Já se escreveu muito a respeito dos processos por feitiçaria na Idade Média, os sabás e os esbás, as fogueiras da Inquisição, etc. A mais curiosa das práticas mágicas nos sabás era a licantropia. Uma sacerdotisa, alucinada com o ritmo das canções e com as beberagens que tomava, contorcia-se numa espécie de altar até transformar-se num animal: uma cabra, um gato, um porco. Quase todos os acusados de feitiçaria acabaram confessando e fornecendo detalhes curiosíssimos a respeito de seus contratos com o Demônio. Até Paganini, muito depois, foi acusado de barganhar com o Diabo. Tal como o Fausto.
Cagliostro foi talvez o mais célebre dos magos. Outros, anteriores, como Apolônio de Tiana e Merlim, tiveram sua merecida fama. Recentemente, Aleister Crowley deixou sua fortuna (morreu em 1944) para a propagação da magia no mundo, magia de que ele foi sempre um importante sacerdote. Crowley profetizou uma porção de fatos em sua vida, dizia-se inspirado pelo Ficam e discípulo de Elifás Levy, famoso ocultista. Podia fazer uma mulher apaixonar-se por ele em poucos minutos, segundo se diz. Morreu em extrema miséria, recusando-se a vender por um bom preço os segredos que transformariam qualquer homem num dom Juan irresistível.
Gustavo Rol é outro desses magos modernos. Maravilhou Pitigrilli, que o entrevistou para a revista Planète. Era um adivinho extraordinário e possuía receitas secretas para todos os males, físicos e espirituais.
A revista Paris-Match (12 de março de 1955) publicou uma curiosa reportagem sobre feitiçaria nos dias de hoje, citando inclusive o caso da esposa do romancista e crítico Poinsot, que se dizia maga e que previu a própria morte com minúcias espantosas. Segundo F. Ossendowski, em seu livro Dans l'ombre du sombre Orient, a feitiçaria e o satanismo teriam hoje maior desenvolvimento na Rússia do que ao tempo dos czares. Refere-se o autor a uma certa Irene Heinzel, ex-bailarina do teatro de Odessa e depois diretora da prisão de Ufa, profunda conhecedora da magia siberiana, como uma das grandes sacerdotisas do culto a Satã, em nossos dias.








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