, Danochar, Casmiel, Hayras, Fabelleronthou, Sodirno, Peatham, Venite, Lúcifer. Amém."

      Johan Weyer, no Pseudomonarchia Daemonum, não descreve Lúcifer entre seus 68 demônios, mas cita-o ao mencionar Paimon, que é mais obediente sob seu comando: “Lucifer hic intelligendus, qui inprofunditate scientiæ suæ demersus, Deo assimilari voluit” (Lúcifer aqui é para ser entendido como aquele que imergiu nas profundezas de seu conhecimento; ele necessitava ser como Deus).

      O Grimório de Papa Honório, o Grande, foi escrito no século 16, embora muitos considerem esta data fraudulenta, devido a sua primeira versão impressa ser datada do século 17. Neste grimório, Lúcifer é apresentado como um dos principais espíritos infernais, sendo considerado o Imperador Infernal.

      Novamente nesta obra Satã não é mencionado. Aqui também Lúcifer deve ser conjurado na segunda-feira, entre a terceira e quarta hora, ou entre as onze e doze horas. O sacrifício de um rato é necessário, segundo este grimório, para que a conjuração tenha sucesso.

      Na Magia Sagrada de Abramelin, ele é um dos Espíritos Chefes juntamente com Leviathan, Satã e Belial. Embora o termo Lucifuge seja empregado às vezes para designar Lúcifer, isto deve ser evitado, pois em outras hierarquias como, por exemplo, a do Grimório do Papa Honório (já citado anteriormente), Lucifuge Rofocale é o nome atribuído ao Primeiro ministro do Inferno.

      Muitas outras obras poderiam estar aqui, mas creio ter mencionado as mais significativas. As descrições foram feitas brevemente, sendo recomendado ao leitor interessado que consulte diretamente as respectivas obras para obter mais informações. Não as coloquei aqui pois ficaria muito extenso e sairia do meu propósito inicial.

      É importante conhecer estas informações para se conhecer a origem de muitas associações utilizadas por nós mais recentemente. Um exemplo é a associação de Lúcifer com o Leste, que pudemos ver acima, e que também está presente na concepção da Hierarquia dos Reinos de Fausto. Uma análise mais minuciosa destes escritos e da simbologia utilizada no Satanismo será de grande valia ao estudioso do ocultismo, e é por isso aqui muito recomendado.

© 2009 ESTE TRECHO FOI RETIRADO DO LIVRO "LUX AETERNA" DE LILITH ASHTART. OBRA PROTEGIDA POR DIREIROS AUTORAIS SOB REGISTRO MCN: CUV3M-8VP6R-3TSN4
(HTTP://MYFREECOPYRIGHT.COM/)

Pazuzu




Na mitologia suméria, Pazuzu era o rei dos demônios do vento, filho do deus Hanbi. Ele também representava o vento sudoeste, que trazia as tempestades e a estiagem.

Origem

A origem de Pazuzu remonta a aproximadamente 1000 anos a.C, na Assíria, Mesopotâmia.

Iconografia

Pazuzu é frequentemente representado por uma criatura de corpo humano, mas com a cabeça de um leão ou cachorro, garras em vez de pés, dois pares de asas, cauda de escorpião e o corpo revestido de escamas. Normalmente essas representações vêm com a mão direita levantada e a esquerda abaixada, representando vida e morte, criação e destruição.
Os artesãos assírios o representavam de várias formas, como estatuetas de bronze e amuletos feitos dos mais diversos materiais, como terracota ou jaspe.
O anel que fica sobre a cabeça das estauetas indica que tais objetos eram usados em volta do pescoço ou pendurados nas casas, geralmente no local onde pessoas inválidas dormiam.

Mitologia

Pazuzu era conhecido por trazer a estiagem e a fome nas estações secas e as pragas nas estações chuvosas. Apesar de ser considerado um demônio do mal, Pazuzu era invocado em amuletos para lutar contra a deusa maligna Lamashtu, um demônio feminino que se alimentava das crianças recém-nascidas e que acreditava-se ser o responsável por prejudicar a mãe durante o parto.
Pequenos amuletos retratando Pazuzu eram colocados no pescoço de mulheres grávidas a fim de protegê-las do demônio Lamashtu. Tais amuletos eram também colocados na mobília do quarto.
Era também invocado como proteção contra doenças trazidas pelos ventos, especialmente pelo vento oeste.

Cultura popular

Foi associado ao demônio da série de filmes "O Exorcista".

Aparece no filme A Lenda.

Aparece também no game Devil May Cry com o nome de Beowulf.

Apareceu no clipe da banda Gorillaz - Rock It, enquanto a banda rodea o seu próprio estúdio, Kong Studios, que tem uma estatueta do Pazuzu na frente.

Apareceu no jogo Shin Megami Tensei: Devil Survivor, para Nintendo DS, aparece também no jogo Persona 4.

Fez uma participação na série animada Futurama exibida no canal FOX no episódio "Voltando no Tempo" (Teenage Mutant Leela's Hurdles) #409. No episódio, Pazuzu, surge como um suposto animal de estimação do Professor, que lhe salva a vida. Data de exibição nos EUA: 30 de março de 2003. Data de exibição no Brasil: 24 de agosto de 2003.

É o antagonista do One-Shot (em mangá) The Miyama-Uguisu Mansion Incident, que deu origem ao mangá Ao no Exocist, da mangaká Kazue Kato.

É um personagem da Sicom "Neighbors from Hell"

É o nome de uma música da banda Behemoth, pertencente ao album The Apostasy.


 

 
Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS
Admirador do Oculto e cinéfilo. azerate666@hotmail.com Confira mais textos deste autor clicando aqui

Johannes Wier e a Pseudomonarchia Dæmonum

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O médico e demonologista holandês Johannes Wier, conhecido em inglês como Johann Weyer e em latim como Ioannes Wierus, nasceu em 1515 na localidade de Grave, em Brabante do Norte, pertencente então aos Países Baixos dominados pela monarquia Habsburgo. Iniciou os estudos de latim em tenra idade e já aos catorze anos tornou-se discípulo e ajudante de Heinrich Cornelius Agrippa, primeiro em Antuérpia e logo depois na Colônia (Köln) e em Bonn. Pouco antes da morte de Agrippa (1535), Wier começou seus estudos de medicina na França, em Paris e Orleans. Após seu regresso aos Países Baixos, exerceu a medicina em sua cidade natal, em Grave (1538), e depois em Arnhem (1545), com um estipêndio designado diretamente pelo imperador Carlos V. Em 1540 se casou com Judith Wintgens, com a qual teve cinco filhos. Em 1550 foi nomeado médico do Duque de Jülich-Cleves-Berge, Guilherme, o Rico (Guilherme I de Cleves, Guilherme V de Jülich-Berg) , cargo no qual lhe sucederia seu filho Galenus a partir de 1578.

Na corte de Cleves publicou suas mais importantes obras sobre demônios e feitiçaria: De Præstigiis Dæmonum et Incantationibus ac Venificiis (Sobre a ilusão de Demônios, Feitiços e Venenos, 1563), Pseudomonarchia Dæmonum (O falso reino dos demônios, 1577) e De Lamiis Liber (O livro das Bruxas, 1577), assim como diversos tratados de Medicina. Faleceu em 1588 em Teklenburg (Renânia do Norte), aos setenta e três anos, exercendo a medicina. Naqueles tempos cada nobre ou personagem importante tinha um lema público, que aparecia junto a suas obras e retratos; o lema de Wier era: Vince te ipsum ("Vence a ti mesmo").

As relações de Wier com a demonologia e a feitiçaria remontam a 1548, durante seus anos como médico em Arnhem, quando foi chamado a declarar como especialista em um caso penal contra um adivinho acusado de bruxaria. Porém alguns autores apontam já a influência de Wier nos últimos trabalhos de Agrippa sobre os demônios e seus poderes, já quase no final dos dias do célebre ocultista alemão. Wier se pronunciou publicamente contra o Malleus Maleficarum e defendeu a abolição das leis contra a bruxaria. Com esta atitude conquistou a inimizade de importantes inquisidores e magistrados de sua época. Foi graças a seu posto na corte de Cleves que Wier pôde evitar sua própria perseguição como bruxo. O inquisidor Martin delRio, em seu Disquisitionum Magicarum — um livro que se tornaria tão popular entre os perseguidores da bruxaria quanto o próprio Malleus, e que seria usado como guia nos célebres processos de Salém — o citou diretamente como um dos principais seguidores do Diabo no século XVI. Os livros de Wier acabaram no Índice de Livros Proibidos da Igreja Católica, compartilhando esta nobre distinção com outras obras imortais do pensamento universal.

Wier publicou Pseudomonarchia Dæmonum em Basileia em 1577, como apêndice para a quinta edição de seu livro De Præstigiis Dæmonum, que havia aparecido pela primeira vez em 1563. Ele mesmo disse que sua fonte para este livro foi um manuscrito entitulado Liber Officiorum Spirituum, seu Liber Dictus Empto. Salomonis, de Principibus et Regibus Dæmoniorum (Livro dos ofícios dos espíritos, o livro chamado Empto[1]. Salomão, sobre os príncipes e os reis dos demônios). Porém, indo contra o que pode dar a entender este titulo, Wier assinala que não é o rei bíblico Salomão o autor desta relação de demônios e suas formas de evocação, e sim Cam, um dos filhos de Noé: "[Cam] começou a invocar terríveis espíritos após o dilúvio. Invocou a Beleth e compôs uma arte em seu nome, e um livro que é conhecido por muitos matemáticos".

A Pseudomonarchia foi escrita com anterioridade à célebre Chave Menor de Salomão (Clavicula Salomonis Regis), o Lemegeton, uma parte da Goetia, com a qual guarda notáveis semelhanças. A Goetia se tornou célebre em nossa época por uma desleixada edição publicada em 1904 por Samuel MacGregor Mathers e Aleister Crowley. É muito provável que o autor original da Goetia tenha se inspirado parcialmente na obra de Wier. Entretanto há chamativas diferenças entre ambos textos: A Pseudomonarchia cita sessenta e nove demônios, e a Goetia setenta e dois. Andromalius, Dantalion, Seere e Vassago não aparecem na Pseudomonarchia, assim como Pruflas não aparece na Goetia. A ordem em que os demônios estão ordenados é também diferente. Na Pseudomonarchia não são encontrados sigilos associados aos distintos demônios, como há na Goetia.

Notam-se também as similitudes da Pseudomonarchia com um manuscrito anônimo francês da segunda metade do século XVI, o chamado Livre des Esperitz (Livro dos Espíritos) [2]. Neste manuscrito se encontra um inventário de quarenta e seis demônios, trinta e cinco deles presentes também na Pseudomonarchia, ainda que com os nomes ligeiramente alterados. Alguns autores propõem que Wier contou com uma cópia do Livre des Esperitz para confeccionar sua Pseudomonarchia, porém por alguma razão esta estava incompleta: as referências a Lúcifer, Belzebu, Satan, e aos demônios dos pontos cardeais Orient (Oriens), Poymon (Paymon), Amoymon (Amaymon) e Egyn (Ariton) — que iniciam o Livre des Esperitz faltam na Pseudomonarchia. Porém o livro de Wiers não pode ser visto, em caso algum, como uma mera cópia do manuscrito francês: a Pseudomonarchia inclui outros nomes infernais e oferece uma descrição muito mais detalhada de suas atribuições e de suas formas de evocação.

Os demônios de Wier são os
seguintes:
1. Bael. 2. Agares. 3. Barbas. 4. Pruflas. 5. Aamon. 6. Barbatos. 7. Buer. 8. Gusoyn. 9. Botis. 10. Bathym. 11. Pursan. 12. Eligos. 13. Loray. 14. Valefor. 15. Morax. 16. Ipes. 17. Naberius. 18. Glasya labolas. 19. Zepar. 20. Byleth. 21. Sytry. 22. Paymon. 23. Belial. 24. Bune. 25. Forneus. 26. Roneve. 27. Berith. 28. Astaroth. 29. Forras. 30. Furfur. 31. Marchocias. 32. Malphas. 33. Vepar. 34. Sabnac. 35. Asmodeus. 36. Gaap. 37. Chax. 38. Pucel. 39. Furcas. 40. Murmur. 41. Caym. 42. Raum. 43. Halphas. 44. Focalor. 45. Vine. 46. Bifrons. 47. Samigina. 48. Zagán. 49. Orias. 50. Volac. 51. Gomory. 52. Decarabia. 53. Amdusias. 54. Andras. 55. Andrealphus. 56. Oze. 57. Aym. 58. Orobas. 59. Vapula. 60. Cimeries. 61. Amy. 62. Flauros. 63. Balam. 64. Alocer. 65. Saleos. 66. Vual. 67. Haagenti. 68. Phoenix. 69. Stolas

Notas

[1] Benoît Grévin (em Jean-Patrice Boudet, "Les who's who démonologiques de la Renaissance et leurs ancêtres médiévaux", Médiévales vol. 44, primavera de 2003) propõe que a palavra "Empto." é uma abreviação deformada de "Emphoras", isto é "Schem-hamephorash" (Shemhamforash na versão da Biblia Satânica de Anton LaVey).

[2] Cambridge, Trinity College. Manuscrito O.8.29.

© Miguel Algol.

Traduzido por Lizza Bathory.

Fonte: El Baile del Espíritu

JACK PARSONS — OPERAÇÃO BABALON

Marjorie Cameron
O escritor, pioneiro cientista de foguetes e ocultista Jack Parsons, iniciou uma série de cerimônias magickas em 2 de março de 1946, concebidas, essencialmente, para alcançar uma manifestação de uma encarnação individual do arquétipo divino feminino, chamado Babalon, bem como para catalizar o surgimento desta força, existente latentemente em todos os homens e mulheres, na sociedade.

Durante a cerimônia o escritor e companheiro magicko L. Ron Hubbard, que mais tarde fundou a Cientologia, atuou como escriba anotando os resultados dos trabalhos magickos. Quando Parsons declarou que a primeira série de rituais estava completa e bem sucedida, ele, quase que imediatamente, encontrou Marjorie Cameron em sua própria residência, e a identificou como criação de seu ritual, considerou-lhe sua "Mulher Escarlate", e logo começou a próxima fase de suas séries — uma tentativa de conceber um filho por meio de trabalhos de magia sexual. Embora nenhuma criança tenha sido concebida, isto não afetou o resultado do ritual a este ponto. Parsons e Cameron logo casaram-se.

Os rituais performados foram amplamente desenhados em cima do sistema magicko Enoquiano do Dr. John Dee e Sir Edward Kelley. Eles também foram fortemente baseados em rituais e magia sexual descritos pelo escritor inglês e mestre ocultista Aleister Crowley, que por sua vez tomou emprestado muitos aspectos para sua Babalon da combinação da deusa babilônica Ishtar com a figura da Misteriosa Babylon, a "Grande Prostituta" do bíblico Livro do Apocalipse.


Após a morte de seu marido, Cameron tornou um ícone da Cena Beat em Los Angeles. Kenneth Anger a colocou como sua Mulher Escarlate em sua underground obra-prima "Inauguration of the Pleasure Dome". Muitos pensavam que ela era uma bruxa. Aqui está uma amostra de sua arte com comentários de seus amigos, o escultor, George Herms e, os diretores, Kenneth Anger e Curtis Harrington.



A EVOLUÇÃO DO MAL

Samuel Buttler disse uma vez:
"Ninguém nunca ouve a versão do demônio, porque Deus escreveu todos os livros."

UM VELHO CONCEITO

SATAN
Os antigos hebreus atribuíam tudo o que acontecia, seja no céu ou na terra, a um único deus. A evolução de uma poderosa força maligna que era oposta ao Deus Bom, apenas começou duzentos anos antes do nascimento de Jesus Cristo.

O Velho Testamento de Deus não descreve esses tempos. Ele era sempre o único responsável por tudo o que ocorria no universo, como a divindade indiana, Shiva, camuflando a criatividade e a destruição em um indissolúvel princípio. Isto é claramente estabelecido em Isaias 45:7 quando Deus diz "Eu formo a Luz e crio as Trevas; eu faço a Paz e crio a Maldade." Mas gradualmente no segundo século depois de Cristo, os hebreus trocaram sua fé de um deus ambivalente, por um deus somente bondoso.

Contudo, houveram muitas variações neste tema, uma crença em um Mal à parte gradualmente se desenvolveu. Este princípio maléfico é completamente distinto da vida, sendo totalmente oposto e alienado da benevolência natural do Todo-Poderoso.

Isto criou um dilema óbvio: Como uma Divindade bondosa que criou a tudo e a todos, incluiu em sua criação um oponente igualmente poderoso que sempre procurou superá-Lo? O resultado foi uma tensão paradoxal ao conceito de um único divino princípio básico em que o cosmo é dividido em dois: o Bom e o Mal.

Enquanto os rabinos tentavam livrar o Judaísmo de antigos conflitos, hoje em dia a doutrina da Igreja Cristã continua turva perante o crescimento de duas ideias essenciais e incompatíveis. E como uma sombra no centro do ciclone está o anjo negro.

A ideia de um mal à parte e dos Anjos Caídos não aparecem no Velho Testamento. Contudo encontramos o satan, "O Adversário". Ainda assim havia um substantivo comum que simplesmente significava "um oponente". Era possivelmente o título de um cargo que prossegue nas leis atuais, melhor do que qualquer nome de alguma personalidade diabólica.

O número exato de anjos que são conhecidos por terem se rebelado e punidos está no Livro dos Segredos de Enoch. Portanto existe um cânon à parte. Mas na época em que o Novo Testamento foi escrito, a influência de Enoch foi sigilosamente absorvida nas ideias dualistas do persa Zoroastra.

Em Revelações João de Patmos aponta um dedo sem hesitar para Satã, o velho dragão, "E sua cauda desenhou a terceira parte das estrelas (Anjos) do Paraíso e lançou-os na terra..., e Satã que iludiu o mundo inteiro; também foi lançado à terra e os Anjos o proclamaram." João nomeia o indivíduo específico de Satã, que a essa hora é claramente sinônimo do adversário acima citado.

No Velho Testamento a história de Jó não era nem boa muito menos perversa, mas no segundo século depois de Cristo tornou um símbolo de Maldade. Durante os dois seguintes milênios o Príncipe das Trevas solitário foi identificado como Azazel, Mastema, Beelzebub, Beliel, Duma, Sier, Salmael, Gradeel, O Anjo
de Roma, Samael, Asmodeus, Mephistopholes, Lúcifer e na tradição Islâmica como Iblis. Ele também atraiu um número de títulos populares atribuídos ao terror comum que ele provoca dentre eles Capeta, Diabo, Satanás, etc.

INVENÇÃO DO INFERNO

A ideia de uma forma totalmente demoníaca de um anjo caído foi muito longe da experiência de Enoch de uma gigantesca Grigori. A superestrutura maligna e demoníaca com seu Inferno inteiramente localizado longe dos Pacíficos Portões do Paraíso, é relativamente uma invenção cristã.

Enquanto o conceito de demônios e criaturas monstruosas não foi inteiramente criado na Idade Média, os escritores daquela época certamente relacionaram tais criaturas com o Judaísmo. A inconsciente e negra Europa tinha uma imaginação extraordinária. Era uma era de magia e uma nova preocupação com os mistérios da Alquimia, a Kabbalah e certas áreas de conhecimento que depois se tornariam a proto-ciência. Em tal atmosfera ambos Anjos e demônios foram invocados por praticantes sagrados e diabólicos. Os pentagramas secretos abriram-se para revelar o pesadelo de legiões de anjos e demônios de uma forma coletiva, negra e inconsciente que vomitaram diante de torres majestosas no céu e escuridões profundas.

Para entender a natureza dos anjos que habitam os Reinos dos Trevas, é melhor examinar o retrato da entidade que é o mais enigmático e surpreende anjo de todos, SATÃ. O Inferno é inseparável do Maligno. Essa entidade negra é a antítese completa do arcanjo Miguel. Em algumas tradições o Príncipe do Mal olha através de um espelho negro e o reflexo é seu irmão gêmeo, CRISTO. Não há dúvida que sem o Demônio não haveria necessidade de um Cristo.

Fonte: Imagick

Caso o Demônio Morresse Deveria Deus Fazer um Outro? — Robert Green Ingersoll

The Devil (1899)
Há pouco tempo atrás eu preparei um discurso sobre “Superstição”, no qual, entre outras coisas, eu disse que o mundo Cristão não poderia negar a existência do Demônio; que o Demônio era realmente a pedra chave do arco, e que retirá-la era destruir o sistema todo.

Uma grande maioria dos clérigos respondeu ou criticou essa afirmação. Alguns desses ministros sustentaram suas crenças na existência da Majestade Satânica, enquanto que outros realmente negaram sua existência, mas alguns, sem expressar suas próprias opiniões, disseram que outros acreditavam, não na existência de um demônio pessoal, mas na hipótese de que o Demônio assim aludido era simplesmente a personificação do mal.

Quando eu li essas respostas eu pensei nessa linha de Heine: “Cristo cavalgou sobre um asno, mas agora asnos cavalgam sobre Cristo”.

Agora as perguntas são, primeira se o Demônio realmente existe, segunda se as Sagradas Escrituras ensinam a existência do Demônio e e dos espíritos impuros, e terceira, se esta crença em demônios é uma parte necessária daquilo que é conhecido como “Cristianismo ortodoxo”.

Agora, de onde veio a ideia que o Demônio existe? Como ela foi produzida?

Medo é um artista, um escultor, um pintor. Todas as tribos e nações, têm sofrido, têm sido o esporte e a vítima do fenômeno natural, tendo sido golpeado pelo relâmpago, envenenado por ervas daninhas, oprimido por vulcões, destruído por terremotos, acreditado na existência de um Demônio, que era o rei – o governante – de inumeráveis demônios menores, e todos esses demônios têm sido desde eras imemoriais considerados como inimigos dos homens.

Ao longo das margens do Ganges vagaram os Asuras, os mais poderosos dos espíritos do mal. Seus negócios eram as guerras contra Devas – isso quer dizer, os deuses – e ao mesmo tempo contra os seres humanos. Lá, também, estavam os ogros (bicho papão), o Jakshas e muitos outros que matavam e devoravam seres humanos.

Os Persas inverteram isso, e com eles os Asuras eram bons e os Devas maus. Ormuzd era o bom – o deus –, Ahriman o demônio – e entre o deus e o demônio estava empreendida um perpétua guerra. Alguns dos Persas pensavam que o mal finalmente triunfaria, mas outros insistiam que o bem seria o vencedor.

No Egito, o demônio era Set – ou, usualmente chamado, Typhin – e o bom era Osisis. Set e sua legião brigaram contra Osíris e contra a raça humana.

Entre os Gregos, os Titans eram os inimigos dos deuses. Ate era o espírito que tentava, e tal era o seu poder que em uma época ela tentou e extraviou o deus dos deuses, mesmo Zeus em si.

Essas ideias a cerca de deuses e demônios frequentemente mudavam, porque nos dias de Sócrates um daimon não era um demônio, mas um anjo guardião.

Nós obtivemos nosso Demônio dos Judeus, e eles o tomaram dos Babilônios. Os Judeus cultivaram a ciência da Demonologia, e em uma ocasião era acreditado que haviam nove tipos de demônios: Belzebu, príncipe dos falsos deuses das outras nações; o Pythian Apollo, príncipe dos mentirosos; Belial, príncipe dos criadores de discórdia; Asmodeus, príncipe dos demônios vingativos; Satan, príncipe dos bruxos e magos; Meresin, príncipe dos demônios aéreos, que causava tempestades e pragas; Abaddon, que causava guerras, tumultos e incêndios; Diabolus, que conduzia ao desespero, e Mammon, príncipe das tentações.

Acreditava-se que demônios e feiticeiros frequentemente viviam juntos e mantinham o que eles chamavam “Sabbats”; isso quer dizer, orgias. Era também conhecido que feiticeiros e bruxos tinham marcas nos seus corpos que tinham sido impressas pelo Demônio.

Certamente esses demônios foram todos feitos pelas pessoas, e nesses demônios nós encontramos a parcialidade de seus criadores. Os Europeus sempre representaram seus demônios como negros, enquanto que os Africanos acreditavam que os deles eram brancos.

Então, foi acreditado que as pessoas com o auxílio do Demônio poderiam assumir qualquer forma que desejassem. Bruxos e feiticeiros foram transformados em lobos, cães, gatos e serpentes. Essa mudança para a forma animal era extremamente comum.

No período de dois anos, entre 1598 e 1600, em um distrito da França, o distrito de Jura, mais do que seiscentos homens e mulheres foram julgados e sentenciados diante um juiz de terem se transformado em lobos, e foram condenados à morte. Este é somente um caso. Houve milhares.

Não há tempo para contar a história dessa crença no demônio. Ela tem sido universal. As consequências têm sido terríveis além da imaginação. Milhões e milhões de homens, mulheres e crianças, de pais e mães, foram sacrificados sobre o altar dessa crença ignorante e idiota.

Certamente, os Cristãos de hoje em dia não acreditam que os demônios dos Hindus, Egípcios, Persas ou Babilônios existiram. Eles pensam que aquelas nações criaram seus próprios demônios, exatamente o mesmo que eles fizeram com seus próprios deuses. Porém os Cristãos de hoje em dia admitem que, por muitos séculos, Cristãos acreditaram na existência de incontáveis demônios. Que os Pais da Igreja acreditavam tão sinceramente no Demônio e nos seus demos como em Deus e seus anjos, que eles estavam tão seguros sobre o inferno quanto do paraíso.

Eu admito que as pessoas fizeram o melhor que puderam para avaliar o que elas viram, o que elas vivenciaram. Eu admito que os demônios assim como os deuses foram naturalmente produzidos – o efeito da natureza sobre o cérebro humano. A causa de fenômeno encheu nossos ancestrais não somente com admiração, mas com terror. O milagroso, o sobrenatural, era não somente acreditado, mas também aguardado.

Um homem caminhando na floresta à noite – na fraca luz da lua – tudo incerto e difuso – vê uma forma monstruosa. Uma arma é levantada. Seu sangue se congela, seus cabelos se eriçam. Na escuridão ele vê os olhos de um monstro – olhos que brilham com maldade. Ele sente que algo está se aproximando. Ele volta e com um brado de horror corre nos seus calcanhares. Ele está amedrontado e olha atrás. Gastou seu fôlego, tremendo de medo, ele alcança sua cabana e cai na porta. Quando ele recobra a consciência, ele conta sua estória e, certamente, os filhos acreditam. Quando eles se tornam homens e mulheres eles contam a estória do seu pai tendo visto o Demônio para seus filhos, e então os filhos e os netos não somente acreditam, mas pensam que sabem, que seu pai – seu avô – realmente viu um demônio.

Uma velha mulher sentada ao fogo a noite – uma furiosa tempestade – ouve o lamentoso canto do vento. Para ela isso se torna uma voz. Sua imaginação foi tocada, e a voz parece pronunciar palavras. Dessas palavras ela constrói uma mensagem de um aviso de um mundo invisível. Se as palavras são boas, ela ouviu um anjo; se elas são ameaçadoras e maldosas, ela ouviu o demônio. Ela conta isso a suas crianças e elas acreditam. Elas dizem que a religião da mãe é boa o bastante para elas.

Uma moça sofrendo de histeria entra em um transe – tem visão do mundo do inferno. Um sacerdote salpica água benta sobre sua pálida face, dizendo: “Ela tem um demônio”.

Um homem grita um terrível brado; cai ao chão; espuma e sangue brotam de sua boca; seus membros se convulsionam. Os espectadores dizem: “Isso é obra do demônio”.

Por todas as eras pessoas têm trocado sonhos e visões de medo por realidades. Para elas o insano estava inspirado; epilético estava possuído pelo demônio; apoplexia era a obra de um espírito imundo.

Por muitos séculos pessoas acreditaram que elas tinham realmente visto um fantasma maldoso da noite, e tão completa era essa crença – tão vívida – que elas fizeram pinturas delas. Elas sabiam como eles pareciam. Elas desenharam e entalharam suas formas, seus chifres – todas as suas deformidades maldosas. Agora, eu admito que todos esse monstros foram naturalmente produzidos. As pessoas acreditavam que o mal tinha sua terra nativa; que o Demônio era um rei, e que ele e seus capetas empreenderam uma guerra contra os filhos dos homens. Curiosamente boa parte desses demônios foi feita de deuses decaídos, e, naturalmente boa parte de muitos demônios foi feita de deuses de outras nações. Então com frequência os deuses de umas pessoas eram os demônios das outras.

Na natureza existem forças opostas. Algumas dessas forças trabalham para o que os homens chamam de bem; outras para o que eles chamam de mal. Apoiado nessas forças nossos ancestrais colocaram anseios, inteligência e projeto. Eles não podiam acreditar que o bem e o mal vinham de um mesmo ser. Então apoiado no bem eles colocaram Deus; apoiado no mal, o Demônio.

Conclusão

Eu admito que há muitas boas e belas passagens no Velho e Novo Testamentos, que dos lábios de Cristo brotaram muitas pérolas de generosidade – de amor. Todo verso que é verdadeiramento terno é um tesouro em meu coração. Cada pensamento, atrás do qual está uma lágrima de ternura, eu aprecio e amo. Porém eu não posso aceitá-lo todo. Muitas elecuções atribuídas a Cristo chocam minha mente e coração. Elas são absurdas e cruéis.

Tomada do Novo Testamento a infinita selvageria, a malevolência sem respaldo do sofrimento eterno, o absurdo da salvação pela fé, a ignorante crença na existência de demônios, a imoralidade e crueldade da expiação, a doutrina da não resistência que nega às virtude o direito de auto-defesa, e como seria glorioso saber que o restante é verdade! Comparado com esse conhecimento, como tudo mais na natureza seria pequeno e enrugado! Que êxtase seria saber que Deus existe; que ele é nosso pai e que ele ama e cuida dos filhos dos homens! Saber que todos os passos que os seres humanos seguem, mudam e ventilam como eles podem, conduzem aos portões da paz imaculada! Como os corações se emocionariam e palpitariam ao saber que Cristo foi o conquistador da Morte; que em seu sepulcro todos os monstros devoradores foram zombados e batidos para sempre; que desde aquele momento a tumba tornou-se a porta que se abre para a vida eterna! Saber que isso transformaria o desgosto em satisfação. Pobreza, fracasso, desastre, derrota, poder, terra e riqueza tornar-se-iam coisas sem significado. Colocar seu bebê sobre seus joelhos e dizer: “Meu e meu para sempre!” Que alegria! Estreitar a mulher que você ama em seus braços e saber que ela é sua para sempre – sua embora os sóis escureçam e as constelações desapareçam! Isso é o bastante: Saber que os amados e mortos não estão perdidos; que eles ainda vivem e amam e esperam por você. Conhecer isso seria tudo ao que o coração poderia se render. Além dessa felicidade não se pode ir. Além disso não há nada que se almeje.

Quão bela, quão encantada, A Morte seria! Como nós almejaríamos ver sua caveira sem frescor! Que raios de glória fluiriam de sua cega foice, e como o coração almejaria pelo toque de sua mansa mão! A mortalha se transformaria em uma túnica de glória, a procissão funerária um lar de colheita e a sepultura marcaria o fim da tristeza, o início da Felicidade eterna.

E ainda seria de longe melhor que tudo isso fosse falso do que: tudo do Novo Testamento fosse verdade.

É de longe melhor não ter paraíso do que ter paraíso e inferno; melhor não ter Deus do que Deus e Demônio; melhor descansar em eterno sono do que ser um anjo e saber que aqueles que você ama estão sofrendo eterna dor; melhor viver uma vida livre e amorosa – uma vida que termina para sempre na sepultura – do que ser um escravo imortal.

O mestre não pode ser grande o bastante para fazer doce a escravidão. Eu não tenho ambição de me tornar um servo alado, um escravo alado. Melhor o sono eterno. Porém eles dizem, “Se você desiste dessas superstições, o que você deixa?”

Deixe-me agora dar lhes a declaração de um credo.

DECLARAÇÃO DA LIBERDADE

Nós não temos falsidades a defender
Nós queremos fatos;
Nossa força, nosso pensamento, nós não desperdiçamos
Em ataques vãos.
E nós nunca intencionalmente tentaremos
Salvar alguma bela e agradável mentira.
A simples verdade é o que nos pedimos,
Não o ideal;
Nós montamos para nós mesmos a nobre tarefa
De encontrar o real.
Se tudo que há é nada além de escória,
Nós queremos saber e padecer nossa perda.
Nós não estamos dispostos a ser enganados,
Por fábulas de ajuda;
Nossos corações, por sérios conceitos, estão escolados
Para padecer o pior;
E nós podemos permanecer eretos e desafiar
Todas as coisas; todos os fatos que realmente são.
Nós não temos nenhum Deus para servir ou temer,
Nenhum inferno para evitar,
Nenhum demônio com olhar malicioso.
Quando a vida se for
Um sono sem fim pode fechar nossos olhos.
Um sono sem sonhos ou suspiros
Nós não temos mestre sobre a terra –
Nenhum rei no ar –
Sem algemas nós permanecemos,
Sem uma súplica,
Sem um medo da noite vindoura,
Nós buscamos a verdade, nós amamos a luz.
Nós não nos curvamos diante de uma imaginação,
Um vago desconhecido;
Uma força insensata nós não abençoamos
Em tom solene.
Quando o mal vem nós não amaldiçoamos,
Ou agradecemos porque ele não é pior.
Quando os ciclones despedaçam – quando relâmpagos destroem,
Isso é nada só fato;
Não há Deus de cólera que fere
Num ódio sem coração
Atrás das coisas que ferem o homem
Não há finalidade, pensamento, ou plano.
Nós não perdemos nenhum tempo com temores inúteis,
Em medos estremecedores;
O presente vive, o passado está morto,
E nós estamos aqui,
Todos convidados bem vindos à grande festa da vida –
Nós não necessitamos de ajuda de fantasmas e sacerdotes.
Nossa vida é alegre, jocosa, livre –
Ninguém é um escravo
Que dobra em medo os joelhos trêmulos,
E busca salvar
Uma alma covarde de um futuro sofrimento;
Ninguém se humilhará ou rastejará por vantagem.
A preciosa taça do amor nós secamos,
E o vinho da amizade
Agora suavemente flui em nossas veias
Com calor divino.
E então nós amamos e almejamos e sonhamos
Que nos céus da morte há um clarão
Nós caminhamos conforme nossa luz,
Seguimos o passo
Que conduz às alturas da honra imaculada,
Despreocupados da ira
Ou castigo de Deus, ou rancor sacerdotal,
Almejando conhecer e fazer o correto.
Nós amamos nossos semelhantes, nossa espécie,
Esposa, filho, e amigo.
Aos fantasmas estamos surdos e cegos,
Mas nós estendemos
A mão auxiliadora aos aflitos;
Por erguer outros nós somos abençoados.
A chama sagrada dentro do coração
E o brilho da amizade;
Enquanto todos os milagres da arte
Suas riquezas concedem
A mente emocionada e alegre
E apresentam êxtase e banem sofrimento.
Nós não amamos fantasmas dos céus,
Mas carne viva,
Com olhos de paixão tolerantes e sentimentais,
Lábios tépidos e frescos,
E faces com a vermelha bandeira da saúde desfraldada,
O hálito dos anjos desse mundo.
As mãos que ajudam são de longe melhores
Do que lábios que rezam.
Amor é a estrela sempre resplandecente
Que conduz o caminho,
Que brilha, não no vago mundo do êxtase,
Mas sobre um paraíso neste
Nós não oramos, ou choramos, ou nos lamentamos;
Nós não temos nenhum temor,
Nenhum medo de passar além do véu
Que oculta a morte.
E ainda nós perguntamos, sonhamos, e imaginamos,
Mas sabemos que não possuímos.
Nós perguntamos, ainda nada parece saber;
Nós choramos em vão.
Não há nenhum “mestre do show”
Quem irá explicar,
Ou do futuro romper a máscara;
E ainda sonhamos, e ainda perguntamos
Há além da noite silenciosa
Um dia sem fim;
É a porta da morte que conduz à luz?
Nós não podemos dizer.
O segredo sem língua trancado no destino
Nós não sabemos.
Nós desejamos e aguardamos.

Fonte: The Devil (1899), de Robert Green Ingersoll

Mamon

 



Mamon é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade. A própria palavra é uma transliteração da palavra hebraica "Mamom" (מָמוֹן), que significa literalmente "dinheiro". Como ser, Mamon representa o terceiro pecado, a Ganância ou Avareza, também o anticristo, devorador de almas, e um dos sete príncipes do Inferno. Sua aparência é normalmente relacionada a um nobre de aparência deformada, que carrega um grande saco de moedas de ouro, e "suborna" os humanos para obter suas almas. Em outros casos é visto com uma espécie de pássaro negro (semelhante ao Abutre), porém com dentes capazes de estraçalhar as almas humanas que comprara.

História

Na era pré-cristã, conforme sabemos, eram cultuados muitos deuses. Mamon, contudo, não era o nome de uma divindade e sim um termo de origem hebraica que significa dinheiro, riqueza, ou bens materiais. Jesus, no Evangelho, utiliza a palavra quando afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas as 16:13 ). A palavra, no texto original, também é citada no Evangelho de Mateus:

"Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem traça nem ferrugem corroem e onde ladrões não minam nem roubam: Para onde está o teu tesouro, aí estará o seu coração também."
"Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas." (Mateus 6:19-21,24)
Desta forma Mamon acabou por tornar-se, ao longo da história, e devido as diversas traduções da Bíblia, a representação de uma divindade maligna ou demônio.
O dicionário Webster da língua inglesa define "Mamon" ou "Mann" ou "Matmon" ou "Mammonas" ou "Matmel" como: 1) o falso deus da riqueza e da avareza. 2) riquezas considerado como um objeto de culto e seu exercício ganancioso; riqueza como um mal, mais ou menos personificado . Winston a define como: 1) riqueza, ganho mundano; 2) cobiça de riquezas; cupidez . Oxford define: deus da fortuna, que é considerado mau ou imoral; 'aqueles que cultuam Mammon' são equivalentes a pessoas gananciosas por dinheiro .




Literatura

Para Milton, em sua obra Paraíso Perdido, Mamon é um demônio que constrói para Satã um palácio com veios de ouro ardente. Goethe, na primeira parte de Fausto, utiliza a palavra em ambos os sentidos de "ouro" e de "entidade demoníaca".


Sobre o Autor:
LORD KRONUS
LORD KRONUS

Admirador do Oculto e cinéfilo.
azerate666@hotmail.com
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De Praestigiis Daemonum de Wier

Em 1583, Johann Weyer (ou Wier, Wierus) publicou um tratado sobre bruxaria chamado “De Praestigiis Daemonum”. Neste texto, Wier incluiu uma seção que lista os nomes e as descrições dos demônios. Ele a chamou de “Pseudomonarchia daemonum”. Um ano depois, Reginald Scot traduziu o catálogo para o Inglês em seu “The Discoverie of Witchcraft”. A maioria desses demônios encontraram seu caminho para a Goetia de Mathers muito depois.

Download de praestigiis daemonum.pdf

Leia Online:
http://www.esotericarchives.com/solomon/weyer.htm

Comparação dos Demônios na Goetia com a lista de Wier:
Ambas parecem conter os mesmos nomes, com exceção de Pruflas (ou Bufas) na hierarquia de Wier. A imagem de Purson (Curson ou Pursan) na Goetia de Mathers corresponde a Pruflas no Dictionnaire Infernal, no entanto, ambos Purson e Pruflas estão listados na lista de Wier, mas apenas Pruflas está listado na lista de Collin de Plancy. Assim, há quatro nomes na lista de Mathers que não correspondem: Vassago, Seere (também conhecido como Seire, Seir, ou Sear), Dantalion (ou Dantalian), e Andromalius. Destes, pode ser possível que um ou outro, Vassago ou Seere, correspondam a Pruflas, visto que ambos comandam 26 legiões.

Lista de posições correspondentes entre demônios na hierarquia de Johann Wier e na Goetia:

Fonte: http://www.deliriumsrealm.com/demons/wier-demons/

AMANTES DEMONÍACOS — SUCCUBUS E INCUBUS

Dois dos espíritos mais inusitados associados com a bruxaria medieval são os succubus e incubus. O succubus é do sexo feminino, o incubus, do sexo masculino, e eles são geralmente da variedade de espíritos demoníacos que buscam a união sexual com suas vítimas. Além de espírito familiar, succubus e incubus funcionavam quer como amante das bruxas ou como uma ferramenta para atacar sexualmente as vítimas escolhidas. Em alguns casos, os poderes sedutores das succubus tornaram-se associados com a bruxa, e o incubus poderia ser tanto seu familiar como companheiro sexual. Relatos sobre esses dois tipos de demônios eram muitas vezes citados quando interrogavam "bruxos" e "bruxas" durante a Renascença. O que eles realmente eram (ou são) é uma questão a ser debatida. Mais tarde, tornaram-se temas míticos que, devido à sua natureza sexual ilícita, foram capturados pela "tórrida" imaginação de prelados e popularizaram-se tanto. Devido à sua natureza popular, eles ainda podem ser encontrados, de uma forma ou de outra, hoje. Basta fazer uma busca na internet para "succubus" ou "incubus" e testemunhar o volume existente.

Curiosamente, a raiz da palavra tanto para succubus e incubus é o verbo latino "cubare" (deitar), onde incubus significa "deitar sobre", e succubus significa "deitar sob". O incubus era conhecido como um demônio que se colocaria sobre o corpo de uma mulher, causando pesadelos e paralisia. O succubus, de alguma forma, ficava entre o homem adormecido e a cama, o envolvendo. Estas eram as entidades demoníacas que supostamente estavam íntima e sexualmente envolvidas com os seres humanos, representando uma classe única de espíritos. Enquanto que os demônios geralmente possuíam o corpo de suas vítimas, habitando a alma destas, um incubus ou succubus se ligavam com suas vítimas, assim drenavam externamente a sua força vital. Eles geralmente apareciam (primeiramente) através de sonhos, causando intensas fantasias eróticas, paralisia do sono e pesadelos, muitas vezes resultando em algum tipo de orgasmo espontâneo.

Essas entidades eram bem conhecidas e identificáveis ​​alvos de exorcismos e banimentos/ritos de bênção, tanto ​​de cristãos quanto de judeus, a partir do final da Alta Idade Média. (Havia uma seção especial para esses demônios no "Malleus Maleficarum".) Mais tarde, foi dito que as bruxas e bruxos tinham amantes demoníacos (mas é claro!), e que esses seres poderiam até mesmo ocupar corpos físicos. Não obstante, de acordo com Tomás de Aquino, os demônios foram identificados como seres sem sexo definido, sendo demônios femininos e masculinos contrapartes de uma mesma entidade, de modo que os succubus e incubus eram fachadas intercambiáveis ​​para o mesmo espírito. Esta lógica afirmava que o succubus copulava com homens, recolhendo seu sêmen, e, em seguida, se transformava em um incubus, injetando, assim, o sêmen coletado em uma vítima do sexo feminino. Talvez essa fosse uma forma de explicar as ejaculações noturnas ou gravidez inconfessada devido ao incesto ou estupro.

A própria criança nascida de uma suposta ligação com o sobrenatural teria qualidades sobrenaturais. Grandes heróis (como Gilgamesh) e magos (Merlin) tinham a fama de serem a prole desse tipo de entidades espirituais. Enquanto os íncubos eram essencialmente não nomeados, as súcubos foram expressamente mencionadas e associadas com vários atributos de Lilith. Então, agora chegamos ao núcleo importante da imagem mítica do succubus-incubus, que é a sua associação com a antiga mulher-demônio, conhecida como Lilith.

Lilith tinha fama de ser a primeira esposa de Adão, mas ela se recusou a submeter-se a ele (a maneira elegante de dizer que ela se recusou a se deitar debaixo dele). Devido a essa insubordinação, ela foi expulsa do paraíso por Javé (Yahweh), que então formou Eva como sua substituto. Mais tarde, ela se tornou a consorte e mãe de demônios e predadora de crianças e adolescentes do sexo masculino. Lilith era conhecida pelos antigos acádios e figurava em sua lista de espíritos como uma espécie de demônio feminino predatório, e mais tarde foi considerada uma das rainhas demoníacas. No entanto, com o passar do tempo, ela foi esquecida por todos, exceto pelos judeus hassídicos, que ainda colocavam encantos escritos contra Lilith nos berços e camas de seus filhos, e esta prática continuou até o início do século XX. O século XIX viu Lilith retornar na cultura popular europeia, tornando-se uma caída, romântico e rebelde tropo literário. O final do século XX testemunhou a elevação de Lilith ao posto de deusa em algumas seitas de bruxaria moderna. Eu tenho discutido anteriormente a respeito de Lilith como sendo associada com os Nephilim, mas isso é assunto para outra hora.

Atualmente succubi e incubi se transformaram, na mídia e literatura, em sedutores vampiros, ou figuram em vários tipos de ligações sobrenaturais ilícitas. Eles também podem ser encontrados na representação de seus tipicamente negativos e obsessivamente sexual encontros, reais ou imaginados. Amor não correspondido e obsessão sexual parecem ser a chave para esses tipos de temas, e hoje estamos obviamente muito fascinados com eles. (Eu me pergunto o que isso diz sobre nós?)

Embora existam alguns exemplos de métodos para convocar um incubus ou succubus a manifestar-se, parece que uma terrível obsessão sexual não satisfeita e complacência para entregar-se ao excesso, dissipação e morbidez perversa poderiam facilmente produzir o fenômeno desejado. Utilizar algumas velas pretas estrategicamente colocadas, em seguida, deitar-se nu, em um satanicamente adornado círculo mágico, na postura do "pentagrama", enquanto ardentemente evoca um amante demônio, também deve efetivar este truque.

Quanto a controlar o que foi evocado e salvaguardar a si mesmo, esses pensamentos precisam invariavelmente serem dispensados por completo, fazendo de tal operação muito perigosa (e bastante estúpida). Eu também poderia acrescentar que há uma diferença marcante entre a formulação de um encontro com a divindade satânica (se o magista é distintamente do LHP) e convidar um incubus ou succubus para possuí-lo. A primeira é uma operação litúrgica do Caminho da Mão Esquerda, e o último, um desejo sexual auto-destrutivo.

A cobiça e procura por um amante demoníaco é, muito provavelmente, um sintoma de problemas e questões mais profundas. Poderia muito bem indicar uma apreciação doentia da sexualidade, e, talvez, uma incapacidade de encontrar um parceiro humano adequado. Apetite sexual insatisfeito, juntamente com uma inata habilidade para se conectar com as forças ocultas ou entidades sobrenaturais podem ser uma combinação terrível imbuída com nefastas consequências. O fruto de tal combinação é raramente positivo. Um analogia moderna é o vício fervente por pornografia online que assombra os indivíduos que são funcionalmente incapazes de ter uma relação sexual. Eu sei em primeira mão como este tipo de vício pode realmente consumir uma pessoa que perdeu o contato com o mundo real da interação humana, e como isto é um substituto amargo e insatisfatório para uma relação sexual real.

Talvez um aspecto dos modernos incubus ou succubus possa ser encontrado no interior da maciça comercialização underground do sexo que figura em quase toda parte. Os conservadores religiosos tanto odeiam e temem esse submundo comercial, e ainda assim parecem incapazes de, ou não querem realmente, cessá-lo. Nosso medo cultural, repugnância, vergonha e fascínio por todas as coisas perversamente sexuais dá-lhes enorme poder em nossa saturada mídia nacional. Eliminar a culpa, medo e vergonha é provavelmente o primeiro passo na redução do poder da sexualidade negativa. Tal sexualidade midiática tem ainda invadido o ocultismo e a prática da magia, e pode ser encontrada na internet, juntamente com todo o resto. (Além disso, a mistura do LHP com pornografia tem obtido muitos seguidores nos dias de hoje, como o popular site “Goetia Girls” tem demonstrado.)

Não me interpretem mal, como pagão eu apoio uma abordagem bastante libertária da sexualidade em nossa sociedade. Eu também sou contra qualquer forma de censura ou intervenção legal que restrinja ou limite a sexualidade dos adultos conscientes. Não obstante, conheço as dores de um amor não correspondido e a necessidade insatisfeita de uma liberdade sexual nos meus primeiros anos como adulto, e sei como isto pode produzir todos os tipos de problemas sociais e psicológicos. Essas forças internas, se não forem devidamente tratadas, podem até mesmo se manifestarem como relacionamentos abusivos e auto-destrutivos no mundo real. Tenho testemunhado mulheres que continuam a se envolverem com seus “amantes demoníacos” enquanto estão sendo terrivelmente usadas e abusadas. Eu também já experimentei alguns destes abusos em primeira mão a partir dos meus próprios amantes demoníacos. Talvez succubus incubus tenham se tornado eufemismos sociais para relacionamentos ruins e abusivos que devem ser decisivamente terminados, mas que estão psiquicamente demasiadamente emaranhados. Testemunho o fato de que homens ou mulheres podem libertarem-se de anos com um amante abusivo, apenas para rapidamente caírem como presas de um novo abusador.

Felizmente, descobri que vários níveis de amor próprio espiritual, alinhamento pessoal com a Divindade e o “Amante Interior” podem ser usados como poderosas ferramentas de cura para eliminar relacionamentos negativos e seus efeitos de longo prazo. Assim, também, pode-se ser honesto sobre uma associação íntima, determinando o que é realmente necessário e bom para si mesmo, e, mais importante, ouvindo as advertências da família e dos amigos. Quebrar ciclos de abuso pode ser poderosamente gratificante e edificante, liberando assim uma pessoa de seu próprio ciclo de auto-destruição e permitindo-lhe buscar relacionamentos que são progressivos e auto-fortalecedores.

Feiticeiras e feiticeiros, vampiros e vampiras, e amantes demoníacos de todos os tipos podem parecer fascinantes e poderosamente sedutores, mas eles são apenas ferramentas para auto-destruição. Você pode brincar com eles, e você pode até ter custos e intensos encontros agradáveis, mas se você ficar viciado por seus próprios anseios e necessidades, então você passará por um período muito ruim — se você sobreviver. Na minha opinião, não há maior mecanismo para a total de auto-destruição que alimentar e ampliar desejos não realizados. (Então vamos nos libertar e sermos felizes.) Você foi avisado!

Por Frater Barrabbas

Traduzido por

FONTE: Talking About Ritual Magick: Demon Lovers - Succubi and Incubi

A Demonologia Clássica e o Fenômeno OVNI

Observando a literatura sobre ocultismo de séculos passados podemos constatar que observadores
antigos citavam a existência de aparições que normalmente eram classificadas como demônios. O trabalho Oficial de Francis Barret, The Magus - Book 2 (Os Magos - Livro 2), de 1801, entre as páginas 48 e 54, descreve os anjos decaídos ou demônios:
...alguns dos que estão perto de nós perambulam para cima e para baixo neste ar obscuro: outros habitam lagos, rios e mares, outros a terra e aterrorizam todas as coisas... perturbando não só os homens, mas também outras criaturas; alguns se contentam com brincadeiras e zombarias, aborrecendo os homens sem causar-lhes dano; outros... mudando de forma, transtornam os homens e fazem com que eles temam em vão...
...os demônios falam; e o que o homem faz com voz audível, eles o fazem imprimindo a ideia de fala na mente daqueles a quem se dirigem, de um modo melhor do que se fizessem isso em voz audível... todavia, eles muitas vezes emitem uma voz audível.

Em seu livro Earth's Earliest Ages And Their Connection with Modern Spiritualism and Theosophy (As primeiras Idades da Terra e Sua Conexão com o Espiritualismo e Teosofia Modernos, 1876, página 254, G. H. Pember Observa que o ocultista "é levado à comunicação inteligente com espíritos do ar, e pode receber qualquer conhecimento possuído por eles, ou qualquer falsa impressão que decidam comunicar... os demônios parecem ter permissão para operar vários prodígios a seu pedido".

As obras "De Magia" e "De Vinculis in Genere" escritas pelo Mago Bruno Giordano, em meados de 1590, consagradas à magia, apresenta práticas religiosas de origem egípcia para atrair demônios para dentro de suas estátuas e um método de condicionamento da imaginação ou da memória para receber influências demoníacas, através de imagens ou sinais estampados na memória. Estes métodos não seriam suficientes para se criar falsas lembranças de abdução, por exemplo?!

Segundo os milhares de registros de casos de aparições de "tripulantes de discos voadores" em todo o mundo, os supostos extraterrestres variam seu tamanho entre alguns centímetros a quase seis metros, sendo que na maioria dos casos o tamanho fica entre 1,20 m e 2,00 m, sendo, normalmente, de forma humanóide, embora também há casos de formas muito estranhas (semelhantes a insetos, por exemplo) ou fantasmagóricas. Sendo que, por muitas vezes, estes seres correspondem a figuras folclóricas, mitológicas, demoníacas ou do ocultismo, relacionados a muitas tradições e culturas de diversas épocas, mostrando tratar-se de entidades polimorfas que, não tendo um corpo físico, são capazes de criar, de alguma forma, uma imagem adequada às culturas com as quais pretendem interagir.

Na obra "Asclépio" de Hermes Trimegisto, século XVI, há a afirmação de que o Anjo Decaído (Lúcifer ou Satanás) recrimina suas hostes por terem fundamentado suas imagens somente em animais, fazendo simbolizar as constelações com figuras de animais (ursa, áries etc) e, para fazer uma paródia contra Jesus Cristo, o Anjo Decaído admite ser uma besta (um animal), porém vitoriosa, triunfante, a "Bestia Triofante". Levando em conta esta afirmação da obra de Hermes Trimegisto e partindo-se do pressuposto de que entidades sobrenaturais existem e que podem ser classificadas como "demônios" que procuram se adequar às culturas para interagir com a humanidade, não seria ousado contar com a possibilidade de que para os religiosos do antigo Egito, seus deuses eram reais e que transmitiam suas mensagens e mandamentos através dos médiuns egípcios. Afirmações semelhantes poderiam ser feitas com relação à crença na existência de Orixás, Espíritos de Mortos e, para os que não são religiosos, estas entidades poderiam se passar por tripulantes de naves extraterrestres. Até mesmo Martinho Lutero (conforme Commentary on Galatians, cap. 3, verso 1, pág 290) observou:
Satanás é perfeitamente capaz de afetar todos os sentidos da pessoa, de modo que ela juraria ter visto, ouvido, sentido e tocado algo que - na verdade - não viu, etc.

Também na Bíblia vemos citações à capacidade de Satanás mudar sua forma:
E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz.
(II Coríntios 11:14)

Há diversos registros históricos que nos relatam como eram as possessões demoníacas e, surpreendentemente, o pesquisador Jacques Vallee, após muitos anos de pesquisas do fenômeno OVNI, em sua obra Confrontations (Confrontos), na pág. 63, declara:
"O 'exame médico' a que os sequestrados dizem ter-se submetido, muitas vezes acompanhados de manipulação sexual sádica, é remanescente das lendas medievais de encontros com demônios. Não faz sentido numa estrutura sofisticada, técnica, ou biológica: qualquer ser inteligente equipado com as maravilhas científicas que os OVNIs possuem estaria em posição de realizar quaisquer desses supostos objetivos científicos num prazo mais curto e com menos riscos."

Fonte: Morte Súbita

Harpia

 

As harpias (em grego, ἅρπυιαι) são criaturas da mitologia grega, frequentemente representadas como aves de rapina com rosto de mulher e seios . Na história de Jasão, as harpias foram enviadas para punir o cego rei trácio Fineu, roubando-lhe a comida em todas as refeições. Os argonautas Zetes e Calais, filhos de Bóreas e Orítia, libertaram Fineu das hárpias, que, em agradecimento, mostrou a Jasão e os argonautas o caminho para passar pelas Simplégades . Eneias e seus companheiros, depois da queda de Troia, na viagem em direção à Itália, pararam na ilha das Harpias; mataram animais dos rebanhos delas, as atacaram quando elas roubaram as carnes, e ouviram de uma das Harpias terríveis profecias a respeito do restante de sua viagem.

Segundo Hesíodo, as harpias eram irmãs de Íris, filhas de Taumante e a oceânide Electra, e seus nomes eram Aelo (a borrasca) e Ocípete (a rápida no vôo). Higino lista os filhos de Taumante e Electra como Íris e as hárpias, Celeno, Ocípete e Aelo, mas, logo depois, dá as hárpias como filhas de Taumante e Oxomene.
 
Aelo
 
Aelo (Ἀελλώ) é uma harpia cujo nome em grego significa "a borrasca".
 
Ocípite
 

Ocípete (Οκύπητη) é uma harpia cujo nome em grego significa "a rápida no voo".
 
Celeno
 
Celeno (Κελαινώ) é uma harpia cujo nome em grego significa "a obscura". Também é chamada de Podarge (Ροδαργε). Em outras versões em vez de harpia, Celeno uma das sete plêiades, filha de Atlas e Pleione.

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LORD KRONUS
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Criança trocada

 
 
 
No folclore europeu e na crença popular, uma criança trocada (em francês changelin ou changeon, e, em inglês, changeling) é a prole de uma fada, troll ou outra criatura lendária que foi deixada secretamente em troca de uma criança humana. A motivação para esta conduta parece vir do desejo de ter um serviçal humano, para ter o amor de uma criança ou por pura maldade. Algumas pessoas acreditavam que os trolls levavam crianças não batizadas. Pensava-se ainda que encantamentos simples, como deixar um casaco virado pelo avesso, era suficiente para manter as fadas afastadas.

A realidade por trás de muitas lendas de crianças trocadas parece ser o nascimento de crianças deformadas ou retardadas. Todavia, de acordo com algumas lendas, seria possível detectar uma criança trocada pelo motivo oposto: elas seriam muito mais inteligentes do que a média das crianças. Quando tais "substitutos" eram descobertos a tempo, os pais tinham de levá-los de volta para o lugar de origem. Em um conto dos irmãos Grimm, há um conto sobre uma mulher, que suspeitando que seu filho havia sido trocado, começou a fermentar cerveja numa casca de bolota. O "substituto" então gritou: sou velho como um carvalho dos bosques, mas nunca tinha visto fazer cerveja em bolota e depois desapareceu.
 
Crianças trocadas na cultura popular
 
Crianças trocadas foram mostradas na série americana Supernatural, no episódio "The Kids Are Alright" ("As Crianças Estão Bem"), da terceira temporada. "Changeling", na série, é um parasita demoniaco que esconde crianças, normalmente, embaixo da terra e assume a forma da criança, aproximando-se da mãe para sugar toda sua força vital. Os Changelings costumam matar aqueles que se aproximam da mãe e os impedem de conseguir alimento. Os Changelings só têm sua verdadeira forma reconhecida quando a pessoa olha o reflexo dela em espelhos ou vidros. Os Changelings só podem ser mortos quando se joga sal e ateia-se fogo neles.
 
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Ifrit

 
 
Na mitologia árabe, ifrit (masculino) (árabe:عفريت, plural عفاريت), e ifritah (feminino), são os nomes dados a uma classe de Jinni infernais, notórios por sua grande força e astúcia.
 
Características
 

Um ifrit ou Efreet (ou ifritah) apresenta-se como uma enorme criatura alada constituída de fogo, que vive no subsolo e costuma freqüentar ruínas. Armas comuns nada podem contra eles, todavia, sendo suscetíveis à magia, podem se tornar vítimas ou escravos de humanos que dominam as técnicas apropriadas. Os ifrits vivem numa sociedade organizada nos moldes tribais árabes, com reis, tribos e clãs. Geralmente, eles casam-se entre si, mas podem também casar-se com seres humanos. Na maioria das histórias, pessoas afortunadas encontram ifrits que foram presos por magos em lâmpadas mágicas e forçados a conceder desejos.
Da mesma forma que os jinni em geral, os ifrit podem ser descritos como crentes (no Islamismo) e infiéis, bons ou maus. Mais freqüentemente, são retratados como perversos e impiedosos. Também é citado nas Mil e Uma Noites.
 

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LORD KRONUS
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[PARTE II] GRIMORIUM IMPERIUM OU O LIVRO DOS ESPÍRITOS ANTIGOS

Lí­ber Secundum

Neste capí­tulo eu revelarei os nomes, as naturezas e os selos dos Espí­ritos Antigos.

Uma vez os Espíritos Antigos viveram na Terra, mas quando as estrelas mudaram foram expulsos e separados. Há, entretanto, as épocas em que as estrelas se tornam alinhadas para determinados espíritos e estes são os tempos em que podem ser chamadas.

Há quarenta e cinco Espíritos Antigos que são muito terríveis e muito poderosos, por esta razão que eu peço que você nunca os chame a não ser em situações excepcionais. Se você arriscar chamando-os então a morte te esperará se você não fizer as preparações apropriadas - pois não podem ser banidos facilmente e podem causar danos terríveis uma vez evocados. As estrelas tornam-se alinhadas para os Espíritos Antigos enquanto a faixa do zodíaco viaja através do céu, e os tempos em que podem ser conjurados serão revelados agora.

Começando pelo sétimo grau do Arco dos Signos e procedendo no sentido horário, será o meu modo de trabalhar em torno do zodíaco, explicando quando as estrelas estarão alinhadas para cada um dos Espíritos Antigos.

Do sétimo ao décimo terceiro grau as estrelas estão alinhadas para Uk-Han que aparece como uma serpente enorme enrolada.

Nota: Cada selo tem também um sinal zodiacal apropriado por ele ao lado. Estes sinais datam do século 2 A.C.

Do décimo quarto ao vigésimo grau as estrelas estão alinhadas para Magoth, que aparece como uma grande criatura em forma de gato com tentáculos de polvo na frente.

Do Vigésimo primeiro ao vigésimo sétimo grau as estrelas estão alinhadas para Yak-Ishath que aparece como algo demasiado terrí­vel sem forma - “uma massa em constante mudança que caracteriza as caras das almas que engole.

Do vigésimo oitavo ao trigésimo quarto grau as estrelas estão alinhadas para Lunigguroth, que aparece como uma esfera branca incandescente que derrama vasta quantidade de horrores e miséria.

Do trigésimo quinto ao quadragésimo primeiro grau as estrelas estão alinhadas para Tursoth que aparece como um homem gigante com os pés cobertos de aranhas.

Do quadragésimo segundo grau ao quadragésimo oitavo as estrelas estão alinhadas para Marbel, que não tem nenhum corpo, mas o som será o mais arrepiante, fazendo com que as orelhas sangrem e os animais caiam mortos.

Do quadragésimo nono ao quinquagésimo quinto graus as estrelas alinhadas para Diabaka, que aparece como um monstro enorme, flamejante, cercado por sóis impetuosos.

Do quinquagésimo sexto grau ao sexagésimo segundo graus nenhuma face de Nyarlathotep pode ser chamada, pois esta é uma época em que as estrelas ficam desalinhadas para cada denominação dos Espíritos antigos.

Do sexagésimo terceiro ao sexagésimo nono grau as estrelas estão alinhadas para Cthuhanai, que aparece na forma de um grande homem voando com cabeça de pássaro e um lagarto deteriorado no bico.

Do septuagésimo ao septuagésimo sexto grau as estrelas estão alinhadas para Nagoango que aparecerá da Terra tentando engoli-lo inteiro.

No septuagésimo sétimo ao octogésimo terceiro grau as estrelas estão alinhadas para Vagonch, que aparecerá como uma massa enorme branca de energia que engolirá qualquer coisa que veja pela frente.

Do octogésimo quarto grau ao nonagésimo as estrelas estão alinhadas para Pul-Marg, que aparecerá como um Demônio negro com o poder de petrificar a pessoa que o olhar.

Do nonagésimo primeiro ao nonagésimo sétimo grau as estrelas estão alinhadas para Bovadoit que não pode ser chamado devido ao seu tamanho e temeridade. Bonadoit está preso fora da terra até que as estrelas estejam inteiramente alinhadas.

Do nonagésimo oitavo ao centésimo quarto grau as estrelas estão alinhadas para Parahan, que aparecerá como um grande dragão com centenas de pequenos olhos na cabeça.

Do centésimo quinto grau ao centésimo décimo primeiro grau nada pode ser conjurado.

Do centésimo décimo segundo grau ao centésimo décimo oitavo grau as estrelas estão alinhadas para Yurnal que aparecerá como uma coisa cinzenta serrando madeira, demasiado grande para que os olhos possam vê-lo por completo.

Do centésimo décimo nono ao centésimo vigésimo quinto grau, nada pode ser
chamado.

Do centésimo vigésimo sexto ao centésimo vigésimo segundo grau as estrelas estão alinhadas para Cthulhu que aparece como um homem grande com as asas de dragão e cabeça de polvo.

Do centésimo trigésimo terceiro ao centésimo trigésimo nono grau nada pode ser conjurado.

Do Centésimo quadragésimo grau ao centésimo quadragésimo sexto grau as estrelas estão alinhadas para Nersel que aparece como um morto-vivo comandante da linhagem de Zin.

Do centésimo quadragésimo sétimo grau ao centésimo quinquagésimo
terceiro grau as estrelas estão alinhadas para Andryn que é o mais fraco dos Espíritos Antigos porque ele não pode destruir o anel de Nerexo. Se Andryn atacar o mago, este deve beijar o anel e pronunciar a palavra "OROGOT" .

Do centésimo quinquagésimo quarto ao centésimo sexto graus as estrelas estão alinhadas para Unspeterus que aparece como um sapo preto enorme.

Do centésimo sexagésimo primeiro grau ao centésimo sexagésimo sétimo grau as estrelas estão alinhadas para Bas-Juob que aparece como uma larva viscosa com tentáculos como o Dragão do mar.

Do centésimo sexagésimo oitavo ao centésimo septuagésimo quarto graus as estrelas estão alinhadas para Astursoth que aparece como uma grande massa de lamentação, cujos sons que ecoa são capazes de fazer o homem cair morto.

Do centésimo septuagésimo quinto grau ao centésimo octogésimo primeiro grau as estrelas estão alinhadas para Azalu que aparece como uma grande besta com muitos braços e cabeças.

Do centésimo octogésimo segundo ao centésimo octogésimo oitavo as estrelas estão alinhadas para Leasynoth que aparece como um dragão fervoroso que vivia abaixo das montanhas na época em que os Espíritos Antigos governavam.

Do centésimo ao octogésimo nono ao centésimo nonagésimo quinto grau as estrelas estão alinhadas para Yog-Thothai, que aparece como um imenso morcego gritando e rastejando diante do mago. Yog-Thothai pode viajar rapidamente longas distâncias, muitas vezes levando coisas para distantes estrelas.

Do centésimo nonagésimo sexto grau ao ducentésimo segundo grau as estrelas estão alinhadas para Maphleus que aparece em uma forma grande que pode se fracionar em muitas formas pequenas.

Do ducentésimo terceiro grau ao ducentésimo nono grau as estrelas estão alinhadas pra Num-Hanish e sua prole que aparece como um exército de mortos vivos que podem viajar nos sonhos dos homens.

Do ducentésimo décimo grau ao ducentésimo décimo sexto grau as estrelas estão alinhadas para Bas-Lesifa que aparece dentro de um cí­rculo escuro onde não pode ser atingido e espalha praga e loucura em tudo ao seu redor.

No ducentésimo décimo sétimo grau ao ducentésimo vigésimo terceiro grau as estrelas estão alinhadas para Mememyet-Raha e seus filhos que aparecem como grandes bestas chifrudas e viscosas.

Do ducentésimo vigésimo quarto grau ao ducentésimo vigésimo oitavo grau as estrelas estão desalinhadas e nenhuma evocação pode ocorrer.

Do ducentésimo trigésimo nono grau ao ducentésimo quadragésimo quarto grau as estrelas estão alinhadas para Azathoth que aparece como grandes almas deformadas gritando desvairadamente. Ficará muito irritado de ser tirado de seu espaço secreto.

Do ducentésimo quadragésimo quarto grau ao ducentésimo quinquagésimo primeiro grau as estrelas estão alinhadas para Paturnigish que aparece como uma grande nuvem.

Do ducentésimo quinquagésimo segundo grau ao ducentésimo quinquagésimo oitavo grau as estrelas estão alinhadas para Dagaon que parece como um homem gigantesco com cabeça de peixe e dentes longos.

Do ducentésimo quinquagésimo nono grau ao ducentésimo sexagésimo quinto grau as estrelas estão alinhadas para Ayam que aparece como uma grande árvore feita de carne.

Do ducentésimo sexagésimo sexto grau ao ducentésimo septuagésimo segundo grau as estrelas estão alinhadas para Etananesoe a verdadeira face de Nyarlathotep.

Do ducentésimo septuagésimo terceiro grau ao ducentésimo septuagésimo nono grau as estrelas estão alinhadas para Bugg que aparece como um grande e furioso homem serpente.

Do ducentésimo octogésimo grau ao ducentésimo octogésimo sexto grau as estrelas estão alinhadas para Yog-Sothoth que aparece como um abismo grande e escuro e um portão que conduz para a superfície de seu vasto corpo.

Do ducentésimo octogésimo sétimo grau ao ducentésimo nonagésimo terceiro grau nenhuma conjuração pode ocorrer.

Do ducentésimo nonagésimo quarto grau ao trecentésimo grau as estrelas estão alinhadas para Moivoo, que aparece em um complexo formato, assim que nenhum homem pode descrevê-lo.

Do trecentésimo primeiro ao trecentésimo sétimo grau as estrelas estão alinhadas para Beeluge, que aparece como um lagarto enorme com uma boca de inseto.

Do trecentésimo oitavo grau ao trecentésimo décimo quarto grau as estrelas estão alinhadas para Caim que aparece como uma aranha silvando.

Do trecentésimo décimo quinto grau ao trecentésimo vigésimo primeiro grau as estrelas estão alinhadas para Lusoath que aparece como um grande cone de Cristal que nenhum homem deve tocar ou sua mente será roubada e você será tomado por amnésia.

Do trecentésimo vigésimo Segundo grau ao trecentésimo vigésimo oitavo grau as estrelas estão alinhadas para Lusoath que aparece como uma grande massa andando sobre a Terra.

Do trecentésimo vigésimo nono grau ao trecentésimo trigésimo quinto grau as estrelas estão alinhadas para Tsapetae que aparece como uma grande escuridão rodopiante.

Do trecentésimo trigésimo sexto grau ao trecentésimo quadragésimo segundo grau as estrelas estão alinhadas para o Num-Buhan que aparecerá em torno do mago como uma grande legião de espíritos infernais.

Do trecentésimo quadragésimo terceiro grau ao trecentésimo quadragésimo nono grau as estrelas estão alinhadas para Hasariel que aparecerá como um grande diabo voador.

Do trecentésimo quinquagésimo grau ao trecentésimo quinquagésimo sexto grau as estrelas estão alinhadas para Carr-Vephat que aparecerá como uma grande massa que aparecerá com cí­rculos escuros que circundam tudo ao redor.

Do trecentésimo quinquagésimo sétimo grau ao terceiro grau as estrelas estão alinhadas para Detathit que aparece com várias mãos tentando agarrá-lo e cabeça de dragão.

Durante os graus quarto, quinto e sexto não deve haver nenhuma conjuração e você deve realizar o ritual maior do banimento.

Agora que você conhece suas épocas, nomes e selos eu devo advertir uma vez mais que você nunca deve chamar alguns deles exceto em situações muito excepcionais e importantes - se você seguir as regras do que eu lhe digo nunca os chamará para a batalha, ou o caos assegurar-se-á. Se você for curioso aviso que nunca deve chamá-los para satisfazer a sua curiosidade ou muitos terrores e morte virão sobre você. Se você os chamar para manipulá-los a realizar os seus desejos, eles não virão, mas se quiser insistir chame-os preferivelmente em nome de Nyarlathotep, eles virão, mas os Espíritos Antigos não realizarão seus desejos porque não têm nenhum mestre. Você deve também saber que não há nenhuma maneira de banir os Espíritos Antigos, eles partirão somente quando as estrelas mudarem e se tornarem desalinhadas para eles.