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A missa do Caos H por Phil Hine

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Este curto rito pode ser usado como uma ferramenta de aterramento para encerrar algum trabalho mágico pesado. O seu objetivo é promover o riso expondo os perigos de se achar o ban-ban-ban.

Os discordianos há muito tempo identificaram Harpo Marx como um avatar contemporâneo de Harpócrates, o Deus do Silêncio. Harpo é o Senhor do Silêncio, Trikster (N. do t.: Malandro, Bufão), e Palhaço Sagrado.

(N. do T.: HARPO não fala)

Preparação:
O Sacerdote (MT) que manifestará HARPO poderá ser adornado com uma peruca colorida (de carnaval), cartola e uma buzina. Quaisquer outros adereços para uso do Deus poderão ser colocados no altar, tais como um espanador de pó ou uma vareta para cutucar os outros. (bombinhas)

Declaração de Intento:


“É nossa Vontade invocar HARPO, o Louco Sagrado e Lorde do Escárnio Silencioso, para que todo o glamour da magia seja disperso, e que a Anarquia Gargalhante preencha nossos corações”

Rito:
Sacerdote: “Que a pomposidade comece!”

Os participantes começam a se pavonear pela sala, fazendo declarações importantes sobre si próprios e acerca dos caminhos “sérios” e “sagrados” da magia, e afirmam em alto e bom tom que como magos, devem ser adorados e respeitados por todos. Enquanto isso, o Sacerdote (MT), no centro da sala, começa a se admirar e girar em volta de si enquanto faz gestos e caretas apropriadas (se visualizando como Harpo, um bufão sagrado) até que o avatar, atraído até esse espaço de tamanha pomposidade e prestígio, escolha se manifestar.

Quando o Sacerdote (MT) sentir o avatar incorporando, ele eleva a buzina e começa a litania:
Honk, Honk, Honk, Honk (ad infinitum).

Quando os participantes escutarem a buzina, devem congelar como estátuas com pompa e vaidade. HARPO então tem o domínio da cena para realizar quaisquer brincadeiras e sacanagens que quiser, com o objetivo de provocar a gargalhada geral. Uma forma de fazer isso é assim que uma pessoa começar a rir, se juntar ao Palhaço e tentar puxar os outros para a gargalhada.

O Rito pode terminar aqui, ou.Harpo pode escolher dar um sacramento (Torta na cara?) aos participantes de algum jeito. Se um banimento for necessário, o Sacerdote (MT) deverá tirar os adereços e passar do silêncio à fala.

Extraído de: http://www.chaosmatrix.org/library/chaos/rites/cmassh.html

Tradução e Adaptação: Laurent
Gabriel

Este ritual aparece em Prime Chaos de Phil Hine, disponível e pela Chaos International Press, BM Sorcery, Londres WC1N 3XX. ISBN 0-9521320-0-1

A missa de reconciliação

Até os melhores grupos, de tempos em tempos, experimentam conflitos pessoais entre seus membros. Este rito é para aliviar os problemas que isto pode causar.

Material:
- Folhas de Papel / canetas
- Fogueira, ou recipiente para queimar

O Rito:
0. Todos os participantes chegam ao local de trabalho com folhas de papel, nas quais estarão listadas as reservas e o que não gostam (que não têm capacidade ou vontade de falar na cara) acerca de cada um dos membros do grupo. Cada um deverá trazer uma folha para cada membro do grupo. Em cada folha constará uma descrição do que não gostam naquela pessoa e o nome de quem escreveu.

Cada participante trará também uma folha com a afirmação de uma qualidade positiva para cada membro do grupo.

1. Quando todos os membros participantes da missa chegarem, eles apertarão as mãos um dos outros em um ritual de ligação por alguns momentos dexsilêncio completo.

2. Todos vão para um lugar ao ar livre, por um tempo pré-determinado, para meditar sobre suas próprias imperfeições.

3. Se encontrando novamente, em silêncio, cada um coloca as folhas voltadas para baixo na frente dos membros em questão. Ninguém olha para a pilha de reclamações e criticas negativas colocada em sua frente.

4. Declaração de Intento:

“É nossa Vontade expulsar as energias negativas que atravancam nosso Templo.”




5. Todos os participantes começam a cantar a Invocação do Grupo até que um estado de não-mente suficiente tenha sido alcançado.

Invocação do Grupo:

DESINO O´LOS NOTRE SORG

(L: Cesse
Gk: toda
Fr: nossa
Swd: tristeza.)

DESINO O´LOSCAI NAY DISCORDE

(L: Cesse
Gk: toda
Vt: essa
L: luta)

DESINO O´LOS NOTRE SORG DESINO O´LOSCAI NAY DISCORDE




6. Quando quiser, mas cada um a seu turno, cada participante pega a pilha de papéis em sua frente e queima ritualmente cada folha enquanto simultaneamente fala a afirmação positiva para a pessoa que escreveu a folha. Isto é feito apontando-se o dedo para o membro para que ele pare de cantar (todos devem estar de olhos abertos assim que começar a queima dos papéis) por um momento enquanto o resto dos membros continua o canto. Após receber o cumprimento ou a afirmação, o membro volta a cantar. O Rito continua até que cada um tenha queimado todos os seus papéis e falado uma qualidade para cada um dos outros membros e o MT tenha proclamado o Feitiço de Reconciliação.

Feitiço de Reconciliação:

DRITT LE TUR AUS CAI NAY ROOK

(Rs/Fr: Pelo
Syl: Poder
Ger/Vt: Desta
Swd: Fumaça)

OG FUEGO NOS POISCAT PEWIEN ATH-REITE

(Dn: E
Sp: Fogo
L: Nós
Rs: Buscamos
Pol: A
Gl: Reconciliação)

NOS RAIGHAL OLOS LAULANA OLE OG

(L: Nós
Gael: Ordenamos
Gk: Toda
Hwn: Inimiga
Nor: E)

RA HO OKUA INO ARU TUPA SPOLJA

(Heb: Negativa
Hwn: Influência
Jp: Seja
Swl: arremessada
SrCrt: fora)

DRITT LE TUR AUS CAI NAY ROOK

OG FUEGO NOS POISCAT PEWIEN ATH-REITE

NOS RAIGHAL OLOS LAULAUNA OLE OG

RA HO OKUA INO ARU TUPA SPOLJA




(N. do T: dá para mudar a ordem, acrescentar coisas para encaixar no português, mas o propósito está bem assim mesmo)

Extraído de: http://www.magma.ca/~ytei/reconcil.htm

Tradução e Adaptação: Laurent
Gabriel

-------
. Rs: Russo
. Sp: Espanhol
. Fr: Francês
. Gl: Gaélico
. Hwn: Havaiano
. Heb: Hebraico
. Jp: Japonês
. Pol: Polonês
. Gk: Grego
. Ger: Alemão
. L: Latim
. SrCrt: Serbo-croata
. Syl: Silvian (?)
. Vt: Vietnamita
. Swd: Sueco
. Nor. Norueguês
. Swl: Swahili

A MISSA NEGRA

image Nenhuma simples invenção tem sido tão associada ao satanismo quanto a missa negra. Para dizer que a maior blasfêmia de todas as cerimônias religiosas é nada mais do que uma invenção literária e certamente uma declaração que necessita de esclarecimento - mas nada poderia ser mais verdadeiro.

O conceito popular da missa negra é assim: um padre depravado permanece em pé diante de um altar consistindo numa mulher nua, suas pernas numa posição de asas de águia e vagina fortemente aberta, em cada uma delas estendidas sôfregas se amoldando uma vela negra feita da gordura de bebês sem batismo, e um cálice contendo a urina de uma prostituta (ou sangue) repousando sobre a sua barriga. Uma cruz invertida suspensa acima do altar e hóstias triangulares de pão de centeio pesado ou nabo manchado de negro eram metodicamente benzidos quando o padre obsequiosamente colocava-os dentro e fora do altar formado pelos lábios genitais da dama. Então, como nos narramos, uma invocação de Satan e vários demônios era seguida por um conjunto de rezas e salmos cantados para trás e intercalados com obscenidades... tudo realizado dentro dos limites do desenho de um pentagrama protetor no solo. Se o demônio aparecia era invariavelmente na forma de um homem zeloso com a cabeça de cabra negra sobre os ombros. Então seguia um potpourri de flagelação, da queima de um livro sagrado, cunilíngua, falação, e beijos gerais nas nádegas - tudo feito atrás de recitações chulas da Bíblia Sagrada e cuspições audíveis sobre a cruz! Se um bebê podia ser fragelizado durante o ritual, então muito melhor; como todos sabem, este é o esporte favorito do satanista!

Se isto soa repugnante, dai o sucesso das informações da missa negra, em guardar o devoto na igreja, é fácil de entender. Nenhuma pessoa decente podia falhar ao lado dos inquisidores quando eles contavam estas blasfêmias. Os propagandistas da igreja fizeram bem o seu trabalho, informando ao público uma história ou outra das heresias e atos abomináveis dos Pagãos, Cataros, Bogomils, Templários e outros que, por causa da sua filosofia dualística e algumas lógicas satânicas, tiveram de ser erradicados.

A história de bebês sem batismo sendo sequestrados por satanistas para uso na missa foram não somente uma propaganda efetiva extensa, mas também supriu uma constante fonte de renda para a Igreja, na forma de pagamento dos batismos. Nenhuma mãe cristã poderia, ao ouvir destes diabólicos sequestradores, deixar de dar o apropriado batismo ao seu filho, rapidamente.

Outra faceta da natureza humana foi manifestada no fato de que o escritor ou artista com pensamentos lascivos podia exercitar suas predileções mais obscenas na representação das atividades dos heréticos. O censor que examina toda pornografia na condição de saber o que advertir aos outros é o equivalente moderno do cronista medieval das obras obscenas dos satanistas (e, e claro, de seus modernos jornalistas adversários). Acredita-se que a mais completa livraria de pornografia no mundo está guardada no Vaticano.

O beijo no traseiro do demônio durante a missa negra tradicional é facilmente reconhecido como o precursor do termo moderno usado para descrever alguém que, através do apelo ao outro ego, ganhara materialmente dele. Todas as cerimônias satânicas foram realizadas em direção a muitas metas verdadeiras e materiais, o oscularum infame (ou beijo da vergonha) foi considerado um requisito simbólico em direção ao sucesso material, antes do que ao espiritual.

A suposição usual é que a cerimônia ou ritual satânico é sempre denominado missa negra. Uma missa negra não é a cerimônia mágica praticada pelos satanistas. O satanista poderia empregar o uso de uma missa negra como uma forma de psicodrama. Além disso, uma missa negra não implica necessariamente que os realizadores são satanistas. Uma missa negra é essencialmente uma paródia dos rituais religiosos da Igreja Romana Católica, mas pode ser livremente aplicada para satirizar qualquer cerimônia religiosa.

Para o satanista, a missa negra, em sua blasfêmia dos ritos ortodoxos, nada mais é do que uma redundância. Os ritos de todas as religiões estabelecidas são atualmente paródias de rituais antigos realizados pelos adoradores da terra e da carne. Na tentativa de assexuar e tirar o aspecto humano dos credos pagãos, mais tarde o homem de fé espiritual ocultou os significados honestos por detrás dos rituais, através de suaves eufemismos agora considerados a "verdadeira missa". Mesmo se o satanista fosse gastar cada noite realizando uma missa negra, ele não estaria realizando uma caricatura mais do que o devoto paroquiano que inconscientemente assiste sua própria "missa negra" - sua trapaça aos honestos e emocionalmente sonoros ritos da antiguidade pagã.

Qualquer cerimônia considerada missa negra deve efetivamente chocar e ultrajar, pois isto parece ser a medida do seu sucesso. Na Idade Média, blasfemar a santa igreja era terrível. Agora, de qualquer modo, a igreja não apresenta uma imagem inspirando a reverência feita durante a inquisição. A tradicional missa negra não é mais do que um ultrajante espetáculo para o padre diletante ou renegado que uma vez foi. Se o satanista deseja criar um ritual para blasfemar uma instituição aceita, para o propósito de psicodrama, ele é cuidadoso em escolher um que não está em voga para parodiar. Deste modo, ele está verdadeiramente trilhando a vaca(?!) sagrada.

Uma missa negra, atualmente, consistiria da blasfêmia de tópicos sagrados como misticismo oriental, psiquiatria, movimentos psicodelicos, ultraliberalismo etc. Patriotismo seria vitorioso, drogas e seus gurus seriam corrompidos, militantes aculturais seriam deificados, e a decadência das teologias eclesiásticas poderia igualmente serem dados ao auxilio satânico.

O mago satânico foi sempre o catalisador da dicotomia necessária para modelar os credos populares e, neste caso, uma cerimônia da natureza da missa negra pode servir como um propósito mágico de alta influência.

No ano de 1666, alguns interessantes eventos ocorreram na França. Com a morte de François Mansart, o arquiteto do trapezóide, cuja geometria se tornou o protótipo das casas assombradas, o Palácio de Versales estava sendo construído de acordo com seus planos. A última das fascinantes sacerdotisas de Satan, Jeanne-Marie Bouvier (Madame Guyon) estava para ser ofuscada pela oportunista astuta e endurecida mulher de negócios conhecida como Catherine Deshayes, também conhecida por LaVoisin. Neste lugar estava uma embelezadora do passado que, enquanto driblava entre abortos e fornecimento dos mais eficientes venenos para as damas desejosas de eliminar maridos ou amantes indesejados, encontrou nas relatos luxuriosos das "messes noir" uma proverbial solução.

É seguro dizer que 1666 foi o ano da primeira missa negra comercial! Na região sul de St. Denis, que é chamada agora LaGarenne, uma grande casa murada foi comprada por LaVoisin e adaptada com dispensários, celas, laboratórios e.... uma capela. Tão logo se tornou de rigueur para a realeza e diletantes inferiores comparecer e participar de qualquer tipo de ritual mencionado de madrugada na capela. A fraude organizada perpetrada nestas cerimônias se tornou a marca indelével na história como a "verdadeira missa negra".

Quando LaVoisin foi presa em 13 de março de 1679 (na Igreja da Nossa Senhora Abençoada das Boas Novas), incidentalmente, a morte já tinha sido lançada. As atividades degradadas de LaVoisin suprimiram a majestade do satanismo por muitos anos vindouros.
A moda do satanismo para diversão e jogos apareceu na Inglaterra no meio do século dezoito na forma da ordem de Sir Francis Dashwood dos "Medmanham Franciscans", popularmente conhecido como The Hell-Fire Club. Enquanto eliminou o sangue, chifre e velas de gordura de criança das missas dos séculos anteriores, Sir Francis orientou a condução de rituais repletos de diversão bem suja, e certamente o proveu de um colorido e inofensivo psicodrama para muitos guias espirituais do período. Uma interessante peculiaridade de Sir Francis, que emprestou um vestígio de mistério ao clima do Hell-Fire Club, foi um grupo chamado Dilletanti Club, do qual ele foi o fundador.

Foi o século dezenove que trouxe confusão ao satanismo, na fraca tentativa de magos brancos tentarem realizar a magia negra. Este foi um período muito paradoxal para o satanismo, com escritores como Baudelaire e Huysmans que, apesar de sua aparente obsessão com o demônio, davam uma boa impressão como seguidores. O demônio desenvolveu sua personalidade luciferiana para o publico ver e, gradualmente, se desenvolveu numa espécie de sala de visitas de cavalheiros. Esta era a época dos experts em artes negras, como Eliphas Levi e incontáveis médiuns em transe que, cuidadosamente, delimitavam espíritos e demônios, tendo também sucesso em vincular as mentes de muitos que se denominaram parapsicólogos até hoje.

Tão longe quanto o satanismo fosse interessante, os sinais mais externos dele foram os ritos neo-pagãos conduzidos por MacGregor Mathers da Hermetic Order of the Golden Dawn e Aleister Crowley na posterior Order of the Silver Star (A. A. - Argentinum Astrum) e Order of Oriental Templars (O. T. O.) que paranoicamente condenou qualquer associação com o satanismo, apesar de Crowley ter se auto-imposto a imagem da besta do Apocalipse. Ao par de algumas poesias charmosas e conhecimento superficial de antigos objetos mágicos, quando não escalava montanhas, Crowley gastava a maior parte do seu tempo como um posudo(?) por excelência e trabalhava extraordinariamente em atos pecaminosos. Como seu contemporâneo, Rev. (?) Montague Summers, Crowley obviamente gastou uma grande parte da sua vida com sua língua firmemente enrolada na sua bochecha, mas seus seguidores, hoje, são de algum modo capazes de ler significados esotéricos dentro de cada palavra.

Permanentemente em concorrência com estas sociedades estão os clubes de sexo usando o satanismo como algo racional - que persiste hoje em dia, aos quais os escritores de jornais populares tem sido gratos.

Se parece que a missa negra foi desenvolvida da invenção literária da igreja, para o comércio depravado da realidade, para um psicodrama de diletantes e iconoclastas, para um ás no buraco da mídia popular... então onde se encontra a verdadeira natureza do satanismo - e quem estava praticando magia satânica naqueles anos depois de 1666?

A resposta deste enigma se assenta em outro. É geralmente a pessoa considerada satanista realmente praticando satanismo em seu verdadeiro senso, ou antes do ponto de vista tomado pelos fazedores de opinião da persuasão celestial? Tem sido frequentemente dito, e certamente é, que todos os livros sobre o demônio têm sido escritos pelos agentes de Deus. É, além disso, completamente fácil entender como uma certa espécie de adoradores do demônio foi criada através das invenções dos teólogos. O vocábulo equivocado "evil" não é necessariamente prática do verdadeiro satanismo. Nem é ele a vivida incorporação do elemento do orgulho irrestrito ou majestade de si que lhe deu o mundo pos-pagão a definição sacerdotal de "evil". Ele é o produto pelo qual se elaborou posteriormente e mais propaganda.

O pseudo-satanista sempre dirigiu seu aparecimento através da história moderna, com missas negras de variados graus de blasfêmia; mas o real satanista não é totalmente fácil de ser reconhecido como um.

Seria uma excessiva simplificação dizer que todo homem e mulher cheio de sucesso na terra é, sem saber disto, um satanista praticante; mas a sede do sucesso terreno e a realização do seu objetivo são certamente o terreno para Saint Peter sair do túmulo. Se a entrada do homem rico no céu parece tão difícil quanto o camelo passar pelo buraco de uma agulha, então devemos pelo menos assumir que o homem mais poderoso da terra seja o maior satanista. Isto se aplica a financeiros, industriais, papas, poetas, ditadores, e todas os variados fazedores de opinião e marechais de campo das atividades mundiais.

Ocasionalmente, através de vazamentos, um destes homens ou mulheres enigmáticos da terra serão encontrados tendo feito artes negras. Estes, é claro, são trazidos à luz como homens misteriosos da história. Nomes como Rasputin, Zaharoff, Cagliostro, Rosenberg e suas espécies são elos, indícios, assim dizendo, do verdadeiro legado de Satan... um legado que transcende as diferenças éticas, raciais e econômicas e as ideologias temporais muito bem. O satanista sempre regeu a Terra... e sempre o fará, por qualquer nome que ele seja chamado.

Uma coisa permanece certa: os padrões, filosofia e práticas assentadas nestas páginas são aquelas empregadas pelos homens mais auto-realizados e poderosos da terra. No segredo do pensamento de cada homem ou mulher, ainda motivado pelas mentes sadias e sem névoas, reside o potencial do satanista, como sempre tem sido. O sinal dos chifres deve aparecer para muitos, agora, melhor que poucos; e o mágico seguirá adiante para que possa ser reconhecido.


A Bíblia Satânica - Anton Szandor LaVey - Traduzido por Morbitvs Vividvs.pdf

A INVOCAÇÃO DE LILITH - UM RITO DE SEXUALIDADE - por Joseph Max. 555 e Lilith Darkchilde. 777


*ADVERTÊNCIA*

Lilith é a egrégora primária de animal negro. Ela é poder de domínio sexual libertos. Está iniciação não deve ser tentada por aqueles que têm pouca prática em magia cerimonial, nem por aqueles que possuem problemas psicológicos não resolvidos relativos à sexualidade.
Relativamente ao sangue para ser bebido ou as atividades sexuais seguintes, todas as precauções pertinentes à prevenção de doenças carregadas pelo sangue ou por fluidos sexuais devem ser corretamente observadas. Pode ser sensato apontar um "guardião" que irá "observar" o pivô enquanto este prossegue de um destacado ponto de observação e intervir se os participantes, em seus excessos, estão a ponto de cometer atos perigosos. O guardião deve banir seu próprio círculo de proteção sobre si mesmo. O guardião só deve intervir se houver uma séria ameaça de dano corporal, senão, os eventos devem ser aprovados para transcorrer segundo suas vontades. Qualquer um [que esteja ] temeroso dos possíveis efeitos psicológicos deste rito em primeiro lugar faria bem em não participar. Isto não é para os tímidos. Com estes embargos, toda discrição pertinente a essas ações é deixada aos participantes. Os autores não assumem nenhuma responsabilidade pela irresponsabilidade dos participantes no desempenho deste rito. Você foi advertido!

MATERIAIS:
- Velas pretas e/ou púrpuras
- Incenso de almiscar
- Um cálice de prata
- Um chicote (tipo "cat-o-nine-tails")
- Capa preta, preferivelmente de setim (para o/a Operador Principal)
- Vinho tinto
- Um bisturi (esterilizado) ou x-aito faca (para drenar sangue)
- Um sistema de playback razoavelmente bom, e uma nefasta e sensual seleção musical. (Dramanda Galas, "Deliver Me From My Enemies" ou This Mortal Coil, "Tiligree and Shadow" São excelentes escolhas mas isto é deixado para os participantes)

PREPARAÇÃO:

Lilith é o aspecto feminino primal da sexualidade negra [dark sexuality]. Por esta razão os autores são de opinião que a invocação será mais provavelmente [bem] sucedida se o Operador Principal for fêmea. Isto não descarta a possibilidade de sucesso com um M.O. masculino, mas ele deve estar habilitado para contactar fortemente sua natureza feminina primal para suceder e invocar. Ela que é o mais fundamental de todos os demônios femininos. Os participantes podem ser tanto machos quanto fêmeas ou uma mistura de ambos em qualquer proporção.
As aplicações deste rito variam consideravelmente. Desde de que é uma combinação de trabalho Lunar (Saturnino, pode ser aproximado como um ritual dividido de sexo e morte - assim como a invocação de Carroll Thanateras do Liber Kaos) como apresentado aqui, é um ritual de libertação e também é usado para trazer adiante uma Palavra de Poder da Egrégora para uso subsequente dos participantes, consequentemente a inclinação da Intenção reflete está intenção.
A Indicação deve ser talhada para expressar propriamente as intenções de um trabalho particular.

*RITUAL*

Grandes velas pretas são arrumadas em círculo em torno do espaço do templo e acesas, assim como copiosas quantidades de incenso. O quarto deve ser bem defumado.
1 - O Banimento [pode ser feito] por LBRP, GPR, Vortex ou outro procedimento, a escolha.
2 - A operadora principal [MAIN OPERATOR], despida por baixo da veste preta, toma posição no centro do círculo. Ela segura o açoite. Outros participantes sentam em um círculo em torno da M.O. A música começa.
3 - A indicação do invento é declarado pela M.O. e ecoada por todos os participantes:
"É nossa vontade invocar a egrégora de Lilith, de modo que através de seu espírito nós experimentemos o poder do sexo e morte e obtenhamos sua Palavra de Poder!"
4 - A seguinte passagem é recitada pela M.O. para invocar a identidade de Lilith para ocupar seu corpo e mente:
"Eu sou a filha da força [fortitude] e violo cada hora de minha juventude. Para contemplação, Eu sou Entendimento, e a ciência habita em mim; os celestes me oprimem.
Eles cobiçam e desejam-me com infinito apetite; nenhum dos que são terrenos tem me abraçado, porque Eu estou sobreado com o círculo das Estrelas, e coberta com as nuvens da manhã. Meus pés são mais rápidos que os ventos, e minhas mãos são mais doces do que o orvalho da manhã. Muitas vestes são do princípio, e meu lugar de descanso está em mim mesma. O Leão não sabe onde eu ando, nem as bestas do campo compreendem-me. Eu sou deflorada, mas virgem; Eu santifico e não sou santificada. Feliz é aquele que me abraça: para à noite Sou doce, é de dia prazer total. Minha companhia é uma harmonia de muitos símbolos, e meus lábios mais doces do que a própria saúde. Sou uma prostituta para alguns que violam-me, e uma virgem para aqueles que não me conhecem. Purguem suas estradas, vocês, filhos dos homens, e lavem suas casas limpar, façam-se santos, e ponham-se na retidão. Expulsem suas velhas prostitutas, e queimem suas roupas e então eu irei, trarei crianças diante de ti e eles serão os filhos do conforto no Tempo do por vir".
5 - Então os participantes começam a cantar o manusc de Lilith.
Enquanto eles cantam a Operadora Principal deve cair em um transe profundo gnóstico e invocar o espírito de Lilith em seu corpo.
"Carne ela comera, sangue ela bebera!" (repita)
6 - Enquanto o cântico continua, um participante (o Segundo Operador) recita o seguinte:
"Negra ela é, mas brilhante! Negras são suas asas, preto sobre preto! Seus lábios são vermelhos como a rosa, beijando todo o Universo! Ela é Lilith, que elevou as hordas do abismo, e levou homem à ruína!
Ela é a irresistível realizadora de toda luxúria, profeta do desejo. A primeira de todas as mulheres, foi ela - Lilith, Eva não foi a primeira! Suas mãos trazem a revolução de Vontade e a Verdadeira liberdade da mente!
Ela é KI-SI-KIL-LIL-LA-KE, Rainha do Círculo Mágico! Olhe dentro dela a luxúria e o desespero!"
7 - Os participantes começam o cântico
"Lilith! Lilith! Lilith!"
Repetidamente até a M.O. Invocar a egrégora de Lili um por um eles passam em torno do bisturi e cortam seu polegar esquerdo e marcam suas testas com sangue. Então eles em torno do cálice (que é enchido com vinho tinto) e tocam suas testas um por um. Depois que todos fizerem assim, ele é tomado pela M.O. que o drena num único trago. Este é o clímax da Invocação.
8 - se a invocação tiver sucesso, todos os participantes sentirão simultaneamente emoções de medo, luxúria e o impulso de submissão. Força, sobressalto ou outra variação de postura de morte devem ser usados para aprofundar o nível de gnose de cada participante até que estejam a ponto de desmaiar. Assim que tiverem superado suas emoções, ele devem cair à terra e prostarem-se ante Lilith.

9 - O que prossegue em seguida não é específico, mas deixe sobrepor-se a vontade da egrégora. Ela pode escolher açoitar os participantes, caçoar deles, atenta-los ou seduzi-los. Ela pode forçá-los a cometer várias indescritiveis atos de luxúria sobre ela ou qualque outro. Todos os participantes devem submeter-se à vontade dela, o que quer que seja, pode ser - seria extremamente perigoso fazer de outra forma, não arrisque à fúria de Lilith.
10 - Eventualmente a energia do grupo começará a diminuir. Neste ponto, o S.O. (alertado pelo guardião, se necessário) irá levantar e defrontar-se com a M.O. e recitar o seguinte em uma voz de comando:
"Lua Negra, Lilith, Irmã nigérrima,
Cujas mãos formam a lama infernal,
Na minha fraqueza, na minha força,
Moldando-me como a argila no fogo.
Lua Negra, Lilith, Égua da Noite,
Você lançou sua desgraça à terra
Proferiu o nome e saiu voando
Profira agora o som secreto!"
11 - A M.O. mas profundidades do transe de Lilith, chamará um nome, assim como a Lilith lendária chamou o inalterável nome de Deus para levantar [vôo] sobre o Éden nos céus. Não se sabe antecipadamente o que esta palavra será, mas será mais certamente uma Palavra de Poder para ser usada posteriormente pelos participantes em trabalhos mágicos posteriores.
12 - Se tudo for feito corretamente, o espírito de Lilith sairá da M.O. à pronúncia do nome, e a vontade dele(a) provavelmente cairá à Terra, esgotada. O guardião ou a S.O. devem então desenhar um pentagrama ereto sobre a M.O., uma generosa lustração facial de água fria será administrada por ele, e ele/ela é chamado por seu nome ordinário até que ele/ela responda.
13 - O templo é banido e fechado.


NOTAS:
A invocação é o texto de uma mensagem entregada por uma entidade espiritual não identificada para Sir Edward Kelly em 1592 durante um longo ritual. Kelly, juntamente com o Dr. John Dee (astrólogo real da rainha Elizabeth), originou o sistema Enoquiano de magia. A visão festa entidade aterrorizou tanto Kelly que ele abandon o trabalho da mágica deste dia em diante. Embora Kelly nunca venha identificado a entidade, em nossa opinião ela representava a egrégora de Lilith. A chamada de Lilith é adaptada do "THE HYMN TO HECATE" por Frater U:. D:.
(por Joseph Max. 555 e Lilith Darkchilde. 777)

Enuma Elish


O Enûma Eliš (em cuneiforme acádico: 𒂊𒉡𒈠𒂊𒇺), é o mito de criação babilônico. Ele foi descoberto por Austen Henry Layard em 1849 (em forma fragmentada) nas ruínas da Biblioteca de Assurbanipal em Nínive (Mossul, Iraque), e publicado por George Smith em 1876.[1]
O Enûma Eliš tem cerca de mil linhas escritas em babilônico antigo sobre sete tábuas de argila, cada uma com cerca de 115 a 170 linhas de texto. A maior parte do Tablete V nunca foi recuperado, mas com exceção desta lacuna o texto está quase completo. Uma cópia duplicada do Tablete V foi encontrada em Sultantepe, antiga Huzirina, localizada perto da moderna cidade de Şanlıurfa na Turquia.
Este épico é uma das fontes mais importantes para a compreensão da cosmovisão babilônica, centrada na supremacia de Marduk e da criação da humanidade para o serviço dos deuses. Seu principal propósito original, no entanto, não é uma exposição de teologia ou teogonia, mas a elevação de Marduk, o deus chefe da Babilônia, acima de outros deuses da Mesopotâmia.
O Enûma Eliš possui várias cópias na Babilônia e Assíria. A versão da biblioteca de Assurbanipal data do 7º século a.C. A composição do texto, provavelmente, remonta a Idade do Bronze, nos tempos de Hamurabi ou talvez o início da Era Cassita (cerca de 18 a 16 séculos AEC), embora alguns estudiosos favoreçam uma data posterior a ca. 1100 AEC
Dadas as suas enormes semelhanças com a narração bíblica do Génesis, várias discussões têm surgido sobre qual das histórias é a original e qual é uma adaptação à religião em causa. Para a cultura babilónica, o Enuma Elish explica a origem do poder real, a sua natureza, a permanência da instituição e a sua legitimidade. A realeza humana e terrena tem a sua origem na realeza divina. A divindade continuará a ser o verdadeiro rei e também o modelo a imitar pelo rei terreno. A existência de um modelo divino impõe limites à realeza humana.
Quando os sete tabletes foram descobertos pela primeira vez, as evidências indicavam que ele fora usado em um "ritual", significando que ele era recitado durante uma cerimônia ou comemoração. Essa festa é agora conhecida como o festival de Akitu, ou o ano novo babilônico. Esta, fala da criação do mundo e do triunfo de Marduk sobre Tiamat, e como se relaciona com ele tornando-se o rei dos deuses. Então segue-se uma invocação a Marduk por seus cinqüenta nomes.
O título, significando "quando no alto" é o incipit. O primeiro tablete começa:








e-nu-ma e-liš la na-bu-ú šá-ma-mu
šap-liš am-ma-tum šu-ma la zak-rat
ZU.AB-ma reš-tu-ú za-ru-šu-un
mu-um-mu ti-amat mu-al-li-da-at gim-ri-šú-un
A.MEŠ-šú-nu iš-te-niš i-ḫi-qu-ú-šú-un
gi-pa-ra la ki-is-su-ru su-sa-a la she-'u-ú
e-nu-ma dingir dingir la šu-pu-u ma-na-ma


"Quando no alto não se nomeava o céu,
e em baixo a terra não tinha nome,
do oceano primordial (Apsu), seu pai;
e da tumultuosa Tiamat, a mãe de todos,
suas águas se fundiam numa,
e nenhum campo estava formado, nem pântanos eram vistos;
quando nenhum dos deuses tinha sido chamado a existência,



Tábua I
Os vários deuses representam aspectos do mundo físico. Apsu é o Deus da água doce e Tiamat, sua esposa, é a Deusa do mar e, consequentemente, do caos e da ameaça. A partir deles, vários deuses são criados. Estes novos deuses são demasiado tumultuosos e Apsu decide matá-los. Ea descobre o plano, antecipa-se e mata Apsu. Posteriormente, Damkina, esposa de Ea, dá à luz Marduk. Entretanto, Tiamat, enraivecida pelo assassinato de seu marido jura vingança e cria onze monstros para executar uma vingança. Tiamat casa com Kingu e coloca-o à frente de seu novo exército.

Tábua II
As forças que Tiamat reuniu preparam-se para a vingança. Entretanto Ea descobre o plano e confronta-a. Numa zona danificada da tábua é aparente a derrota de Ea. Anu desafia-a, mas tem o mesmo destino. Os deuses começam a temer que ninguém será capaz de deter Tiamat.

Tábua III
Gaga, ministro de Anshar, é encarregado de vigiar as atividades de Tiamat e de os informar da vontade de Marduk de a enfrentar.

Tábua IV
O conselho dos deuses testa os poderes de Marduk. Depois de passar o teste, o conselho entrega o trono a Marduk e encarrega-o de lutar com Tiamat. Com a autoridade do conselho, reune as armas, os quatro ventos e ainda os sete ventos da destruição, e segue para o confronto. Depois de prender Tiamat numa rede, liberta o Vento do Mal contra ela. Incapacitada, Marduk mata-a com uma seta no coração, capturando os deuses e monstros aliados. Marduk divide o corpo de Tiamat, usando metade para criar a terra e a outra metade para criar o céu.

Tábua V
Marduk cria residências para os outros deuses. À medida que estes vão ocupando o seu lugar vão sendo criados os dias, meses e estações do ano. As fases da Lua determinam o ciclo dos meses. Da saliva de Tiamat, Marduk cria a chuva. A cidade da Babilónia é criada sob a protecção do Rei Marduk.

Tábua VI
Marduk decide criar os seres humanos mas precisa de sangue para os criar, mas apenas um dos deuses poderá morrer, o culpado de lançar o mal sobre os deuses. Marduk consulta o conselho e descobre que quem incitou a revolta de Tiamat foi o seu marido, Kingu. O mata e usa seu sangue para criar o Homem, de forma a que este sirva de criado dos deuses. Em honra a Marduk, os deuses constroem-lhe uma casa na Babilónia, havendo um grande festim para os deuses quando terminada.


Tábua VII
Continuação do louvor a Marduk como chefe da Babilónia e pelo seu papel na criação. Instruções às pessoas para estas relembrarem os feitos de Marduk. Neste louvor surgem os 50 nomes de Marduk.


Comparação com o Livro do Génesis

São várias as similiridades entre a história da criação no Enuma Elish e a história da criação no Livro do Génesis. O Génesis descreve seis dias de criação, seguido de um dia de descanso, enquanto que o Enuma Elish descreve a criação de seis deuses e um dia de descanso. Em ambos a criação é feita pela mesma ordem, começando na Luz e acabando no Homem. A deusa Tiamat é comparável ao Oceano no Génesis, sendo que a palavra hebraica para oceano tem a mesma raiz etimológica que Tiamat.
Estas semelhanças levaram a que muitos estudiosos tivessem chegado à conclusão que ou ambos os relatos partilham a mesma origem, ou então uma delas é uma versão transformada da outra.