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[MAGIA do CAOS] - Raio Gnóstico (Variante Chornarchy)


Eu, E.S.B. Recomendo como preparação para essa prática descrita abaixo: sacudir o corpo por alguns instantes, ativando sua bioenergia com algumas respirações profundas e aplicando algumas técnicas de chi-kung (se você conhecer). Preparando energeticamente então, executar alguns giros (3-9) no sentido anti-horário e depois horário. Quando sentir que está 'ativado' e 'centrado', inicie o procedimento:


1- Comece ficando de pé, pés afastados, braços ligeiramente afastados do corpo. Confortável.

2- Inspire. Vibre “iiihhh” enquanto visualiza um ponto acima de sua cabeça, com uma concentração de eletricidade se formando, cheia de energia. Sinta a eletricidade e o poder sobre você, pronto para descer.

3- Inspire. Visualize uma linha deste ponto acima até a sua mão ativa (como o gesto de Baphomet). Esta linha te atravessa com a força da eletricidade, até descarregar a sua fúria e velocidade em sua mão, eletrificando-a e a carregando de poder. Vibre “eeehhh” em um tom ligeiramente mais baixo enquanto faz isso.

4- Inspire. Visualize uma segunda linha da sua mão ativa ao seu ombro oposto, atravessando seu coração. Novamente, a linha deve atravessar seu corpo com eletricidade e fúria, batendo em seu ombro. Vibre “aaaahh” em um tom mais baixo.

5- Inspire. Visualize uma terceira linha do seu ombro aos seus genitais. A eletricidade novamente te atravessa, esquentando e animando. Vibre “ooohh” em um tom mais baixo.

6- Inspire. Visualize uma quarta linha dos seus genitais aos seus pés e dentro do chão. Sinta o Raio atravessar você te deixando cheio de energia. Vibre “uuuhhh” em um tom mais baixo.

7- Fique completamente imóvel e segure sua respiração tanto quanto possível. Concentre sua atenção no som do sangue correndo por suas veias. Saiba que o barulho que ouve é o som da explosão interna do Raio. Você é parte do Raio se movendo sem fim através dos aeons.

8- Permaneça mantendo essa imagem e som na sua cabeça enquanto segura a respiração. Quando finalmente precisar respirar, imagine o Raio se estilhaçando com um barulho ensurdecedor enviando fragmentos octarinos (?) "octarine spark"  dentro e através de você.

9- Em grupo. Repita os oito passos acima, visualizando um Raio se formando no centro do círculo. Ao se estilhaçar, ele enviará fragmentos através de todos do grupo, ecoando a Intenção do Grupo para o Universo.

10- Declare seu intento. Alguma coisa como “É nossa Vontade nunca acabar aonde começamos. É nossa Vontade começar.” “Eu me declaro preparado para a Grande Obra da Magia” ou “Este espaço agora está limpo! Eu sou livre, poderoso e obtenho minha vitória!”

IO KAOS
Créditos ao amigo Laurent Gabriel por me apresentar essa versão traduzida por ele mesmo da seguinte FONTE


REFLEXÕES - Caminhos da Magia




Lembro que me diziam muita coisa quando comecei na Magia. Especialmente um alerta de que quem seguia por este caminho costumava perder tudo. Aquele velho papo de "Vá pra igreja e pague o salário do seu pastor. Vale mais a pena."


Hoje eu vejo que tem algum sentido nessa teoria. Perdi coisas demais, mas ainda assim permaneço no mesmo caminho. Porque sei que estas pessoas, os objetos e todo o resto jamais estiveram comigo de fato. Nada era meu, e nunca seria.



As pessoas odeiam a Magia porque odeiam a Verdade. Quando os olhos enxergam além da cegueira do mundo, a paisagem é horrorosa. O medo sobe pela espinha e começamos a implorar pelo retorno à cegueira.



Mas eu não vou voltar. Não dá, não à partir desse ponto. Não vou ser como os outros, vivendo da esquizofrenia que o mundo impõe. Estou afundando num oceano negro, isso é verdade. Mas vou ficar nele até chegar no fundo. Pode ser que até antes disso eu descubra o que me trouxe aqui...


Kyanne Jihad

O Ritual de Iniciação no Candomblé


O ritual de iniciação no Candomblé, a feitura no santo, representa um renascimento, tudo será novo na vida do yàwó, ele receberá inclusive um nome pelo qual passará a ser chamado dentro da comunidade do Candomblé.

A feitura tem por início no recolhimento. São 21 (vinte e um) dias de reclusão, e neste prazo são realizados banhos, boris, oferendas, ebós, todo o aprendizado começa, as rezas, as dança, as cantigas…

É feita a raspagem dos cabelos (orô) e o abiã recebe o oxu (representa o canal de comunicação entre o iniciado e seu orixá) o kelê, os delogun, o mokan, o xaorô, os ikan, o ikodidé. O filho de santo terá que passar agora por um ritual, onde terá seu corpo pintado com giz, denominado efun. Ele deverá passar por este ritual de pintura por 7 (sete) dias seguidos.

O abiã terá agora que assentar seu Orixá e ofertar-lhe sacrifícios de animais de acordo com as características de cada um. Feito isso ele passa a se chamar yàwó.

A festa ritualística que marca o término deste período é denominada Saída de Yàwó, neste momento ele será apresentado à comunidade. Ele será acompanhado por uma autoridade à frente de todos para que lhe sejam rendidas homenagens.

Deitado sobre uma esteira, ele saudará com adobá e paó, que são palmas compassadas que serão dadas a cada reverência feita pelo yàwó e acompanhadas por todos presentes, como demonstração de que a partir daquele momento ele nunca mais estará sozinho na sua caminhada.

Primeiramente saudará o mundo, neste momento a localização da esteira é na porta principal da casa. No seu interior, ele saudará a comunidade e por último, frente aos atabaques que representam as autoridades presentes. Neste primeiro momento o Orixá somente poderá dar o jicá. Só após a queda do kelê o Orixá poderá dar seu ilá.

O momento mais aguardado do cerimonial é o orukó. Neste momento o Orixá dirá o nome de iniciação de seu filho perante todos e também é neste momento que se abre a sua idade cronológica dentro de sua vida no santo.

Após a saída e depois dos 21 (vinte e um) dias de recolhimento o yàwó permanecerá de resguardo até a queda de kelê fora do barracão por um período de 3 (três) meses, neste período ele não poderá utilizar talheres para comer, deve continuar a sentar-se no chão sobre a esteira durante as refeições, está proibido de utilizar outra cor de roupa que não o branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas, cigarro... E nem tão pouco sair à noite. E até que se complete 1 (um) ano, os seus preceitos continuarão.

Até que o yàwó complete a maior idade de santo, terá que continuar dia a dia o seu aprendizado e reforçar os seus votos por meio das obrigações.

Fonte: http://ocandomble.wordpress.com/2008/04/29/o-ritual-de-iniciacao-no-candomble/

Ritual de Auto-Iniciação Luciferiano (Fonte: Lilith Ashtart): Ritual

O ritual que forneço a seguir é uma sugestão de um auto-ritual de iniciação Luciferiana. Seria interessante o leitor mudar o que achar necessário para se adaptar à sua própria filosofia, caso deseje realizá-lo.


- Preparação do Templo:

Deve ser traçado um círculo na cor verde grande o suficiente para que dentro dele possa ser montado o altar. Ele não pode atrapalhar os movimentos durante a execução do ritual.
O altar deve situar-se ao leste, e acima deste devem estar os seguintes materiais: três pequenas fontes dispostas como vértices de um triângulo equilátero, uma vela negra disposta ao centro, uma adaga, um cálice contendo vinho tinto, uma corda representando o açoite (caso não possua um), um recipiente contendo óleo de oliva, outro contendo sal e uma imagem de Serpente ou Dragão.
Ao redor do círculo, em seu lado externo, devem ser acesas 11 velas vermelhas, distribuídas de forma equidistantes. Dentro do círculo devem ser colocados, nos pontos cardinais: trigos (ao norte), uma vela (ao sul), incenso (ao leste) e um recipiente com água (ao oeste).

Outros materiais necessários:

Uma rosa vermelha, uma coroa confeccionada com folhas de louro, vestes nas cores branca e dourada. Estas vestes, compostas por um robe branco adornado de dourado, devem ser colocadas dobradas perto do altar.


- O Ritual:

Este ritual exige um local em que a(o) aspirante tenha completa privacidade.
Ele(a) deve estar nu(a) no centro do círculo com os braços abertos em forma de cruz. Na mão esquerda encontra-se a rosa vermelha. Em sua cabeça deve estar a coroa. Nesta posição deve se manter durante alguns minutos enquanto visualiza uma corrente contínua de luz descendo sobre sua cabeça, passando para seu corpo e este distribuindo-a para todo o círculo, que se preenche de luz enquanto fora dele há apenas trevas. Quando sentir o círculo saturado por esta luz deve então dirigir-se ao altar e dizer, depositando a rosa:
"A ti, oh bela ASTAPHE, ofereço-te esta rosa escarlate, da cor de teu amado. Que sua luz ilumine e guie meus caminhos tanto nesta noite ainda mergulhada em trevas como na aurora que está a ser anunciada."
A seguir deve, em sentido anti-horário, posicionar-se ao Norte.
Após traçar o pentagrama de invocação da terra, mantrar o nome Zimimay.
Ao Oeste deve-se traçar o pentagrama de invocação da água e mantrar o nome Corson.
Ao Sul deve-se traçar o pentagrama de invocação do fogo e mantrar Gaap.
Ao Leste traçar o pentagrama de invocação do ar e mantrar Amaymon. Retornar ao centro do círculo na posição inicial e proclamar:
"A Vós convoquei, oh Grandes Reis, para que assistam-me em minha revelação a vós. Que meu grito ecoe por todo o CHAOS. Que todo ser do Cosmos saiba quem sou. Sou um(a) filho(a) de Deuses, possuindo a divindade em mim. À mim as estrelas brilham, a mim os ventos cantam, a mim as flores enfeitam os caminhos. Pois Eu sou aquele(a) que é filho(a) de Lúcifer, cuja essência encontra-se em toda a criação. Nele foi meu princípio, nele será meu fim. Minha Vontade é voltar a Ti, oh Pai, e aqui selo meu compromisso contigo. Pai ilumina-me com teu conhecimento; Mãe banha-me com Teu sangue. A Vós adoro pois encontrei-os em mim mesmo(a).
Assistam o renascimento da Estrela da Manhã, sob o signo de fogo da estrela de cinco pontas! A mim toda a criação curva-se em respeito, louvor e devoção".
Dirija-se ao altar. Pegue um pouco do sal e coloque na fonte superior. Pegue mais um pouco e jogue sobre a chama que se encontra ao centro e diga:
"Que a constância do Sal se reflita em meus pensamentos".
Pegue a adaga e coloque-a sobre o lado direito do peito, de maneira simbólica, dizendo:
"Que o sangue que preenche o cálice seja o mais puro e divino".
Devolva ao altar. Pegue no açoite e diga:
"Que meu corpo lembre-se que na severidade também se encontra o amor".
Devolva ao altar. Pegue a taça e diga:
"Que o entendimento traga a harmonia".
Beba e então devolva ao altar. Vista as roupas que estão ao lado do altar. Por fim pegue o frasco com óleo e passe um pouco sobre a cabeça, dizendo:
"Por minha Vontade consagro-me à Grande Obra, e assumo o lugar que tenho nela por direito. A partir deste momento não apenas mais recebo luz, mas a emano de mim mesmo(a). Conheçam-me por quem sou, lembrem-se de meu nome:......................... (diga o nome que deseja assumir)."

Agradeça e dê a ordem de partida a todos os seres presentes, em especial aos quatro grandes Reis.
Apague a vela do altar e em seguida as que estão ao redor do círculo.

Ritual de Auto-Iniciação Luciferiano (Fonte: Lilith Ashtart): Introdução

A iniciação é um ritual presente em quase todas as religiões do mundo, sejam elas representantes do Velho ou do Novo Aeon. Ela pode estar presente de forma explícita ou não; ser executada logo nos primeiros anos de vida do indivíduo (e assim este ser iniciado independente de sua vontade) ou quando este desejar tê-la; ser realizada através de um ritual hermético ou cerimonial.
O primeiro propósito da iniciação é colocar o indivíduo em contato com a egrégora da respectiva filosofia que ele está adentrando. Este passo cumpre-se em todas as iniciações, sejam elas voluntárias ou não. Porém o real objetivo da iniciação só é atingido com a escolha voluntária do iniciado: quando ele assume um compromisso consigo mesmo de vivenciar aquela filosofia. Para isso ele deve de livre vontade aceitá-la, pois nada que é imposto é vivido em sua plenitude. Quando utilizo a palavra "aceitar" não me refiro simplesmente ao ato banal de seguir dogmas pré-estabelecidos por outrem. Ao contrário: é de suma importância que ele descubra dentro de si qual sua verdade, mesmo que inicial, para assim aceitá-la e dedicar-se a aprimorá-la cada vez mais, até que possa descobrir sua verdadeira Vontade.
Sendo assim a iniciação pode ocorrer mesmo sem a realização de um ritual, já que é a aceitação de uma verdade e compromisso consigo mesmo para atingir determinada meta. A realização do ritual, porém, é um modo a mais de afirmar este compromisso.
Todos sabemos que é muito mais fácil trabalhar com elementos reais do que apenas mentalmente. Ao executar um ritual, estaremos envolvendo elementos físicos como símbolos, cores, palavras que refletirão em nossa mente, facilitando então alcançarmos nosso objetivo através de uma maior concentração, envolvimento... Mergulharemos mais profundamente dentro de nós mesmos e do próprio Cosmos, em todas as suas manifestações.