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O HOMEM QUE RI [1928]

“O Homem Que Ri” é um filme deslumbrante, dirigido pelo cineasta expressionista alemão Paul Leni, em 1928, e estrelado por Conrad Veidt. O roteiro é uma adaptação do romance de Victor Hugo com o mesmo nome e o filme é um melodrama romântico, semelhante a filmes como “O Corcunda de Notre Dame” (1923).

A caracterização de Veidt para o filme foi algo marcante para a época, a maquiagem neste filme é incrível e o sorriso ricto de Veidt é realmente desconcertante — seu personagem, Gwynplaine, possuía uma desfiguração no rosto que lhe dava um eterno semblante sorridente.

Não é preciso muito para adivinhar que o personagem de Veidt foi uma das inspirações para O Coringa.

Sinopse:
Ambientado na Inglaterra no ano de 1690, “O Homem Que Ri” mostra a história de Gwynplaine, o filho de um nobre Inglês que teria traído o Rei James II (Samuel de Grasse). O monarca sentenciou o pai de Gwynplaine à execução na Dama de ferro e a solicitou que um cirurgião, Dr. Hardquannone (George Siegmann), desfigurasse o rosto do menino, o condenando a "rir" para sempre.

Gwynplaine é visto vagando por uma tempestade de neve e conhece uma menina cega abandonada, Dea (Mary Philbin). As duas crianças são eventualmente acolhidas por um homem chamado Ursus (Cesare Gravina). Os anos passam e Gwynplaine se apaixona por Dea, mas se recusa a casar com ela porque se sente indigno devido sua desfiguração. Os três ganham a vida através de peças que destacam o fascínio do público com a desfiguração do Gwynplaine.


REFILMAGEM:

FLOR DO DESERTO

O drama “Flor do Deserto” foi baseado na história da ex-top model somali Waris Dirie, hoje embaixadora da ONU. O filme conta uma história que chocará e mostrará uma realidade que até então era mantida entre “panos quentes”.

Feito através do Best seller Flor do Deserto de Waris Dirie, que foi lançado em 1998 ainda quando Waris Dirie era modelo. O longa conta a história de Dirie. Inicia-se quando ela tinha 13 anos contando como ela escapou de um casamento arranjado pelos pais com um velho de 60 anos em troca de 5 camelos.

Conta a tragetória de Waris Dirie ao atravessar o deserto de Somália e como foi entrar em uma cidade grande que até então era algo nunca antes visto pela garota.

O filme é cheio de fashbacks onde mostra a vida pobre e dramática de Waris Dirie e a nova vida da garota. Após ser descoberta por um fotógrafo enquanto ela trabalhava de faxineira em uma rede de fast food, Waris Dirie logo ganhou as passarelas e conseguiu dar a volta por cima. Além de tratar de uma linda superação o filme aborda a mutilação genital feminina algo muito comum na Somália. O filme é dirigido por Sherry Hormann e protagonizado pela atriz Etíope Liya Kebede.

Através de sua história Waris Dirie conseguiu falar de uma assunto que até então era visto como um tabu pelo planeta. Hoje a ex-modelo é embaixadora especial da ONU contra mutilação feminina. Ela estabeleceu uma fundação com o fim de chamar a atenção para o problema e ajudar as meninas mutiladas se tornando uma das principais defensoras da erradicação dessa prática.


Fonte: Alameda Virtual

ONDINE

Não é exatamente uma sereia a protagonista de Ondine, o novo filme do diretor irlandês Neil Jordan (Entrevista com o Vampiro, Café da Manhã em Plutão), mas uma selkie, criatura meio humana, meio foca, do folclore escocês-irlandês. Pelo menos é no que acredita a pequena Annie (Alison Barry), de 11 anos.

Embora presa a uma cadeira de rodas, por conta de sua insuficiência renal, Annie não demora a descobrir escondida na cabana de sua falecida avó a misteriosa mulher que seu pai, o pescador Syracuse (Colin Farrell), puxou do mar com sua rede, certo dia. A mulher (vivida pela cantora polonesa Alicja Bachleda) fala inglês com um sotaque estranho e diz se chamar Ondine, ou "aquela que vem com a maré".

O tom de fantasia desta espécie de Splash melancólico, evidente na naturalidade imediata com que pai e filha aceitam a ideia de conviver com uma suposta selkie, é facilitado pela ambientação. Parece mesmo um cenário de conto de fadas a península de Beara, no sudoeste da Irlanda, com seus verdes exagerados. Neil Jordan usa um filtro que desbota um pouco a imagem, e ainda assim continua verdíssima a orla banhada pela luz do dia. As noites em Ondine, porém, são bem escuras — prenúncio do mal que se avizinha.

Jordan opta pela fantasia para facilitar a mensagem edificante de sua trama com consciência social.

Syracuse — numa interpretação contida de Farrell — é o típico fracassado. No sotaque irlandês, "syracuse" soa como "circus", e o personagem diz mesmo que se comportava como um palhaço quando estava embriagado. Hoje Syracuse relembra o padre local (Stephen Rea) de que não bebe há dois anos, mas a prova de abstinência não é suficiente para tirar da ex-mulher a guarda da filha doente. Quando Annie surge em cena, já sabemos que o filme joga com o imaginário das histórias de sereia, e isso gera uma imagem interessante: a menina sobre a cadeira de rodas, astuta mas debilitada, é como a criatura mítica com seu corpo de duas metades inconciliáveis. Ondine aposta até o fim (e até o esgotamento) nessa aproximação entre fantasia e realidade. Os acasos do nosso mundo, ademais, sempre têm muito de inexplicáveis.

Ambientar esse conto de fadas na costa irlandesa é a grande sacada de Jordan, porque a mistura de catolicismo com superstição dos locais não deixa de ser também uma crença na fantasia. Isso diferencia Ondine do grosso dos filmes estilo "quem acredita sempre alcança". O único ruído acontece no final — a obrigação de explicar o passado de Ondine. Jordan fica o tempo inteiro nos vendendo a ideia de que não há nada de errado em viver erraticamente sob os encantos de um mistério, só para no fim não convencer nem a si mesmo.


Fonte: Omelete

TOQUE DE VELUDO

Sinopse: Produzida para a televisão, conta com uma série de 3 episódios, num belo romance lésbico passado nos idos do século XIX. A jovem Nan Astley (Rachael Stirling), nascida e criada em uma pequena cidade litorânea da Inglaterra, se vê intrigada pela presença de uma atriz na cidade, Kitty (Keeley Hawes), que faz parte de um espetáculo musical onde atua como homem. Pouco a pouco as duas iniciam uma forte amizade que trará consequências para o resto da vida de Nan, que do pequeno vilarejo onde morava, se vê na glamurosa e, também degradante, Londres do século XIX.

Comentário: Da mesma escritora de Fingersmith (Na ponta dos Dedos), Sarah Waters, traduz com fidelidade a sociedade no século XIX, mostra com romantismo e sensualidade todas as nuances de um romance lésbico, de suas alegrias aos seus desabores.

Tal qual como Fingersmith, mostra o glamour e a destruição da época, figurino primoroso, cenas quentes e carga dramática no ponto em uma bela história.


Fonte: Elas por Elas

PAPILLON (1973)

SINOPSE:
A "Ilha do Diabo" não é somente uma prisão...é um purgatório onde homens pagam por seus crimes sofrendo as maiores degradações e brutalidades.

Localizada na Guiana Francesa, é um lugar cercado por uma floresta impenetrável e de onde é impossível que algum de seus prisioneiros consiga fugir. Henri Charrière (Steve McQueen), conhecido por "Papillon" devido à tatuagem de uma borboleta que carrega em seu peito. Louis dega (Dustin Hoffman) é seu companheiro, um prisioneiro frágil e intelectualizado. Ininterruptamente, os dois trabalham em uma forma de fugir, pois o espírito de "Papillon" se recusa a ser corrompido pelo sistema selvagem, humilhante e desumano do sistema prisional.

Esta é a verdadeira história da luta de 2 homens e sua obsessão por liberdade.