Mostrando postagens com marcador esoterismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esoterismo. Mostrar todas as postagens

O QUE É ORGONITE E PARA QUE SERVE

image
      O termo "orgonite" foi usado pela primeira vez por Karl Welz para designar a sua mistura de metal-resina-quartzo em meados da década de 90. A tecnologia de Welz é diferente até da mais simples "orgonite táctica" sendo que Welz usa particulas de metal muito finas e quartzo em pó.

      Um par de anos mais tarde Don Croft, enquanto fazia experiências com acumuladores de orgone pelo modelo de Reich, ouve sobre a tecnologia de Welz e começa a fazer as suas próprias experiências. Estas experiências culminam em 2001 quando Don e Carol Croft fazem um simples HHG (Granada Sagrada) a primeira peça de tecnologia orgonite, tal como é mais conhecida hoje em dia.

      No início Don Croft nem sequer chamou a sua tecnologia de "orgonite", porém mais tarde o termo ganhou uso por ser fácil de usar e concentrar o significado. Hoje em dia, quem usa o termo "orgonite" refere-se normalmente à "orgonite táctica" de Don Croft.

      Orgonite é uma nova classe de material composto de uma mistura de partículas metálicas suspensas em um meio orgânico, por vezes combinados com cristais de quartzo ou outros minerais. Sua propriedade básica é atrair e converter energia etérica negativa em energia etérica saudável e equilibrada. Esta energia é denominada Orgônio.

Qualidades atribuíveis à orgonite:

      É simples. fácil de fazer e trabalha continuamente

      Muda a energia negativa para energia positiva

      Diminui o efeito negativo da radiação eletromagnética emitida por computadores, TVs e celulares

      Intensifica e melhora a qualidade da meditação

      Purifica a atmosfera, energiza e limpa a água

      Ajuda as plantas a crescerem melhor precisando de menos água

      Inspira comportamento agradável, equilibrado, alegre e feliz

      Melhora a qualidade do sono, frequentemente cura insônia e pesadelos crônicos

      Ajuda a despertar capacidades psíquicas inatas

O que é o Orgone?

      O Orgone está por todo o lado, é energia vital, também chamado de Chi na medicina chinesa ou Prana no Induismo. A expressão Orgônio foi criada pelo médico austríaco Dr. Wilhelm Reich, o qual dedicou parte de sua vida ao estudo e aplicações desta energia. O Orgônio já recebeu diversas denominações como energia etérica, energia astral, bioenergia, cor radiestésica, energia biomagnética, magnetismo animal, fluido vital, energia radiônica e muitos outro nomes. Está na atmosfera, nos rios e no mar, na terra, nas plantas, animais e também nas pessoas.

A descoberta do Orgone

      O Dr. Wilhelm Reich (1897-1957) teve uma rica trajetória que o levou desde a Psicoanálise, passando pela Biologia e pela Física. Ele tinha tentado encontrar uma cura, durante anos, para aquilo que a partir de certa altura considerou ser o maior flagelo da Humanidade — o cancro. Reich considerava os tumores como o último dos estágios de uma doença que se manifestava na pessoa há muitos anos, com sintomas aparentemente não-relacionados com o cancro, como os desequilíbrios psíquicos.

      A certa altura, ele começou a fazer experiências com infusões de água e outras substâncias orgânicas tais como relva, areia, carvão etc. que resultaram na desintegração da matéria orgânica em pequenas vesículas, num estado entre a matéria não-viva e os micro-organismos vivos para os quais mais tarde se desenvolveriam. Reich chamou-lhe bions.

      Reich descobriu que submeter bions à esterilização e a temperaturas que nenhuma outra criatura poderia sobreviver não os matava! Estes bions produziam uma intensa luz azul e congregavam eventualmente em grupos que — inacreditavelmente — mais tarde se transformariam em protozoários como a ameba ou o paramécio.

      Reich também descobriu que podia obter enormes quantidades de vesículas bion se primeiro aquecesse a matéria orgânica (por exemplo sangue) ou inorgânica (por exemplo areia do mar) com temperaturas muito altas e depois as imergisse num meio líquido especial. Este procedimento possibilitou a "libertação" de grandes quantidades de bions a partir dessas substâncias, que estavam agora disponíveis para formar novos organismos vivos.

      Através da observação persistente, Reich percebeu que era a energia Orgone que dava aquela luminosidade azul e permitia a biogênese dos bions. Ele descobriu que a energia orgone permeia não só tudo aquilo que vive, mas que também se encontrava em substâncias não-vivas (como areia, carvão, terra) e está presente em toda a parte na atmosfera, sendo o Sol o maior "produtor" de energia orgone.

      Reich descobriu que o cancro não é mais do que a fome prolongada de energia vital na pessoa afetada. Desta maneira os tumores nada mais são do que o estado já muito avançado de uma doença que ele considerava afetar milhões.

      A história dos experimentos do Dr. Reich é fascinante e eu recomendo que leiam o seu livro em dois volumes: "A Descoberta do Orgone".

      O Orgone é provavelmente a mesma energia chamada de "prana" na cultura indiana e "chi" na cultura chinesa.

Como a Orgonite influencia o Orgone?

      Com Reich aprendemos que de um modo geral o metal repele o Orgone enquanto as matérias orgânicas o atraem. Os seus Acumuladores de Orgone, normalmente caixas feitas de camadas alternadas de metal e material orgânico simplesmente atraíam para dentro de si o orgone, onde o concentravam, sem mecanismo de descarga ou possibilidade de transformar Orgone Negativo em Orgone Positivo. A Orgonite mudou isso.

      Tem sido observado por pessoas sensíveis (psíquicos) e eu posso confirmar pela minha experiência subjetiva que a Orgonite efetivamente absorve o Orgone Negativo enquanto gera Orgone Positivo. Mas até ser construído uma aparelho que observe e possa medir diretamente o Orgone eu não posso realmente provar que assim é. Para mim é suficiente que funciona.


Via: nosdiasdenoe.com

Veja mais em: orgonite-portugal.com

Scrying ou Vidência (de Dr. Fian's Spell Book)

image
      A vidência ou scrying, como é chamada algumas vezes, é outra forma muito antiga de adivinhação. No livro do Dr. John Fian se recomenda fazer a adivinhação em uma taça ou bacia com água. A taça será pintada de negro por dentro. Também podes pôr um pouco de tinta negra na água para escurecê-la.

      Algumas vezes se usa uma “pedra de vidência”. Esta é uma pedra talhada e polida, usada para mirar em seu interior, para receber uma imagem através de meios psíquicos. O scrying ou vidência é a prática usada com a bola de cristal, a qual é uma ferramenta posterior à taça ou pedra. Geralmente é uma questão de preferência, porém algumas vezes a disponibilidade exerce um grande papel na escolha.

      De qualquer forma, o objetivo é focar o olho psíquico de tua mente enquanto fixas o olhar para dentro da taça ou para a ferramenta de scrying que tenhas escolhido. Deves limpar tua mente e concentrar-te na pergunta para permitir que as imagens da situação sejam refletidas na água. Estas podem parecer abstratas, contudo graças à tua sensibilidade psíquica poderás interpretar as que receberes. Para fazê-lo adequadamente, deves estar em um cômodo escura. Acenda uma vela para que haja um pouco de luz e assim sejas capaz de ver as imagens, porém não tanta luminosidade que acabe por ser refletida em tua ferramenta de scrying.

      Deves estar relaxado, em tua mente somente deverá haver, em geral, pensamentos sobre tua consulta. Receberás imagens e pensamentos depois de olhar fixamente para a taça durante uns instantes. Deves anotar as imagens e analisá-las.

image

      As pessoas que têm uma alta sensibilidade psíquica podem ver imagens diretas e definidas em sua ferramenta de scrying. A maioria vê imagens abstratas e formas com um determinado sentido psíquico do que significam as imagens. Outros não vêem nada definido na ferramenta de scrying ainda que recebam impressões psíquicas.

image

      A chave para este sistema é o relaxamento, a concentração e a habilidade psíquica. Assim como ocorre com todas as coisas psíquicas, quanto mais exercitares tuas habilidades, mais fortes e adequadas se tornaram.

Fonte: La Huella Hendida del Maestro Astado

O KARMA - Implicações e Comentários

Muito bem, começando aqui, faz tempo que não escrevo nesse blog, então surge a inspiração através de uma conversa no facebook. Vamos lá então, o que é o Karma?

Primeiramente devemos estar atentos a etimologia da palavra, que quer dizer pura e simplesmente "trabalho". Mas que trabalho é esse, vamos prosseguir então. No contexto magicko, ocultista, sobe a questão.

Se você faz um trabalho magicko suficientemente forte e eficiente para que ele desenvolva um resultado, é lógico que isso vai ter um efeito, mais cedo ou mais tarde, dependendo do seu poder e habilidade.

A questão fundamental, é que trabalho você quer fazer e qual o efeito que quer ter. Também é importante salientar qual a egrégora (entidades e pessoas) na qual você vai atuar.

Causa e Efeito, eis a lei inexorável em nossa existência. Tudo que foi feito um dia terá efeito, em maior ou menor grau. Aqui também devemos lembrar a Teoria do Caos, na qual os resultado não são explicitamente determinados.

Quanto maiores e mais intensos os fatores envolvidos em cada questão, mais complexos serão as possibilidades de resultados.

Então se nesse momento em sua vida você esta pesquisando sobre esse assunto faça uma recapitulação de sua vida e reveja tudo que você fez, o que te trouxe até aqui. Medite e compreenda o que te fez o que você é hoje.

Assim, através de sua jornada que você possa encontrar uma direção, um caminho que seja o melhor para o seu futuro.

Bem deixo vocês com um simbolo que ajudou a tantos outros no passado a orientar: "Vegvisir (veja o caminho) é a “bússola” viking. Uma runa de proteção, derivada de Ægishjálmr – o elmo de Awe – o símbolo de proteção mais popular da era viking.

Vegvisir tem o poder de proteger as pessoas que viajam por águas desconhecidas, e deve ser desenhado com seu próprio sangue em um pedaço de couro. Antes de sair para as jornadas, deve ser pressionado na testa, entre os olhos, para que o viajante não se perca no seu caminho.
Folclore e superstições à parte, me identifico muito com esse símbolo. Primeiro porque sou  um viajante de águas desconhecidas, segundo porque sou um admirador da cultura viking."

Medite nesse simbolo e vibre seu nome:

 

Ritual do Pilar do Meio

image
      Para quem já vem praticando ou já praticou o RMP, e já tem certa familiaridade com o sistema da Árvore da Vida Cabalística e com rituais que visam o equilíbrio do ser através da “visualização e do uso da vontade”, fica bem mais simples praticar o Ritual do Pilar do Meio. Esse equilíbrio é a busca do alinhamento com o “real ser” (Self) dentro de cada indivíduo.

      Além de se relacionar com a Árvore da Vida, é um trabalho de alinhamento dos chacras localizados ao longo da coluna vertebral, permitindo assim a circulação das energias emanadas de Kether em nosso ser.

Ritual do Pilar do Meio

      1) Posicione-se de frente para o Poente (oeste).

      2) Fique em pé (de preferência) e, na imaginação, eleve-se até o seu Kether – uma luz brilhante acima de sua cabeça. Imagine essa luz descendo para Daath, na base de seu pescoço, e dali para Tiphareth, em seu coração, no qual ela brilha como a luz do Sol e do qual irradia para as outras Sephiroth. De Tiphareth, a luz se dirige para Yesod, na região dos genitais, e dali para Malkut, no qual seus pés estão plantados. Ao sul (esquerda), visualize Boaz, o Pilar negro da Severidade. Ao norte (direita), visualize Jachim, o Pilar branco da misericórdia. Assuma a si mesmo como o Pilar Central do Equilíbrio (em alguns rituais os pilares se apresentam em posições trocadas).

      3) Perceba por sobre você o brilho puramente branco da Luz, a luz de Ain Soph Aur, descendo de uma esfera localizada acima de sua cabeça. Respire ritmicamente, pode ser inspirando, segurando, expirando, segurando, com quatro segundos cada, até adquirir algum relaxamento.

      4) Volte sua atenção para a parte superior de sua cabeça e visualize ali, pairando no ar e não encostando na mesma, uma esfera de luz resplandecente. Ao expirar vibre o nome divino AHIH (que se pronuncia Eh-he-yeh). Repita isto até que tenha a “sensação” de que a esfera que representa Kether está ali.

      5) Ao expirar visualize que a esfera emite um raio de luz que atravessa seu crânio e desce pelo pescoço para ali formar uma segunda esfera de cor cinza claro: Daath. Ao vibrar o nome divino IHVH ALHIM (que se pronuncia Yod-he-vau-he E-loh-heem) visualize a esfera vibrando e aumentando. Repita isto pelo menos 4 vezes.

      6) Ao expirar visualize que a esfera emite um raio de luz que atravessa o peito e desce até o plexo solar para ali formar uma terceira esfera dourada: Tiphareth. Ao vibrar o nome divino IHVH ALOH V’DAAT (que se pronuncia Yod-he-vau-he El-oah ve- Da-ath) visualize a esfera vibrando e aumentando. Repita isto pelo menos 4 vezes.

      7) Ao expirar visualize que a esfera emite um raio de luz que atravessa seu abdômen e desce até seu órgão genital para ali formar uma quarta esfera de cor roxo escuro: Yesod. Ao vibrar o nome divino ShDAI AL ChAI (que se pronuncia Shah-dai EI Chai) visualize a esfera vibrando e aumentando. Repita isto pelo menos 5 vezes.

      8) Ao expirar visualize que a esfera emite um raio de luz que desce por suas pernas até seus pés para ali formar uma quinta esfera de cor verde escuro: Malkuth. Ao vibrar o nome divino ADNI HÁ’ARETZ (que se pronuncia Ah-doh-nai ha-Ah-retz) visualize a esfera vibrando e aumentando. Repita isto pelo menos 5 vezes.

      9) Assim as esferas foram estabelecidas no campo áurico do praticante. Agora imagine o pilar do meio formado.

      10) Usando os ciclos de respiração, visualize a energia subindo pelo lado direito do seu corpo enquanto inspira e descendo pelo lado esquerdo enquanto expira, de Malkuth até Kether e vice-versa. Depois de repetir isso por algum tempo, visualize a mesma energia subindo pela parte de trás de seu corpo enquanto inspira e descendo pela frente do seu corpo enquanto expira, repita por mais algumas vezes.

      11) Ainda utilizando a respiração rítmica, visualize um raio de luz subindo pela Coluna do Meio, no centro de seu corpo. Quando este alcançar Kether, imagine uma chuva de luz em volta de você à medida que desce novamente a Malkuth. Circule a energia dessa forma por algum tempo.

      12) Faça a Cruz Cabalística para indicar que você invocou a Luz de Kether e equilibrou-a em sua aura.

===========================================================================

ADIVINHAÇÃO MAIA

image
“Es tiempo de concertarse de nuevo sobre los signos de nuestro hombre construido, de nuestro hombre formado, como nuestro sostén, nuestro nutridor, nuestro invocador, nuestro conmemorador. Comenzad, pues, las Palabras [Mágicas], Abuela (Xmukane), Abuelo (Xpyakok)......Haced vuestros encantamientos por vuestro maíz, por vuestro tzité. ¿Se hará, acontecerá, que esculpamos en madera su boca, su rostro? Entonces [se efectuó] el lanzamiento [de los granos], la predicción del encantamiento por el maíz, el tzité.....Oh maíz, oh tzité, oh suerte, oh [su] formación, asios, ajustaos, fue dicho al maíz, al tzité, a la suerte, a [su] formación”.
      Estas são as palavras de Popol Vuh que falam da criação dos homens de madeira, produto da segunda reunião convocada pelos deuses maias. Destas palavras se deduzem os primeiros ritos divinatórios dos maias, os quais eles compilaram em seus códices e repetiram durante os três mil anos em que sua cultura sobreviveu. Os adivinhos maias finalmente repetiram atos e palavras previamente executados pelos deuses, para poder determinar o destino que estes tinham para os homens.

      No período clássico, para poder alcançar a comunicação com os Deuses os Halach Unik e os Chilam´oob, deviam entrar em estados alterados de consciência, e para isto recorriam ao jejum, à purificação ritual por meio de banhos de vapor e abstinência sexual e ao uso de plantas, em especial o tabaco, balché e fungos alucinógenos, entre outras espécies narcóticas. De fato há evidências gráficas de que quando não podiam ingerir mais narcóticos por via oral, recorriam ao uso de enemas introduzindo mais substâncias psicotrópicas mediante uma cânula por via retal. Vários dias de jejum, somado ao canto, à dança, ao odor do incenso, e ao uso de elementos psicotrópicos garantiam a adivinhação desejada.

image
      A base da adivinhação entre os povos maias atuais, sobretudo nas terras altas da Guatemala, está na interpretação dos 20 signos/selos do calendário chamados genericamente como way ou duplo anímico: imix, ik, akbal, kan, chicchan, cimi, manik, lamat, muluk, oc, chuen, eb, ben, ix, men, cib, kaban, edznab, cauac e ahau. Estes signos se combinavam com a série de um ao treze para dar um total de 260 combinações que coincidem com o calendário sagrado ou bucxok, a conexão entre o plano universal e o plano humano, por coincidir com o período de gestação. A conta começa com 1 imix e a primeira trecena termina em 13 ben, iniciando a seguinte com 1 ix, e assim subsequentemente até terminar em 13 ahau. Segundo os Ah k´in´oob, ou adivinhos, quanto mais alto é o número do dia, maior é sua carga. Existem por outro lado "dias falantes" que são muito mais propícios para a adivinhação que os demais, pelo que são muito apreciados por aqueles que conhecem este tema. Outro aspecto importante é uma sequência das quatro cores correspondentes aos rumos do universo que são: likin chaak (leste-roxo), xaman sac (norte-branco), chikin ek (oeste-preto), e nohol kan (sul-amarelo) que vão se alternando com cada um dos signos. É de uso cotidiano o emprego de elementos como sementes de milho (ixim) ou feijão roxo e preto (tzité) e pedras (obsidianas) ou cristais para efetuar atos de adivinhação.

image
      Os Ah kin o Ajq´iij, como são chamados na Guatemala, são escolhidos de acordo com seu dia de nascimento e geralmente costumam ser pessoas nascidas em um dia Chuen ou B´aatz — para os quichés — já que está relacionado com outra palavra similar b´atz que significa fio/linha, e se refere igualmente a "fio/linha do tempo" e "cordão umbilical"; daí sua relação com os antepassados, o futuro e a adivinhação. Basta recordar que em tempos clássicos o sangue que era oferecido por uma rainha depois do parto por meio de autosacrificio tinha o poder necessário para a comunicação com os antepassados dinásticos que habitavam as alturas junto aos deuses.

      O eleito é treinado por nove meses, 260 dias, a fim de obter o sagrado titulo de Ah Kin ou sacerdote do tempo. Ao final por meio de uma cerimônia onde se coloca um altar com 20 conjuntos — atoles acompanhados de seus pães e respectivas velas — com outros 5 ao centro dispostos como o glifo do sol ou do dia lamat deste calendário — onde se apreciam as posições solares relevantes do trânsito solar ao longo do ano —, acompanhados de uma cruz de madeira e os implementos de adivinhação do futuro adivinho: colar e brincos de jade, um incensário, sementes de colorines (tzité), pedras e cristais, poom (incenso) e sonajas (instrumento musical, de barro em forma de esfera e com orifícios); tudo disposto sobre um pequeno manto de cor correspondente com o dia de nascimento do aspirante. Ao final da cerimônia, dirigida por um Ah Kin ancião, é entregue ao novo adivinho seus instrumentos em um volume chamado baraj; a partir desse momento este aceita sua responsabilidade de interpretar os designios do céu.

      Entre os aspectos que costumam ser usualmente perguntados ao Ah Kin se encontram: a localização de pessoas desaparecidas, origem de uma enfermidade, o tratamento adequado para um paciente ou um enfermo, o clima futuro, calamidades que pairam sobre uma população, destino de uma empresa, autoria de um roubo e até por animais extraviados.

Traduzido de OverBlog