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Cinocéfalo

 
Cinocéfalo (do grego kunoképhalos: "que tem cabeça ou face de cão". Na Mitologia greco-romana, era um ser com corpo de homem e cabeça de cachorro. No plural, designa os povos fabulosos da Etiópia.
 
Cinocefalia

 
A forma de Cinocéfalo - um homem com a cabeça de cachorro ou de um chacal - é bastante comum nas inscrições do Antigo Egito. A palavra Cynocephalus é uma palavra grega para o babuíno sagrado do Egito, por ter sua face semelhante à do cão.
 
Mitologia
 
Diversos mitos, cristãos e pagãos, relatam casos de Cinocéfalos. Na Igreja Ortodoxa existem certos ícones que retratam a figura degenerada de São Cristóvão com a cabeça de um cão. Segundo relatos, o santo, antes de conhecer o Cristo e converter-se, tinha comido um homem e latido. Arrependeu-se ao converter-se pelo batismo, e foi recompensado com a forma humana.
As raízes para vários destes relatos fantásticos está num mito que remonta ao reinado do Imperador Deocleciano quando um homem chamado Reprebus Rebrebus ou Reprobus (o "Salafrário") foi capturado após combates contra tribos da Cirenaica (oeste do Egito) - e que teria dimensões enormes e uma cabeça de cachorro, em vez de humana.
Há também um mito que coloca Santo André e São Bartolomeu entre os Partos, onde encontraram um homem que vinha "da cidade dos canibais... de quem a face era como a de um cachorro."
  • Os mitos com cinocéfalos tiveram diversas representações durante a Idade Média, numa imagem evocativa de magia e brutalidade, de pessoas que habitavam lugares distantes: Agostinho, Isidoro de Sevilha, Paulo Diácono, Adão de Bremen, entre outros, descreveram cinocéfalos como verdadeiros antropófagos. Citando São Jerónimo, Tomás de Cantimpré confirmou a existência de cinocéfalos, em seu Liber de Monstruosis Hominibus Orientis, vol. XIV ("Livro dos Homens Monstruosos do Oriente") - e não foi o único.
Tão antiga e difundida quanto o mito do lobisomem, a tradição do cinocéfalo parece ter povoado desde sempre o imaginário de muitos povos europeus.
 
Representações Atuais
 
A presença de homens com cabeça de cachorro ainda é muito forte na literatura moderna. Muitas revistas em quadrinhos dos Estados Unidos e da Europa retratam Cinocéfalos, ou pessoas com corpo humano e cabeças de animais. Filmes e desenhos animados volta e meia utilizam desta imagem, em seu contexto.
No começo da década de 1970, em Hexham (Reino Unido), foram encontradas algumas esculturas célticas representando cabeças de lobos. Em torno das pedras várias testemunhas alegam ter visto um ser meio homem, meio lobo. Em Yorkshire, também no Reino Unido, existem histórias de criaturas com cabeças de cão, chamadas Leatherheads. Nos Estados Unidos existem relatos parecidos, como o dogman, de Michigan, ou a besta de Bray Road (the Bray Road Beast), uma criatura cuja aparição numa estrada rural na periferia de Elkhorn, Wisconsin, foi relatada nos anos 1980.
 
Zoologia
 
Cinocéfalo é também uma designação comum aos mamíferos dermópteros, do gênero Cynocephalus, da família dos cinocefalídeos, conhecidos vulgarmente como lêmures-voadores. São semelhantes aos primatas, mas com focinhos semelhantes ao da raposa. Seu habitat é a ilha de Madagascar, na África.



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Proteção contra lobisomens

 

Antigamente acreditava-se que  uma forma de afastar lobisomens era desenhar uma estrela de 6 pontas,conhecida como Signo de Salomão ou Sino de Salomão nas portas das casas.



 
 
Acreditava-se que caso uma pessoa encontrasse a criatura,esta deveria rápidamente esconder os dentes e as unhas das mãos ,pois a criatura é atraida pelo brilho dos mesmos e fazer a seguinte oração:
 
São Romão está em Roma
A cabeça em Portugal
Deus me livre,Deus me guarde
Do cão bravo,cão malvado
Que vem vindo me danar.
São Romão sejai comigo
Para sempre do meu lado
Para sempre meu amigo.
 
Para se livrar do monstro de uma vez por todas,se deve enfiar uma faca de prata em seu coração ou acertar a fera com bala de prata ou lambuzada de cera de vela de igreja. 
  
 
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Luison

 
 
 
Conhecido na região Amazônica, bem como no norte de Mato Grosso, e outros países, como o Peru e Bolívia. O Luison ou Lobizón (em espanhol) é uma criatura da mitologia guarani, detentora do poder sobre a morte. Acredita-se que seja semelhante a um macaco de olhos vermelhos, com barbatanas de peixe e um enorme falo (de anta). Seu nome é derivado do nome de outra criatura mitológica, o lobisomem.

Também conhecido pelos nomes de Luisito, Juicho e Luisõ, é descrito como o sétimo e último filho varão de Tau e Keraná, sobre quem caiu uma maldição transmitida por seus progenitores: nas noites de lua cheia de sexta-feira e/ou terça-feira, o indivíduo se transformava em uma criatura com metade das características de um cachorro muito grande e um homem (outras vezes, também, possuía as características de um porco). A origem do mito é incerta.
 
 

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Benandanti



Os benandantis (bons caminhantes) eram um grupo religioso de tradição agrária no distrito de Friuli do norte da Itália, nos séculos 16 e 17. Os benandanti alegavam que seus espíritos podiam abandonar seus corpos enquanto dormiam para combater bruxas malignas que  ameaçavam seu povo.Entre 1575 e 1675, no meio dos primeiros julgamentos de bruxas modernas, os benandanti foram julgados como hereges ou bruxas sob a Inquisição Romana, e suas crenças associadas ao satanismo.
Acreditava-se que um benandanti nascia com uma coifa na cabeça,o que lhe permitia participar de tradições visionárias noturnas que ocorriam nas noites de quinta-feira,embora houvessem noites espécificas.Algumas versões defendem que quando deixavam seus corpos os benandantis podiam se transformar em animais,geralmente lobos,gostavam de brincar com outros de sua espécie e eram inimigos mortais de bruxas vampiricas.Quando não estavam envolvidos nessas viagens astrais,acreditava-se que tinham o poder de curar enfermos.

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Homem-Tigre



 Na Índia, o Homem-tigre  (Weretiger) muitas vezes é um feiticeiro perigoso, retratado como uma ameaça para a sociedade, pois tal criatura pratica canibalismo. Estes contos viajaram pela  Índia e na Pérsia através de viajantes que encontraram os tigres-de-bengala na Índia e, em seguida, mais a oeste.Lendas chinesas costumam descrever homens-tigre como vítimas de uma maldição hereditária ou um fantasma vingativo. Antigos ensinamentos pregavam que todas as raças, exceto os chineses Han eram realmente animais disfarçados, de modo que não havia nada de extraordinário em alguns desses seres humanos falsos revertendo para suas verdadeiras naturezas. Alternativamente, os fantasmas de pessoas que tenham sido mortas por tigres poderiam se tornar uma entidade sobrenatural maléfica sendo conhecida como "Chang", (伥)  e dedicar toda a sua energia para se certificar de que tais criaturas matariam mais seres humanos. Alguns desses fantasmas também foram responsáveis ​​por transformar seres humanos comuns em  homens-tigres canibais. Além disso, no folclore japonês, existem criaturas chamadas bakeneko que são semelhantes aos kitsune (espíritos de raposa) e tanuki (cães guaxinim). Na Tailândia, acredita-se que um tigre que come muitos seres humanos podem tornar-se um homem-tigre. Existem também outros tipos de homens-tigre, como feiticeiros com grandes poderes que podem mudar a sua forma de se tornar animais. Na Tailândia, no entanto, o crocodilo é mais famoso do que qualquer outro híbrido (Werebeast). No conto popular Krai-thong, por exemplo, o herói derrota Chalawan o gigante, que poderia assumir a forma de um crocodilo com dentes de diamantes. Chalawan era quase invulnerável e usava a magia muito bem. Na Indonésia e na Malásia, há um outro tipo de homem-tigre, conhecido como Harimau jadian. O poder de transformação é considerado como uma espécie de herança, para o uso de magias, ao jejum e à força de vontade, para o uso de amuletos, etc Salvar quando está com fome ou tem justa causa para a vingança, não é hostil ao homem, na verdade, diz-se a tomar sua forma animal apenas durante a noite e para proteger as plantações de porcos selvagens. Variantes dessa crença afirmam que o metamorfo não reconhece seus amigos a menos que o chamem pelo nome, ou que ele sai como um mendigo e se transforma para se vingar daqueles que recusam-lhe uma esmola. Algo semelhante é a crença dos Khonds, para eles o tigre é amigável, e ele reserva a sua indignação para os seus inimigos. Um homem só toma a forma de um tigre, a fim de saciar uma vingança. Também na Malásia, Bajangs têm sido descritos como vampiros ou homens-felinos demoníacos. .



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Homem-hiena

 
 
Homens-hienas (Werehyenas) são criaturas mitológicas capazes de assumir a forma de hienas. Eles estão presentes nas histórias de vários culturas da Eurásia e da África. Como os lobisomens do folclore europeu, tais criaturas são retratados como metamorfos, embora, ao contrário dos lobisomens , que geralmente são retratados como sendo originalmente humanos, alguns mitos defendem que homens-hienas  também podem ser hienas que assumem forma humana.

Culturas Africanas

Na linguagem Kanuri do Império Bornu  na região do Lago Chade, esses metamorfos são referidos como bultungin que se traduz em "me transformo em hiena".Acreditava-se que uma ou duas das aldeias da região eram povoadas inteiramente por homens-hiena,como Kabultiloa.
Na Etiópia, acredita-se que cada ferreiro, cujo comércio é hereditário, é realmente um mago ou feiticeiro com o poder de se transformar em uma hiena. Estes  seres supostamente roubam sepulturas à meia-noite e são referidos como bouda (também escrito buda). Eles são vistos com desconfiança pela maioria dos compatriotas. A crença na bouda também está presente no Sudão, Tanzânia e Marrocos, onde alguns povos acreditam que  o bouda é um homem ou uma mulher que à noite se transforma em uma hiena e retoma a forma humana ao amanhecer.Muitos cristãos etíopes acusam os  judeus etíopes de serem boudas, acusando-os de desenterrar cadáveres de cristãos e consumi-los;. a comunhão de serralheria é uma profissão tradicional para homens judeus na Etiópia pode ser uma razão para a ligação entre as duas crenças.
No folclore de povos ocidentais sudaneses, tal criatura é retratada como um monstro canibal que à noite se transforma e aterroriza as pessoas, especialmente os amantes. A criatura é frequentemente retratado em sua forma humana como um curandeiro poderoso, ferreiro, lenhador, reconhecível através de sinais diferentes, como um corpo peludo,olhos vermelhos e uma voz nasal.
Membros do culto Kore do povo Bambara do Mali "tornam-se" hienas imitando o comportamento dos animais através de máscaras e fantasias. o objetivo de tal culto é conjurar a força mistica do animal em cada participante.


Culturas da Eurásia

Al-Doumairy, em seu Hawayan Al-Koubra (1406), escreveu que as hienas eram criaturas vampirescas que atacaram pessoas à noite e bebiam seu sangue. O Folclore árabe conta como hienas podem hipnotizar as vítimas com seus olhos ou às vezes com seus feromônios.

Um tratado médico Pérsa escrito em 1376 diz como curar pessoas conhecidas como kaftar, que seriam "metade-humanos, metade-hienas", que têm o hábito de matar as crianças.

Os gregos, até o final do século 19, acreditavam que os corpos dos lobisomens, se não destruídos, iriam assombrar os campos de batalha como hienas vampíricas que bebiam o sangue de soldados feridos e que se encontravam a beira da morte.


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Espécies de Metamorfos



Nesta lista podem ser observados algumas espécies de metamorfos das mais diversas culturas:

Naga: uma espécie de serpente ou dragão  do folclore hindú que pode assumir forma humana.As fêmeas da espécie são chamadas naginis.

Skin-walker: segundo as lendas de índios norte-americanos,o skin-walker é uma pessoa que pode se transformar em qualquer animal que desejar.

Nagual: na cultura asteca,o nagual é praticamente um equivalente ao skin-walker norte-americano,no entanto,o nagual normalmente assume a forma de um macaco,cachorro ou até em jaguar e puma.

Hirã: nos mitos portugueses temos essa bizarra espécie de meninas que quando completam 12 anos se transformam em serpentes e vão viver no mar.

Aswang: uma besta canibal que aterroriza as filipinas é uma mistura de vampiro com lobisomem,para esconder sua verdadeira natureza assassina assume a forma humana.

Wendigo: quando um nativo pratica canibalismo,este está condenado a se transformar neste predador  sanguinario.

Chonchon: uma bruxa chilena que pode se transformar em um urubu.

Uirapuru: pertence ao folclore brasileiro é um pássaro marrom que assume a forma de um menino.

Kanima: um espírito que se manifesta na forma de um jaguar,pertence aos mitos sul-americanos

Henge: é como são chamados no Japão pessoas que se transformam em animais,como a kitsune que é uma pessoa que assume a forma de uma raposa e também o tanuki que pode se trnasformar em um texugo ou castor.

Hamrammr: um grande predador da Islândia,fica cada vez mais forte e rápido conforme se alimenta,  sempre assume a forma da última coisa que devorou.

Loup-garouque: este ser do folclore haitiano pode se transformar em plantas ou em animais.

Rakshasa: demônios hindús que podem se transformar em animais para atacar humanos.

Boto: o boto do folclore amazônico se transforma em um belo rapaz para seduzir e engravidar moças

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Rougarou


O Rougarou (também  chamado Roux-Ga-Roux, Rugaroo, ou Rugaru), é uma criatura lendária de comunidades colonizadas por franceses ligadas as noções europeias do lobisomem.

Versões

As histórias da criatura conhecida como rougarou são tão diversas quanto a grafia de seu nome, embora estejam sempre ligados a culturas francófonas através de uma crença comum derivada no Loup-garou (pronúncia francesa: [lu ɡaʁu], / lu ː ɡəru ː / ). Loup é francês para  lobo, e garou (de francos Garulf, cognato com o lobisomem Inglês) é um homem que se transforma em um animal.

Folclore de Lousiana

Rougarou representa uma variante pronúncia e grafia do original francês loup-garou. De acordo com Barry Jean Ancelet, um especialista acadêmico em folclore Cajun e professor da Universidade da Louisiana em Lafayette, o conto do rougarou é uma lenda comum em Louisiana. Ambas as palavras são usadas como sinônimos no sul da Louisiana. Algumas pessoas chamam o monstro rougarou; outros se referem a ele como o garou Loup.
A lenda do Rougarou se espalhou por muitas gerações, quer directamente a partir de colonos franceses na Louisiana (Nova França) ou através de imigrantes franceses-canadenses séculos  atrás.
No lendas Cajun, a criatura ronda os pântanos de Acadiana e New Orleans e, possivelmente, os campos ou florestas dessas regiões. O rougarou normalmente é descrito como uma criatura com corpo humano e cabeça de um lobo ou cão, semelhante à lenda do lobisomem.
Muitas vezes, a narração de histórias tem sido usada para inspirar medo e obediência. Um exemplo é as histórias que são contadas pelos mais velhos para persuadir as crianças a se comportarem. De acordo com uma outra variação, a besta caça e mata os católicos que não seguem as regras da Quaresma. Isto coincide com a versão dos católicos franceses, segundo a qual o método para se transformar em um lobisomem é quebrar Quaresma sete anos seguidos.
Uma lenda comum diz que o rougarou está sob o feitiço de 101 dias. Após esse tempo, a maldição é transferida de pessoa para pessoa, quando o rougarou bebe o sangue de outro ser humano. Durante esse dia a criatura retorna à forma humana. Embora aparente estar doente,sempre evita contar aos outros sobre a sua situação por medo de ser morto.
Outras histórias vão do rougarou como um cavaleiro sem cabeça para o rougarou sendo fruto de bruxaria. Na última afirmação, apenas uma bruxa pode se trnasformar em um rougarou ou amaldiçoar outras pessoas com licantropia.

Na cultura popular
A versão em Inglês da criatura foi usada recentemente na TV série Supernatural. Na série, ele foi apresentado para um episódio (4,04, "Metamorphosis") era uma criatura semelhante à humana, mas possuía habilidades sobre-humanas e um gosto por carne humana que não podia ser satisfeito. Também foi mencionado no final da quinta temporada (5,22, "Swan Song") na conclusão, e na cena de abertura de um episódio da sexta temporada (6,10, "Caged Heat").

Uma versão desta criatura foi observado no livro Fool Moon da série Dresden files que descreve o Loup-garou como um dos três tipos de lobisomens, muito semelhante ao tipo descrito acima.

O jardim zoológico de Audubon, em Nova Orleans tem uma exposição sobre o Rougarou e apresenta um manequim em tamanho real de como seria o Rougarou.

Rougarou é também o título de um jornal online literária publicada fora da Universidade da Louisiana em Lafayette.

A criatura é destaque em um episódio de Justiça Cajun, um programa de televisão AE. O proprietário de um acampamento alertou as autoridades e gravou em um vídeo  o que ele suspeitava ser uma Rougarou no mato atrás de seu acampamento.

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Peeira


Peeira ou fada dos lobos é o nome que se dá às jovens que se tornam guardadoras ou companheiras de lobos. Elas são a versão feminina do lobisomem e fazem parte das lendas de Portugal e da Galiza.A peeira tem o dom de comunicar e controlar alcateias de lobos.

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Capelobo


O capelobo, também chamado cupelobo, pertence ao folclore do Pará e do Maranhão. O nome parece ser uma fusão indígena-português: capê (osso quebrado, torto ou aleijado) + lobo. A lenda lhe dá características de licantropo e, às vezes, também de vampiro.

Pode aparecer em duas formas.

Na forma animal, é do tamanho de uma anta, mas é mais veloz. Apresenta um focinho descrito como de cão, anta, porco ou tamanduá e tem uma longa crina. Peludo e muito feio, sempre perambula pelos campos, especialmente em várzeas.


Na forma semi-humana, aparece com um corpo humano com focinho de tamanduá e corpo arredondado.   Segundo Câmara Cascudo (Geografia dos Mitos Brasileiros, “Ciclo dos Monstros”) é um animal fantástico, de corpo humano e focinho de anta ou de tamanduá, que sai à noite para rondar os acampamentos e barracões no interior do Maranhão e Pará. Denuncia-se pelos gritos e tem o pé em forma de fundo de garrafa. Mata cães e gatos recém-nascidos para devorar. Encontrando bicho de porte ou caçador, rasga-lhe a carótida e bebe o sangue. Só pode ser morto com um tiro na região umbilical. É o lobisomem dos índios, dizem. No rio Xingu, certos indígenas podem-se tornar capelobos. Segundo S. Fróis Abreu (Na Terra das Palmeiras, 188-189, Rio de Janeiro, 1931): “Acreditam que nas matas do Maranhão, principalmente nas do Pindará, existe um bicho feroz chamado cupelobo... Um índio timbira andando nas matas do Pindará chegara a ver um desses animais que dão gritos medonhos e deixam um rastro redondo, como fundo de garrafa. O misterioso animal tem corpo de homem coberto de longos pêlos; a cabeça é igual à do tamanduá-bandeira e o casco com fundo de garrafa. Quando encontra um ser humano, abraça-o, trepana o crânio na região mais alta, introduz a ponta do focinho no orifício e sorve toda a massa cefálica: 'Supa o miolo', disse o índio.”
Já segundo Lendas do Maranhão, de Carlos de Lima, o capelobo parece-se com a anta, mas é mais ligeiro do que ela, e tem cabelos longos e negros e as patas redondas. Sua caçada é feita à noite, quando sai em busca de animais recém-nascidos para satisfação de sua fome inesgotável. Se apanha qualquer ser vivente, homem ou animal, bebe-lhe o sangue com a sofreguidão dos sedentos.

Dando gritos horríveis para apavorar os que encontra, que, paralisados de medo, têm o miolo sugado até o fim através da espécie de tromba que ele introduz no crânio da pobre vítima. Esses gritos, que no meio da mata se multiplicam em todas as direções, desnorteiam os caçadores e mateiros que assim vagam perdidos, chegando, às vezes, a enlouquecer.
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OS MALIGNOS LOBISOMENS - Até um rei se podia tornar suspeito

Mesmo aquele de coração puro
Que reza à noite as suas preces
Se pode tornar um lobo
Quando o acónito floresce
À luz brilhante do luar.


Assim reza uma canção antiga que fala do risco da transformação em lobisomem.
Assim como os vampiros assombravam a Transilvânia, também os lobisomens perturbavam a Europa Setentrional e Ocidental. As lendas dos lobisomens remontam talvez aos mitos dos deuses noruegueses, que, segundo se dizia, assumiam a forma de animais, tais como o urso e o lobo.
Mais tarde, no século XVI, durante a época de perseguição às bruxas, admitiu-se que estas se podiam transformar em lobos.
Na sua forma humana, não é fácil distinguir um lobisomem de um vampiro, uma vez que partilham de numerosas características, tais como os sobrolhos unidos, unhas em forma de garras, orelhas pequenas, por vezes ligeiramente pontiagudas, e mãos peludas. A única e ligeira diferença entre ambos é que o dedo anelar das mãos de um lobisomem é supostamente tão grande como o dedo médio ou maior ainda.
Realizada a transformação, o lobisomem surge sob a forma de um lobo gigantesco que se desloca quer sobre as 4 patas, quer como um bípede extremamente peludo que conserva traços humanos, embora particularmente repulsivos, e garras nas mãos. Em qualquer das formas, rasga as gargantas das vítimas, cuja carne devora em seguida.

PÊLO MAS ENTRANHAS:
Na Itália do século XVI cria-se que crescia pêlo nas entranhas de alguns lobisomens. Em 1541, pelo menos um suspeito morreu sob os escalpelos dos seus examinadores.
Suspeitmu-se de que o impopular rei inglês João Sem Terra, que reinou muse 1199 e 1216, seria um lobisomem. Uma crônica normanda descreve como os monges, vendo ouvido ruídos procedentes da sua sepultura, retiraram o seu corpo de terra consagrada.
"Assim se realizou integralmente o romário presságio do seu sobrenome - Lackland (Sem Terra) -, pois em vida perdeu quase todos os domínios e depois de morto não pôde manter-se pacificamente de posse de seu túmulo."
São muitos os processos através dos quais um homem se pode converter num lobisomem. Gervase of Tilbury, um eclesiástico medieval, considerava um método infalível desnudar-se e rolar sobre a areia em noite de lua cheia.
No folclore italiano, bastava ser-se concebido por altura da lua nova ou apenas dormir ao relento sob a lua chega uma sexta-feira para se ser transformado num vampiro.
Conta-se que, na Irlanda, S. Patrício amaldiçoou um clã inteiro cuja falta de fé lhe desagradava; de 7 em 7 anos os membros desse clã convertiam-se em lobisomens.
Segundo algumas lendas europeias, a transformação verifica-se quando se bebe num regato onde tenha bebido um lobo, quando se é mordido por um lobo raivoso ou quando simplesmente se come acónito.
São também variados os processos utilizados contra os lobisomens. O folclore franco-canadiano aconselha um exorcismo no qual se invoque o nome de Cristo ou se chame por 3 vezes o lobisomem pelo seu nome de batismo.
Em França, o método indicado para o vencer consistia em extrair-lhe 3 gotas de seu sangue durante a fase de lobo.
Mas o método mais divulgado para liberar um ser humano na condição maldita de lobisomem consistia em alvejar o animal com uma bala de prata, preferivelmente de prata consagrada, obtida, por exemplo, do crucifixo de uma igreja.

HOMENS-LEOPARDOS:
Mas lendas de praticamente todos os países aparece o mito dos seres semi-humanos, semianimais. Em África, alguns povos primitivos crêem na existência de homens que se transformam em homens-leopardos; na Ásia, o homem-tigre é temido pelos supersticiosos, e os Escandinavos acreditavam na existência de homens que assumiam a forma de ursos para caçar.
Por estranho que pareça, algumas destas histórias misteriosas podem ser baseadas em fatos reais. Têm sido registados casos estranhos, felizmente raros, de pessoas que acreditavam ser animais e tentavam beber sangue e comer carne crua. Está doença invulgar é conhecida pelo nome de paranóia zoantrópica.

OS MAGOS

Já se escreveu muito a respeito dos processos por feitiçaria na Idade Média, os sabás e os esbás, as fogueiras da Inquisição, etc. A mais curiosa das práticas mágicas nos sabás era a licantropia. Uma sacerdotisa, alucinada com o ritmo das canções e com as beberagens que tomava, contorcia-se numa espécie de altar até transformar-se num animal: uma cabra, um gato, um porco. Quase todos os acusados de feitiçaria acabaram confessando e fornecendo detalhes curiosíssimos a respeito de seus contratos com o Demônio. Até Paganini, muito depois, foi acusado de barganhar com o Diabo. Tal como o Fausto.
Cagliostro foi talvez o mais célebre dos magos. Outros, anteriores, como Apolônio de Tiana e Merlim, tiveram sua merecida fama. Recentemente, Aleister Crowley deixou sua fortuna (morreu em 1944) para a propagação da magia no mundo, magia de que ele foi sempre um importante sacerdote. Crowley profetizou uma porção de fatos em sua vida, dizia-se inspirado pelo Ficam e discípulo de Elifás Levy, famoso ocultista. Podia fazer uma mulher apaixonar-se por ele em poucos minutos, segundo se diz. Morreu em extrema miséria, recusando-se a vender por um bom preço os segredos que transformariam qualquer homem num dom Juan irresistível.
Gustavo Rol é outro desses magos modernos. Maravilhou Pitigrilli, que o entrevistou para a revista Planète. Era um adivinho extraordinário e possuía receitas secretas para todos os males, físicos e espirituais.
A revista Paris-Match (12 de março de 1955) publicou uma curiosa reportagem sobre feitiçaria nos dias de hoje, citando inclusive o caso da esposa do romancista e crítico Poinsot, que se dizia maga e que previu a própria morte com minúcias espantosas. Segundo F. Ossendowski, em seu livro Dans l'ombre du sombre Orient, a feitiçaria e o satanismo teriam hoje maior desenvolvimento na Rússia do que ao tempo dos czares. Refere-se o autor a uma certa Irene Heinzel, ex-bailarina do teatro de Odessa e depois diretora da prisão de Ufa, profunda conhecedora da magia siberiana, como uma das grandes sacerdotisas do culto a Satã, em nossos dias.

LOBISOMENS




Os Lobisomens (Lycans, Lupinos), grandes, fortes, rápidos e duros são a melhor maneira de os descrever. Inferiores que os vampiros em estado normal (força e agilidade) conseguem superá-los facilmente em estado animal. Em estado normal no entanto ainda apresentam algumas qualidades sobre humanas, como força bruta, regeneração instantânea, e sentidos muito apurados, nomeadamente audição e olfato.ش

Em estado animal acrescentam-se ainda uma força extrema, grande velocidade, capacidade de trepar pelas paredes recorrendo às garras. Como desvantagens principais alergia a prata e incapacidade de usar qualquer arma em estado animal. As munições usadas pelos lycans possuem um concentrado radioactivo de Uv.ش

São movidos pela sede de vingança sobre os vampiros numa luta pela sobrevivência...


Lendas e superstições mostram o lobisomem como um personagem malígno. Um homem ou espírito na forma de um lobo que vaga pela terra à noite. De acordo com antigas crenças, é um homem que possui a habilidade da transmutação em um lobo durante a noite, em particular sob a influência da lua. Presumia-se que a maldição era contraída através da mordida de um outro lobisomem, ou amaldiçoada por um mago. A imagem mais comum é a de uma criatura do mal, percorrendo a noite em busca de vítimas, tanto animais quanto humanas. Lincantropia (do grego Lycos, "Lobo"; e Anthropos. "homem"). Esse termo foi originalmente usado para descrever um homem capaz de transformar-se em um lobo, mas hoje é mais utilizada na psiquiatria para descrever um bem conhecido tipo de alucinação. É uma doença psicológica a qual o efeito é a crença, por parte do infectado, de que seja realmente um lobisomem. Em muitos casos Lincantropia é o resultado de um ocorrido desejo por poder ou até mesmo desejos sexuais reprimidos. Mas existem alguns lincantropos que são mais afetados mentalmente do que outros, tornando-os muito perigosos, até podem matar em extremo. As lendas sobre Lobisomens tiveram início na França, no séc. XV. Mais de 30.000 ações judiciais contra Lobisomens aconteceram. E quase 100 delas foram executadas. Não se sabe exatamente quando os Lobisomens apareceram. A primeira aparição deve ter ocorrido no século 5 a.C., quando os Gregos, estabelecidos na costa do Mar Negro, levaram estrangeiros de outras regiões para mágicos capazes de transformar a si mesmos em lobos. Os anciãos diziam que essa metamorfose tornava possível a aquisição da força e astúcia de uma fera selvagem, mas os Lobisomens retiam suas vozes e vislumbre humanos fazendo com que não fosse possível distingui-los de um animal comum. Por outro lado, a verdadeira e mais comum lenda dos Lobisomens nasceu em terras francesas. De acordo com as lendas, existem quatro formas de alguém se tornar um Lobisomem.
Elas vêm a seguir:

- Pela própria maldição, resultando no Lobisomem Alpha, que pode ser visto como o primeiro Lobisomem de uma grande família. O desafortunado indivíduo ganha a perversa maldição por ter desafiado ou destruído um poderoso mago. Ele irá perceber que está amaldiçoado na primeira noite de lua cheia, depois do encantamento. A primeira metamorfose é a mais traumática.

- Transmissão hereditária devido ao fato da criança do Lobisomem obter a mesma maldição de seu pai ou mãe. É exatamente o mesmo resultado de ser mordido por um Lobisomem. Se um Lobisomem decidir transmitir a maldição para outra pessoa, é suficiente que ele a morda. No entanto, o Lobisomem considero muito cruel amaldiçoar alguém dessa forma, então escolhe matar e devorar a vítima.

- Sobreviver à um ataque: Se alguém for mordido e sobreviver, ele vai dormir bastante nas próximas semanas enquanto a doença se propaga por seu corpo. Com a primeira lua cheia, a vítima vai descobrir seu maléfico potencial e incontrolável desejo de sangue.

- Um método discutível de se tornar um Lobisomem é ser mordido por um Lobo que decide amaldiçoar um homem, por qualquer razão. O princípio continua então como a maldição por mágica, não significando doença, mas metamorfose na primeira noite de lua cheia.



A origem do Mito da eterna luta entre Lobisomens e Vampiros (PARTE II)

E foi muito bem recebido pelos latinos, pois estes sabiam que ele tinha muito potencial pra cumprir o que a mãe terra tinha lhe designado a fazer. Depois de 33 anos de reinado, Rômulo descobriu, através de um etrusco espião, o que tinha acontecido com seu irmão e mais uma vez sentiu inveja de seu irmão, por este ter poderes que ele não havia. Como Rômulo tinha se familiarizado com os etruscos (Sua esposa era etrusca). Ele foi à busca de uma bruxa muito poderosa que vivia em Roma, seu nome era Strix, ele foi até ela e explicou que queria um poder semelhante a do seu irmão Remo. Como a bruxa há anos já tinha reparado nos desempenho de Rômulo e, via as brigas intrigantes de seu irmão. A bruxa prontamente (mais por interesses próprios) transformou-o em mais um membro dos vampiros Strigoi. E foi assim que Rômulo foi visto pela ultima vez, desaparecendo em uma enorme nuvem negra.
Depois mais enfurecido por não ter um poder que realmente desejava, e pior, por ter que servir à bruxa; Rômulo ficou enfurecido com os latinos e culpou a todos por eles estar daquele estado em que ele se encontrava e por eles terem salvado seu irmão Remo. Rômulo mudou seu nome para Rômulo Voltera e após conseguir quebrar seu vínculo com a bruxa Strix, começou a montar uma família muito poderosa de Vampiros pra controlar Roma por trás dos panos e também na verdade fazer uma certa guerra contra os latinos descendentes do primeiro lobisomem romano que era seu irmão. Com tudo isso nasceu uma rivalidade enorme entre os Volteris (Família de vampiros Strigoi, criada por Rômulo) e os Lobisomens (Remianos, por descenderem de Remo), onde os vampiros queriam destruir os Lobos e esses defendendo ao máximo seu território e protegendo os latinos.

A origem do Mito da eterna luta entre Lobisomens e Vampiros (PARTE I)



Diz a lenda que quando Tróia caiu (século XII a.C.), Enéias, príncipe troiano filho de Vênus e Anquises (Anchises), conseguiu salvar-se da cidade que ardia carregando o pai nas costas e o filho, Ascânio, pela mão. Após longa peregrinação, chegou ao Lácio. Eneias ter-se-ia fixado junto ao rio Tibre, onde se casou com uma filha do rei Latino. O filho de Enéias fundou a cidade de Alba Longa. O Tempo passou e os descendentes de Enéias reinavam em Alba. Um deles, Numitor, três séculos mais tarde, foi deposto e aprisionado por Amúlio, seu irmão. Amúlio matou um sobrinho e, para que não houvesse descendência, colocou sua sobrinha, Réia Silvia, num colégio de Vestais, transformando-a em Vestal (sacerdotisa virgem, consagrada à deusa Vesta). Um dia, a velha vestal teria ido buscar água para um sacrifício em um bosque sagrado, junto ao rio Tibre, quando foi seduzida por Marte, deus romano da guerra, que a engravidou, tendo nascido desta união proibida dois gêmeos: Rômulo e Remo.
Como desejava o trono, o rei Amúlio mandou encarcerar Réa Sílvia e, temeroso que estas crianças viessem futuramente a destroná-lo, mandou abandonar os meninos no rio Tibre numa cesta. A correnteza do Tibre, em vez de levá-las para o mar, milagrosamente, depositou-as junto ao Ficus ruminalis, uma figueira sagrada do monte Palatino. Rômulo e Remo foram salvos por uma loba e um picanço enviados por Marte. A loba, animal sagrado para os romanos, junto com um picanço os criou, amamentando e protegendo-os juntamente com as suas crias, na sua gruta, no Lupercal, o que garantiu sua sobrevivência. Rômulo e Remo cresceram e se tornaram crianças com muita força e com uma ferocidade incrível. Logo, foram encontrados por um pastor do rei Amúlio, chamado Fáustulo, que os levou para criar e educá-los, junto com sua esposa Larência. Foi o pastor que deus seus nomes.
Por sua descendência divina, os gêmeos se tornaram lideres dos pastores da região, atraindo a atenção de seu avô Numitor. Este que foi até eles e lhe explicou as suas histórias e origem de vida, dizendo-lhe que eles eram filhos de sua filha Réia Sílvia, e que seu tio Amúlio tinha tirado o trono do poder deles. Sabendo de tudo Rômulo e seu irmão seguiram para a cidade de Alba Longa e destronou o seu tio, dando novamente o reinado ao seu avô Numitor, e este como em forma de agradecimento lhe deu terras para que cada um construísse uma cidade. Os gêmeos se reuniram junto a uma sacerdotisa de Marte para que lhes desse os presságios de onde construírem sua cidade. A sacerdotisa lhes disse que onde encontrassem um bando de abutres seria o local escolhido por Marte para fundarem suas cidades. Rômulo foi o primeiro a encontrar os presságios de seu pai, um bando de seis abutres. Entretanto, Remo foi agraciado com a fortuna, encontrando um bando de doze abutres e lá cada um começou a montar sua cidade.
Rômulo logo percebera a diferença entre suas terras e as de seu irmão. Ficou furioso e enciumado por suas terras menos frutíferas que de Remo, como se as terras de irmão exalassem uma energia espiritual muito grande (que não deixava de ser verdade). Então, Rômulo desafiou seu irmão pelos seus territórios, mais este não queria brigar e não aceitou o desafio, deixando seu irmão mais furioso que o atacou sem nenhuma honra. Após o ataque, Rômulo tomou posse da cidade e levou o corpo de seu irmão para a floresta, para que esse morresse pelos seus ferimentos. Depois voltou a suas novas terras e a rebatizou com o nome de Roma. Abandonado na floresta, Remo apenas esperava por sua morte, mas novamente foi encontrada pela loba que o amamentou. A loba lambeu seus ferimentos e lhe explicou que ela na verdade era um espírito muito poderoso da natureza, que foi invocada pelos magos latinos que moravam na para proteger suas terras.
Ela ofereceu-lhe uma forma de continuar vivo, mas que ele teria que viver como lobo protegendo os latinos e a natureza. Remo aceitou sua proposta e, a loba que o amamentou o mordeu passando toda sua essência de vida para ele. Por ter descendência divina do deus Marte, não aconteceu exatamente como a loba tinha dito. Remo sofreu com muita dor durante três dias inteiros e após esse sofrimento ele se transformou em um lobo imenso, maior do que um urso, muito maior do que sua mãe e muito mais forte e feroz. Passou dias até que Remo conseguiu controlar o frenesi dentro dele, e descobriu que também podia voltar a ser humano novamente enquanto ele conseguisse controlar sua fúria. Depois por de sua peregrinação para aprender controlar sua fúria, Remo foi ao encontro dos latinos que moravam nas proximidades da cidade de Roma, e lhe contou que seria o substituto da loba e, que ele seria o protetor de suas terras e de sua cultura, como tinha feito a mãe lobo durante anos.